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Esta é a Tarde Política da Rádio Observador. Estamos a caminho do Jornal das 7, com Miguel Videira. Miguel, quais são as notícias em destaque?

Inês de Medeiros, a presidente da Câmara Municipal de Almada, fez há pouco um balanço das medidas adotadas pela autarquia para minimizar os problemas de abastecimento de água no conselho. A autarca diz que estão repostas 80% das reservas, balanço que vamos escutar neste jornal. Vamos também ouvir um português que vive há três anos na Colômbia, na capital Bogotá, e que recorda ao Observador os momentos que se seguiram ao terremoto que ontem abalou o país. Há, entretanto, um novo balanço de vítimas mortais: 240 pessoas perderam a vida.

E amanhã, por esta hora, estaremos em direto do Mate, em Belém, junto ao rio Tejo, emissão especial que arranca às 17h e que se prolonga até às 20h. Vamos transmitir na rádio o eclipse. Isso é possível? Claro que é, confie em nós. E vamos também transmitir em vídeo essa emissão. Será possível ver o eclipse num quadradinho em vídeo na emissão que a Rádio Observador fará a partir do Mate, em Belém. Depois das 19h, deste Jornal das 7, vamos ter novo episódio de "E o Resto é História": Marcelo Caetano nasceu há 120 anos. Quem foi, afinal, este homem que sucedeu a Salazar na liderança do regime? É para ouvir "E o Resto é História", já a seguir ao Jornal das 7. Eu sou o Ricardo Conceição e esta é a Tarde Política. Jornal das 7, com o jornalista Miguel Videira. A presidente da Câmara de Almada garante que a situação de falhas no abastecimento de água no conselho está resolvida?

Sim, depois dos problemas registados, principalmente na zona da Costa de Caparica, no início do verão, a Câmara Municipal avançou com várias medidas para restringir o consumo de água, de modo a repor as reservas. O balanço é positivo, foi feito há pouco pela autarca de Almada, Inês de Medeiros, à margem de uma visita ao local onde vai decorrer o festival de música Sol da Caparica.

O que eu quero dar como garantia é que estamos permanentemente vigilantes, estamos permanentemente a ver as nossas reservas e atingimos um ponto de reserva quase 80%. E isto em média, os 80 é uma etapa, e é nesse sentido que nos permitiu dizer: "Pronto, já temos aqui reservas suficientes, 80% ao final do dia."

Apesar deste balanço, a verdade é que a autarquia decidiu manter a situação de alerta até ao final deste mês. Inês de Medeiros, explica por quê.

Temos que estar prevenidos, justamente, se houver uma grande ruptura ou se houver qualquer coisa, algum fator inesperado, temos que poder agir rapidamente. Mas isso haveria sempre com ou sem Sol, não é por causa do Sol. Acho que ainda temos, volto a dizer, nós estamos com um problema difícil de falta de água captada. Portanto, temos que estar em alerta, porque se houver outro tipo de incidente mais complicado, isso sim, pode obrigar a termos aqui uma intervenção mais rápida.

A presidenta da Câmara Municipal de Almada, durante uma visita esta tarde ao espaço onde vai decorrer o Sol da Caparica.

A organização do festival decidiu adotar algumas medidas para tentar restringir o consumo de água.

Sim, por exemplo, a redução do número de bebedouros disponíveis para quem marca presença no festival. É isso que dá conta António Gomes, um dos elementos da organização.

Nos bebedouros que normalmente disponibilizamos, também houve aqui alguma contenção. Aumentamos o número de casas de banho químicas, reduzimos o caudal dos autopolismos dos contentores, utilizando garrafas de litro e meio para reduzir, ou seja, é menos um litro e meio d'água que se vai consumir em cada descarga.

Medidas para limitar o consumo de água no espaço deste festival Sol da Caparica, que começa já esta quinta-feira, depois de amanhã.

Agora, o relato de um português que vive há três anos na Colômbia e que recorda ao Observador os momentos que seguiram ao terremoto que ontem abalou o país.

Um sismo que, de acordo com o novo balanço conhecido na última hora, provocou a morte a 240 pessoas, mais 16 face à última atualização. Não há vítimas portuguesas. Perto de 830 cidadãos nacionais estão inscritos nos cadernos consulares, mas apenas 120 residem de forma permanente no país. É o caso de Bento Martins, engenheiro geógrafo, vive em Bogotá. Ao jornalista Hugo Fortunato e Oliveira, recorda os momentos do abalo e relativiza os impactos do sismo na capital.

Não, em Bogotá está tudo normal. As pessoas aqui já estão habituadas. Como não houve grandes danos, as pessoas encararam com naturalidade. Por volta de 7h30, por acaso estava ao telemóvel e recebi uma notificação da Google dizendo que havia um sismo. Como eu já tinha visto notícias da Venezuela, sabia que tinha que me pôr logo a andar. Então desci as escadas a correr, sentei-me no banco do jardim. Era impressionante, porque parecia que estava num barco em terra firme.

Com a terra a tremer, resultado deste terremoto de 7.4 na escala de Richter. Como disse, este português diz que a situação em Bogotá não tem comparação com a situação vivida noutras regiões do território. Dá conta, por exemplo, de dificuldades para estabelecer comunicações.

Tenho conhecimento de pessoas que tinham familiares e demoraram bastante tempo até conseguir contactar os familiares. Acho que aqui foi ou em Manizales ou em Pereira Que demoraram, sabiam que se passou algo, mas tentavam contactar e não conseguiam porque não havia comunicações. Então ficaram preocupadas se era por falta de comunicação da pessoa ou se era geral. Mas felizmente passados uns minutos viram que era mesmo falta de comunicação. Uns minutos não, umas horas, conseguiram ver que era comunicações no local e mais tarde conseguiram contactar com outras pessoas.

