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Notícias. Jornal das Quatro com Luís Soares. Luís, há novos nomes a afastar-se do Festival Comédia à la Carte, marcado para Lisboa: os humoristas Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca e também a atriz Inês Aires Pereira.

São os últimos nomes a cancelar presença no festival de comédia, que acontece já no próximo mês. A maior parte dos cancelamentos não foi justificada de forma clara, mas há um nome, Maria Miguel Marques, que ajuda a contextualizar estes afastamentos.

Jerry Seinfeld é o cabeça de cartaz na estreia do Festival Internacional de Humor de Lisboa, Comédia à la Carte Fest. O humorista norte-americano e criador da série televisiva "Seinfeld" tem assumido publicamente o apoio a Israel na fase mais recente do conflito israelo-palestiniano. A estreia de Jerry Seinfeld em Portugal tem gerado no país, por esse motivo, alguma contestação e apelos ao boicote, sobretudo nas redes sociais. E no meio desta indignação, esta semana surgem os cancelamentos. Na plataforma digital da Blueticket, é referido que o concerto do conjunto Cucamonga, no dia 29 de outubro, foi cancelado por razões alheias à organização, e o tributo pop de Carolina Deslandes, Tatanka e Bárbara Tinoco, marcado para 31 de outubro, surge apenas como cancelado. Já a dupla Cebola Mol anunciou o cancelamento do espetáculo com uma publicação nas redes sociais, onde Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca aparecem junto a uma imagem de uma fatia de melancia, um fruto símbolo que partilha as cores com a bandeira da Palestina. Inês Aires Pereira é a primeira a mencionar a palavra genocídio numa publicação em que a própria anuncia o cancelamento do espetáculo a 29 de outubro.

Maria Miguel Marques, e a polêmica em torno do Festival Internacional Comédia à la Carte está marcado para 29 de outubro a 1 de novembro, em Lisboa. Tem sido alvo de alguns cancelamentos, muito por causa da participação do humorista Jerry Seinfeld, que é o cabeça de cartaz e tem assumido publicamente o apoio a Israel.

O presidente russo determinou uma suspensão dos ataques a Kiev durante três dias. Isto numa altura em que os dois enviados norte-americanos, Jared Kushner e Steve Witkoff, já estão em Moscovo.

Onde vão ser recebidos por Vladimir Putin. Informação confirmada pelo porta-voz do presidente russo. À agência TASS, Dmitry Peskov confirma que o presidente russo vai encontrar-se com Jared Kushner e Steve Witkoff e que Vladimir Putin determinou uma suspensão dos ataques a Kiev durante três dias, a começar à meia-noite. Kushner e Witkoff foram recebidos por um empresário russo, forte aliado de Vladimir Putin, à chegada ao aeroporto, Kirill Dmitriev, um dos homens fortes do presidente russo para as questões de investimento. Estiveram os três a almoçar no restaurante de Moscovo. Witkoff e Kushner chegaram a Moscovo com o objetivo de reavivar os esforços de negociação para colocar um fim à invasão russa da Ucrânia. A visita acontece em plena intensificação dos ataques aéreos de ambos os lados do conflito. Hoje, o presidente ucraniano denunciou uma série de ataques russos aos aeroportos ucranianos, afirmando que são tentativas da Rússia de sabotar as conversações diplomáticas que estão em curso com os Estados Unidos. Os dois enviados seguem depois para a capital ucraniana, onde vão estar amanhã. Vladimir Putin ordenou então a suspensão dos ataques contra Kiev durante três dias, a começar à meia-noite.

Os Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos como resposta ao lançamento de mísseis contra navios da Marinha norte-americana por parte de Teerão.

Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos confirmou o ataque. Adianta que as forças norte-americanas danificaram permanentemente dois petroleiros e destruíram de forma completa um terceiro. O comando, responsável pela atuação norte-americana no Médio Oriente, refere ainda que as forças do país conseguiram escapar aos ataques do Irão a dois navios da Marinha dos Estados Unidos. Afirma também que os ataques não foram provocados. Na mesma nota, os Estados Unidos afirmam que os três petroleiros atingidos faziam parte de uma frota fantasma que financia a Guarda Revolucionária do Irão. O comandante do Comando Central diz que o ataque é uma mensagem para o regime de Teerão e que cada ataque da Guarda Revolucionária vai ter uma resposta com maiores custos econômicos. Garante ainda que, se for necessário, o comando vai destruir a frota de petroleiros limitada e exposta do Irão.

