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O Jornal das Cinco, edição do jornalista Miguel Viterbo Dias. E começamos na atualidade internacional pelas eleições na Venezuela. Nicolás Maduro diz que vai aceitar os resultados eleitorais.
Garantiu hoje que vai respeitar o resultado das eleições, que vai ser divulgado ao fim do dia e pede ainda aos restantes candidatos que façam o mesmo. Depois de votar, o presidente venezuelano diz que vai cumprir o que os resultados determinarem. Isto depois de algumas semanas ter deixado no ar que não aceitaria uma derrota. Ainda assim, insiste que só a candidatura que encabeça pode assegurar a paz no país. O atual presidente do país votou pouco depois da abertura das urnas e à saída das mesas de voto deixou um recado para os países estrangeiros.
"O que peço nesta altura é respeito pela Venezuela. Nós temos um sistema eleitoral independente do governo. Não é, por exemplo, o que acontece nos Estados Unidos. Já na altura das eleições americanas, Donald Trump rejeitou o resultado e Biden disse que venceu. Portanto, nós temos um sistema independente. Pedimos que o respeitem. Nós não comentamos a vida dos outros países e pedimos que não o façam connosco."
Nicolás Maduro, em declarações depois de ter votado. Cerca de 21 milhões de pessoas são chamadas às urnas. Na Madeira, onde existe uma forte comunidade, a ação às urnas está a ser significativa. Mais de mil venezuelanos estão registados para votar na Região Autónoma da Madeira.
Olhamos agora para os Jogos Olímpicos. No ténis, Nuno Borges mostra-se desiludido com a derrota na ronda inaugural.
Perdeu frente a Mariano Navone por duplo 6-2. O tenista português apareceu nos Jogos Olímpicos depois de ter conquistado o primeiro torneio ATP. No final do jogo, em declarações à RTP, Nuno Borges mostra-se desiludido com o jogo.
Saio com algumas sensações do último torneio e até saio com bastante confiança, mas as condições acabam por ser bastante diferentes, apesar de ser o mesmo piso, a temperatura não ser extremamente diferente. Acabou por ser um jogo totalmente diferente e eu, se calhar, não consegui adaptar-me a tempo. Ele começou logo desde o início com bom jogo, mas sem lhe tirar mérito, eu não fiz um bom jogo.
"Não fez um bom jogo", diz Nuno Borges depois da derrota inaugural. Já Francisco Cabral foi repescado de última hora para o quadro de singulares. Cedeu frente ao alemão Jan-Lennard Struff por 6-2 e 6-2. Francisco Cabral, que não jogava singulares há dois anos, admite que o objetivo para estes Jogos Olímpicos é mesmo a competição de pares.
Já tinha mais ou menos noção, de há 48 horas para trás, que havia a possibilidade de entrar como alternate, porque estava em primeiro na alternate e sabia que havia um outro jogador que, se calhar, não estava 100%. Tanto eu como a equipa acabamos por aceitar este jogo mais como preparação para o jogo de pares mais logo, do que propriamente um jogo em que eu iria tentar ganhar, porque também seria irrealista pensar dessa forma, sendo uma variante que eu já não jogo há dois anos.
Francisco Cabral vai jogar ao lado de Nuno Borges por volta das 18h. Eles que venceram, os dois, o torneio de pares do Estoril Open no ano passado. No BTT, Raquel Queiroz ficou em 29º lugar no cross country, perdendo dois lugares face a Tóquio, em 2020.
E na ginástica, Filipa Martins aguarda por saber se tem um lugar na final.
São apuradas as 24 melhores atletas na ginástica artística all-around. Filipa Martins superou as marcas de Tóquio no cavalo e na trave olímpica. E à RTP diz que esta foi a melhor prova da carreira.
Acho que nos superamos nesta prova. Se calhar, foi a melhor prova da minha carreira. Não sei explicar. Acho que nos superamos, principalmente nos saltos. Foi algo que andamos a tremer um bocadinho a semana toda.
A expectativa é de ser suficiente para chegar à final?
Sim, nós achamos que sim. No entanto, estamos superfelizes. Acho que ficamos logo felizes depois do primeiro aparelho. Acho que realizamos um grande objetivo e um grande sonho de fazer aquela dupla nos saltos. Os dois um bocadinho cheios de medo até ao treino de pódio. E mesmo agora é um exercício que impõe muito respeito. Mas estamos superfelizes por termos conseguido fazer a dupla. Acho que se calhar quase mais do que o resto, mas superfelizes por, após isso, termos conseguido fazer uma boa prova, não perfeita, mas tranquila e podemos sonhar com a final, se calhar.
Filipa Martins, em declarações à RTP, vai ter que esperar pelo fim do dia para saber se consegue um lugar na final nesta terceira participação olímpica.
E a organização dos Jogos Olímpicos pediu hoje desculpa pela representação da Última Ceia na cerimónia de abertura.
Em causa está um dos momentos da cerimónia de abertura, que fazia alusão à pintura de Da Vinci. Esta cena contou com a presença da DJ e produtora Barbara Butch, um ícone da comunidade LGBT, e ainda de drag queens e outros dançarinos. Os conservadores religiosos de todo o mundo não demoraram a condenar a situação. Os bispos da Igreja Católica francesa falaram num momento que ridicularizou o cristianismo. Esse sentimento foi também partilhado pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo. O diretor artístico da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris diz que o objetivo era celebrar a diversidade e prestar homenagem à festa e também à gastronomia francesa.
