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Do 21. "Jornal das 11" na Rádio Observador, com edição do Martim Madeira. Martim, José Luís Carneiro diz que o entendimento com o Chega, sugerido por Passos Coelho, seria o regresso ao tempo dos três Salazares.
Em entrevista à RTP Notícias, o secretário-geral do PS afirma que o antigo primeiro-ministro não trouxe nenhuma ideia nova para o país, na entrevista que também concedeu à SIC Notícias, e critica a sugestão de uma aliança do governo com o Chega por parte do ex-governante.
O doutor Passos Coelho deu uma entrevista, não trouxe uma única ideia nova para o futuro do nosso país. E é muito importante que alguém que tem um contributo para dar para o futuro, não esteja concentrado no passado. Não ouvi o doutor Passos Coelho a falar sobre esta insensibilidade que está no acordo da AD com o Chega e com a Iniciativa Liberal em relação à nova lei das rendas. Mas aquilo que eu tenho visto é que o doutor Passos Coelho quer aliar-se ao Chega, mas aliar-se ao Chega, como disse o doutor Paías Maduro, como disse o doutor Matos Correia, se fizer uma aliança com o Chega, é para andar para trás, para andar para o tempo dos três Salazares. Não é isso, estou convencido, que a maioria do povo português deseja para o seu futuro e exprimiu essa vontade nas eleições presidenciais de forma muito clara.
Relativamente ao caso do SIRESP e da exoneração de Ricardo Carrilho, secretário-geral do Ministério da Administração Interna, José Luís Carneiro diz que o que tem vindo a público é grave e admite que Luís Neves pode não ter condições para continuar no cargo de ministro.
É insustentável a situação de intranquilidade e a situação de instabilidade permanente no Ministério da Administração Interna. Se esta situação de instabilidade se mantiver, não vejo como é que o primeiro-ministro possa tomar uma decisão que não seja a de uma remodelação do Ministério da Administração Interna. Os factos relatados e reportados publicamente são de tal ordem graves que merecem um esclarecimento cabal e eventual apuramento de responsabilidades. O que é mais importante é que o primeiro-ministro, ele próprio, tome consciência do que se está a passar.
Declarações do líder socialista à RTP Notícias, onde diz que a viabilização anunciada pelo PS do Orçamento do Estado para 2027 é uma posição de princípio e que o partido não se vai abster de levar propostas no debate, na especialidade.
E ainda com os ouvidos pela oposição, o líder do Chega, André Ventura, acusa Luís Neves de querer gerir o Ministério da Administração Interna da mesma forma, Martim, como geria a Polícia Judiciária.
Em causa a polêmica em torno do afastamento de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do MAI. Em declarações na sede do partido, André Ventura reiterou as críticas e sublinha que Luís Neves tem tentado manter os mesmos procedimentos informais que usava na PJ.
Essas mesmas informalidades, foi como o ministro da Administração Interna quis que o SIRESP e a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna fossem geridos. Segundo o próprio secretário-geral, agora demitido, de forma clara e contundente, houve uma recomendação por parte do ministro da Administração Interna para usar os mesmos procedimentos que se usavam quando era diretor da Polícia Judiciária. Imaginem o estado a que chegou o Ministério da Administração Interna.
André Ventura reforça que Luís Neves não tem qualquer padrão de ética, capacidade de isenção, nem sentido de cumprimento da lei para ocupar o cargo de ministro. Admite ainda que a gestão do SIRESP não consta no objeto de investigação, mas que a forma como Luís Neves tem feito as coisas deve ser escrutinada na Comissão Parlamentar de Inquérito.
Evidentemente que a gestão do SIRESP não é um objeto da Comissão Parlamentar de Inquérito, que amanhã se inicia. Mas estes procedimentos são objeto desta comissão de inquérito. Estes procedimentos permanentes de desrespeito pela lei, de facilitação de pagamentos, de incumprimento reiterado de regras para favorecer terceiros, de informalidades permanentes, estão no objeto e no escrutínio de uma comissão parlamentar de inquérito.
