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De Máxima para Faro. Jornal das 9 com António José Soares. E António, o Juntos pelo Povo diz que eleições antecipadas são o único cenário viável caso a moção de censura ao Governo Regional da Madeira seja aprovada.

O líder do JPP afirma que Miguel Albuquerque não tem condições para continuar. Na Rádio Observador, Hélvio Sousa lembra todas as suspeitas de corrupção que existem em torno do Governo Regional da Madeira e, apesar de defender que não é o melhor cenário, fala em eleições antecipadas como o caminho a seguir.

Nós colocaríamos um ponto final no governo.

Portanto, novas eleições.

Novas eleições. Nós não temos medo de ir às eleições. Dizemos a verdade às pessoas. As pessoas não querem eleições, mas as pessoas também não querem estes protagonistas carregados de casos de corrupção, carregados de incompetência nata, onde cinco de oito membros do governo estão indiciados. Mas atenção, nós defendemos a presunção da inocência, como é óbvio, mas são demasiados casos.

Hélvio Sousa assegura ainda que o Juntos pelo Povo não foi convocado para as negociações do orçamento regional e não pretende fazê-lo com o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, que para o JPP perdeu toda a confiança política.

E Vasco Lourenço acusa a direita de estar a distorcer a história do 25 de novembro de 75.

O Capitão de Abril rejeita que esta data signifique a derrota da esquerda. Vasco Lourenço considera que a principal vencedora do 25 de novembro foi a Constituição da República e não a direita.

Quem está a evocar que quer comemorar dessa maneira o 25 de novembro, atua como se no 25 de novembro a única força vencedora, vencida, fossem as esquerdas. Portanto, eles que estão a querer comemorar, foram os principais derrotados. Não pactuo com esta distorção, com este mascarar da evocação do 25 de novembro. E é evidente que o 25 de novembro, por muito que tivesse ajudado a que o 25 de abril se consumasse, na realidade, não tem a importância do 25 de abril.

Vasco Lourenço, num som captado pela agência Lusa, o coronel já avançou que não vai participar na sessão solene no Parlamento.

E o Tribunal da Relação de Lisboa quer forçar o início do julgamento de José Sócrates na Operação Marquês.

Os juízes desembargadores rejeitam mais uma reclamação do ex-primeiro-ministro e pretendem aplicar a norma contra as manobras dilatórias. Isto para evitar que um processo judicial se transforme num interminável carrossel de requerimentos. Para o fazer, os juízes vão servir-se do artigo 670 do Código de Processo Civil, para evitar que novos incidentes processuais possam adiar o julgamento da Operação Marquês. Luís Rosa, redator principal do Observador, explica em que consiste esta norma do Código de Processo Civil.

A Relação de Lisboa, digamos que se fartou dos intermináveis recursos e incidentes processuais de José Sócrates e outros arguidos e aplicou esse 670. O que é que isto significa? Os recursos e incidentes processuais que são apresentados depois de ter aplicado, passam a ser analisados num processo à parte. E esses recursos que passam a ser tratados nesse traslado têm efeito devolutivo, ou seja, não param a marcha do processo.

A explicação sobre o artigo 670 do Código de Processo Civil, que pode levar ao arranque do julgamento de José Sócrates na Operação Marquês, é uma notícia assinada pelo jornalista do Observador, Luís Rosa, e que pode ler no site observador.pt.

António, já está extinto o incêndio que destruiu parcialmente uma pensão de três andares no centro histórico do Porto.

O alerta para o fogo foi dado pouco antes das 17h. Segundo o comandante dos Sapadores do Porto, há registro de dois feridos ligeiros. Carlos Marques confirmou também a derrocada parcial da fachada no terceiro andar do edifício. No local está a jornalista Maria Rego. Boa noite, Maria. Qual o ponto da situação neste momento?

