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Miguel Vieira, está prestes a terminar mais uma sessão do julgamento da Operação Marquês, que tem como principal arguido José Sócrates, o antigo Primeiro-Ministro responde hoje sobre o projeto do TGV.
Segundo o Ministério Público, o antigo Primeiro-Ministro foi corrompido pelo Grupo Lena, que o consórcio que integrava este grupo empresarial fosse indenizado caso o Tribunal de Contas chumbasse o projeto, o que veio mesmo a acontecer. Ora, José Sócrates acusa o Ministério Público de desonestidade e também de esconder provas.
Escondeu que o governo que me sucedeu ficou com o contrato de financiamento do TGV e escondeu que foi ele que pagou os swaps, isto é, nunca houve indenização milionária nenhuma, para Lena nenhuma. Houve, isso sim, uma indenização, que era, aliás, legítima, mas que foi paga aos bancos. E isso mostra o absurdo de toda a acusação.
A declaração do antigo chefe de governo durante a parte da manhã. A sessão foi interrompida para almoço, devia ser retomada por volta das 14h30, mas Carlos Pedro, agora aqui em direto do Campus de Justiça, houve um percalço.
Exatamente, Miguel. Tem sido uma sessão da tarde bastante atribulada, principalmente e sobretudo depois do atraso superior a uma hora e meia, devido a problemas técnicos no sistema de gravação. Durante esta tarde tem sido a vez dos procuradores do Ministério Público solicitarem perguntas ao Primeiro-Ministro. José Sócrates foi primeiro questionado sobre se tem uma conta na Caixa Geral de Depósitos e se a mesma era a única que tinha em Portugal. Sócrates respondeu afirmativamente, mas não confirmou o número de conta levantado pelo procurador e disse também não se lembrar se já tinha ou não falado sobre determinada conta. A pergunta irritou o antigo chefe de governo, que pediu, aliás, que o procurador-geral adjunto, Rómulo Mateus, respeitasse as regras. O tema mereceu ainda a intervenção do advogado Pedro de Lilo, que aconselhou o cliente, José Sócrates, a não falar sobre a conta que tinha na Caixa Geral de Depósitos. Sócrates concordou e reforçou que é um direito seu. Depois, foram ouvidas quatro escutas sobre um suposto jantar de José Sócrates em casa do antigo presidente do BES, Ricardo Salgado, escutas estas que envolvem também a antiga secretária Fernanda Câncio e ainda Manuel Pinho. Foi possível ouvir o antigo Primeiro-Ministro a combinar, efetivamente, um jantar com Ricardo Salgado e depois a relatar o sucedido a Manuel Pinho. Ouvidas as escutas, os procuradores do Ministério Público questionaram José Sócrates se voltava a manter a mesma versão de que não tinha jantado em casa de Ricardo Salgado. Sócrates voltou a criticar o Ministério Público e disse que o jantar efetivamente não aconteceu, apesar das declarações ouvidas em tribunal. Disse também que não tinha o número de telemóvel de Ricardo Salgado. O antigo Primeiro-Ministro justificou que o jantar não aconteceu devido à ausência de Henrique Granadeiro, que alegadamente também tinha sido convidado. A juíza Susana Seca prosseguiu depois, interrogando José Sócrates por que razão tinha dito a Manuel Pinho que tinha ido lá jantar no dia anterior, quando esse jantar não tinha acontecido. O ex-governante respondeu dizendo que era o que estava combinado. Disse que "fui lá jantar, mas não fui". Foram as palavras de José Sócrates há instantes aqui no Campus de Justiça, sem previsão para o final desta sessão, que ainda assim poderá terminar dentro de instantes. José Sócrates continua, a esta altura, a ser ouvido no Campus de Justiça em Lisboa.
É o principal arguido deste julgamento da Operação Marquês. O antigo Primeiro-Ministro está acusado, por exemplo, do crime de corrupção passiva.
A partir do próximo ano, o governo decidiu descongelar o valor das propinas no ano letivo de 2026, 2027. Passa de €697 para €710.
O valor das propinas não sofre alterações desde 2020. Daqui a sensivelmente uma hora, na edição das 18h, vamos escutar algumas reações dos presidentes das principais academias do país. A ministra da Saúde lamenta o caso da morte da criança de 11 meses em Idanha a Nova. O bebê foi assistido na passada sexta-feira no Hospital de Castelo Branco, teve alta, voltou a sentir-se mal poucas horas depois.
A mãe dirigiu-se então ao Centro de Saúde de Idanha e, de acordo com o relato do pai, a criança não foi prontamente assistida.
Quando ela foi à porta da urgência pedir para tratar o Luan, ele ainda estava vivo. E depois disseram que não podiam atender, que já estava na hora do fecho e deixaram ela à espera. Não só ela, ela e mais o meu irmão, outras pessoas que estavam ali a acompanhar.
Entrevistado pela jornalista Marina Ferreira, Daniel Graça explica que só 10 minutos depois foi permitida a entrada da criança, que viria a falecer já no interior do Centro de Saúde.
