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São 18h em ponto. Jornal das 18h, edição da Diana Rosa e começamos, Diana, com um incêndio no armazém em Óbidos, que está a ser combatido a esta hora por mais de 120 bombeiros.
É o que confirma à Rádio Observador a fonte do Subcomando da Proteção Civil. O alerta para o fogo em Usseira foi dado pelas 14h. Pelas imagens que nos chegam das televisões, podemos ver uma enorme nuvem de fumo negro no local. Além dos bombeiros, está também a GNR, que adianta à Lusa que o armazém foi totalmente tomado pelas chamas. Não há registro de vítimas, apenas danos materiais. Foram retiradas pessoas junto à zona do armazém para ser criado um perímetro de segurança e assegurar os trabalhos dos bombeiros.
E nesta edição das 18h, vamos voltar à atualidade nacional. Primeiro, em Moscovo, quatro aeroportos foram fechados, Diana, na sequência de ataques ucranianos com dezenas de drones.
É o que afirmam as autoridades russas, citadas pelo Kyiv Independent. Vinte drones terão sido abatidos a caminho da capital da Rússia. O autarca diz que a cidade foi atacada ao longo de quatro horas. Não há registro de vítimas ou danos. O Ministério Russo da Defesa adianta que noutra região, em Briansk, quase 30 drones foram neutralizados.
E também a marcar este domingo a notícia de que o Irão fez um acordo de € 500 milhões para comprar mísseis à Rússia.
É o que avança esta tarde o jornal norte-americano Financial Times, que acedeu a documentos confidenciais. O acordo terá sido assinado em dezembro do ano passado. Moscovo vai enviar 2500 mísseis portáteis avançados e 500 sistemas de lançamento balístico para o Irão entre 2027 e 2029.
E a especialista em Relações Internacionais, Ana Cavalieri, acredita que um ataque norte-americano ao Irão está para breve.
E pode acontecer por decisão de Trump já a meio da próxima semana.
Vai ter o State of the Union Address, ou seja, aquele discurso anual sobre o Estado da União na terça-feira, e eu penso que ele também está a lidar com esse momento. Eu penso que ele estará a não querer atacar antes de terça-feira para poupar qualquer tipo de consequências negativas, que depois ele tenha de explicar ou de atualizar o seu discurso na terça-feira.
Para Ana Cavalieri, a intensificação da presença militar norte-americana no Médio Oriente é um sinal de que está para breve uma ofensiva.
Toda a estrutura militar americana neste momento está não só a mover-se relativamente àquilo que são os serviços de informação americanos e também os israelitas para saber verdadeiramente quais virão ser os alvos específicos que os americanos estão prontos para atacar, que serão alvos absolutamente cruciais relativamente à Guarda Revolucionária e que consigam, no fundo, ferir o regime dos Aiatolas, mas também precisam de se preparar para aquilo que será uma possível retaliação, para tentar fazer com que os Estados Unidos não tenham quaisquer vítimas mortais dos seus soldados, isso é fundamental, mas também do seu próprio armamento.
Ana Cavalieri, especialista em Relações Internacionais no Gabinete de Guerra da Rádio Observador.
E Diana, um homem foi morto a tiro ao tentar entrar na residência de Donald Trump, em Mar-a-Lago, na Flórida.
Entrou no perímetro de segurança, o que adiantam os serviços secretos citados pela BBC. O homem foi visto perto do portão com o que parecia ser uma espingarda e um jerrican de combustível. Até o momento, o homem não foi identificado. Tem cerca de 20 anos, terá sido abordado no local por agentes dos serviços secretos e também um elemento da polícia de Palm Beach. De acordo com a BBC, a agenda pública revela que Donald Trump está este fim de semana na Casa Branca e não em Mar-a-Lago.
E de regresso à atualidade nacional, Rui Afonso, deputado do Chega acusado de ter comprado votos a membros do grupo neonazi 1143, revela que já falou com André Ventura para abrir uma averiguação interna.
Em causa, o caso denunciado por Tirso Faria ao jornal Público. O coordenador do núcleo de Santo Tirso do grupo neonazi afirma que Rui Afonso inscreveu dezenas de membros do grupo 1143 no Chega e pagou-lhes para irem votar. À Rádio Observador, Rui Afonso recusa qualquer acusação de má conduta na liderança da distrital.
Eu pedi para esclarecer isto porque repare, esta névoa não é criada por mim e aquilo que eu estou a dizer, eu já falei com a direção nacional e já falei com o presidente do partido. Nós vamos abrir um processo de averiguações interno para que não haja dúvidas, nem haja qualquer névoa relativamente ao processo eleitoral de 2023.
Para terminar, os resultados desse inquérito serão depois divulgados?
Sim, sem qualquer problema.
Rui Afonso recusa ter inscrito no Chega membros do grupo neonazi 1143 e nega ter comprado votos nessa eleição.
