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Rádio Observador, são 19h, vamos às notícias.

Está a alastrar, mas sem casas em risco. Foi este o ponto de situação feito há cerca de uma hora aqui na Rádio Observador pelo presidente da Câmara do Seixal sobre o incêndio que deflagrou na freguesia de Amora ao início da tarde.

Já lá vamos. Falamos primeiro, Miguel, de Paula Teixeira da Cruz, diz que Lucília Gago nunca devia ter sido procuradora-geral da República.

A antiga ministra da Justiça considera que a presença da procuradora no Parlamento não acrescentou nada e deve servir de reflexão na nomeação da próxima pessoa que vai ocupar o cargo.

Lucília Gago fez o que sempre faz, foi igual a si própria quando está num ambiente não controlado, isto é, quando está num ambiente que não controla e portanto refugiou-se em frases feitas, em conclusões vagas, não fundamentadas, em lugares comuns, no passa-culpas. Se o perfil de Lucília Gago tivesse sido devidamente avaliado, ela nunca poderia ter sido nomeada procuradora-geral.

Paula Teixeira da Cruz avaliou também a forma como a atual ministra da Justiça lidou com a fuga dos presos de Vale de Judeus.

Foi criticada pelo facto de ter demorado três dias a prestar declarações públicas sobre este caso. A antiga responsável pela tutela, pelo contrário, elogia a atuação de Rita Alarcão Júdice.

Pareceu-me adequada a intervenção. Creio que uma intervenção sem dados não teria nenhum efeito útil e, de facto, eu não sou muito adepta do falar por falar. Penso que a ministra foi muito acizada na recolha da informação para poder comunicar a informação que podia comunicar.

Paula Teixeira da Cruz no Direto ao Assunto da Rádio Observador. Apesar da boa avaliação feita à gestão da ministra da Justiça, a antiga responsável por esta pasta deixa críticas à gestão dos serviços da prisão de Vale de Judeus, diz que não é compreensível a demora na deteção da fuga.

O primeiro-ministro sai também em defesa de Rita Alarcão Júdice, depois da ministra ter quebrado o silêncio, como já disse, três dias depois da fuga dos prisioneiros de Vale de Judeus e do mandado de captura europeu só ter sido emitido ontem. Luís Montenegro diz que a ministra fez o que tinha de fazer.

Eu creio que a senhora ministra da Justiça foi particularmente eficiente e conclusiva naquilo que foi a apreciação do governo sobre este processo, que é um processo lamentável, que não devia ter acontecido e que é preciso esclarecer até à última das consequências.

Luís Montenegro desvalorizou os três dias de silêncio da ministra da Justiça, depois da fuga dos cinco detidos da prisão de Vale de Judeus, em Alcoentre. O primeiro-ministro acrescenta que Portugal é um dos países mais seguros do mundo.

Já vamos voltar a ouvir Luís Montenegro, mas para já a notícia de um homem que está a cumprir liberdade condicional, agrediu violentamente uma técnica de reinserção social no Algarve.

O incidente aconteceu por volta das 16h30. A informação foi confirmada à Rádio Observador por fonte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

O presidente do sindicato, Miguel Gonçalves, descreve a situação, fala num cenário impensável e revela que duas técnicas estão hospitalizadas, uma em estado de choque.

Com um pé de cabra, rebenta a porta, ataca a colega numa perna, a outra felizmente falhou a cabeça, que ele tentou acertar na cabeça e destruiu aquilo tudo. É impensável um indivíduo a cumprir liberdade condicional. As colegas ficam completamente apavoradas e estão hospitalizadas neste momento. Uma está em estado de choque.

Miguel Gonçalves lamenta a inércia da Direção-Geral e apela ao organismo para que tome medidas de segurança para proteger os profissionais.

As pessoas além de serem mal pagas, de termos o problema da revisão das carreiras por fazer e agora ainda somos atacados constantemente, começamos a não haver condições nenhumas. A Direção-Geral tem que tomar medidas, tem que meter vigilantes ou a PSP ou GNR a acompanhar estas pessoas, porque estas pessoas estão no dia a dia com gente extremamente violenta, agressiva.

A preocupação e o apelo do presidente do Sindicato de Reinserção e Serviços Prisionais, Miguel Gonçalves, que fala em decisões tardias e queixa-se também da falta de proatividade.

Retomamos as declarações de Luís Montenegro, que pede, isto sobre o orçamento do Estado, a todos os partidos políticos que trabalhem no sentido de que o documento seja viabilizado.

O que as portuguesas e os portugueses esperam é que na política se faça aquilo que também se faz no desporto, que todos estejam a remar para o mesmo lado, todos estejam a pedalar para a mesma meta, todos estejam a correr para alcançar o melhor resultado possível.

O primeiro-ministro à margem de uma cerimónia com os atletas olímpicos e paralímpicos no Palácio de São Bento, a pedir aqui que todas as forças políticas remem no mesmo sentido.

Mais específico, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, diz que a bola está agora do lado do PS.

Ontem, depois das negociações, os socialistas pediram 48 horas para apresentarem propostas concretas ao governo no âmbito do Orçamento do Estado. Esta tarde, durante o briefing do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro diz que está à espera.

O Partido Socialista. Respeitamos a sua opção, mas estamos à espera. A bola, por isso, está do Partido Socialista e quando passar o prazo que não passou, quando passar o tempo que o Partido Socialista pediu, a pausa que o Partido Socialista pediu, o governo espera poder receber e contactará para receber Para saber o que vem dessa bola que o Partido Socialista agora tem nas suas mãos.

