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Em Faro. Jornal das nove, na Rádio Observador, com a edição da Diana Rosa e começamos com uma notícia observador: o governo vai aumentar o imposto petrolífero à boleia da descida dos preços dos combustíveis.

Aproveitando a forte baixa no preço de gasóleo e gasolina, o Executivo reduz o desconto fiscal, mas aumenta o imposto. Os preços finais ainda vão baixar, mas menos. A descida dos preços está prevista para esta segunda-feira, só que há pouco, ao final do dia, foi publicada a portaria que revê as taxas de imposto sobre os produtos petrolíferos, precisamente no mesmo dia, 1 de dezembro. O ISP na gasolina vai subir cerca de 1,6 cêntimos por litro e a taxa cobrada sobre o gasóleo vai subir mais de 2 cêntimos por litro. Considerando o efeito do IVA, que incide sobre o preço antes dos impostos, mais o ISP, o impacto do aumento da carga fiscal por litro rondará os 3 cêntimos no gasóleo e os 2 cêntimos na gasolina.

E a Airbus emitiu um alerta de atualização para A320 depois de um incidente com um número significativo de aeronaves.

Aviso emitido esta sexta-feira pela empresa fabricante, que alerta para a necessidade de atualizar imediatamente vários aviões da família A320. No comunicado, a empresa explica que o alerta surgiu depois de ser registrado um incidente com um dos aviões, em causa a radiação solar intensa, que pode ter causado problemas e corrompido dados críticos para o funcionamento do controle de voo. A Airbus admite que foi identificado um número significativo de aviões afetados pelo mesmo problema e garante que já está a trabalhar de forma proativa com as autoridades de aviação para solicitar medidas cautelares imediatas aos operadores. Esta situação deverá afetar várias companhias aéreas e, por isso, foi pedido às empresas transportadoras que implementem as soluções de software ou proteções de hardware disponíveis para garantir que a frota está segura para voar. Entretanto, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação já emitiu as diretrizes para atualização, com efeitos a partir desta sexta-feira, hoje mesmo, 29 de novembro.

Diana, a PSP abandonou as negociações com a Ministra da Administração Interna, avança com uma ação de protesto, à semelhança da GNR.

As duas classes profissionais saíram insatisfeitas da reunião de hoje com o governo. Paulo Santos afirmou que pediu à ministra Maria Lúcia Amaral para dar cumprimento ao acordo alcançado há mais de um ano, assim como a aplicação das medidas que estavam previstas nesse mesmo documento, com efeitos retroativos a janeiro de 2026. Tendo em conta que a ministra não apresentou o esperado, a ASP não tinha condições de continuar a negociação e, por isso, dá por terminada a participação neste processo. É o que adianta Paulo Santos, que diz que as negociações correram mal.

Não cumpriu aquilo que foram as nossas premissas, falar de uma proposta concreta relativamente a suplementos, todos, salários e à portaria de avaliação. Sendo assim, nós não podemos e nem temos condições, porque há aqui um incumprimento claro por parte deste governo relativamente a um acordo que foi assumido pelo governo de então.

Um acordo que foi celebrado com o antigo governo e que previa o maior aumento do subsídio de risco. Os sindicatos pedem 300 €, mas a oferta da ministra está muito abaixo. É o que revela Paulo Santos, que considera que as propostas apresentadas pela ministra não vão ao encontro dos problemas do setor. No dia 3 de dezembro, próxima quarta-feira, os polícias vão decidir os protestos a fazer. As associações da GNR também vão ainda decidir as formas de luta, mas estão contra os valores apresentados pela ministra Maria Lúcia Amaral. O presidente da ASP acrescenta ainda que a ministra marcou uma reunião para dia 12 de dezembro para receber as contrapropostas dos sindicatos sobre os serviços remunerados, mas já não vão estar presentes.

José Luís Carneiro deve virar a página. É o pedido do governo depois de o PS ter permitido a aprovação do Orçamento do Estado através da abstenção.

O primeiro-ministro tinha ontem acusado PS e Chega de se imiscuírem na governação ao aprovarem medidas como a isenção de portagens em algumas autoestradas. O secretário-geral socialista respondeu, diz que o governo devia reconhecer o sentido de Estado do PS ao deixar passar o documento. Esta tarde, em resposta a esta contenda, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reconhece a responsabilidade manifestada pelos socialistas, mas diz que José Luís Carneiro devia se preocupar com outras coisas.

Leitão Amaro, esta tarde, no briefing do Conselho de Ministros. Diana, demitiu-se o dermatologista Miguel Alpalhão, horas depois de ter sido suspenso. Trata-se de um médico que recebeu mais de 700 mil € em três anos de cirurgias adicionais.

