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Jornal das 6 com Luís Soares.

Em dia de debate entre António José Seguro e André Ventura, a socialista Ana Abrunhosa alerta que a eleição presidencial não está ganha para Seguro. Já Patrícia Almeida, deputada do CHEGA, entende que André Ventura vai ter pelo menos 30% dos votos e, por isso, recusa que esse seja um cenário de derrota. Argumentos deixados no programa "A Caminho de Belém" desta tarde. A antiga deputada do PS, Ana Abrunhosa, diz que um voto em Seguro é um voto pela democracia e social-democracia, contra as ideias de André Ventura. De resto, sobre a mais recente sondagem Tracking Poll, da Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, JN e TSF, que dá hoje mais de 60% dos votos ao candidato apoiado pelo PS e menos de 30% a Ventura, Ana Abrunhosa considera que nada está ganho e alerta para os riscos de uma abstenção significativa no próximo dia oito.

Se as pessoas começarem a ter esta confiança de que já está ganho, será José Seguro que perde. E, portanto, aqueles que querem ter um presidente social-democrata, que valorize os valores da democracia e que tenha consciência de que os valores da democracia estão sempre em causa e que esta eleição, nos tempos de hoje, é absolutamente determinante, esses ninguém pode ter a certeza. As sondagens não são votos.

Ana Abrunhosa recusa também que seja insuficiente haver apenas um debate único de 75 minutos entre os dois candidatos antes da segunda volta das presidenciais. Quem discorda é Patrícia Almeida, deputada do CHEGA, considera que é incompreensível António José Seguro recusar o debate das rádios. Diz ainda que André Ventura já teve uma grande vitória ao passar à segunda volta e deixa ainda um prognóstico para o próximo dia oito.

Eu, que ando na rua diariamente em campanha, parece-me bastante difícil ter menos de 30% de votos.

Mas ter menos seria uma derrota para André Ventura?

Não seria uma derrota. Eu acho que a grande vitória de André Ventura, e apesar de, ao contrário daquilo que dizem, ele quer efetivamente estar nesta candidatura e quer efetivamente ser presidente da República, já teve a sua primeira grande vitória, que foi passar à segunda volta. E está neste momento a caminhar para a Presidência da República. O culminar dessa grande vitória será a eleição.

As ideias deixadas no "A Caminho de Belém", na tarde política entre Patrícia Almeida, apoiante de André Ventura, e Ana Abrunhosa, que apoia António José Seguro, também a poucas horas do debate entre André Ventura e António José Seguro.

E o mais recente debate entre André Ventura e António José Seguro foi há cerca de dois meses, Luís.

Foi no dia 17 de novembro, ainda do ano passado, naturalmente. Foi inclusive o primeiro frente a frente televisivo da primeira volta das presidenciais. Na TVI e CNN Portugal, os dois candidatos discutiram temas como saúde e imigração, com Ventura a colar Seguro ao PS e o candidato apoiado pelos socialistas a reclamar independência. Miguel Gato.

António José Seguro recusou desde o princípio a colagem ao Partido Socialista, mas isso não impediu André Ventura de entrar ao ataque.

É a sua herança, é a herança do Partido Socialista. Deixou-nos com um dos salários mais baixos da União Europeia. Então e agora vem aqui dizer que temos que pensar a produtividade, os salários e tal, mas é o candidato do Partido Socialista que deixou o país no estado em que deixou.

Há uma diferença entre ser o candidato de um partido e o candidato apoiado por um partido. Tenho muito orgulho nesse apoio do Partido Socialista.

Seguro quis dar desde o início a imagem de um independente e acusou André Ventura de ser um falso candidato a Belém.

Eu, aliás, acho que o senhor deputado está na eleição errada, porque verdadeiramente o senhor devia estar era nas eleições legislativas.

Eu estou na eleição errada, de facto, se ser presidente da República for uma jarra de enfeitar.

Seguro e Ventura discordaram sobre quase tudo, incluindo os poderes presidenciais e o pacote laboral do governo, mas também sobre a saúde. E este frente a frente estreou aquela que viria a ser uma das propostas bandeira da candidatura de Seguro neste caminho até à Presidência da República.

Um pacto para a saúde, para promover o acesso, a tempo e horas, dos portugueses à saúde.

Mais um.

E já disse, dá-me licença.

Mais um dos pactos que o PS e o PSD fizeram em 50 anos, que deram zero resultado.

Seguro pediu licença várias vezes, Ventura não a deu e perante a discussão sobre a saúde introduzida pelo candidato apoiado pelo PS, Ventura lançou o tema da imigração.

Sabe uma forma, António José Seguro, de pôr a nossa saúde na ordem? É garantir que os nossos médicos, enfermeiros, auxiliares, têm que lidar primeiro com os problemas que os portugueses têm na saúde e não têm um bar aberto pro mundo inteiro vir cá tratar-se, curar-se e à nossa custa.

E Seguro respondeu com o passado acadêmico do candidato apoiado pelo CHEGA.

Eu recomendo, sabe o quê? Uma tese de doutoramento feita em Dublin, de 2013, do estudante, na altura, André Ventura, que o senhor chamava a atenção, nessa altura, bem, estava do lado certo, que havia uma estigmatização de minorias.

Os destaques do primeiro debate televisivo entre António José Seguro e André Ventura.

