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18h38, altura de atualizarmos a informação na Rádio Observador. As notícias com o Luís Soares. Luís, já é conhecida a tabela de retenções na fonte do IRS em novembro, vai refletir a descida intercalar do imposto aprovada no Parlamento. A retenção do IRS vai ter um corte para metade no salário do mês de novembro e também no subsídio de Natal. Num comunicado enviado às redações, o Ministério das Finanças explica que depois de aprovada no Parlamento a nova redução do IRS com efeitos a 1 de janeiro, o governo decidiu reduzir para metade as retenções na fonte a salários e pensões pagos em novembro. O ajustamento das tabelas de novembro acontece para que as famílias beneficiem imediatamente desta descida, não tendo de esperar pelo acerto do IRS no próximo ano. Em dezembro voltam a aplicar-se as tabelas de retenção que estão atualmente em vigor, ou seja, o benefício com a descida das taxas de IRS será todo passado para o salário de novembro e para o subsídio de Natal. O líder do Chega, André Ventura, acusa Luís Neves de querer gerir o Ministério da Administração Interna da mesma forma que geria a Polícia Judiciária. Em causa a polêmica em torno do afastamento de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. Em declarações na sede do partido, André Ventura reiterou as críticas e sublinha que Luís Neves tem tentado manter os mesmos procedimentos informais que usava na Polícia Judiciária.
Essas mesmas informalidades foi como o ministro da Administração Interna quis que o SIRESP e a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna fossem geridos. Segundo o próprio secretário-geral, agora demitido, de forma clara e contundente, houve uma recomendação por parte do ministro da Administração Interna para usar os mesmos procedimentos que se usavam quando era diretor da Polícia Judiciária. Imaginem o estado a que chegou o Ministério da Administração Interna.
André Ventura reforça que Luís Neves não tem qualquer padrão de ética, capacidade de isenção, nem sentido de cumprimento da lei para ocupar o cargo de ministro. Amanhã começam os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, com a tomada de posse da comissão. André Ventura admite que a gestão do SIRESP não consta do objeto de investigação, mas que a forma como Luís Neves tem atuado deve ser escrutinada. O PSD disse estar disponível a votar ao lado da oposição para levar Luís Neves e o secretário-geral do Ministério da Administração Interna ao Parlamento para explicar o afastamento de Ricardo Carrilho. O deputado social-democrata António Rodrigues diz que o partido tem uma posição de "quem não deve, não teme" e, por isso, afirma que o PSD está aberto a ouvir os esclarecimentos do ministro e também de Ricardo Carrilho no Parlamento.
O PSD apoiará qualquer iniciativa, no caso do Partido Socialista ou do Chega ou da IL, que leve o ministro da Administração Interna a vir ao Parlamento e que se convide também o ex-secretário-geral do ministério para vir aqui para esclarecer. Deixemos isto claro, porque quem não teme, não deve. E é bom que perante a primeira comissão, como dizia a deputada Isabel Moreira, e bem, que se exprimam e se esgrimam os argumentos relativamente a todas essas situações. Independentemente do resto, acho que é importante apurar esta situação.
O deputado do PS, António Rodrigues, no Explicador da tarde política, onde esteve também a deputada do Chega, Cristina Rodrigues, que põe em causa os esclarecimentos do Ministério da Administração Interna e pede ao ministro Luís Neves que escolha uma versão. A deputada do Chega, Cristina Rodrigues, considera importante ouvir o ministro e o ex-secretário-geral do MAI no Parlamento e o Chega, de resto, já apresentou um requerimento nesse sentido. Também o PS formalizou o mesmo pedido para uma audição urgente. A deputada socialista Isabel Moreira reitera a necessidade de ouvir os intervenientes por considerar um caso gravíssimo e de extrema importância. A proposta do PS e do PSD para alterar a licença parental inicial foi aprovada no grupo de trabalho dedicado ao tema na Assembleia da República. Com a exceção do PS e PSD, que votaram a favor, a proposta dos quais são autores, todos os restantes partidos se abstiveram. Por defeito, quem acaba de ter um bebê ou adotá-lo vai poder gozar cinco meses de licença parental paga, independentemente da partilha com outro progenitor. Esta é a principal mudança no regime da licença, na Lei do Trabalho. Uma segunda modalidade prevista na proposta do bloco central é de uma licença parental de seis meses, paga a 100%, que fica dependente esta de um período de partilha. Para que haja acesso a este meio ano de licença, é preciso que um dos progenitores goze de um período de licença de 30 dias consecutivos ou de dois períodos de 15 dias separados. Avançamos para a atualidade internacional. Luís, em França, a tarde voltou de ser de protestos e de confrontos entre a polícia e manifestantes em Paris. Foram várias horas de tensão nas ruas da capital francesa. Ao início da tarde de hoje, milhares de estudantes, professores e sindicatos iniciaram uma marcha em Paris para continuar as exigências de que o governo reforme imediatamente o ensino secundário. Mais de 160 mil pessoas terão participado nos protestos. Em Paris, o Ministério do Interior francês contabilizou mais de 40 mil pessoas nas duas marchas, que começaram por volta das 14h. Um protesto deslocou-se até aos Les Invalides, que ficou marcado por momentos de violência e também de vandalismo. Os estudantes do ensino secundário e superior, em conjunto com outros grupos radicalizados, destruíram lojas, incendiaram carros, atiraram pedras e rebentaram petardos contra a polícia. Durante a tarde, as autoridades recorreram ao uso de gás lacrimogéneo e também de canhões de água para tentar dispersar os manifestantes. Nota ainda, Luís, para o Metro de Lisboa, vai estar totalmente parado amanhã. Amanhã é dia de greve no Metro de Lisboa e não vai haver serviços mínimos. Os seis sindicatos representativos dos trabalhadores do Metro de Lisboa convocaram o protesto, que vai levar ao encerramento total no dia de amanhã. Os sindicatos reivindicam, por exemplo, o respeito pelas escalas, pelos períodos de descanso e pelo caráter excepcional do trabalho suplementar. As notícias na Rádio Observador, edição do Luís Soares.