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Edição das 8 com José Rafael Lopes. A começar exatamente com a Ministra da Juventude, diz que o grupo de trabalho de combate ao bullying, criado pelo antigo governo, não funcionou como deveria ser.
É uma afirmação de Margarida Balseiro Lopes, em entrevista na Rádio Observador. A Ministra da Juventude diz que esse grupo de trabalho de combate ao bullying de um dos antigos governos apenas se reuniu uma vez. Sublinha ainda que a comissão de acompanhamento anunciada pelo então Ministro da Educação, afinal, não saiu da gaveta. Margarida Balseiro Lopes afirma mesmo que o grupo de trabalho criado pelo antigo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acabou mal começou.
Reuniu uma vez, depois teve uma comissão de acompanhamento que acabou por não ser implementada, acabou por não sair do papel e, em termos de resultado prático, há algumas iniciativas a decorrer. Neste momento, há um selo que é atribuído a algumas escolas que se candidatam, têm alguns compromissos com o combate ao bullying, mas não há nada do ponto de vista nacional e que garanta que nenhuma criança que seja sujeita a uma situação de bullying tenha a capacidade de defender, de denunciar e de encontrar o apoio necessário.
Margarida Balseiro Lopes, entrevistada na Rádio Observador. Este governo quer avançar com um novo grupo de trabalho que tenha continuidade e garante a ministra que já começou a ser desenhado há mais de um mês, sem nada ter a ver com o ataque na escola da Azambuja desta semana. Uma das medidas para propor é um canal de denúncias de bullying. Nesta entrevista na Rádio Observador, a ministra Margarida Balseiro Lopes disse ainda que o governo está disponível para negociar a medida do IRS Jovem. No entanto, deixa três avisos.
Não abdicamos, em primeiro lugar, que seja uma medida transversal, ou seja, destinada a todos os jovens, independentemente das qualificações. Em segundo lugar, que haja previsibilidade, ou seja, que seja uma medida estendida e prolongada no tempo. E, em terceiro lugar, que seja uma medida de fácil e de simples aplicação, ou seja, que não seja necessário submeter papéis, pedidos de reembolsos.
Declarações de Margarida Balseiro Lopes, entrevistada na Tarde Política da Rádio Observador. A ministra diz que é possível encontrar pontos de equilíbrio, aliás, nas negociações do orçamento sobre o IRS Jovem.
E na Comissão de Inquérito ao caso das gêmeas, a secretária de Lacerda Sales assegura que nada era feito sem o conhecimento do secretário de Estado.
Na audição na Comissão Parlamentar de Inquérito, Carla Silva, a secretária de António Lacerda Sales, garante que o governante estava a par de tudo que era feito no gabinete. Durante as mais de duas horas de audição, as contradições foram mais do que muitas, com Carla Silva a deixar a garantia, Miguel Viterbo Dias, de que Lacerda Sales estava a par dos contactos feitos pelo secretariado.
A secretária de António Lacerda Sales deixa, desde logo, uma certeza.
Eu não fiz nada que o senhor secretário de Estado da Saúde não soubesse ou que não me tivesse pedido.
E por isso, mesmo não tendo colocado em cópia no e-mail enviado ao Hospital de Santa Maria para marcar a consulta, a antiga secretária Carla Silva assegura que o secretário de Estado estava a par de tudo.
Por norma, em qualquer contacto para as instituições, não se colocava o secretário de Estado, por regra, em CC, porque os contactos eram feitos ou pelo secretariado, ou pelo chefe do gabinete, ou pelo gabinete de apoio. Portanto, acabei por não colocar. Mas isso não anula o facto de o senhor secretário de Estado ter conhecimento, porque nós, a equipa de secretariado, não fazia nada sem que o chefe do gabinete ou o secretário de Estado tivesse conhecimento.
Carla Silva relata que este processo foi numa fase inicial do trabalho no gabinete e que não sabia que estava a cometer uma irregularidade.
Perante a ordem que eu recebi por parte do senhor secretário de Estado, nunca me passaria pela cabeça que efetivamente a situação ou que houvesse algum problema, ou que houvesse alguma irregularidade.
Com as declarações contraditórias entre Lacerda Sales e a secretária, Carla Silva admite que está a ser um bode expiatório para a polêmica.
Levantar suspeições em relação a mim, que era secretária do gabinete, supostamente de confiança. Portanto, sim, possivelmente bode expiatório.
E depois do caso se ter tornado público, a secretária diz que Lacerda Sales tentou marcar um encontro que acabou por não acontecer.
Tinha horários muito complicados, que estava num gabinete ministerial, e transmiti ao senhor, na altura, doutor António Lacerda Sales, que poderia falar com ele, mas sim, seria no ministério em que eu poderia descer e depois falaríamos à porta do ministério. E qual foi a resposta? Disse que já não era necessário.
A audição a Carla Silva, sem recolha de imagens, apenas com áudio e muitas contradições face às declarações do antigo secretário de Estado adjunto e da Saúde.
Miguel Viterbo Dias a acompanhar uma audição que decorreu fechada à comunicação social, sem direito a recolha de imagens. Houve apenas captação de áudio, mas não sem uma falha. O canal Parlamento acabou por transmitir alguns segundos da imagem de Carla Silva. O presidente da Comissão de Inquérito, Rui Paulo Sousa, pediu publicamente desculpa pelo lapso durante esta audição.
