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Uma vez a informação. Rádio Observador, jornal das 10, com edição do José Rafael Lopes.

Sendo que começamos, Filipa, com a notícia de cinco bombeiros que ficaram feridos num acidente à saída do quartel dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz. O carro em que seguiam capotou numa curva quando estes bombeiros se encaminhavam para o combate a um incêndio florestal. À Rádio Observador, fonte do Subcomando Regional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra adianta que dos cinco feridos, um é grave, como explica o comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Armindo Bertão.

Grave, mas está fora de perigo. Não está em perigo de vida. Então, à partida, a pessoa tem estado em contato com a equipa médica do Hospital da Figueira da Foz. Tem algumas lesões. Vão fazer mais uma TAC para confirmar a última que fizeram e se estiver tudo igual à última, pronto, ele terá alta.

E já teve a oportunidade de falar com os envolvidos neste acidente?

Com os quatro, sim, que já tiveram alta, eu os encaminhei, já mandei eles irem descansar. Hoje só lhes desejei as melhoras, como pode compreender, não estive com perguntas a oito. Eles também estão abalados.

Declarações do comandante Armindo Bertão, dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, de que fazem parte os cinco bombeiros envolvidos neste acidente. Foram todos transportados para o Hospital Distrital da Figueira da Foz. Os quatro feridos ligeiros já tiveram, entretanto, alta médica.

E o CDS vai a jogo na revisão constitucional, com ou sem apoio do PSD.

É o que garante Nuno Melo no discurso de encerramento do Congresso do CDS em Alcobaça. O presidente centrista começa o novo mandato a tentar recuperar eleitorado perdido para o Chega e para a Iniciativa Liberal e com uma resposta a Vasco Maldonado Correia às críticas ouvidas ao longo do fim de semana.

Depois de um congresso com exigências de reafirmação do CDS dentro da AD, Nuno Melo responde com a revisão da lei fundamental.

Quero anunciar que quando a questão agora se colocar, o CDS, independentemente da entrega à AD, vai, não obstante, participar de forma autónoma no próximo processo de revisão constitucional.

Com ou sem o contributo do PSD, Nuno Melo quer uma constituição ideologicamente neutra, representativa de todas as sensibilidades, e vai já dar o primeiro passo para recolher contributos.

Criaremos um grupo de trabalho liderado por constitucionalistas reconhecidos para que, em coordenação com o nosso grupo parlamentar, seja apresentada a nossa proposta. O CDS vai a jogo na revisão constitucional.

Depois da reeleição para a liderança do CDS, Nuno Melo aponta as lanças a dois inimigos, PS e Chega.

Bem sabemos que os socialismos e os populismos se podem concertar outra vez, desejando outra crise política.

Mas arranca o novo mandato a tentar conquistar espaço à direita, primeiro com um chega para lá à Iniciativa Liberal.

O CDS não é substituído pela Iniciativa Liberal, que me parece, não compreende que o que o mercado tem de sobra em números, falta-lhe em solidariedade.

E depois a criticar a iniciativa socialista do Chega.

Não é também substituído pelo Chega, que dizendo-se de direita, tem sido em muitos momentos o melhor aliado da esquerda em Portugal. Foi o Chega que se juntou ao PS e à extrema-esquerda para fazer cair governos da AD, governos sem direita. Eu devo dizer que quando assim é, melhor aliado do socialismo não se viu.

Para estes dois partidos fica o aviso.

Nós sabemos que os votos não são elásticos, mas também sabemos que os votos não são de ninguém. E quem achar que a sua realidade cristalizou no espectro da democracia e que a sua prevalência é para sempre, desengane-se e veja a história recente da democracia em Portugal.

E nem o parceiro de coligação se livra de um lembrete.

O que eu gostava que soubessem, e digo isto com respeito, é o seguinte: o CDS não está aqui por favor, nem é muleta.

O discurso de vitória de Nuno Melo, eleito para um terceiro mandato à frente do CDS, quer aproveitar os próximos dois anos para fazer os centristas ganhar músculo e crescer. Vasco Maldonado Correia a acompanhar o encerramento do Congresso do CDS, que terminou com a reeleição da direção de Nuno Melo, vitória com cerca de 90% dos votos.

Paulo Raimundo voltou a criticar a reforma laboral do governo e apela à mobilização dos portugueses para a greve geral de 3 de junho.