Boa noite. O incêndio já está mesmo numa fase de rescaldo, tal como referiste. Os vários membros dos bombeiros já estão a fazer a recolha das mangueiras e dos materiais que usaram para enfrentar as chamas. É visível na rua onde tudo aconteceu ainda alguns destroços da parte da frente do edifício, que terá em parte colapsado. Aqui na mesma rua, umas casas abaixo, falei com os proprietários de um restaurante que assistiram a todo o cenário. Falam de vários gritos quando tudo estava a acontecer e de um alto cheiro a madeira. Mencionaram ainda que este era um edifício já muito antigo e que era bastante alto para as condições debilitadas que apresentava. Tinha então três andares. Os proprietários explicaram que, ainda assim, foi tudo muito rápido entre o prédio estar consumido pelas chamas e a chegada da ajuda por parte dos vários operacionais da Proteção Civil, bombeiros e polícia. Há então a registar estes dois feridos ligeiros por inalação de fumo, que se encontravam dentro do edifício e foram evacuados.

Obrigado, Maria. Jornalista do Observador, Maria Rego, então, com o ponto da situação deste incêndio que destruiu uma pensão no centro histórico do Porto.

E o incêndio que deflagrou numa habitação na Calçada dos Sete Moinhos, em Campolide, foi extinto pouco depois das 19h. Estão neste momento a decorrer operações de rescaldo.

As autoridades indicam que o combate ao fogo que deflagrou nesta zona de Lisboa foi dificultado por causa do lixo acumulado na habitação. A Proteção Civil e os bombeiros indicam que o homem que vivia nesta casa há 20 anos tinha entulho acumulado e vivia de forma ilegal, como explicou a diretora da Proteção Civil, Margarida Martins.

Temos um desalojado, alegadamente um ocupante ilegal, mas que já ocupava esta habitação há cerca de 20 anos e estamos a prestar o apoio. Faremos a ponte com a Santa Casa da Misericórdia para uma solução de pernoita e depois de apoio social a este desalojado deste incêndio. E temos informação de oito animais envolvidos, entre cães, gatos e pássaro, quatro desaparecidos até o momento, um gravemente ferido que já foi de ambulância e três ilesos.

As autoridades garantem que o homem que ficou desalojado vai ter onde dormir esta noite. O alerta do incêndio foi dado pouco depois das 17h30. Está nesta altura a ser feito um relatório para apurar os danos provocados pelas chamas.

António, vamos agora às notícias de âmbito local.

A criminalidade violenta na Área Metropolitana de Lisboa estagnou este ano. Segundo o comandante metropolitano da PSP da capital, os dados estatísticos sobre a criminalidade não correspondem ao sentimento de insegurança que tem sido difundido na opinião pública. Em comparação com os primeiros 10 meses do ano passado, há mesmo uma redução superior a 9% na criminalidade geral em Lisboa. O novo mercado municipal de Santarém vai ser inaugurado no próximo ano, depois de ter estado seis anos em obras. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara na última reunião do executivo. O autarca refere que a obra é um passo significativo para a dinamização do centro histórico da cidade. O Politécnico de Leiria é a décima instituição de ensino superior mais empreendedora do país. O instituto já investiu mais de 50 milhões de euros em startups criadas por antigos alunos. Os dados foram revelados pelo ranking das Universidades Empreendedoras de Portugal 2024, da Startup Portugal, que coloca a Universidade Católica em primeiro lugar nesta lista. A Câmara da Póvoa de Varzim, em conjunto com o Centro do Clima, vai promover a plantação de árvores no município. No próximo dia 30 deste mês, vai realizar-se mais uma etapa do projeto Bosques pelo Clima. A ação de voluntariado vai incidir nos terrenos junto à Lagoa da Pedreira. Tem como objetivo contribuir para a biodiversidade local e também para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Em Sesimbra, a autarquia reforçou os equipamentos de higiene urbana com a compra de um lava-contentores. Segundo o município, o investimento ultrapassa os 200 mil € e vai modernizar a capacidade de limpeza da vila. Terminamos em Oliveira de Azeméis, que vai receber no próximo domingo um concerto do Festival Internacional do Órgão e da Música Sacra. O evento vai levar à atuação do grupo Duo Sonoros à Igreja Matriz da cidade. A iniciativa vai promover ainda mais 40 concertos em outras igrejas no norte do país.

E é assim que fechamos este jornal das 21h.