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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Vítor Dias. Miguel, depois da Operação Emergente, o PS mantém a regra de que ser arguido não é condição suficiente para afastar quem foi eleito.
A operação, que levou a buscas na sede do PS por causa do assessor de imprensa Duarte Moral e que fez vários arguidos entre os autarcas de Lisboa, abriu divergências entre quem suspendeu o mandato e quem ficou. Depois das declarações de Alexandre Leitão, cabeça de lista nas últimas autárquicas em Lisboa, que defendeu a suspensão do mandato por parte dos arguidos, o PS remete para o Código de Ética de 2024, que diz que só são obrigados a sair os eleitos acusados ou condenados em primeira instância por crime contra o Estado, com pena igual ou superior a três anos, ou que foram presos. A questão surgiu porque Miguel Coelho, deputado municipal e antigo presidente da Junta de Santa Maria Maior, suspendeu imediatamente o mandato, mas os vereadores Sérgio Cintra e Carla Madeira, que também foram constituídos arguidos, ainda se mantêm em funções e, ao que o Observador apurou, os dois vereadores não ponderam abandonar estes cargos.
E o Ministério Público investiga a morte de mais seis vítimas da tempestade Christine.
Ao todo, são oito os inquéritos abertos, além de duas vítimas em que as circunstâncias da morte já estavam a ser investigadas. O Observador apurou que há mais seis que estão a ser agora investigadas, totalizando oito inquéritos. Entretanto, outros oito já foram arquivados. O balanço das tempestades que assolaram o país desde 28 de janeiro agravou-se, de 15 para 22 mortes confirmadas, depois de se terem registado mais de cinco vítimas em hospitais, para além das que foram confirmadas no local.
E o Ministro das Infraestruturas pede que quem vier a seguir não reverta as medidas atuais na habitação por preconceito ideológico.
O Ministro das Infraestruturas deixa o recado a futuros governos ao pedir que não exista uma política de terra queimada. Miguel Pinto Luz falava na apresentação pública da recém-criada Fundação da Construção, em que deixou o convite para que se faça mais sem reverter, só porque sim.
E o desafio é garantir que o próximo não faça política de terra queimada, não desfaça tudo tal e qual como nós estamos a fazer. Porque há muito, e aqui desculpar-me-ão esta pouca modéstia, dizer-vos isto, que é: nós tivemos esta preocupação desde que chegámos. Não desfazer aquilo que vinha de trás. Corrigir, apontar, acelerar, fazer mais por cima, mas desfazer tudo o que vem por trás, estritamente por critérios ideológicos, banais, às vezes sem sentido, é que o país é um país aos solavancos permanentes.
Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, esta tarde, na apresentação da Fundação da Construção na Gulbenkian, em Lisboa.
E no Dia da Criança, o PSD, o Chega, a IL e o PS estão preocupados com o número elevado de horas que as crianças passam na escola, embora haja divergências quanto às alternativas.
As crianças portuguesas passam em média 38 horas por semana nas escolas, o que equivale a um terço do dia. São dados divulgados hoje pela Portdata. Estes dados colocam Portugal entre os países da União Europeia onde a escola ocupa mais tempo. Inês Barroso, deputada do PS, diz que o governo está a criar medidas de forma a contornar o problema, mas admite que não são suficientes.
O governo português tem adotado algumas medidas que tentam contrariar esta tendência. Por exemplo, o aumento do apoio às famílias através do abono de família, das prestações sociais, os benefícios fiscais para famílias com filhos, incluindo deduções no IRS, apoios à habitação para jovens e famílias, incentivos à conciliação entre o trabalho e a vida familiar, como licenças parentais mais flexíveis. Mas apesar destas iniciativas, é óbvio que, e os especialistas também assim o dizem, persistem obstáculos importantes à natalidade.
Rita Matias diz que o partido Chega está disponível para chegar a um consenso com os restantes sobre o problema da natalidade e o número de horas nas escolas, mas a deputada acusa o Partido Socialista de não colocar a família como prioridade.
E acho que ouvir aqui alguns intervenientes políticos, nomeadamente do Partido Socialista, dizer que tentaram ao longo das últimas legislaturas dar apoios ao nível de prestações para que as famílias tenham filhos, como se isso significasse apoiar verdadeiramente a família, é contraditório, porque ninguém decide ter um filho com base no subsídio que o Estado vai poder dar. Por outro lado, passam metade do ano a demonizar a família, a dizer que a família é o espaço primordial onde acontecem os abusos, a dizer que o Estado tem que substituir a família e, portanto, as crianças têm que estar na escola, porque a escola é que tem competências para educar, porque a família é um conjunto de incompetentes que não sabem educar crianças.
Rita Matias, do Chega. Já Aida Carvalho, do PS, defende que o partido não mudou a ideia da infância e sublinha que só vale a pena estar na escola se for com tempo de qualidade.