O presidente da República congratula-se com a decisão da Agência Fitch de elevar a anotação financeira da República Portuguesa.

A decisão foi conhecida ontem à noite. A agência deixa Portugal na categoria A+ e com perspectiva estável. Numa nota, o presidente da República considera que se trata de uma excelente notícia para o país e de um importante reconhecimento externo do desempenho de Portugal, resultado também de uma evolução de médio e longo prazo, sustentada pelo esforço dos portugueses e também por uma orientação de responsabilidade mantida ao longo de diferentes governos. O chefe de Estado acrescenta que, no momento em que as famílias e as empresas receiam o aumento das taxas de juro, o reforço da credibilidade contribui para atenuar os efeitos internacionais, reconhecendo o presidente que este aumento não terá tradução automática na fatura paga pelas famílias. António José Seguro termina a nota a avisar que o aumento do rating confirma a importância da estabilidade, previsibilidade e também responsabilidade na condução do país e que será uma das notícias econômicas mais relevantes do ano. Também o Ministério das Finanças tinha dito que a subida do rating de Portugal pela Fitch coloca o país ao mesmo nível de França e da Bélgica e que a decisão demonstra a confiança dos investidores internacionais na economia portuguesa.

O coordenador do Pacto para a Saúde da Presidência da República, Adalberto Campos Fernandes, rejeita ser um porta-voz do Presidente da República e garante que as opiniões que dá são por conta própria.

Entrevistado na história do dia da Rádio Observador, Adalberto Campos Fernandes assegura que não representa ninguém nas opiniões que dá e que o Presidente da República também nunca o iria permitir.

O doutor Hugo Soares, que numa entrevista terá dito que não passava pela cabeça de ninguém que o Presidente da República tivesse porta-vozes, evidentemente que também pela minha cabeça nunca passaria a ideia de que esse papel me fosse acometido. Primeiro porque eu, do ponto de vista intelectual, trabalho por conta própria e, portanto, não tenho nenhum tipo de dependência, para além, naturalmente, de ser um apoiante e uma pessoa que considera que António José Seguro é um excelente Presidente da República e vai ser com certeza um excelente Presidente da República. Outra coisa é o próprio presidente. Se há coisa que este presidente nunca na vida acederia ter era interpostos comunicadores ou pessoas que falassem por ele.

Adalberto Campos Fernandes, que na semana passada falou no irregular funcionamento das instituições, uma frase que foi interpretada por alguns comentadores e deputados como sendo um recado de António José Seguro. O coordenador do Pacto para a Saúde avisa que nem sequer integra a Casa Civil da Presidência da República, sendo que o Presidente da República, durante a campanha eleitoral, admitiu pedir a saída de ministros. Uma posição tida pelo agora presidente, ainda durante a campanha, numa entrevista à SIC, em que recordou as tomadas de posição de Jorge Sampaio com Armando Vara ou mais recentemente a de Marcelo Rebelo de Sousa com João Galamba, garantindo que quando o fizer, será de forma leal para com o Primeiro-Ministro e também em privado.

História do Dia, que agora tem um novo episódio também aos sábados. O de hoje está já disponível no nosso site observador.pt e também nas habituais plataformas de podcast. No desporto, Luís, o médio do Futebol Clube do Porto, Viktor Froholt, já teve alta do Hospital de São João.

O internacional dinamarquês esteve envolvido num duelo com o jogador do Muridense, Guilherme Liberato, e sofreu uma concussão cerebral no jogo que o Porto venceu por 2 x 1. Froholt vai ser baixa para o jogo do Porto frente ao Manchester City e está também em dúvida para a partida frente ao Casa Pia. Isto porque o protocolo da UEFA determina um retorno gradual à competição.

A jornada cinco da Primeira Liga de Futebol continua hoje com mais quatro jogos, um deles já decorre.

É o Estoril Amadora-Famalicão, que começou às 15h30, vai já com 35 minutos de jogo e com o Famalicão a vencer desde muito cedo, desde os dois minutos, com o golo de Georgios Kutsiás. Às 18h começam outros dois jogos, o Marítimo-Benfica e o Aves Sporting de Braga. E às 20h30 também há o Sporting-Nacional, os jogos do Sporting e do Benfica para ouvir com relato em direto aqui na Rádio Observador.

E a emissão especial de desporto arranca logo a seguir à síntese informativa das 17h30.