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Apenas algumas horas do debate com Pedro Nuno Santos, Luís Montenegro revela mais oito clientes da Spinum Vivant.
De acordo com o jornal "Expresso", por volta da meia-noite de ontem, o primeiro-ministro, nesta altura em gestão, submeteu uma nova declaração de interesses no portal da transparência. Luís Montenegro acaba, assim, por recuar na ideia que teve desde o início de manter o sigilo profissional sobre os clientes que ainda não eram conhecidos.
O redator principal do Observador, Luís Rosa, lembra que este caso está a ser investigado pela Entidade para a Transparência e que estas novas informações podem ter surgido na sequência dessas diligências.
A Entidade da Transparência estava a avaliar esta situação. Muito provavelmente, estou aqui a especular, mas tendo também algum conhecimento empírico sobre este tipo de processos, a Entidade da Transparência deve ter pedido esclarecimentos a Luís Montenegro. Provavelmente, pode ter sido numa resposta a esse pedido de esclarecimentos que Luís Montenegro revelou estes oito novos clientes.
Luís Rosa, redator principal do Observador, esteve aqui em estúdio na última hora.
Entre os clientes agora conhecidos, há duas empresas da gasolineira de Braga, do grupo Joaquim Barros Rodrigues e Filhos, às quais prestou consultoria de reestruturação de empresa e planeamento estratégico à Rodárias, de Felgueiras, Lousada, e à Rodárias de Viseu.
Também há uma empresa de transporte de mercadorias de Vila Nova de Gaia, para a qual foi feita consultoria de gestão e planeamento, e ainda uma empresa de metalomecânica, para a qual o trabalho foi de consultoria de gestão empresarial.
Para as restantes novas empresas identificadas, essas sim, os serviços foram de proteção de dados.
O PSD admite falhas de comunicação, mas critica o PS por querer cavalgar o apagão geral de segunda-feira.
Num debate de urgência que aconteceu esta tarde na Assembleia da República, que tinha sido pedido pelo PCP, o Partido Socialista deixou críticas à propaganda do governo e criticou também a liderança de Luís Montenegro. Já o PSD, por Salvador Malheiro, assumiu os erros de comunicação e atira também à postura do principal partido da oposição neste processo.
Em 2017, dos incêndios em que nós tivemos um governo completamente ausente. E, portanto, senhoras e senhores deputados, pior do que falhas na comunicação, que eu admito que possamos ter tido por parte do governo, há pior do que isso. Ao facto de termos partidos a comunicar com base em falsidades, em mentiras.
Salvador Malheiro, que é também o presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia. O PS criticou a estratégia de resposta do governo ao apagão e o que considera ser propaganda à boleia deste caso. Pegou o deputado Pedro Vaz na notícia revelada pelo Observador para criticar algumas decisões, como a de colocar motoristas dos ministros a carregar combustível.
A que horas o gabinete de crise da Segurança Interna e Proteção Civil determinou que não tinha capacidade para abastecer de combustível a Maternidade Alfredo da Costa e informou o governo que os motoristas dos membros do governo teriam, eles próprios, de abastecer a maternidade com jerricans.
Pedro Vaz, do Partido Socialista. O governo vinca que o essencial foi assegurado, que não existiram vítimas deste apagão e critica também o PS por estar a tentar cavalgar politicamente este assunto.
Só têm perguntas a fazer sobre como é que comunicámos e não coordenámos. Felizmente, não estão a falar de vítimas, nem quebras de serviços que não aconteceram. E eu lamento muito aqueles que, em vez de saudarem como nós fizemos e se juntarem ao esforço, tentam ser oportunistas sobre uma desgraça que não aconteceu. Não aconteceu a desgraça que alguns parece que desejavam.
António Leitão Amaro, em resposta aos deputados no debate de urgência na Assembleia da República, em que o Bloco de Esquerda e PCP criticaram o governo por não garantir que a REN pertença ao Estado português e em que o Chega acusou PS e PSD de se terem vergado perante a transição climática.
Já a Iniciativa Liberal pediu alterações legislativas para garantir a segurança do Estado. O ministro da Coesão Territorial admite que o gerador da Maternidade Alfredo da Costa esteve à beira de colapsar no dia do apagão.
Confirmando de viva voz essa notícia avançada pelo Observador, Manuel Castro Almeida explica que o governo teve de redobrar esforços por onde o primeiro-ministro, para a Maternidade Alfredo da Costa, não entrar numa situação crítica.
Só que o gerador tinha gasto gasóleo a mais, eram muitas horas e estava a acabar. Foi o primeiro-ministro, liderou a operação, digamos, de garantir que ia gasóleo dali, dali e dali, era para aí cinco fontes diferentes. À última hora, quando estávamos com medo que não chegasse, a solução foi dizer: "Vão os motoristas dos ministros levar o gasóleo que têm nos seus automóveis para a Maternidade Alfredo da Costa".