Confrontada com o caso, a ministra Ana Paula Martins afirma que tudo está a ser feito para esclarecer todos os contornos deste caso.
Lamentamos profundamente esta situação e aquilo que nos foi informado, porque a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde, de imediato, naturalmente, entrou em contato com a Unidade Local de Saúde e em conjunto têm estado a trabalhar para que o inquérito se faça e se saiba muito rapidamente, exatamente o que é que se passou.
Expectativa da ministra da Saúde, o Ministério Público abriu, entretanto, um inquérito para apurar eventuais ilícitos criminais. Autárquicas.
Confiante.
José Luís Carneiro acredita que o PS vai vencer as eleições do próximo dia 12 de outubro.
Nós estamos convencidos que vamos continuar a ser maioritários nas autarquias do nosso país, quer nas freguesias, quer nos municípios, e esse é o objetivo para as eleições autárquicas.
Declaração do secretário-geral do PS à margem de um encontro com o vice-presidente do MPLA. José Luís Carneiro cumpre hoje o primeiro de dois dias de visita a Angola.
Das autárquicas, passamos para as presidenciais. António Filipe teve hoje um encontro com dirigentes do Conselho Nacional para a Juventude.
Defendeu, por exemplo, que é preciso travar a saída de jovens do país. O candidato do BE considera que há três áreas de intervenção prioritária.
Trabalho, educação e habitação. Eu creio que serão, de longe, os três maiores problemas com que a juventude se confronta. Desde logo, o acesso à educação. E nós vimos hoje, até pelos números do ingresso ao ensino superior neste ano, que há uma regressão muito preocupante no acesso ao ensino superior.
O candidato apoiado pelo PCP deixa esta referência aos dados que revelam que 10% dos estudantes que entraram no ensino superior acabaram por não se inscrever. Nesta altura, passam sete minutos das 17h. Vamos, por isso, Miguel Vilar, a outras notícias que estão a marcar a atualidade.
No Brasil, primeiro dia do julgamento de Jair Bolsonaro. O procurador Paulo Gonet garante que um discurso encontrado no gabinete do antigo presidente brasileiro mostra o papel de liderança que teve no plano para tentar anular as eleições que ditaram a vitória de Lula da Silva em janeiro de 2023.
Nesses documentos, aparece detalhado um plano para um ataque ao Supremo Tribunal Federal, anulação das eleições e controle da narrativa midiática, através da mobilização de juristas e pessoas capazes de comandar a opinião pública. A acusação garante que o golpe só não foi consumado por oposição das Forças Armadas.
Antes, já a defesa de Jair Bolsonaro tinha justificado as declarações e ações do ex-presidente com o debate político da altura e diz que não há provas de uma intervenção direta do antigo chefe de Estado na insurreição.
Novo sismo no Afeganistão. O país foi abalado por um terremoto de magnitude 5,2 na escala de Richter. Acontece um dia depois do sismo de escala 6,0, também na escala de Richter, que causou a morte de pelo menos 1400 pessoas e cerca de 3100 feridos.
O novo tremor terra foi registado e anunciado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos. O epicentro localiza-se a cerca de 35 km a leste de Jalalabad.
A Rádio Observador, a agência da ONU para os refugiados, estima que o sismo de ontem tenha afetado mais de 12 mil pessoas. A porta-voz Joana Feliciano garante que a associação está no terreno, mas a sentir dificuldades.
Que conseguimos chegar aos sítios onde é necessário dar o apoio direto à população afetada. Por quê? Por causa da destruição física em si, deste contexto de destruição ao nível das aldeias, das infraestruturas essenciais, energia, mas também das estradas bloqueadas e algumas zonas por si só já eram de difícil acesso, portanto, dificulta ainda mais esta chegada.
E nesta altura, a agência da ONU para os refugiados foca a atenção em dois grupos particulares.
Nós estamos particularmente preocupados com as mulheres e as crianças afetadas pelo terremoto, que estarão novamente entre as pessoas em maior risco, e apoiá-las agora pode ser ainda mais complicado, devido à escassez do pessoal humanitário, à escassez do subfinanciamento e também à escassez de pessoal humanitário feminino para responder às necessidades específicas desta população.
Joana Feliciano, porta-voz da agência da ONU para os refugiados, ouvida pela Rádio Observador, explica que este tipo de fenômeno meteorológico só vem agravar várias crises que o Afeganistão já atravessa.
Chegou ao fim a 10ª etapa da Volta à Espanha em bicicleta com o australiano Jay Vine a sair vencedor. O ciclista da Team Emirates, colega de equipe de João Almeida, acabou a prova à frente de dois espanhóis da Movistar, Pablo Castrillo e Javier Romo.
Já o português mantém o pódio na classificação geral, segue na terceira posição, está a 38 segundos do novo camisola vermelha, o dinamarquês Jonas Vingegaard, que conseguiu ultrapassar o norueguês Torstein Traeen, que agora é o segundo classificado na geral da Volta à Espanha.