André Ventura aqui a dizer também que vai presidir esta Comissão Parlamentar de Inquérito. O líder do Chega garante que o facto de ser assistente no processo do assalto ao gabinete na Assembleia da República não interfere de modo algum na investigação aos mandatos de Luís Neves à frente da PJ.
E continuamos a falar de Luís Neves. Vamos escutar o ministro da Administração Interna, que quer, Martim, mais polícias nas ruas e rejeita a narrativa de que Portugal é um país cada vez mais inseguro.
Luís Neves esteve esta noite na tomada de posse do novo diretor nacional da Polícia de Segurança Pública, Pedro Moura. Luís Neves reconhece a preocupação dos portugueses com a segurança, mas critica quem insiste na ideia de que o país está cada vez mais inseguro. O ministro considera que essa narrativa desvaloriza o trabalho das forças de segurança.
A preocupação dos cidadãos, dos nossos concidadãos, com a segurança é absolutamente legítima. Os problemas existem, têm que ser conhecidos e exigem respostas. Mas reconhecer os problemas não significa alimentar permanentemente uma narrativa falsa, assente no medo e no caos. Quem insiste em apresentar Portugal como um país onde a insegurança domina, desvaloriza, repito, desvaloriza também o trabalho de milhares de polícias que todos os dias cumprem, e bem, a sua missão
As palavras de Luís Neves nesta tomada de posse do novo diretor nacional da PSP. Na cerimônia, o ministro prometeu também reforçar o policiamento de visibilidades e garante também que o governo está comprometido em reforçar os instrumentos legais de proteção dos polícias. O primeiro-ministro esteve presente, mas saiu apressadamente, não prestou declarações aos jornalistas.
E Martim, uma notícia que está a marcar esta terça-feira: confirma-se o diagnóstico de câncer do pulmão do papa.
A informação consta no boletim médico partilhado pelo Vaticano e foi divulgada após a cirurgia desta tarde. O exame realizado durante a operação confirmou a presença de um adenocarcinoma pulmonar, um dos tipos mais comuns de câncer. Segundo as informações divulgadas pela Santa Sé, Leão XIV foi submetido à remoção do lobo inferior do pulmão direito. A cirurgia durou cerca de 90 minutos, foi bem-sucedida, não houve quaisquer complicações após a intervenção. O papa acordou normalmente e depois de ter sido observado, regressou ao quarto no décimo andar do Hospital Gemelli, em Roma. Até o momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o prognóstico do chefe máximo da Igreja Católica ou sobre as próximas etapas de tratamento. Sabe-se apenas que Leão XIV vai ficar internado no hospital uma semana e que todos os compromissos públicos foram cancelados até o dia 20 de outubro.
E também a marcar a atualidade internacional, Donald Trump e Benjamin Netanyahu terão discutido a possibilidade de avançar com uma nova ofensiva militar contra o Irã antes das eleições nos Estados Unidos e em Israel.
A hipótese terá sido abordada numa conversa telefônica entre os dois líderes na semana passada, ainda antes de Trump ter prometido não atacar o Irã antes das eleições intercalares norte-americanas. Durante a conversa, o primeiro-ministro israelita terá manifestado preocupação com as informações dos serviços secretos de Israel sobre a rápida reconstrução do programa nuclear iraniano. Segundo o portal Axios, que cita dois funcionários norte-americanos e um responsável israelita, o presidente dos Estados Unidos terá ficado inclinado a retomar os ataques, mas não tomou ainda uma decisão. Dentro da administração norte-americana, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o Comando Central dos Estados Unidos estão entre os principais defensores de uma nova ofensiva, enquanto grande parte dos conselheiros do presidente prefere manter a pressão econômica sobre Teerão. No entanto, a Casa Branca nega estas informações. Já o gabinete de Benjamin Netanyahu afirma que o primeiro-ministro israelita não comenta o conteúdo das conversas que mantém com outros líderes.