Relação de Manuel Castro Almeida, declarações na RTP3. Antes, Pedro Nuno Santos tinha insistido nas críticas ao governo, precisamente a propósito da ida de Luís Montenegro à Maternidade Alfredo da Costa, diz que aconteceu apenas por motivos eleitorais.
Prejuízos nas empresas à conta do apagão, 15 milhões de euros só na indústria alimentar, Miguel.
A estimativa é do presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro.
O agroalimentar foi claramente o mais afetado por duas razões. Primeiro, pela deterioração, pela depreciação rápida dos produtos finais, muitos à volta de produtos lácteos. E no segundo plano, produtos que estavam em incorporação de outros, ou seja, estavam a meio da produção Estavam, por isso, na cadeia de produção que naturalmente não puderam ser aproveitados.
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal, declarações à Rádio Observador, diz que alguns destes prejuízos estão cobertos por seguros.
Vamos agora aos destaques do debate entre os cabeças de lista pelo círculo eleitoral de Setúbal, aqui na Rádio Observador. A AD reforça que a solução do SNS é contar com os recursos dos setores social e privado. Já o PS acredita que o governo ainda piorou os problemas que vinham do último executivo.
A candidata da Aliança Democrática, Teresa Morais, refere que é urgente resolver o problema da falta de médicos obstetras na península de Setúbal e refere que o governo conta também com os recursos do setor social e do privado.
Portanto, não está em causa qualquer desinvestimento no SNS. O que está em causa é usar a capacidade instalada do setor social e do setor privado para, por exemplo, contribuir para a resolução do problema dos portugueses sem médico de família, das cirurgias que ainda não estão feitas. Não se pode desperdiçar essa capacidade.
Já António Mendonça Mendes acusa o governo de ter esvaziado o poder da direção executiva do SNS. Neste debate promovido pela Rádio Observador, o candidato socialista pelo Círculo de Setúbal afirma que a AD agravou os problemas da saúde nos últimos 11 meses.
Estes 11 meses de governo da AD, não lhes era exigível que resolvessem todos os problemas, mas aquilo que eu consigo verificar é que não só não resolveram nenhum problema, como agravaram os problemas que existiam. E acho que isso se deve a desconhecimento e a incompetência, e não tenho outra forma de qualificar.
Declarações de António Mendonça Mendes na Rádio Observador. O debate do círculo eleitoral de Setúbal contou também com os cabeças de lista do Chega, CDU, Bloco de Esquerda e Livre. Já pode escutar este debate em podcast em todas as plataformas e também no site do Observador. Agora passam nove minutos das seis da tarde. É tempo de atualizar outras notícias, Vanessa Cruz.
O Estado registou um excedente de 1.592 milhões de euros até março. São mais 1.700 milhões do que no mesmo período do ano passado, graças ao aumento de 9,6% na receita, ao passo que a despesa só cresceu 2,9. O encaixe do Estado com impostos aumentou 12,5% para mais de 13.500 milhões de euros. O IRS e o IRC deram um grande impulso.
O excedente da Segurança Social aumentou para 1.800 milhões de euros, isto nos primeiros três meses deste ano. São mais 400 milhões do que no mesmo período de 2024. Os dados são da Direção-Geral do Orçamento.
"Fez-se justiça" é a reação da defesa de Cláudia Simões depois do Tribunal da Relação de Lisboa ter condenado os agentes da PSP pela agressão desta mulher luso-angolana numa paragem de autocarro.
Ou seja, reverte, sim, de forma parcial, a decisão da primeira instância que tinha absolvido o agente Carlos Canha. Em comunicado, os advogados da vítima, Leonor Caldeira e Luísa Teixeira da Mota, argumentam que a decisão repõe a verdade e repara uma grave injustiça.
A relação considera provado, com recurso a prova testemunhal e a imagens de vídeo, que Cláudia Simões foi, sim, agredida no interior da viatura da PSP. O polícia Carlos Canha é condenado em cúmulo jurídico a uma pena suspensa de cinco anos de prisão por ofensa à integridade física e abuso de poder. Tem ainda de pagar uma indenização de 6 mil € à vítima.
Os outros dois polícias, João Gouveia e Fernando Rodrigues, também são condenados, pelo que, no total, a indenização supera os 20 mil €.
Seis meses depois da captura em Marrocos, Fábio Loureiro já foi entregue às autoridades portuguesas. Dos fugitivos de Vale de Judeus que escaparam para o estrangeiro, é o segundo a ser entregue a Portugal, depois do britânico Mark Roskillyar, há duas semanas.
O anúncio foi feito em comunicado pela Procuradoria-Geral da República. Fábio Loureiro está condenado pelos crimes de rapto, tráfico de estupefacientes, associação criminosa, roubo à mão armada e também evasão.