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As notícias. Jornal das quatro, com a edição de Miguel Vítor Dias. Miguel, o Futebol Clube do Porto pode sagrar-se campeão esta noite, mas a festa nos Aliados está adiada para a última jornada.

Se houver festa hoje, será nas imediações do Estádio do Dragão. A entrega da taça e a tradicional festa na Avenida dos Aliados fica reservada para o fim de semana de 17 de maio. João Gama.

Tal como aconteceu em 2018 e em 2022, o Futebol Clube do Porto só sobe à varanda da Câmara Municipal do Porto, na Avenida dos Aliados, depois da última jornada, que está marcada para o fim de semana de 17 de maio, em que os Dragões recebem o Santa Clara. Para hoje, a confirmar-se a conquista do título, que pode acontecer no fim do jogo do Benfica ou depois do encontro entre o Porto e o Alverca, a festa vai fazer-se nas imediações do Estádio do Dragão. A Câmara Municipal do Porto deu conta, em comunicado, que será montado um dispositivo de segurança para separar a possível festa do título de um outro evento esta noite na cidade do Porto, que é a monumental serenata que abre a Queima das Fitas. Assim, os Aliados vão estar cortados ao trânsito a partir das 19h30 para evitar a festa do título e, nos arredores do Estádio do Dragão, várias estradas vão estar cortadas entre as 19h30 e a meia-noite. Se o Futebol Clube do Porto confirmar hoje a conquista do Campeonato Nacional, a festa faz-se a dois tempos: esta noite no Estádio do Dragão e daqui a 15 dias na tradicional Avenida dos Aliados.

O jornalista João Gama com os preparativos de segurança para a festa. Esta tarde, o Benfica entra em campo às 18h00, frente ao Famalicão, jogo que já terá impacto nas contas do título, que pode ficar decidido definitivamente às 20h00, quando o Futebol Clube do Porto entrar em campo frente ao Alverca.

E é tudo para acompanhar aqui na Rádio Observador, numa longa emissão especial que arranca depois da síntese das 17h30. A partir de segunda-feira, arranca a operação da GNR por causa das peregrinações do 13 de Maio, Miguel.

A operação Peregrinação Segura decorre de 4 a 13 de maio, com o objetivo de garantir segurança rodoviária, com especial atenção às zonas de tráfego intenso ou com bermas estreitas. A Guarda Nacional Republicana vai também trabalhar com a plataforma Waze para criar mensagens e alertas personalizados sobre os pontos que merecem maior atenção. Até dia 11 de maio, a operação é mais focada nos peregrinos em trânsito. A partir daí, a atenção maior será nas celebrações, no santuário e também nas zonas envolventes. Aos peregrinos que se deslocam para Fátima, a GNR aconselha a não usarem auscultadores nem telemóvel durante a caminhada e a seguirem sempre na berma contrária ao sentido do trânsito, usando coletes refletores. Este ano, as celebrações do 13 de Maio vão ser presididas pelo Patriarca de Lisboa, Dom Rui Valério. No ano passado, estas cerimónias acolheram mais de 450 mil peregrinos.

E a Confederação Empresarial de Portugal lamenta a marcação de uma greve geral com negociações ainda a decorrer.

Armindo Monteiro diz que é uma decisão desproporcional. É a reação do presidente da CIP ao anúncio feito ontem pela Intersindical. Armindo Monteiro defende que, neste momento, não há pontos assim tão distantes que separem as partes envolvidas neste processo.

Lamentamos. Lamentamos apenas porque a greve é utilizada, se me permite a analogia, é um bocadinho como na guerra. É quando a diplomacia falha. A greve é tempo de bombardeamentos, não é tempo de diplomacia. E a diplomacia é essa que ainda estamos, desde junho, infelizmente, por um período demasiado longo. Ainda estamos nessa fase de diplomacia, isto é, de negociação, de procurar consensos, de procurar equilíbrios e, neste momento, não há pontos tão distantes que separam as posições.

Armindo Monteiro considera que a discussão da nova Lei do Trabalho não está no ponto de rutura que aparenta, mas o líder da CGTP faz outra leitura. Tiago Oliveira diz que a abertura negocial prometida pelo governo não se traduziu em nada e que as linhas vermelhas continuam inalteradas.

É que as razões que assistiram à greve geral do ano de dezembro mantêm-se. E nós temos tido da parte do governo a tentativa de construir uma retórica, uma perceção que depois não corresponde à realidade que tem sido todo este processo de discussão. E talvez seja necessário terminar com isto: é que ao fim de nove meses a CGTP ainda não teve a oportunidade de discutir uma única proposta que tenha apresentado.

O líder da CGTP admite desconvocar a greve geral marcada para 3 de junho, apenas se o governo retirar a atual proposta laboral e ceder também às exigências dos sindicatos.

Os dois foram convidados do Explicador desta manhã da Rádio Observador, já disponível em podcast. Na atualidade internacional, o primeiro-ministro polaco alerta para a desintegração da NATO.

Foi através de uma publicação na rede social X, Donald Tusk escreve que a maior ameaça à comunidade transatlântica não são os inimigos externos, mas sim a desintegração em curso desta aliança. As declarações do chefe do governo da Polónia, antigo presidente do Conselho Europeu, surgem horas depois de o Pentágono ter anunciado a retirada de cerca de 5 mil soldados norte-americanos da Alemanha, na sequência das críticas do chanceler alemão Friedrich Merz, que disse que os Estados Unidos estão a ser humilhados pelo Irão no conflito no Médio Oriente. Ontem, Donald Trump ameaçou ainda retirar tropas de Itália e Espanha, por estes dois países não autorizarem a utilização das bases por aviões militares norte-americanos.

E Miguel, o Parlamento Europeu pede clareza e determinação na resposta às novas tarifas de Donald Trump.

O pedido é do responsável europeu pelas negociações para o acordo comercial entre Bruxelas e Washington. Em comunicado, Bernd Lange considera que não é assim que se tratam parceiros próximos e acusa o presidente dos Estados Unidos de estar a mentir. O também presidente da Comissão Parlamentar do Comércio Internacional do Parlamento Europeu sublinha que agora é tempo de reagir com a maior clareza, determinação e confiança na força europeia. Ontem, através da rede social Truth Social, Donald Trump anunciou que os automóveis e caminhões produzidos na União Europeia passariam a ser taxados a 25%, em resposta à violação por parte de Bruxelas do acordo comercial celebrado com os Estados Unidos da América.

E o presidente dos Estados Unidos admitiu abertamente a possibilidade de atacar Cuba, mas só depois do fim do conflito no Médio Oriente.

Num discurso na Flórida, o presidente norte-americano avisou que os Estados Unidos podem vir a assumir o controle do país num futuro próximo, assim que terminar a guerra no Médio Oriente. No programa Cinco Continentes, na Rádio Observador, o historiador Bruno Cardoso Reis destaca o contexto em que o presidente norte-americano colocou esta possibilidade.

Donald Trump estava a falar, tanto quanto eu percebi, das alterações arquitetónicas na Casa Branca e, portanto, a respeito disso, fala do seu arquiteto preferido, com quem ele tem trabalhado muito, que é um cubano-americano, Rick González. E depois, a pretexto, vamos pôr isto aqui entre aspas: "Já que eu estou a falar de Cuba, se calhar podemos a seguir invadir Cuba". E, portanto, é neste contexto que surge esta ameaça de invadir um país.

Mesmo assim, Bruno Cardoso Reis sublinha que Donald Trump parece ter a noção de que não faz sentido atacar Cuba enquanto não terminar o conflito no Irão.

Miguel Vítor Dias com o Jornal das Quatro.