E os treinos que iam ser realizados no Rio Sena foram adiados devido à poluição.
A primeira sessão de treino dos atletas de triatlo foi adiada devido à chuva, que aumentou os níveis de poluição no rio Sena, que são superiores ao permitido pelas autoridades de saúde. A realização da prova de triatlo e de águas abertas no rio Sena está envolta em várias dúvidas, devido à incerteza nas análises que têm sido feitas à água. À RTP, o chefe da missão portuguesa, Marco Alves, lamenta que os atletas não tenham podido treinar em locais alternativos com maior antecedência.
Eu acho que os planos vieram tarde demais, porque era uma situação que estava constantemente a ser levantada junto do comitê organizador. Efetivamente, podiam ter descansado os atletas sobre o que estava a ser discutido. Mais valia estarem preparados para vários cenários do que terem que se preparar agora mais próximo.
Marco Alves à RTP. A organização revela que, devido à previsão de sol e temperaturas altas nas próximas 48 horas, está confiante de que a qualidade da água melhorará novamente antes do início dos eventos de triatlo marcados para terça-feira.
E a partir de amanhã, Miguel, 13 distritos vão estar sob aviso laranja devido à trovoada.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, para além da trovoada, prevê-se também queda de granizo e rajadas fortes. O alerta laranja foi ativado em distritos como Bragança e Viseu, mas também no Porto, em Braga, em Coimbra e em Santarém, são algumas das regiões. A Proteção Civil colocou ainda os 18 distritos de Portugal continental em alerta amarelo devido à previsão de aguaceiros fortes e nove destes 18 estão também sob aviso devido ao tempo quente. Trovoada, chuva e muito calor neste final do mês de julho.
E na política nacional, o ministro adjunto e da Coesão Territorial admite que o ritmo de descida do IRC pode ser alterado para aproximar a posição do governo à da oposição.
Manuel Castro Almeida admite mexidas nalgumas medidas emblemáticas do governo. O ministro adjunto e da Coesão Territorial diz, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, que o IRC pode ser um desses casos.
Pode haver ajustamentos, podemos modular esta medida e aquela, mas no essencial não se peça ao governo que faça o contrário do seu programa, ou que não se peça ao governo que renuncie a tomar medidas que foram compromissos eleitorais. Portanto, pode haver aqui ajustamentos, modulações, acertos, compromissos, flexibilidade.
Quer dar um exemplo?
O governo está determinado a baixar o IRC. O ritmo desta baixa do IRC pode vir a ser objeto de um acerto. Ou as condições da baixa do IRC podem ser objeto de um acerto.
Manuel Castro Almeida, que diz que o governo tem que ter margem para encaixar medidas dos partidos da oposição na proposta do Orçamento do Estado.
Partido da oposição, para viabilizar um orçamento, vai querer deixar a sua marca nesse orçamento. Isso parece-me que é perfeitamente razoável, é previsível que assim seja. E o governo tem que estar preparado para aceitar isso, deixar algumas marcas dos partidos da oposição que viabilizarem o orçamento. Da parte dos partidos da oposição, o que é que se pode esperar? Que não inviabilizem o cumprimento do programa do governo, daquilo que é a estratégia essencial do governo. O governo não está cá para estar sentado a ocupar o poder. Nós não queremos ocupar o poder, queremos transformar o país de acordo com o programa do governo que apresentámos.
Ministro adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, entrevista ao Jornal de Negócios e Antena 1, na antevisão do arranque das negociações para o Orçamento do Estado do próximo ano.
E olhamos ainda para a cultura. O Presidente da República evoca a fadista Mísia, que morreu ontem aos 69 anos.
Marcelo Rebelo de Sousa recorda com saudade a fadista Mísia. O Presidente da República lembra a cantora como uma figura reconhecida e amada além-fronteiras. A fadista, que é lembrada como uma das figuras que revolucionou o fado, morreu ontem aos 69 anos, vítima de doença oncológica. Em 34 anos de carreira, Mísia atuou por todo o mundo, recebeu diversos prêmios, foi condecorada em França e em 2004, também pelo Presidente da República.
De regresso ao desporto, mais precisamente à Fórmula 1, George Russell é o vencedor do Grande Prémio da Bélgica.
O piloto britânico da Mercedes partiu do sexto lugar. Na volta 31, assumiu a liderança da corrida e por lá permaneceu até ao fim. Lewis Hamilton ficou na segunda posição, consumando a dobradinha para a Mercedes na pista de Spa Francorchamps. A fechar o pódio da corrida esteve o piloto da McLaren, Oscar Piastri. O líder do Mundial de Pilotos, Max Verstappen, não foi além de um quinto lugar, neste dia que viu a terceira vitória da carreira de George Russell no Mundial de Fórmula 1, a segunda nesta temporada.
E fica por aqui o Jornal das Cinco, edição do jornalista Miguel Viterbo. Está de regresso às 17h30, como sempre. Até já!
Até já!
E já a seguir temos música.