Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Notícias das 11 com a Laura Figueiredo. E Laura, o líder do grupo parlamentar do PSD considera que a moção de censura apresentada pelo Chega é ridícula.

Hugo Soares desconfia das intenções do partido de André Ventura ao apresentar a iniciativa, considera que a moção de censura é apenas mais um episódio da chamada silly season política.

Qual é o objetivo de uma moção de censura? O objetivo de uma moção de censura é derrubar o governo e provocar eleições. Esta não é uma moção de censura contra Luís Neves, não é uma moção de censura contra este ou aquele aspecto, ou contra aquela circunstância. É uma moção de censura contra um governo. E por isso é que ela é ridícula. Por isso é que ela é mais um epílogo, um terminar da silly season, em que todos, ou quase todos, vamos alimentando, especulando e comentando aquilo que o deputado André Ventura quer, e vamos todos no engodo.

Quanto a Luís Neves, Hugo Soares garante que o ministro da Administração Interna está muito longe de ser arguido e sublinha que é necessária uma acusação definitiva para que possa existir um juízo político sobre a continuidade do governante.

Nós temos escrito que é preciso uma acusação, depois de uma instrução, portanto, depois do prazo que está previsto para a abertura de uma instrução, uma acusação definitiva, é assim que se diz do ponto de vista jurídico, para que possa haver um juízo político, porque não é um juízo de censura sobre a pessoa.

Portanto, Luís Neves arguido não sai do governo, é isso?

Não faço ideia, isso é uma decisão do primeiro-ministro. Agora, eu vou dar a minha opinião. Eu acho que o doutor Luís Neves está muito longe de ser arguido, mas muito longe.

Secretário-geral do PSD e presidente do Grupo Parlamentar Social-Democrata, em entrevista à Sic Notícias, Hugo Soares reitera que Luís Neves é um ministro da Administração Interna extraordinário.

E amanhã, à conferência de líderes, o presidente do Parlamento vai propor votar a moção de censura apresentada pelo Chega no dia 10 ou 17 de setembro.

Os líderes parlamentares decidem amanhã a data para discutir e votar a moção de censura ao governo. As duas datas em cima da mesa foram reveladas esta noite, através de um despacho do Presidente da Assembleia da República. Este despacho de Aguiar Branco foi enviado a todos os partidos com assento parlamentar e confirma a convocação de uma conferência de líderes extraordinária para as 15h30 da tarde de amanhã. Antes disso, o presidente do Parlamento tinha já anunciado de viva voz a reunião desta quinta-feira.

Aquilo que terá que ser agora decidido é em relação à data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão, porque estamos num período de interrupção dos trabalhos parlamentares. Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para precisamente em conferência de líderes, nós podermos definir a data a partir da qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada.

José Pedro Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República, em declarações aos jornalistas esta tarde nos Açores.

E Laura, o Chega confirmou esta tarde que vai mesmo avançar com a moção de censura ao governo.

André Ventura avisa que Luís Montenegro pode perder a autoridade política. O líder do Chega critica a falta de esclarecimentos dados pelo ministro Luís Neves e procura ainda colar António José Seguro à rejeição do titular da pasta da Administração Interna. Depois de dias de reflexão, a confirmação da censura ao governo foi dada esta tarde, Martim Madeira.

O Chega deu entrada hoje no Parlamento de uma moção de censura com o objetivo claro: censurar o primeiro-ministro e o governo.

Foi a razão principal desta conferência de imprensa convocada por André Ventura apresentar uma moção de censura ao governo, uma moção por parte do Chega, que apenas tem um culpado.

Deixamos de ter um governo liderado por Luís Montenegro e temos um governo liderado por Luís Neves. Se continuarmos a ter Luís Neves como ministro, sabemos que a autoridade do primeiro-ministro, não para prejuízo do PSD, mas para prejuízo de todos, está irremediavelmente colocada em causa.

O líder do Chega justifica a razão desta moção. Deixa o aviso de que a retórica de Luís Neves é um perigo para a democracia, principalmente a atitude que Ventura diz ser de rockstar.

O senhor ministro entendeu que não devia responder a nada e que não tinha que responder a nada, porque, lá está, vinha com a estrela de rockstar de ministro do governo. A lógica e linguagem, ninguém me afasta deste cargo, quer queira ou quer não, é um perigo para a nossa democracia.

E na sede do Chega, a mensagem de Ventura é clara: apresenta esta moção para mostrar que ninguém o intimida.

Quando há suspeitas de falta de integridade, onde há suspeitas de uso indevido de poder público ou de corrupção, a nós ninguém nos intimida. A mim, ninguém me intimida.

Por fim, depois de vincar que a moção é para avançar e após ser questionado várias vezes, Ventura finalmente diz o que é preciso por parte do primeiro-ministro para o Chega recuar na decisão.

Nós não pactuamos com autoritarismo, nós não pactuamos com a falta de integridade.

Certo, mas o que Luís Montenegro pode fazer?

E, portanto, o que pode fazer é substituir o seu ministro da Administração Interna.

É a única alternativa possível?

É a alternativa que, neste momento, a democracia e a integridade exigem.