Acusa a administração do Hospital de Santa Maria de ter uma atitude persecutória. Miguel Alpalhão diz que não lhe restava outra hipótese. A Rádio Observador já tentou contactar Carlos Martins, é presidente do Hospital de Santa Maria, não quis prestar declarações. A Inspeção-Geral das Atividades da Saúde concluiu por irregularidades praticadas pelo médico Miguel Alpalhão, o dermatologista que hoje foi suspenso, horas depois demitiu-se. E Luís Marques Mendes diz que envia a lei da eutanásia para o Tribunal Constitucional se for o próximo chefe de Estado. E Diana tem dois argumentos. Além da falta de regulamentação, o Parlamento tem ainda de responder às normas consideradas inconstitucionais na sequência da pronúncia do Palácio Ratton. Marques Mendes demarca-se da posição tomada pelo atual chefe de Estado, que depois da lei ter andado pra frente e para trás, promulgou esse diploma aprovado pelos deputados numa última vez.

Isto é um risco enorme. Veja, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, na última versão da lei da eutanásia, considerou que já estava tudo bem do ponto de vista constitucional e promulgou. E veja o que o Tribunal Constitucional fez, disse: "Afinal, o presidente não devia ter promulgado".

Estamos a legislar sobre o direito à vida.

Portanto.

E é um direito bastante sensível.

Pronto, por isso é que eu estou a dizer, a posição mais sensata e mais equilibrada é a minha. Quando vier o diploma, vai ao Tribunal Constitucional. Também não é assim tanto tempo, são 20 dias que o Tribunal Constitucional tem, mas é a segurança. Depois do Tribunal Constitucional ter dito: "Há aqui umas normas inconstitucionais", não devo perguntar ao Tribunal Constitucional: "Olhe, finalmente acha que está tudo ultrapassado?" É isto que eu farei, não farei de outra maneira.

Marques Mendes justifica que se trata de uma lei tão delicada e sensível que é preciso ter certezas. É um dos destaques da entrevista ao candidato à presidência no programa Geração V, da Rádio Observador. Vai para o ar já daqui a pouco, depois das dez da noite, mas se quiser ouvir agora, já está disponível lá em podcast. Para já, Diana, sete minutos para lá das 9h. Vamos às notícias de âmbito local. A Câmara Municipal de Oeiras vai aumentar a taxa mínima do Imposto Municipal sobre imóveis para o máximo legal de 0,45% nos prédios urbanos. A proposta é criticada pelo Partido Socialista, que acusa a Câmara de penalizar ainda mais as famílias e as empresas. Ao aplicar este valor, a Câmara de Oeiras estima uma receita acima dos 50 milhões de euros, com ganho fiscal de mais de 17 milhões de euros. Uma idosa está desaparecida desde quarta-feira, depois de ter sido atendida no Hospital de Santa Maria da Feira. De acordo com o Comando Distrital de Aveiro da PSP, essa idosa de 84 anos é de Oliveira de Azeméis, deu entrada nas urgências na Unidade de Saúde entre o Douro e Vouga, na madrugada de quarta-feira, com lapso de memória e desorientação. O presidente da Câmara de Pombal é candidato à liderança da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Pedro Pimpão, que é também presidente dos Autarcas Sociais Democratas, deverá suceder a Luísa Salgueiro na liderança do Conselho Diretivo desta associação. A eleição realiza-se em dezembro, num congresso em Viana do Castelo. Em Almada, já arrancaram as obras para uma nova residência da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. De acordo com a autarquia, a obra deverá estar concluída no verão do próximo ano para abrir, precisamente, no ano letivo 2026/2027. Este novo edifício para estudantes do Conselho vai ter mais de 200 camas distribuídas por 120 quartos. A autarca do Conselho de Matosinhos integrou a rede internacional da OCDE, reúne alguns dos presidentes de câmara mais influentes do mundo, na defesa de políticas públicas inclusivas, sustentáveis e de redução das desigualdades. Ao integrar esta coligação, Luísa Salgueiro passa a ter acesso a dados e indicadores avançados da OCDE, que abrangem mais de 1200 cidades espalhadas pelo mundo. Fechamos nas Caldas da Rainha. O serviço de pediatria lançou o podcast Crescer à Conversa. Tem como objetivo reforçar a literacia em saúde e aproximar os profissionais das famílias. Já está disponível o primeiro episódio na plataforma Spotify, no canal YouTube da Unidade de Saúde Local do Oeste. Notícia de fecho do Jornal das Nove.