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Rádio Observador. Jornal das quatro, tem edição do José Rafael Lopes. Começamos esta ronda pelas notícias, José, com Carlos Moedas recusa estar em guerra com o Governo, mas admite estar alarmado com a situação de segurança na capital.
São palavras do presidente da Câmara de Lisboa na Universidade de Verão do PSD, que surgem depois do gabinete do ministro da Administração Interna ter contrariado Carlos Moedas e dito que o reforço policial garantido já estava no terreno. Um dia depois de ter estado reunido com o ministro Luís Neves, Carlos Moedas dedicou parte do discurso em Castelo de Vide, na Universidade de Verão do PSD, à segurança. Insiste o autarca na necessidade de reforçar em quase 2 mil polícias a cidade de Lisboa. Ainda assim, o autarca da capital garante não estar em guerra nem com o Governo, nem com nenhum ministro. Diz Carlos Moedas que a guerra é só uma: a segurança em Lisboa. As palavras do autarca surgem depois do gabinete do ministro da Administração Interna ter dito que o reforço policial prometido pelo Governo já está no terreno. 200 agentes que já estarão a trabalhar desde junho, é o que diz o gabinete de Luís Neves, em resposta ao Observador. Diz que este reforço do policiamento em Lisboa está a ser concretizado. Em marcha também um trabalho mais estrutural para garantir a segurança na cidade. O Ministério da Administração Interna fala ainda num plano de reorganização da rede de esquadras de Lisboa, que vai ser apresentado em breve à autarquia.
O secretário-geral do PS aplaude a garantia do primeiro-ministro sobre a Segurança Social, mas aponta um contrassenso.
Luís Montenegro desejou um entendimento antes das próximas eleições quanto à Segurança Social, mas reiterou essa garantia de que não pretende fazer qualquer tipo de alteração nesta legislatura. José Luís Carneiro, que já tinha pedido por mais do que uma vez que Luís Montenegro tivesse esta intervenção pública, admite ter ficado satisfeito, mas aponta esse contrassenso entre o que diz o primeiro-ministro e o que diz a comissária europeia Maria Luís Albuquerque.
É preciso saber, afinal, qual é a posição do Governo sobre esta matéria. Contudo, o facto de o primeiro-ministro ter dito que nesta legislatura não, corresponde a uma garantia que eu próprio tinha pedido, nomeadamente em relação ao modo como iríamos olhar para a proposta do Orçamento do Estado. Isso em si é positivo, mas chamo a atenção que foi o Governo que encomendou o estudo e também é quem o Governo português indicou para representar Portugal na Comissão Europeia, que tem uma proposta que abre as portas à privatização da Segurança Social.
Palavras de José Luís Carneiro no último dia da rota pelo interior que está a realizar pelo país.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial diz que o PRR está totalmente concluído, mas que ainda não consegue quantificar a verba do Orçamento do Estado que vai ser usada para investir nas obras que faltam terminar.
Manuel Castro Almeida diz que Portugal vai cumprir todos os marcos e metas do PRR, mas deixa esse aviso que é preciso alavancar investimento público e que, para já, ainda não é possível quantificar a verba do Orçamento do Estado que vai ser utilizada para investir nas obras que faltam terminar e que estão englobadas no PRR. Admite, para já, o ministro, que o desvio total do plano é de 1%.
Estamos a gerir um programa de 22 mil milhões de euros e a margem de erro que este programa poderá ter é da ordem de 1%, por excesso. Portanto, vamos executar mais 1% do que o previsto. Para garantir que executávamos 100, nós contratualizamos 101%. Para garantir que executávamos 100%. Não é fácil encontrar desvios tão pequenos como este num programa desta dimensão com tantos agentes intervenientes.
Palavras de Manuel Castro Almeida em conferência de imprensa e com essa garantia de que todas as verbas que vieram de Bruxelas vão ser utilizadas a 100%.
O PRR está totalmente concluído. Portugal cumprirá 100% dos marcos e metas do PRR. Estão garantidos os 16.326 milhões de euros de subvenções a fundo perdido da União Europeia, 100% das subvenções. A componente dos empréstimos, 5.580 milhões, também será executada na totalidade, salvo algum imprevisto de última hora.
Manuel Castro Almeida, que classificou ainda como uma fatalidade o facto do investimento público ter vivido de fundos europeus.
Em Espanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros rejeita qualquer tipo de cedência de território a Marrocos.
Garantia deixada no Congresso dos Deputados sobre a gestão da crise migratória que atingiu Ceuta no final de julho. Vários ministros do governo espanhol estão a ser ouvidos sobre a entrada de quase 80 mil migrantes em Ceuta no espaço de 24 horas. José Manuel Alvarez recordou as palavras dos ministros marroquinos da Justiça e dos Assuntos Islâmicos, que defendem um diálogo com Espanha para resolver o estatuto das duas cidades, alegando direitos históricos e geográficos de Marrocos. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros rejeita qualquer tipo de posição nesse sentido. Sobre Ceuta e os restantes territórios autónomos, garante Alvarez que nunca se vai discutir a integridade territorial de Espanha com Marrocos, nem com ninguém.
Fui muito claro quanto a Ceuta e Melilha, quanto à nossa integridade territorial e à nossa soberania. Nunca houve, não há, nem nunca haverá qualquer tipo de conversa a este respeito. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da União Europeia e da Cooperação, e eu, na qualidade de ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, rejeitamos formalmente e por todos os canais diplomáticos disponíveis, as declarações contrárias à nossa integridade territorial.
As declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha nas explicações no Congresso dos Deputados. José Manuel Albares destacou ainda o papel da comunicação com Marrocos, que permitiu tanto o regresso das pessoas que entraram em julho em Ceuta em menos de 24 horas, bem como a contenção de uma nova tentativa de migração a 14 de agosto. A esta hora, em Espanha, está a ser ouvida a Ministra da Segurança Social, Inclusão e Migração, Elma Sáenz.
No desporto, Benfica, Torreense e Braga já conhecem os adversários da fase de liga das provas europeias.
Benfica e Torreense vão jogar a Liga Europa, Sporting de Braga joga a Liga Conferência. O João Lourenço destaca as equipas que as equipas portuguesas vão enfrentar, a começar pelo Benfica. O sorteio ditou que os encarnados viajam até Milão para defrontar o AC Milan e reencontrar Rúben Amorim e Gonçalo Ramos. O pote um também deu o duelo caseiro frente aos neerlandeses do AZ Alkmaar. No que toca a desafios no Estádio da Luz, os encarnados ainda recebem os polacos do Lech Poznań, os escoceses do Celtic e os gregos do OFI Creta. As restantes viagens europeias estão marcadas para a Chéquia, para defrontar o Viktoria Plzeň, para os Chipre, para jogar frente ao Omonia e para os Países Baixos, para defrontar o NEC Nijmegen. Vamos ao estreante Torreense, que tem pela frente emblemas com bastante história no velho continente. Recebe em Leiria o Olympiacos, o Celtic, o Sunderland e o Ararat-Armenia. Viaja até ao terreno da Real Sociedad, do Ferencváros da Hungria, o Lech Poznań da Polónia e o Lillestrøm da Noruega. Descemos até à Liga Conferência, onde o Braga tem apenas seis jogos. Recebe o Gent da Bélgica, o KuPS da Finlândia e o Egnatia da Albânia. Tem todas as viagens marcadas para a Escandinávia. Vai à Dinamarca defrontar o Copenhaga e o Aarhus e à Noruega defrontar o Brann. O jornalista João Lourenço com os adversários de Benfica e Torreense na fase de liga da Liga Europa e do Sporting Braga na Liga Conferência.
No campeonato, o Porto viaja até Viseu, vai defrontar o Académico. O treinador Francesco Farioli pede atenção às bolas paradas do adversário.
O Académico de Viseu e Futebol Clube do Porto arranca quando forem 18h. Os campeões nacionais têm três vitórias em três jogos na primeira liga. Na conferência de imprensa antes do jogo, Francesco Farioli deixa elogios ao Académico de Viseu e admite que a equipa de Viseu tem jogadores corajosos a defender.
"É uma equipa muito corajosa, com e sem bola, que gosta de pressionar muito alto. Uma equipa que tem capacidade para ter também bons momentos com bola e acho que no geral é muito bem organizada. Neste momento, são também uma ameaça nas bolas paradas, pois já marcaram três golos em lances semelhantes. Portanto, temos muitos desafios diferentes pela frente. Será definitivamente um jogo que vai exigir a nossa melhor versão."
Francesco Farioli em conferência de imprensa antes do jogo Académico de Viseu. Do outro lado, da equipa da casa, Bruno Pinheiro diz que o Académico de Viseu precisa obrigatoriamente de ganhar os duelos defensivos para ter qualquer tipo de hipótese de conquistar qualquer ponto.
Vai ser extremamente difícil ter posses de bola longas, porque o Porto é uma equipa que passa de uma defesa zona para uma defesa homem a homem no estalar de dedos. Ativa um gatilho de pressão de uma forma muito rápida e transforma aquele 4-2-3-1 num homem a homem, o que nos obriga a ganhar duelos. Portanto, posse de bola vai ser difícil, vai nos obrigar muito a duelos. Eles provocam muito os duelos defensivamente. Se formos ganhadores nos duelos, aumentamos essa posse de bola. Se formos perdedores nos duelos, garantidamente vamos estar muito tempo sem bola.
Bruno Pinheiro, treinador do Académico de Viseu, antes do jogo que está marcado para amanhã, às 18h, Académico de Viseu e Futebol Clube do Porto.
Vai ter relato aqui na Rádio Observador, assim como mais logo à emissão especial de desporto para acompanhar o Rio Ave x Sporting. José, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?
Mais um dos quatro bombeiros feridos em Arouca, num acidente quando estavam a encaminhar-se para um incêndio, teve alta hospitalar. Há dois que continuam internados. A informação foi revelada por fonte hospitalar. O caso mais grave é de um homem que ficou ferido com gravidade após ter caído do carro que desceu uma ravina de mais de 100 metros. Vladimir Putin considera que os Estados Unidos estão enfraquecidos pela guerra no Irão e incapazes de intervir na Ucrânia. O presidente russo considera que o conflito no Irão pode dar uma oportunidade a Moscovo para lutar contra os interesses norte-americanos na Europa. Estas palavras de Vladimir Putin foram transmitidas aos serviços secretos norte-americanos antes da viagem do diretor da CIA a Moscovo, deslocação que tem estado em volta em mistério. Nos Mundiais de Canoagem, Portugal teve medalha de bronze em K4 500 metros. O quarteto de canoístas composto por Gustavo Gonçalves, João Ribeiro, Messias Batista e Pedro Casinha não conseguiu revalidar o ouro conquistado no ano passado. Fizeram a prova de 500 metros em 1 minuto e 25 segundos. Ficam com medalha de bronze nestes Campeonatos do Mundo de Canoagem.