O Partido Socialista reforçou as componentes de apoio à família, devido às exigências laborais, transformando a escola num espaço de acolhimento, mas que é um espaço de acolhimento saudável, ou seja, o Partido Socialista não mudou a infância de lugar, antes pelo contrário, deu-lhe dignidade e mais tempo na escola só faz sentido se for tempo de qualidade, com aprendizagens significativas. Foi isso que o Partido Socialista tentou fazer.
Aida Carvalho, do PS, neste debate entre os socialistas, o PSD e o Chega, por ocasião do Dia Mundial da Criança, no Explicador da Rádio Observador.
A Câmara Municipal da Amadora está a fazer demolições no antigo bairro de Santa Filomena.
Os moradores do bairro temem que a operação, que a Câmara Municipal diz ser de limpeza, inclua a demolição de habitações e garantem não ter sido avisados. A advogada Catarina Morais, que representa alguns dos moradores, defende que estão na ignorância, que foram apanhados de surpresa pelas máquinas e revela ainda que pelo menos duas pessoas perderam hoje a habitação devido à demolição das estruturas em que estavam a viver.
Estamos na ignorância, porque a Câmara não afixou nenhum edital, não deu nenhum aviso. Dois senhores queixaram-se que ficaram sem habitação. As pessoas vivem em condições muito precárias e às vezes não é percetível se determinada construção é habitação ou não. Mas o que nos surpreendeu bastante os moradores é que não houve qualquer aviso, apareceram só as máquinas e pronto, agora vamos reunir com os moradores e ver o que é que os moradores pretendem fazer.
A advogada dos moradores no antigo bairro de Santa Filomena, contactada pela Agência Lusa, a Câmara Municipal da Amadora respondeu que a operação se destina estritamente à limpeza de terrenos e justifica a proliferação de estruturas ilegais, como que trazendo desafios graves de saúde pública e também de segurança.
E hoje é o primeiro dia da preparação da seleção portuguesa para o Campeonato do Mundo. Rúben Neves aponta baterias para a conquista da prova.
Nesta tarde, 23 dos 27 convocados reuniram-se na Cidade do Futebol. Só os quatro atletas do PSG, que venceram a Liga dos Campeões, é que se podem apresentar mais tarde. Rúben Neves foi hoje o porta-voz da equipa e avisa que só quer regressar a Portugal com o troféu nas mãos.
A nossa convicção é voltar só depois do dia 19. É para isso que aqui estamos. Como eu disse, temos que ter muita expectativa, mas com alguma responsabilidade também. É uma competição que sabemos que é extremamente difícil. São competições em que há muitos fatores em jogo, mas o nosso objetivo, sendo uma seleção como somos, é sem dúvida chegar à final e vencer.
Rúben Neves, que alivia também a pressão sobre os jogadores, diz que os portugueses estão mais do que habituados.
Tivemos mais recentemente quatro jogadores a ganhar a Champions pela segunda vez, portanto, acho que somos um grupo jovem, mas muito experiente, e sabemos das nossas qualidades, portanto, eu acho que é uma pressão positiva. Não levamos isso pro lado negativo, mas sim para o lado de uma responsabilidade ainda maior, porque sabemos que temos qualidade e que podemos chegar a grandes conquistas por Portugal.
A equipa das Quinas que realizou esta tarde o primeiro treino na Cidade do Futebol.
E o Sporting já apresentou mais um reforço para a próxima temporada.
Issa Doumbouya já foi oficialmente anunciado como reforço do Sporting para a temporada 2026/2027. O médio de 22 anos fica blindado por uma cláusula de rescisão no valor de €80 milhões, proveniente do Veneza. O internacional sub-21 italiano assinou o contrato válido até junho de 2031, depois de ter feito toda a carreira até agora em solo transalpino. O italiano chegou a Alvalade num negócio a rondar os €20 milhões e junta-se a Rodrigo Zalazar e também a Pedro Lima.
E no plano internacional, as Forças de Defesa de Israel anunciaram na rede social X a morte de um chefe militar do Hezbollah.
Numa altura em que foi noticiado que Teerão determinou a suspensão de negociações com os Estados Unidos devido às operações militares de Israel em solo libanês, Donald Trump publicou na Truth Social que teve uma conversa muito produtiva com Netanyahu, onde ficou claro que não haverá envio de tropas para Beirute. O presidente norte-americano afirma ainda ter confirmado com altos representantes do Hezbollah um cessar-fogo entre o Líbano e Israel. Pouco depois, Trump fez outra publicação, desta vez para informar que as conversações com o Irão se mantêm de pé e a um ritmo acelerado.
E é o ponto final no Jornal das 8, edição de Miguel Viterbo e Diz que está de saída. A informação regressa atualizada já com Martim Madeira às 08h30. Até amanhã.
Até amanhã.