Desta vez foi em Beja, onde o secretário-geral do PCP esteve para assinalar o aniversário da morte de Catarina Eufémia, uma mulher assassinada pelo Estado Novo durante uma greve sobre o pacote laboral. Paulo Raimundo considera que a resposta já está rejeitada, a proposta, aliás, já está rejeitada e garante que os trabalhadores vão continuar a lutar pelos direitos.

Este pacote laboral está rejeitado. Está rejeitado na greve geral de 11 de dezembro. Está rejeitado nas empresas, nos locais de trabalho, nas ruas. Foi rejeitado no 25 de Abril e foi rejeitado nessas grandiosas ações de luta que foi o Primeiro de Maio que se realizou este ano. Os trabalhadores não estão distraídos. Os trabalhadores estão esclarecidos e estão a fazer frente a este ataque às suas vidas, à vida dos seus filhos e ao próprio desenvolvimento do país.

Palavras de Paulo Raimundo, o líder comunista, esta tarde em Beja, aqui um registo da Agência Lusa.

Na atualidade internacional, Donald Trump avisa que não vai restar nada do Irão se o país não assinar um acordo com os Estados Unidos.

O presidente norte-americano vai mais longe, diz que o tempo se está a esgotar e que Teerão tem de agir rapidamente, senão a destruição vai estar a caminho. São declarações na rede social Truth Social, numa altura em que a perspectiva de tréguas entre Estados Unidos da América e o Irão continua tremida. Hoje, à imprensa israelita, Donald Trump já tinha dito que podem estar no horizonte novos ataques e uma escalada militar se os Estados Unidos não receberem uma proposta de acordo melhorada nos próximos dias. Em sentido inverso, os meios de comunicação social iranianos noticiaram hoje que os Estados Unidos não fizeram qualquer concessão na resposta à última proposta iraniana para um acordo.

Vamos ao desporto. O Benfica ganhou a Taça de Portugal de futebol feminino. Venceu o Futebol Clube do Porto por 2 x 0.

É a terceira vez que o Benfica levanta este troféu. Caroline Müller marcou os dois gols da equipe encarnada na final, no Estádio do Jamor, numa final inédita no panorama do futebol feminino português. O resultado começou a construir-se logo no primeiro tempo. Na segunda parte, o Benfica geriu e conquistou o título. Fez a dobradinha, uma vez que já tinha conquistado o campeonato nacional. Após o final da partida, o treinador encarnado, Ivan Batista, fala num ponto alto da temporada.

É um orgulho e uma responsabilidade muito grande estar à frente de um grupo de jogadoras como este. Um grupo de jogadoras inexcedíveis, que desde cedo perceberam que as coisas não iam ser fáceis, não há épocas fáceis. O melhor desta época ficou para o fim e isso demonstra muita resiliência desse grupo de trabalho. Por isso é um sentimento muito grande de felicidade, mas de orgulho por poder trabalhar com elas.

Já do lado do Futebol Clube do Porto, o treinador Daniel Chaves deu os parabéns ao adversário e destacou o caminho portista na Taça de Portugal.

Salvar toda a entrega das minhas jogadoras, a audácia, a coragem e o trajeto que fizemos bonito até o dia dois. Não queremos prêmios consolação, estamos aqui, somos o Porto, queríamos muito ganhar este troféu, mas parabenizar o adversário que foi superior a nós.

A análise de ambos os treinadores após a final da Taça de Portugal de futebol feminino, o Benfica conquistou o título depois de vencer o Futebol Clube do Porto por 2 x 0.

A fechar-se, Afonso Ewlálio segura a liderança da Volta à Itália.

A camisola rosa continua com o ciclista português. Afonso Ewlálio conseguiu mais uma excelente exibição e entrou no dia de descanso da Volta à Itália com a camisola rosa. Na etapa de hoje, Jonas Vingegaard conquistou a nona etapa, foi o primeiro a chegar ao alto de Corno alla Scale. Afonso Ewlálio ficou em quinto, chegou 41 segundos depois de Vingegaard. Na classificação geral, Afonso Ewlálio tem agora 2min24s de vantagem para o segundo classificado. A próxima etapa da Volta à Itália é um contrarrelógio que se corre na terça-feira.

Desporto a fechar o Jornal das 10.