Daqui recuperados por Miguel Gato, no dia em que há o derradeiro frente a frente antes da segunda volta, debate entre António José Seguro e André Ventura, em simultâneo na RTP, SIC e TVI, a partir das 20h30.

No plano económico, a ministra do Ambiente remete para o comunicado do governo a posição sobre o negócio relacionado com a fusão das áreas de refinação e retalho de combustíveis da Galp com a espanhola Mueve, a antiga Cepsa.

O Partido Socialista enviou ao primeiro-ministro uma pergunta a pedir ao governo para clarificar a posição que tem sobre estas negociações. O PS entende que há posições e opiniões divergentes dentro do Executivo, nomeadamente entre os ministros da Economia e a ministra do Ambiente. Questionada pelo PCP na Comissão Parlamentar de Ambiente, Graça Carvalho remete para o comunicado emitido pelo governo, diz que vai continuar a acompanhar os desenvolvimentos deste negócio.

O governo emitiu um comunicado. É um assunto liderado pelo senhor ministro da Economia, em estrita ligação ao senhor primeiro-ministro, como não podia deixar de ser, ao senhor ministro das Finanças, que a par pública é que tem a representação dos 8% na Galp, e a mim própria. Portanto, dizendo que iremos seguir os desenvolvimentos desta questão.

E mais não disse Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente. Em causa está o controle da única refinaria de Portugal, indispensável para a segurança do abastecimento e a possibilidade desta operação ser alvo de uma avaliação por parte do governo. Isto ao abrigo do regime de salvaguarda dos ativos estratégicos. A ministra do Ambiente anunciou ainda que o governo vai lançar um programa de apoio à compra de painéis solares pelas famílias que queiram produzir energias renováveis.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 27 de janeiro.

Com as condições do tempo a agravar-se a partir desta hora, devido à aproximação da depressão Christine a Portugal continental, a maior preocupação é o vento, que durante a próxima madrugada pode atingir rajadas de 140 km/h no litoral norte e centro. O aviso da Proteção Civil alerta ainda para chuvas fortes que poderão causar inundações e deslizamentos de terras em zonas mais vulneráveis. A esta hora, há cerca de dezena e meia de estradas nacionais com condicionamentos de trânsito por inundação ou desmoronamento, de acordo com os dados enviados pela GNR à Agência Lusa. Há condicionamentos em estradas nacionais nos distritos de Viana do Castelo, Santarém, Coimbra e Lisboa, assim como no IC9, na zona de Alcobaça. Em Évora, cinco pessoas ficaram temporariamente alojadas devido a inundações nas casas onde vivem. Uma outra sofreu ferimentos ligeiros ao cair num buraco que se abriu na rua. A meio da tarde, cerca de 1700 clientes estavam sem energia elétrica, num balanço feito pela E-Redes. Bragança, Leiria e Portalegre são os distritos mais pressionados. Também a maioria das barras de Portugal continental estão fechadas à navegação ou condicionadas devido à agitação marítima. O grupo Vita alerta que continuam a existir desequilíbrios de poder que favorecem os abusos na Igreja. Conclusão do relatório anual do grupo criado pela Conferência Episcopal para lidar com situações de violência sexual no contexto da Igreja Católica. A psicóloga Ruth Agulhas, que lidera esse grupo, alerta que estes desequilíbrios aumentam a probabilidade de abusos de poder, que muitas vezes se traduzem em abusos sexuais contra crianças e adultos vulneráveis.

Esta ideia, muito generalizada e ainda muito enraizada em determinados contextos, de que os sacerdotes são figuras moralmente superiores e, portanto, não os podemos questionar, não podemos denunciar. Isso acaba por ser aqui um mecanismo de feedback e vai alimentando o silêncio, o medo e vai, naturalmente, favorecendo abusos.

Quanto ao tema das compensações financeiras às vítimas de abusos, o relatório hoje apresentado traz poucas novidades. Adienta que o grupo já está na fase final de intervenção neste processo. De acordo com o balanço, mais de 90% dos pedidos de compensação financeira já estão nas mãos da segunda comissão. E os segredos da seita do yoga, assim se chama o mais recente podcast+ do Observador, que estreou hoje. Narra a história real de como dezenas de portuguesas se tornaram seguidoras de um guru que é suspeito de vários crimes, entre eles exploração sexual e tráfico humano.

E no centro desta história, que já está disponível o primeiro episódio, está uma escola de yoga em Lisboa, que ainda hoje continua a ter como guru um mestre espiritual.

É o romeno Grigorian Bivolaru, o guia espiritual da escola, autor de todas as lições ali ensinadas e guru de todos os alunos. Carinhosamente chamam-lhe Grig.

A pouco e pouco, ia-nos sendo incutido que o Grig era um ser muito especial. Não quero estar a exagerar, mas algumas pessoas acabavam por, de certa forma, equiparar a Jesus ou pelo menos a um mestre muito evoluído e que nós tínhamos uma grande graça divina por termos um mestre que estava encarnado, que estava vivo. Era uma graça divina, era algo muito especial que nós tínhamos, que era termos a possibilidade de ainda encontrarmos o mestre, ainda vermos o mestre.

Um excerto do primeiro episódio de "Os Segredos da Seita do Yoga" é o novo podcast+ Observador, narrado por Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim.

Cada novo episódio estreia às terças. Os assinantes do Observador não precisam esperar. Os assinantes Standard e Premium têm acesso antecipado a todos os episódios que já estão disponíveis em observador.pt.