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Jornal das seis, com Vasco Maldonado Correia.
O governo só pretende reabrir o debate sobre a reforma da Segurança Social na próxima legislatura. Para já, o executivo olha para o novo relatório do grupo de trabalho liderado pelo economista Jorge Bravo como apenas mais um contributo. Em uma informação avançada por fonte do governo ao Observador, frisando também que as conclusões do estudo são da exclusiva responsabilidade deste grupo de trabalho e que o relatório é um estudo técnico independente e preparado de forma autónoma, ainda que tenha sido encomendado pelo executivo. Por isso, até 2029, não há qualquer perspectiva de reabrir o debate sobre o sistema e a sustentabilidade da Segurança Social, uma promessa que também já tinha sido deixada pela ministra Maria do Rosário Palma Ramalho. O governo pretende, por isso, olhar para este estudo apenas como mais uma fonte de informação, não como um guião que, como acusa a esquerda, poderia servir para preparar o terreno para a privatização da Segurança Social. Como explica a mesma fonte ao Observador, a intenção do executivo é precisamente fugir desse rótulo e das críticas dos partidos mais à esquerda no Parlamento.
Esta é a notícia que faz manchete a esta hora em observador.pt. São seis e um minuto. Há muitos incêndios e alguns de grandes dimensões. Importa, por isso, Vasco, fazer um ponto de situação relativo aos incêndios em Arouca, no Conselho de Arouca. Há quatro aldeias que podem estar ameaçadas pela progressão do incêndio.
Sim, falamos do incêndio que lavra desde a noite de ontem em Arouca e está para durar, é o que indica o comandante dos bombeiros locais e mobiliza esta hora mais de 300 bombeiros e vários meios aéreos. O incêndio continua com três frentes ativas e aproxima-se agora de quatro aldeias. São as aldeias de Bosseguedim, Cando, Rio de Frades e Pedrogão. Os bombeiros garantem que têm meios no terreno nesta altura para evitar que o fogo chegue às habitações.
Há outro incêndio importante em Torre de Moncorvo, que continua a preocupar as autoridades. É neste incêndio que, nesta altura, Vasco, está concentrado o maior dispositivo.
E é assim que tem sido ao longo dos últimos dias, desde o fim de semana. São por esta hora perto de 450 operacionais. Estão também no terreno cerca de centena e meia de veículos e cinco meios aéreos. Mantêm-se também três frentes ativas, uma particularmente difícil para o trabalho dos bombeiros. Ainda assim, a expectativa é de que o fogo seja dominado entre o fim da tarde e o início da noite, previsão deixada pelo segundo comandante, comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo.
Neste momento, temos meios a trabalho. Estamos a progredir com alguma dificuldade, mais na de Vilarinho, que os acessos são muito difíceis, orografia complicadíssima, e temos todos os combatentes, bombeiros, restantes agentes de proteção civil a trabalho para que consigamos manter livre de reacendimentos e de reativações fortes e ao fim da noite poder dar o incêndio em resolução, se as condições assim se mantiverem.
Expectativa do segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo, aqui deixada à RTP.
A meteorologia poderá dar uma ajuda, é aguardada uma descida das temperaturas, uma descida drástica nalguns pontos do país e até chuva no interior, mas bem acompanhada de trovoada. Vamos ver como vai evoluir o combate aos incêndios. Entretanto, Vasco, numa outra matéria, foi suspenso o serviço de interrupção voluntária da gravidez no Hospital Garcia de Horta, em Almada. A resposta é agora assegurada por uma clínica privada em Lisboa. A Unidade Local de Saúde de Almada, Seixal, garante que não foi possível encontrar outra alternativa dentro do SNS naquela margem do Tejo.
Por falta de profissionais no Garcia de Horta, à Rádio Observador, a ULS diz que foi a forma encontrada para garantir uma resposta atempada às mulheres que pretendam interromper a gravidez, mas, na prática, Hugo Fortunato de Oliveira, a solução obriga a travessia do Tejo para ter acesso a uma resposta do SNS.
Mais de 3 km e um rio separam o Hospital Garcia de Horta, no Pragal, em Almada, da Praça da Alegria, no centro de Lisboa. É aqui bem perto, na Clínica dos Arcos, que passa a funcionar o Serviço de Interrupção Voluntária de Gravidez do Hospital Garcia de Horta. Em resposta à Rádio Observador, a Unidade Local de Saúde, Almada-Seixal, explica que foi a solução encontrada depois de esgotadas as opções dentro do Serviço Nacional de Saúde. A ULS diz ter pedido a colaboração de outras unidades hospitalares do SNS, tanto na Península de Setúbal como em Lisboa, mas sem sucesso. A unidade garante, ainda assim, que a solução é temporária e diz contar retomar a resposta interna brevemente, sem nunca dizer quando.
O jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, com as dificuldades no acesso à interrupção voluntária da gravidez no Hospital Garcia de Horta. O serviço está suspenso na unidade e agora assegurado por uma clínica privada em Lisboa. Médicos e utentes contestam essa decisão.
A Câmara Municipal de Alcácer do Sal assinou hoje um contrato de cooperação para tentar mitigar os impactos causados pela tempestade Cristina.