Ainda sobre o caso, o Chega quer chamar novamente o Lacerda Sales à Comissão de Inquérito ao caso das gêmeas luso-brasileiras.
A decisão foi tomada ainda durante a audição à secretária de Lacerda Sales. André Ventura anunciou aos jornalistas que vai pedir novamente a presença do ex-secretário de Estado da Saúde, que deu ordem para marcar a consulta na Comissão Parlamentar de Inquérito.
Que o Chega decidiu chamar novamente a esta comissão de inquérito o doutor Lacerda Sales, depois daquilo que hoje ouvimos, por entendermos que o seu testemunho é flagrantemente contraditado, flagrantemente posto em causa, flagrantemente posto em dúvida por aquilo que foi dito durante esta tarde.
André Ventura acrescenta que se o pedido for chumbado, o Chega vai usar o direito protestativo para forçar a ida de Lacerda Sales à Comissão. O ex-secretário de Estado já esteve nesta comissão de inquérito, mas utilizou o direito ao silêncio Para ser arguido no processo relacionado com o caso das gêmeas, um processo que ainda decorre na justiça.
Entretanto, a Caixa Geral de Depósitos diz que vai analisar a sentença antes de decidir sobre um recurso à condenação de 82 milhões de euros pelo Tribunal de Concorrência em Santarém.
A informação foi avançada num comunicado publicado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. A juíza deu como provado os fatos do caso conhecido como Cartel da Banca, condenou os bancos hoje a pagarem coimas num valor total de 225 milhões de euros. Os restantes bancos envolvidos já avançaram que vão recorrer da sentença. Em causa está um suposto conluio em que os bancos partilhavam informações sobre os spreads e volumes de crédito. Os fatos julgados terão ocorrido entre 2002 e 2013.
Agora são 08h06. Olhando também para o desporto, o Futebol Clube do Porto joga exatamente amanhã com o Vitória de Guimarães, e o técnico portista deixou elogios rasgados ao adversário.
É um encontro marcado para às 18h, amanhã, na antecâmara da partida. Vítor Bruno não tem dúvidas de que o Futebol do Porto vai ter dificuldades no Dom Afonso Henriques. Ainda assim, garante que os Dragões vão estar preparados.
Terá que ser sempre um grande Porto. E um grande Porto, não só perante um Vitória de Guimarães, que é forte do ponto de vista individual, que coletivamente está muito bem trabalhado, e isso é mérito do treinador e da equipe técnica. Percebe-se que vamos ter dificuldades amanhã, isso é inegável. Acho que qualquer adversário que vá ao Dom Afonso Henriques passa sempre por dificuldades.
Vítor Bruno a lançar o jogo com o Vitória. Do lado vimaranense, o treinador Rui Borges espera mudanças no lado portista.
Acredito que possa haver uma ou outra mudança, que pode levar a coisas diferentes em termos daquilo que é avançados, por exemplo, o Namás dá umas coisas, os outros já dão outras coisas. Por isso, nesse sentido, acho que estamos minimamente preparados. Agora, daquele lado, tem muita qualidade individual e a qualquer momento, em qualquer espaço, em qualquer segundo de relaxamento, sai nos caro, porque tem qualidade acima da média e a qualquer momento podem fazer diferença.
O lançamento de Rui Borges ao jogo com o Futebol Clube do Porto, a partida que arranca a partir das 18h, amanhã, no Estádio Dom Afonso Henriques, vai ter relato e análise aqui na Rádio Observador.
Agora são 08h08. E que outras notícias estão para já a marcar a atualidade?
Ficam em prisão preventiva os três suspeitos de assaltos a ourivesarias em Fátima, que foram detidos na quarta-feira, na Ponte 25 de Abril. De acordo com o Conselho Superior da Magistratura, o grupo foi hoje presente a primeiro interrogatório no Juízo de Instrução Criminal de Santarém. Foi indiciado à prática de dois crimes de roubo agravado e um crime de detenção de arma proibida. Agosto foi o mês mais quente a nível global. As conclusões são do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. No caso de Portugal, o mês de agosto foi o décimo mais quente dos últimos 80 anos, com valor médio de temperaturas máximas de 31 graus. O IPMA avança ainda que houve um aumento da área em seca meteorológica em toda a região interior Norte e também na região Centro. A Rússia aprovou uma lista de 47 países com políticas contraditórias aos valores tradicionais russos, lista onde está incluído Portugal. É uma notícia da agência estatal RIA Novosti. O Conselho de Ministros russo aponta que os países listados têm políticas que impõem atitudes que contradizem os valores tradicionais da Rússia, porque, diz esta agência, têm ideologias neoliberais destrutivas. Além de Portugal, na lista de 47 países mencionados, estão também os Estados Unidos da América, o Reino Unido, Alemanha e a Ucrânia.
Edição das 08h com José Rafael Lopes. A seguir temos a primeira parte do convidado extra com o João Paulo Sacadura. Zé, até daqui a pouco, às 08h30.
Até já.
Até já.