Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Edição da Laura Figueiredo. Laura, boa tarde, bem-vinda de volta. Começamos com Volodymyr Zelenskyy, que diz desconhecer o cessar-fogo energético entre a Ucrânia e a Rússia, anunciado hoje por Donald Trump. Ainda assim, o presidente ucraniano afirma estar disponível para aceitar a trégua.

Na rede social Truth Social, Donald Trump anunciou hoje um cessar-fogo energético com caráter imediato. O presidente norte-americano disse também que esta trégua resulta de um acordo entre as duas partes envolvidas no conflito. No entanto, o presidente ucraniano diz desconhecer estas notícias. Ainda assim, assegura que Kiev está sempre disponível para passos de desescalada do conflito, dizendo estar agora a aguardar por mais detalhes do lado norte-americano. Nos últimos dias, Donald Trump tem criticado os ataques da Ucrânia às refinarias de petróleo russo, acusando Kiev de ser responsável pela subida do preço do gasóleo. Também já há dois dias, o presidente norte-americano anunciou um entendimento com Vladimir Putin para aumentar o fornecimento de gasóleo russo aos mercados internacionais, tendo para isto suspendido as sanções a Moscovo.

Laura, pouco antes do anúncio da trégua feito por Donald Trump, Volodymyr Zelenskyy tinha admitido realizar eleições na Ucrânia, mas apenas se a Rússia concordasse com o cessar-fogo de 60 dias.

Foi em resposta às declarações de ontem de Donald Trump. Na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos diz que chegou a altura de a Ucrânia ter um novo chefe de Estado, sugerindo que uma mudança de liderança poderia facilitar um acordo para pôr fim ao conflito. Agora, numa entrevista à ABC News, Zelenskyy admite convocar eleições, mas apenas se a Rússia concordar com uma trégua de dois meses.

Eu sei que o Putin queria muito mudar o presidente da Ucrânia. Eu compreendo isso. E se o presidente Trump quer realmente que haja mudanças durante as eleições, eu também partilhei isso com a equipe dele. Portanto, por favor, digam ao Putin: "Dê-nos dois meses, 60 dias de cessar-fogo total. Sessenta dias e nós organizaremos eleições". Claro que estaremos preparados para qualquer escolha do nosso povo, exatamente do povo ucraniano.

Nesta mesma entrevista, Zelenskyy disse ainda que um cessar-fogo energético seria o primeiro passo para um eventual acordo de paz com Moscovo.

Estamos prontos para um cessar-fogo energético, para não atacar a energia de ambos os lados. E se os russos querem que não ataquemos o seu gasóleo, as suas refinarias e por aí fora, pedimos ao presidente Trump que lhes dê o sinal para não atacar a infraestrutura energética da Ucrânia. É um acordo justo. Não é o melhor acordo. O melhor acordo é não haver guerra, é parar o Putin. Mas o primeiro passo é o cessar-fogo, um cessar-fogo energético.

Volodymyr Zelenskyy, o presidente ucraniano, numa entrevista à ABC News.

E na análise, António José Telo, antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional, afirma, Laura, que os mais recentes passos de Donald Trump, no que toca aos combustíveis, podem estar relacionados com as eleições intercalares de novembro.

Quanto ao fato de Zelenskyy dizer desconhecer o cessar-fogo, António José Telo explica que o presidente norte-americano costuma antecipar anúncios de acordos para atingir objetivos políticos. Os historiadores admitem ainda que Donald Trump está a tomar decisões que permitam baixar o preço dos combustíveis antes das eleições marcadas para novembro.

Agora estamos no reto final para as eleições e para ele é importante mostrar que existe já um alívio em termos de preços. E nisso o diesel, o gasóleo, é importante, em particular para os Estados Unidos, que é onde tem mais dificuldades em termos de produção de refinarias próprias. Portanto, sim, este é um dos grandes objetivos de Trump, estas eleições intermédias, que irá haver dentro de menos de um mês, e que estas vantagens de última hora podem se traduzir em ganhos eleitorais significativos.