A autarca da região revela que o contrato permite assegurar a habitação temporária de 17 agregados familiares, mais de seis meses depois da passagem desse comboio de tempestades que assolou o país. Ainda há implicações relativas aos estragos causados. No município de Alcácer do Sal, há várias famílias a viver em estruturas pré-fabricadas enquanto aguardam o restauro das próprias habitações. Esse contrato, assinado hoje, representa mais um passo da autarquia na criação de medidas preventivas. É o que explica à Rádio Observador a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarice Campos.
Este contrato interadministrativo vai permitir que a Câmara Municipal adquira os monoblocos onde estão alojadas as famílias que viviam nas casas da Barrosinha, 17 agregados familiares. Para além de ser uma situação que surgiu com a tempestade Cristian, isto vem também permitir que o município fique aqui futuramente com conjunto de habitações temporárias para alojar quem necessite
A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, à Rádio Observador garante também que a grande maioria dos pedidos de apoio relativos às tempestades no município já foram entregues às famílias.
E no futebol, no mercado de transferências, até ao último dia de agosto é vindima. Rodrigo Mora chegou nos últimos minutos a Itália para assinar pela Roma.
E vai quebrar, por isso, o vínculo com o Futebol Clube do Porto, clube que representava desde o escalão de juniores. O Porto vai, por isso, encaixar 25 milhões de euros no imediato, por 50% do passe do jogador de 19 anos. Fica também com os outros 50% para uma futura venda, sendo que a Roma pode comprar ainda essa metade por outros 25 milhões de euros, o que quer dizer que o negócio pode ser superior a uma verba de 50 milhões. A transferência pode render ainda mais dois milhões, mediante o cumprimento de objetivos. Rodrigo Mora é um produto do Olival, uma das maiores promessas da formação do Futebol Clube do Porto na última década, mas perdeu protagonismo com o treinador Francesco Farioli. Foi essencialmente, na última época, utilizado como suplente e agora iguala a segunda das maiores vendas da história dos Dragões. Vai assinar por cinco temporadas com a Roma, e vai ganhar cerca de 2 milhões de euros por ano, com uma cláusula de rescisão de 120 milhões de euros.
Aqui ao lado, em Espanha, o Barcelona oficializou, entretanto, nos últimos minutos, Rodri, o melhor jogador do mundial.
Conquistou a prova ao serviço da seleção espanhola. Chega agora a Barcelona, proveniente do Manchester City, depois de sete anos a representar o clube inglês. O jogador, que já venceu também uma Bola de Ouro, vai assinar por quatro temporadas. Custa ao clube catalão quase 80 milhões de euros.
E há outras notícias a marcar esta terça-feira.
Pelo menos 13 pessoas morreram na sequência das chuvas fortes e inundações que atingiram a região de Chiba, a leste de Tóquio, no Japão. Há também uma pessoa desaparecida. Mais de 2500 habitações foram afetadas. A região registou mais de 30 centímetros de chuva em apenas 24 horas. Faz deste mês de agosto o mais chuvoso em 60 anos no Japão. A OpenAI anunciou hoje o lançamento global do ChatGPT para adolescentes, uma nova versão que limita automaticamente determinados tipos de conversas. Inclui também controlos parentais. De acordo com a empresa, o novo modelo foi concebido para reforçar a proteção dos mais jovens. Esta versão oferece ainda lembretes de tarefas, ajuda a completar os trabalhos passo a passo, em vez de fornecer apenas uma resposta. Ricardo, sabes qual é o festival de música mais antigo de Portugal?
Sei. Acho que é mais velho do que eu. É Vilar de Mouros.
Mas é por pouco.
Não sei que idade tem.
A primeira edição foi em 1971. Por isso, sei tua idade. É por uns anos.
É, sim. Não é assim tão pouco.
Hoje vai arrancar uma edição inédita, vai durar cinco dias e vai começar com este artista. Vamos ver se sabes quem é.
Cat Stevens.
A programação vai arrancar esta noite com o cantor britânico Young Blood. Estás a par?
Vou estar agora. Vou ficar agora. Já é a segunda referência à minha idade. Acho que este jornal vai acabar bem pra ti.
Mas, Ricardo, a idade não nos obriga a ouvir nenhum tipo de música em específico.
Exato. Como bem sabes, eu gosto de muitas coisas.
Eu sei que gostas de coisas modernas.
Bem modernastas.
Eu dizia que esta era uma edição inédita de cinco dias, isto porque normalmente tem quatro, vai ter cinco por causa deste mesmo artista, o Young Blood, só podia atuar esta terça-feira em Portugal. Tem uma agenda muito preenchida e a organização quis tanto contar com ele que resolveu alargar a duração do festival. E ele ontem surpreendeu os fãs ao partilhar uma fotografia com a perna esquerda com gesso. Por isso, restam dúvidas sobre em que condições é que vai acontecer o concerto.
Pronto, vai haver concerto um dia antes e acho bem. E este festival que começou pelas mãos de um médico.
Afinal, conheces muito, sabes muito bem.
Eu posso não conhecer bem o Young Blood, mas estou a par da história de Vilar de Mouros.
Não só foi criado por um médico, como é um festival que tem algumas particularidades. Por exemplo, as equipas de produção, ainda hoje, são compostas maioritariamente por habitantes locais de Vilar de Mouros e por isso é um festival que valoriza muito a região e é uma ótima desculpa para visitar o município de Caminha, concretamente a freguesia de Vilar de Mouros.
E sempre todas as desculpas para irem a Caminha são boas.