As dificuldades de comunicação resultado deste terramoto. Bento Martins, português residente em Bogotá, capital da Colômbia, foi entrevistado esta tarde pelo jornalista do Observador, Hugo Fortunato de Oliveira.

E agora a notícia que vai fazendo manchete no Observador, em observador.pt: o Ministério Público entende que os crimes de corrupção relacionados com a Operação Marquês só prescrevem em 2028.

Em particular, os crimes de corrupção associados ao negócio do empreendimento de Vale do Lobo. A defesa dos dois administradores acusados de corrupção ativa consideram que os crimes de que são acusados já prescreveram, apresentaram requerimento nesse sentido ao coletivo de juízes que preside ao julgamento. No entanto, o Ministério Público contraria esta tese. O jornalista João Paulo Godinho, jornalista do Observador, da editoria de Justiça, explica que para as defesas, a transferência de uma verba em 2008 relacionada com o alegado ato de corrupção marca o início da contagem do prazo de prescrição, enquanto que o Ministério Público defende que esse prazo começa a contar mais tarde.

Para a defesa, era aquela transferência de abril de 2008, que em última instância elas até acediam a uma possibilidade de junho de 2008, onde há também uma outra transferência, que é quando vem da conta de Joaquim Barroca para as sociedades que estavam indiretamente ligadas a Armando Vara e a José Sócrates. A questão é que o Ministério Público diz que não basta essa transferência. Tem a ver com a última disponibilização, a última colocação dessas verbas, dessas contrapartidas, à disposição dos arguidos.

A explicação do jornalista João Paulo Godinho, que assina a notícia que está a esta hora em manchete no site do Observador.

Foi detido um dos suspeitos do disparo que atingiu uma turista sueca na Baixa de Lisboa.

Incidente que aconteceu ontem. O homem foi detido no âmbito de um mandado de detenção fora de flagrante delito por violência doméstica. À Lusa, a fonte da PSP revela que o suspeito foi identificado com recursos a imagens de videovigilância e relatos de testemunhas oculares que assistiram ao episódio. A turista foi atingida por uma bala perdida depois de um desacato entre dois grupos ligados ao tráfico de droga. Foi transportada para o Hospital de São José, em Lisboa, operada, está fora de perigo. A polícia procura ainda identificar outros intervenientes neste caso.

É uma situação que às vezes acontece. Duas pessoas que gostam de ciclismo juntas no mesmo estúdio. Miguel Vieira, estou com saudades da Volta a Portugal. O que aconteceu hoje?

Hoje é dia de descanso.

Então é isso.

Só amanhã é que o pelotão retoma o caminho das estradas. A classificação geral é liderada por um francês, mas há um ciclista nacional que quer garantir que a camisola amarela fica em casa. Chama-se Tiago Antunes, tem 29 anos, é corredor da EF-Apel, está na terceira posição da geral, a 1 minuto e 51 segundos do líder. Depois de já ter conquistado esta temporada a Volta ao Alentejo e o Grande Prémio Joaquim Agostinho, Tiago Antunes quer agora cumprir a máxima "não há duas sem três".

Não há dúvida. Se guiar a equipa a subir ao pódio, estar de amarelo, acho que é possível, acho que ainda nada está perdido e daqui pra frente vamos lutar até ao final.

É esse o objetivo do atleta natural do Bombarral. Diz que os primeiros dias de prova foram muito difíceis devido ao calor. Tiago Antunes teve uma prestação aquém do esperado na etapa com chegada à Torre, mas sublinha que o contrarrelógio de ontem, em que ficou na segunda posição, deu para compensar os resultados menos positivos.

Os primeiros dias da Volta a Portugal acabaram por ser as etapas mais longas, onde atravessamos o Algarve e o Alentejo. Foram etapas bastante quentes, como se diz, foi todo o dia dentro de um forno, mas acho que depois da etapa da serra, o balanço não era assim tão positivo e depois do contrarrelógio conseguimos dar a volta e agora estou numa boa posição na classificação geral.

Há esperança. Desde 2019 que um atleta português não vence a prova mais importante do calendário de ciclismo nacional. Tiago Antunes espera vir a ser o próximo. A Volta a Portugal regressa amanhã, sexta etapa. O pelotão vai percorrer mais de 132 km entre Santa Maria da Feira e o Peso da Régua.

Há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira.

A Hungria tem um novo presidente da República. Os deputados elegeram András Barkas como novo chefe de Estado. O antigo presidente do Supremo Tribunal da Hungria foi destituído do cargo depois de ter qualificado como uma purga disfarçada a redução da idade de reforma dos juízes, decidida pelo anterior governo. No discurso à nação, András Barkas acusou o partido do antigo primeiro-ministro Viktor Orbán de capturar o Estado sem garantir a necessária separação de poderes, um dos fundamentos do Estado de direito. Agora, no fecho desta edição das sete, a polêmica em torno do estado do relvado do Estádio Municipal de Coimbra, palco da Supertaça no fim de semana passado entre Porto e Torriense. O tapete verde do Municipal de Coimbra está aprovado pela Liga Portugal. É disso mesmo que dá conta a direção da Académica de Coimbra, que atira as culpas pelo mau estado do relvado para a Federação Portuguesa de Futebol. A briosa revela que a infraestrutura foi entregue aos responsáveis federativos a 1 de julho, no âmbito da Supertaça, quase um mês antes da realização do jogo.

Miguel Vieira vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias na Rádio Observador. Já daqui a pouco vamos ter "E o resto é história".