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Vamos às notícias. Jornal das 6 com o José Rafael Lopes. José, começamos com José Pedro Aguiar-Branco, defende que deve haver apenas duas comissões de inquérito em curso em simultâneo.

Fala o presidente da Assembleia da República numa prática parlamentar. A posição foi assumida em declarações aos jornalistas após ter aberto a porta principal do Parlamento à população nas comemorações do 5 de Outubro. O presidente da Assembleia da República diz mesmo que vai levar este assunto à próxima comissão de líderes na quarta-feira.

Vamos ter uma conferência de líderes. Como sabe, regimentalmente é possível, mas tem havido uma prática de não haver mais do que duas, para precisamente que pudessem todos os deputados, e não esqueçamos que há grupos parlamentares que não têm muitos deputados, para poderem participar nas diversas comissões, que não decorressem mais do que duas em simultâneo.

Neste momento, estão em fase de conclusão duas comissões parlamentares de inquérito, uma sobre o Enem, outra sobre incêndios florestais. No início da sessão legislativa presente, o Parlamento aprovou também uma terceira comissão de inquérito proposta pelo Bloco de Esquerda sobre os exames nacionais e o CHEGA avançou com outro inquérito sobre a atuação do atual ministro Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ. Podem as quatro estar a acontecer em simultâneo. O presidente da Assembleia da República sublinha que não tem a função de definir a agenda das várias comissões parlamentares de inquérito que vão acontecer. Diz que esse trabalho está na competência dos deputados.

A minha competência, e acho que até ficou muito clara nesses últimos tempos, é de assegurar que as comissões parlamentares de inquérito respeitam a Constituição e respeitam a lei que regula as comissões parlamentares de inquérito. É esse o objetivo das minhas decisões e é aquilo também que se espera que o presidente da Assembleia da República faça. Uma vez que estão hoje todas constituídas como devem estar, agora a gestão da agenda compete aos senhores deputados.

As palavras de José Pedro Aguiar-Branco, numa altura em que estão no horizonte quatro comissões parlamentares de inquérito no Parlamento.

E o presidente da Assembleia da República abriu as portas do Parlamento no âmbito das celebrações do 5 de Outubro.

Aconteceu desde as 14h30, as portas estão abertas. É uma tradição do 5 de Outubro. Na Assembleia da República, um dos locais que está aberto para visitas. Está o repórter David Bilé. David, falta cerca de meia hora para o fecho das portas, ainda com muita gente a percorrer a Assembleia da República.

À medida em que se aproxima a hora em que encerram as visitas livres à Assembleia da República, há cada vez menos pessoas a chegar e cada vez mais pessoas a sair. Ainda se encontram algumas pessoas aqui na Assembleia, mas nada que se compare à hora de abertura, às 14h30, onde se faziam filas de espera na rua para poder entrar aqui na Assembleia da República. Neste momento, já encontramos mais espaços vazios, menos pessoas. A maior concentração acontece junto no plenário, onde as pessoas se sentam nas bancadas dos diferentes partidos. Ora, no dia em que celebram os 116 anos da implantação da República, uma das visitantes, Paula Silva, diz que esta iniciativa faz todo o sentido.

Eu acho que sim, porque é bom, principalmente no dia 5 de Outubro, que é o dia da implantação da República, acho que está muito bem enquadrado a visita das pessoas.

Já Ricardo Marques diz que o que mais o surpreende é mesmo o estado em que se encontra a assembleia.

Acho que o que me surpreende mais é a capacidade de manterem o espaço. Já da primeira vez fiquei espantado com o fato de estar tudo impecavelmente mantido. Acho que isto acaba por ser patrimônio histórico.

Espera-se agora que entrem as últimas pessoas para visitar aqui a Assembleia da República, numa altura em que faltam mais ou menos 30 minutos para a última entrada permitida ao público, Zé.

A reportagem do David Bilé, o presidente da Assembleia da República, abriu as portas do Parlamento à população no âmbito das celebrações do 5 de Outubro. Também os Jardins do Palácio de Belém estão abertos a visitas. As últimas entradas são agora às 18h30.

O presidente da República saúda o entendimento entre governo e Partido Socialista para aprovar o orçamento do Estado.

E apela a que mais partidos se juntem para viabilizar o documento. A proposta do governo ainda não é conhecida, mas tem aprovação praticamente garantida com o anúncio da abstenção por parte do PS. António José Seguro elogiou esta aproximação entre governo e PS e pediu Vasco Maldonado Correia mais exemplos de políticas pensadas a longo prazo.

No 5 de Outubro, como em todo o mandato, António José Seguro deixa o apelo ao entendimento interpartidário.

Precisamos de soluções duradouras e de capacidade política para as aplicar. Portugal precisa de uma nova cultura política com base em entendimentos e compromissos interpartidários, focada na resolução concreta dos problemas das pessoas e numa visão estratégica para Portugal.

E volta a manifestar vontade em ver uma política que pense a longo prazo.