O antigo diretor do Instituto de Defesa Nacional considera ainda que a possibilidade de Volodymyr Zelenskyy para convocar eleições funciona como um passo intermédio para tentar alcançar o entendimento. Isto no momento em que Kiev recusa as imposições russas de entrega do Donbass ou de desmilitarização.

Laura, o aeroporto de Riade, na Arábia Saudita, terá sido novamente atacado. Várias pessoas ficaram feridas.

A informação é avançada pela coligação internacional liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes houthis. O terminal quatro, que já ontem tinha sido o alvo, terá sido novamente atingido. É o que adianta a Sky News. A Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita dá também conta de vários feridos. O ataque de ontem, já reivindicado pelos houthis, causou pelo menos 13 mortos, um número que continua a aumentar e também mais de 300 feridos. Na sequência da primeira ofensiva, a Arábia Saudita anunciou já uma operação militar em grande escala contra os houthis. Para amanhã está já marcado um debate dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia sobre a escalada de tensões na região do Medio Oriente.

E seguimos com o Papa Leão XIV. O sumo sacerdote vai ser operado para remover um nódulo no pulmão. A operação vai acontecer nos próximos dias. O período de recuperação, Laura, é de cerca de uma semana.

O anúncio foi feito esta manhã pelo próprio líder da Igreja Católica. O Vaticano adianta que a cirurgia está agendada para o início da semana, mas não especifica a data. Não foi também revelado se a operação vai obrigar alterações na agenda. O Papa tem prevista uma viagem entre 6 e 17 de novembro à América Latina. O chefe da Igreja Católica explica que o nódulo foi detetado recentemente pela equipe médica que o segue.

Durante alguns exames de rotina, os médicos encontraram um nódulo circunscrito no meu pulmão. Foi detetado numa fase muito inicial e está bem localizado. Os médicos acreditam que é apropriado operar e, portanto, seguindo o conselho deles, decidi fazer uma cirurgia para o remover. A cirurgia está agendada para os próximos dias. Agradeço-vos e confio-me às vossas orações.

O Papa Leão XIV na Praça de São Pedro, no Vaticano. A cirurgia vai ser feita no Hospital Gemelli, a unidade de Roma que acolhe habitualmente os papas.

Laura, as autoridades espanholas desmantelaram hoje o último grande acampamento de migrantes em Ceuta.

A operação acontece dois dias antes da visita do rei Felipe VI ao enclave espanhol. É a primeira visita em 20 anos de um chefe de Estado. O Ministério do Interior do país dá conta de que foram mobilizados 350 agentes da polícia para desmantelar este acampamento de migrantes, tendo sido já a quinta operação nas últimas semanas. O acampamento surgiu depois da entrada ilegal de mais de 70 mil pessoas provenientes de Marrocos no final de julho.

No Nepal, um deslizamento de terras provocou uma enxurrada numa vila a cerca de 100 km da capital, Katmandu.

Até ao momento, não há registro de mortes ou feridos, mas as autoridades adiantam que há cinco pessoas desaparecidas. O nível d'água chegou a atingir os oito metros. As inundações destruíram dezenas de infraestruturas e de casas. Há ainda 50 pessoas que foram resgatadas pelo exército. É já a terceira vez este ano que o Nepal enfrenta deslizamentos de terras e enchentes na fronteira com o Tibete.

E no desporto, Laura, ao intervalo, o Benfica está a vencer o Vitória Sport Club por 1 x 0.

Depois de uma derrota no clássico e da pausa para as seleções, os Encarnados estão de regresso ao campeonato num jogo a contar para a oitava jornada. Para já, um gol do Benfica na primeira parte, da autoria de Samuel Dalot.

Vai dando vantagem aos Encarnados num jogo que vamos continuar a acompanhar já a seguir. Relato em direto do Diogo Varela para os segundos 45 minutos deste, para já, Benfica 1, Vitória 0. As notícias com a Laura Figueiredo ficam por aqui. Um bom descanso, Laura.

Obrigada, Vicente.

A informação está de regresso cerca do Jornal das 9, quem sabe se na síntese de notícias das 9h30. O desporto ditará, mas já com edição da Beatriz Félix.