Mudamos de tema e falamos de desporto, isto porque, Martim, o Sporting venceu esta tarde em casa dos franceses do Lens por 2 x 0 e segue invicto na Liga dos Campeões.
Duas jornadas, duas vitórias para o conjunto leonino. Rui Borges mudou algumas peças no puzzle, apostou na primeira titularidade do guarda-redes Kaique e relançou João Simões após uma longa paragem do médio. O colombiano Luiz Suárez, aos 22 minutos, lançou o Sporting na frente do marcador, fez o sétimo gol em 14 encontros na Champions League, tornou-se assim o melhor marcador da história dos Leões na principal competição europeia de clubes. Já Issa Doumbia marcou o segundo gol do Sporting e o primeiro na competição. No final da partida, em conferência de imprensa, Rui Borges destaca a coragem dos jogadores ao longo de toda a partida. Admite, ainda assim, que em alguns momentos o Sporting podia ter sido mais eficaz e alargar a vantagem.
Hoje era preciso ter coragem, ambição e humildade, e a equipe teve durante 93 minutos, nunca lhes faltou isso e foi importantíssimo. Sabíamos, claro, que os espaços que eles davam e que em momentos até de transição poderíamos ferir muitas vezes o Lens. Acho que em alguns momentos poderíamos ter feito mais gols e em alguns momentos poderíamos ter mais qualidade do que o que tivemos nas saídas. Mesmo o Luiz, o Geny hoje, numa primeira parte também difícil naquilo que foi tomada esta decisão. São dois jogadores que fazem claramente a diferença e que se estivessem no seu normal em alguns momentos de ligações, poderíamos ter ferido ainda mais vezes o Lens.
As palavras de Rui Borges, que admitiu estar muito feliz com este triunfo europeu. O treinador chega agora às oito vitórias na Liga dos Campeões, iguala assim o recorde de triunfos do treinador com mais vitórias na Liga dos Campeões, do Sporting, Rúben Amorim.
Nove minutos para lá das 11. Vamos, como é hábito nesta edição, atualizar a informação de âmbito local.
Começamos por Lisboa. A circulação do metrô vai estar suspensa devido a uma greve geral no dia de amanhã. A empresa informou hoje que a paralisação vai afetar todas as linhas e não há serviços mínimos. Falamos ainda de Sintra. A PSP identificou cinco pessoas e apreendeu material contrafeito em várias lojas de um centro comercial. Em comunicado, a polícia informou que o material estava avaliado em 240 mil euros. Na Marinha Grande, o município associou-se às comemorações do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala no próximo sábado. Durante toda a semana e até o dia 24, a autarquia está a realizar várias iniciativas dedicadas à sustentabilidade, à literacia financeira e à solidariedade. As atividades integram o programa distrital promovido pela Rede Europeia Antipobreza. Na Trofa, a Cruz Vermelha angariou quase 1700 unidades alimentares na campanha Vale Mais, realizada no passado fim de semana. A iniciativa ocorreu em vários supermercados e contou com a participação de 28 voluntários. Durante este ano, a Cruz Vermelha da Trofa já distribuiu mais de 9 mil alimentos no âmbito da resposta a situações de emergência alimentar. Falamos ainda de Almada. Hoje está a ser o Dia da Literatura e Cinema. Realizou-se na Biblioteca Central uma sessão de leitura dramatúrgica sobre a vida e a morte e também no Auditório Municipal Fernando Lopes-Graça deu-se a transmissão de uma comédia francesa neste cinema, foi às 21h. Em Ovar, regressa amanhã à Escola de Arte e Ofícios o Festival Ovar SPAN. Durante três noites vai haver oito concertos, além de uma residência artística e conversas com os artistas. Os bilhetes para os concertos têm o custo de 10 € por dia, enquanto o passe geral para o festival custa 25 €.
Notícias de regresso às 11h30, também com edição do Martim Madeira e informativo síntese. Contamos contigo. Um abraço, Martim. Até já.
Até já.