Agir sobre o curto prazo com uma ideia de futuro para Portugal obriga a políticas públicas que se apliquem em várias legislaturas. Não podemos estar sempre a voltar ao início, só porque se mudou uma legislatura.

Com o primeiro-ministro na plateia, fica também a lembrança que sem diálogo nada se faz.

Num regime democrático, ninguém abdica das suas diferenças, mas a democracia também não pode transformar as diferenças em impossibilidades de entendimento, nomeadamente quando os governos não dispõem de apoio parlamentar maioritário.

Com a viabilização do orçamento do Estado praticamente garantida, Seguro deixa um elogio direto a duas das três maiores forças políticas.

Saúdo o governo E o Partido Socialista, pelo caminho de aproximação que têm vindo a fazer, tendo em vista a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano. Oxalá outros partidos possam juntar-se a este caminho de compromisso e de convergência nestes e noutros processos legislativos.

O presidente da República entende que os eleitores sabem distinguir entre populistas e quem procura o bem do país.

E até mesmo aqueles que, porventura, só agem em função de incentivos eleitorais, digo-vos com muita convicção que acredito que os portugueses apreciam e recompensam os partidos e os atores políticos que acordam em soluções para melhorar a vida concreta das pessoas.

Com a mensagem de que os portugueses precisam de razões para continuar a confiar nas instituições, o chefe de Estado pede também soluções para a crise vivida em todo o planeta.

A crise energética, razão fundamental de muitos destes problemas, não pode ser enfrentada apenas com respostas nacionais. Não se resolve país a país. Exige uma resposta europeia coordenada que proteja as pessoas, a economia e reduza estruturalmente a dependência externa de energia.

Há muito a fazer e é preciso vontade para avançar. Mensagens de António José Seguro no primeiro discurso enquanto chefe de Estado, no dia em que se celebra a implantação da República em Portugal.

Vasco Maldonado Correia esteve a acompanhar as cerimónias do 5 de Outubro na Praça do Município, em Lisboa, onde António José Seguro, presidente da República, apelou a que mais partidos ajudem a viabilizar o Orçamento do Estado.

A Câmara Municipal de Paredes decretou dois dias de luto municipal pela morte de um bombeiro da Rebordosa. Morreu esta manhã numa ação de formação.

A vítima ter-se-á colocado atrás de uma viatura que o atropelou quando deu início à marcha. É o que diz o Jornal de Notícias. Numa nota de pesar publicada nas redes sociais, a Corporação de Bombeiros dá condolências à família e amigos do bombeiro e diz que as circunstâncias do acidente ainda estão a ser averiguadas, prometendo dar esclarecimentos quando for possível. O ministro da Administração Interna, Luís Neves, manifestou também hoje uma nota de pesar por esta morte de um bombeiro.

Em França, centenas de escolas estão encerradas por causa dos protestos estudantis.

Os últimos dias têm sido marcados por manifestações. Em quase três semanas, mais de 20 escolas foram vandalizadas em França. Nos protestos, os alunos queixam-se das condições no ensino, da falta de professores e de horários sobrecarregados. Depois de vários dias com restrições, o ministro da Educação de França confirmou que há cerca de 500 escolas que vão estar parcial ou totalmente encerradas na sequência dos danos causados pelos protestos. Quase 80 funcionários de escolas ficaram feridos nos protestos.

Já em Espanha, os protestos pela habitação vão continuar, apesar do anúncio de eleições antecipadas no país.

A Associação Sindicato de Inquilinas, que coordena os protestos pela habitação em Espanha, assegura que não há motivos para parar o protesto e que o objetivo não foi alcançado, que não é possível de alcançar apenas com eleições antecipadas. As manifestações vão continuar ao longo dos próximos dias. A associação revela que está ainda em curso um plano para que seja convocada uma greve geral pelo direito à habitação em novembro, altura em que Espanha vai ter eleições legislativas antecipadas. Vai acontecer a 29 de novembro, anúncio feito hoje pelo primeiro-ministro e líder do Partido Socialista Espanhol, Pedro Sánchez, que dissolveu o Parlamento.

Fechamos com desporto. Continua viva a polémica em torno de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. Desta vez, é o apresentador britânico Piers Morgan que afirma que vai esclarecer toda a verdade esta noite.

Piers Morgan desmente as versões contadas por Jorge Jesus e por Pedro Proença, que falaram no mal-entendido acerca do tempo que Cristiano Ronaldo esteve a aquecer ao serviço da Seleção Portuguesa e que depois não entrou no jogo. O apresentador britânico escreve uma publicação na rede social X, onde diz que Jorge Jesus quer ganhar fama de durão ao tentar humilhar Cristiano Ronaldo. O apresentador acrescenta que as declarações do selecionador nacional são mentira, palavras em que Jorge Jesus terá dito que não haveria nenhum problema com CR7. Na mesma publicação, o britânico adianta ainda que tem fontes seguras que o informaram sobre a polémica e que vai falar sobre isso no episódio desta noite no programa "Football Uncensored".

Estava Rafael Lopes com o Jornal das Seis.