O líder do Chega deixa ainda claro que se o PS votar contra esta moção, está do lado da continuidade.

Martim Madeira, com os destaques da intervenção de André Ventura na apresentação desta iniciativa de censura ao executivo de Luís Montenegro.

O Livre acusa o Chega de desrespeitar o tempo do Parlamento.

Isto porque Luís Neves vai ser ouvido na Assembleia da República na próxima terça-feira. A porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, concorda que o ministro da Administração Interna tem explicações a dar, mas entende que a moção é mais um episódio de folclore fabricado pelo Chega. Diz que o partido quer sempre cavalgar a maior polêmica para ocupar o espaço midiático. Quanto ao sentido de voto, o Livre ainda não decidiu. Isabel Mendes Lopes recorda que o partido nunca votou a favor de uma moção de censura apresentada pelo Chega

E o PCP defende que o Executivo liderado por Luís Montenegro merece censura, mas não se compromete com o sentido de voto.

O dirigente dos comunistas, Vladimir Vale, explica que os casos que envolvem o ministro da Administração Interna exigem esclarecimentos que até agora não foram prestados. Ainda assim, acusa o Chega de fazer malabarismos políticos e de não querer, de facto, os esclarecimentos. Também à esquerda, o Bloco considera que a moção apresentada pelo Chega é motivada pelas razões erradas. O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, admite que Luís Neves se tornou um agente de confusão, mas sublinha que há motivos maiores para censurar o Executivo de Luís Montenegro.

O Governo merece censura por ter deixado aumentar o preço das rendas e das prestações ao banco. O Governo merece censura porque a conta do supermercado é cada vez menos sustentável. O Governo merece censura pelo caos criado nos exames nacionais. O Governo merece censura porque não há professores. Sim, merece censura, mas André Ventura não censura o Governo por isso. Luís Montenegro agradece e as pessoas continuam com as contas por pagar. Isso é que é o drama deste momento em Portugal.

José Manuel Pureza, o coordenador do Bloco de Esquerda, em declarações aos jornalistas esta tarde em Coimbra.

Vamos olhar também para o conflito na Ucrânia. A especialista em Relações Internacionais, Ana Cavalieri, afirma que a alegada tentativa de ataque russo no aeroporto de Leipzig demonstra que o Kremlin quer colocar à prova o compromisso da NATO com a Ucrânia.

Em causa os mais recentes ataques híbridos realizados na Alemanha, a especialista em Relações Internacionais fala em táticas de guerra híbrida, que têm como objetivo testar o nível de compromisso dos países da NATO com as ajudas à Ucrânia.

Estas táticas de guerras híbridas são uma constante imposição por parte dos russos de testes àquilo que verdadeiramente, até que ponto é que nós estamos dispostos a sacrificar-nos e através das nossas respostas, para continuar a nossa ajuda à Ucrânia. E esse teste incessante, ou esses testes que são incessantes, ocorrem até ao momento em que do nosso lado, da NATO, começamos a impor medidas que sejam tão custosas aos russos que então passem a ficar dissuadidos de continuar a fazer esses atos de sabotagem.

Declarações da especialista em Relações Internacionais, Ana Cavalieri, no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador.

Laura, vamos agora atualizar a informação de âmbito local.

Em Oeiras, a autarquia vai entregar material escolar a mais de 500 crianças do Conselho. Em comunicado, a Câmara esclarece que vai também reforçar alguns centros de apoio de estudo municipal com equipamentos informáticos. Esta iniciativa, que pretende reduzir desigualdades socioeducativas, repete-se já todos os anos desde 2014. Em Arouca, o incêndio de agosto consumiu mais de 1400 hectares, é o que indica a autarquia, depois de uma avaliação feita pelo Instituto de Conservação da Natureza e Floresta. Inicialmente, a presidente da Câmara, Margarida Blém, tentava que seriam mais de 1300 hectares de área queimada. Em Almada, o preço dos quartos para estudantes universitários já atingiu os €430 mensais. É o que indicam os dados do Observatório do Alojamento Estudantil. A Costa da Caparica é a freguesia que apresenta os preços médios por quarto mais elevados. Em Leiria vai abrir no sábado a primeira escola internacional do Conselho. Em comunicado, a Leiria International School esclarece que o objetivo é dar resposta à crescente procura por uma oferta internacional na região. O instituto vai receber crianças dos três aos 11 anos, tem capacidade para 200 alunos e as aulas arrancam já na próxima semana. No Porto, as festas de Santa Clara, na freguesia de Bonfim, que começam na próxima sexta-feira e terminam no domingo, vão obrigar a condicionamentos no trânsito. De acordo com a Junta de Freguesia, o trânsito fica proibido de sexta-feira a domingo na Rua de Barros Lima e também na Rua do Monte de Bonfim. Vai também ser proibido estacionar e parar até segunda-feira nos mesmos arruamentos. Em Rio Maior, começou ontem a Feira Nacional da Cebola, que este ano celebra mais de 300 anos de existência. O programa volta a apostar numa programação diversificada, pensada para públicos de todas as idades. A marcar o cartaz musical está o artista Matias Damásio e também a banda Vizinhos, que sobem ao palco este fim de semana.