Agora uma pessoa diz: "Ele inscreveu dezenas de militantes ou centenas de militantes", ou como diz, "paguei €3500". €3500 a cada militante para inscrever dezenas de militantes. Já viu quanto é que isso dá? Eu tinha que ser o Elon Musk. Não faz sentido absolutamente nenhum.
O presidente da distrital do Chega recusa ter conhecimento de membros recentes na altura da eleição, remete esclarecimentos para a Assembleia Distrital.
Mas Israel Pontes contraria. O membro que ficou em terceiro lugar nas distritais revela ainda que no dia das eleições, mais de 30% dos eleitores eram militantes há apenas cinco dias.
Pessoas com total desconhecimento do partido, garante Israel Pontes.
Achei extremamente estranho e desagradável até, aparecer pessoas lá vindas do nada, sem qualquer ligação ao partido, pessoas que nem sequer sabiam em que lista vinham votar, nem sequer conheciam o nome das pessoas, nem os programas, eram apenas e só pessoas que foram lá com um propósito único, que foi votar na lista de Rui Afonso. E eu acabei por interpelar algumas, até na longa fila que se fez, e reparei que as pessoas estavam ali super perdidas. Depois acabamos por perceber, nós tínhamos os cadernos eleitorais e acabamos por perceber que 32% de todas as pessoas que votaram eram militantes inscritos há dias.
À Rádio Observador, Israel Pontes garante ter falado com André Ventura sobre casos de má conduta durante o ato eleitoral. Afirma, no entanto, que o presidente do Chega desvalorizou.
Tive a ocasião de falar pessoalmente com o André Ventura sobre a situação do Porto, sobre esta metástase que estava acontecendo no Porto, e a única coisa que o André me disse por duas vezes, e com toda a razão, foi: "Quem é que ganhou as eleições na distrital do Porto? Não foi o Rui Afonso?". E eu: "Exatamente, foi". "Pronto, então se é ele, ele é que tem a legitimidade para operar e fazer o que achar bem pelo distrito".
Isso foi o que lhe disse André Ventura?
Sim, André Ventura disse-me isso.
Quando conversou com André Ventura, não foi uma conversa sobre o possível pagamento de um dos candidatos a militantes para que fossem votar. Não foi sobre isso que falou com o André Ventura?
Não foi sobre isso, foi só da má conduta que nós temos observado nos últimos tempos.
As revelações de Israel Pontes, que nessas distritais de 2023 ficou em terceiro lugar.
E sobre este caso, o advogado Miguel Matias admite, Diana, que pode haver vários tipos de ilícitos criminais.
Desde logo, fraude eleitoral.
O próprio partido tem mecanismos para agir disciplinarmente, nomeadamente punindo os infratores. Portanto, isso é uma das consequências. Agora, do ponto de vista penal, pode-se colocar aqui uma questão de fraude eleitoral, o que tornaria nulas essas eleições. E essa fraude eleitoral, naturalmente, tem que ter aqui uma participação ativa do usado, que é o partido Chega.
O advogado considera ainda que a permissão de voto a um membro com poucos dias no partido vai contra a lei das associações.
Quando alguém se faz membro de um partido político ou de uma estrutura associativa qualquer, submetida à lei das associações, naturalmente, há uma vacatio. Isto significa que uma pessoa não pode, no próprio dia, tornar-se militante e ter a legitimidade para exercer cabalmente os direitos que tal militância lhe confere. E eu tenho muitas dúvidas sobre a legalidade dessa rapidez, ou não verificação de quem são as pessoas, de onde vêm, ao que vêm.
Miguel Matias, advogado, em declarações à Rádio Observador.
E hoje, Diana, é noite de futebol. O Futebol Clube do Porto recebe o Rio Ave no Dragão, a contar para a 23ª jornada do campeonato.
Os azuis e brancos estão pressionados com as vitórias do Benfica e do Sporting, mas Francesco Farioli assegura que a equipa está pronta.
Sobre momentos, tivemos uma má experiência contra o Casa Pia, que também não estava num bom momento e acabou por fazer uma grande exibição. Não são as camisolas que ganham os jogos. Vou dizer o que é óbvio, mas os jogos começam sempre zero a zero. Vamos enfrentar uma equipa que se preparou bem para vir aqui. Nós fizemos o mesmo e vamos tentar transferir toda a nossa vontade para vencer o jogo.
Do lado do Rio Ave, o treinador Sotiris Sylaidopoulos quer uma equipa equilibrada e reconhece que o Futebol Clube do Porto é o justo líder da tabela de classificação.
É uma grande equipa e é um justo líder do campeonato até agora. Esperamos um jogo difícil, um jogo no qual temos de mostrar caráter e a nossa força. Temos que ter um grande equilíbrio emocional, porque vai ser um jogo difícil, com muita pressão.
Antevisão dos técnicos das duas equipas antes do jogo desta noite.
A partida no Dragão arranca quando forem 20h30. Há relato e direto e também comentário aqui na Rádio Observador. Emissão especial que arranca logo depois do jornal das 20h. Fica por aqui o jornal das 18h, edição da Diana Rosa, que está de regresso às 18h30. Até já!