António Leitão Amaro no briefing do Conselho de Ministros, depois de anunciar uma medida de âmbito fiscal, uma taxa mínima de IRC a ser aplicada às grandes multinacionais, 15%.

Quem apela a um entendimento entre PSD e PS para viabilizar o orçamento do Estado é Hélder Sousa Silva, agora eurodeputado do PSD. Lembra que há muito em jogo nas eleições autárquicas, daí a necessidade também de ver aprovado o orçamento.

Os autarcas precisam também de planear as suas vidas, os seus orçamentos para o ano futuro. Neste momento, estamos numa fase crítica relativamente à implementação do PRR. Despectivar que se possa perder verbas por situações que não foram calculadas politicamente a a priori, seria mau demais para ser verdade.

E o país não está preparado para isso, acrescenta Hélder Sousa Silva.

Foi convidado ao programa Colunista do Dia da Tarde Política. O eurodeputado do PSD aproveitou para rejeitar a ideia de que Maria Luísa Albuquerque esteja fragilizada na Europa, face às conclusões da auditoria da Inspeção-Geral de Finanças à privatização da TAP em 2015.

Retomamos a notícia sobre o incêndio no Conselho do Seixal. O fogo alastra, mas sem casas em risco, é a garantia deixada pelo presidente da Câmara Municipal à Rádio Observador.

Paulo Silva confirma que os bombeiros estão a trabalhar para que as chamas não cheguem junto das habitações.

Queria pedir que se mantivesse calma nas suas residências e confiasse nos nossos bombeiros, que são muito profissionais e que estão a fazer, volto aqui a referir, um trabalho de grande qualidade e de grande profissionalismo no combate a este incêndio, conseguindo ir e desviar o mesmo das zonas residenciais.

Paulo Silva à Rádio Observador, o autarca do Seixal sublinha o esforço dos operacionais no combate às chamas e diz que o fogo está a chegar ao Conselho de Sesimbra, na Herdade da Postiça.

Paulo Silva apela à população, como ouvimos, para que permaneça em casa. Também à Rádio Observador, o presidente da Junta de Freguesia da Amora afasta alarmismos.

Nelson Ramos deixa uma garantia à população.

Neste momento a população não é necessário estar demasiado preocupada, porque acima de tudo, as habitações estão fora de perigo. Obviamente, temos de nos preocupar, porque temos um vasto pinhal, ou seja, a nossa freguesia tem 27 km², um terço desses 27 km² é pinhal, e obviamente é uma preocupação para todos nós, porque acaba por ser o pulmão da nossa cidade.

Mensagens tranquilizadoras dos autarcas do município do Seixal. Não há ainda nenhuma expectativa de quando o incêndio possa estar controlado.

Nesta altura estão a combater as chamas cinco meios aéreos, 400 operacionais, mais de uma centena de viaturas.

O governo recomenda a proibição do uso e entrada dos telemóveis nas escolas para o primeiro e segundo ciclos.

Fernando Alexandre, o ministro da Educação, assegura que a medida não é obrigatória. O Executivo ainda quer estudar o impacto nas salas de aula.

O objetivo aqui é definir regras simples e que vão ser comunicadas às escolas. As escolas, obviamente, depois têm que regulamentar. Isto vai ser opcional para as escolas. Isto é uma recomendação do governo, não é a proibição. Pode vir a ser, na sequência do estudo que vamos fazer, mas para já é uma recomendação.

No caso do terceiro ciclo, o Ministério da Educação não recomenda a proibição do uso de telemóvel, mas sim que as escolas adotem medidas para restringir a utilização dentro da escola.

E a Associação de Diretores das Escolas Públicas concorda com a orientação. Filipe Tulima diz que é uma boa notícia ser apenas uma recomendação e não uma proibição. À Rádio Observador, o representante dos diretores das escolas públicas considera que esta decisão respeita a autonomia e a independência dos estabelecimentos de ensino.

Sendo recomendação, não sendo imposição, nós concordamos com o formalismo deste comunicado. Esta é uma recomendação que não vai interferir na autonomia das escolas e, portanto, deixa às escolas, dá a oportunidade às escolas de aceitar a recomendação ou de ir por outro caminho que não seja aquele que é recomendado pelo Ministério da Educação.

As escolas é que decidem. Filipe Tulima não consegue prever se muitas vão aderir ou não a essa medida para proibir os telemóveis no primeiro e no segundo ciclos, sendo que da parte do governo é apenas uma recomendação. Passam agora 11 minutos das 19h. Olhamos ainda para outras notícias.

E para o bombardeamento israelita, uma escola na Faixa de Gaza que provocou a morte a pelo menos quatro pessoas. Entre os mortos estão crianças e mulheres, bem como dois funcionários da ONU que trabalhavam na agência para os refugiados palestinianos.

O ataque israelita teve o objetivo de neutralizar terroristas, núcleos terroristas do Hamas no enclave, é o que indicam as forças de defesa de Tel Aviv.

E numa altura em que os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e do Reino Unido estão na Ucrânia, o Reino Unido, precisamente, anuncia um novo pacote de ajuda de mais de €700 milhões à Ucrânia.

Trata-se de um apoio imediato para causas humanitárias e energéticas, juntamente com ajudas para reformas, recuperação e reconstrução.