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Muito boa noite! São duas da manhã, está na companhia da Rádio Observador. Atualizamos toda a informação. Eu sou o José Rafael Lopes. Começamos com a entrevista da Procuradora-Geral da República, que não poupou nas críticas à ministra da Justiça. Lucília Gago fala em acusações graves e indecifráveis por parte de Rita Judice, que recentemente colocou em causa o trabalho do Ministério Público. Numa entrevista ao Observador, a ministra da Justiça tinha defendido que tinha de ser posta ordem na casa e que os portugueses estavam a perder confiança no Ministério Público. Lucília Gago foi confrontada com essas palavras em entrevista na RTP e partiu para o ataque contra Rita Judice.

Fiquei algo incrédula e até perplexa, porque essas declarações são, na verdade, indecifráveis num certo sentido, que já vou explicar, se me permitir.

Temos que fechar com alguma brevidade.

E são graves. A minha conclusão é uma conclusão extraordinária: é que estas declarações se juntam a muitas outras que imputam ao Ministério Público a exclusiva responsabilidade pelas coisas más que acontecem no território da Justiça, coisa que eu rejeito em absoluto.

O ataque de Lucília Gago à ministra da Justiça após a entrevista que deu ao Observador. A Procuradora-Geral da República assumiu também a responsabilidade pela escrita do parágrafo que conduziu à demissão de António Costa. Ainda assim, sublinha que a decisão do ex-primeiro-ministro foi pessoal e política. As consequências, considera Lucília Gago, fogem ao domínio do Ministério Público.

O Ministério Público fez o seu trabalho e, portanto, com transparência, revelou o que tinha a revelar e não tem mais que se preocupar, não deve fazê-lo, sobre as consequências que daí advêm para o próprio se ele quiser optar por determinada solução. Volto a dizer, é uma decisão que tomou pessoal e politicamente. Aliás, peço-lhe que me deixe concluir só para dizer o seguinte: vários exemplos mostram que não é automático esse resultado.

Palavras da Procuradora-Geral da República, em entrevista à RTP, a primeira em quase seis anos de mandato. Lucília Gago aponta ainda que a abertura de um processo a António Costa era inevitável. Isto porque a indicação de que o ex-primeiro-ministro poderia estar envolvido na Operação Influencer justifica a ação do Ministério Público. Na reação à entrevista da Procuradora-Geral da República, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais acusa Lucília Gago de faltar à verdade. Em declarações na Rádio Observador, António Marçal diz que a PGR não tem condições para continuar. Como tal, defende António Marçal, que Lucília Gago apenas tem um caminho a seguir.

Eu começo a pensar que o melhor que a senhora Procuradora-Geral da República poderia fazer em defesa da instituição é pura e simplesmente demitir-se. Há homens e mulheres dentro do Ministério Público capazes de efetivamente voltar a dignificar uma instituição que é fundamental na democracia e no Estado de direito democrático. A senhora Procuradora-Geral da República começa a não ter condições e começa a colocar em causa, não ela própria, mas a instituição.

O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais à Rádio Observador, António Marçal, sublinha que Lucília Gago não sabe do que fala quando comentou o fato dos três arguidos da investigação de corrupção no governo da Madeira terem ficado detidos durante 22 dias. Luís Montenegro diz que o governo só vai cessar funções se for derrubado por uma moção de censura. É uma garantia do discurso do primeiro-ministro na reunião do Conselho Nacional do PSD. Luís Montenegro garante que o governo está aberto para negociações sobre o Orçamento de Estado. Ainda assim, sublinha que esta abertura depende das intenções dos adversários sobre o documento. Sem referir o nome de Pedro Nuno Santos ou do PS, Luís Montenegro deixa um aviso para que não sejam tentados jogos políticos ou então que haja coragem de tentar fazer cair o governo.

E uma coisa é negociação, não estamos interessados. Para partir para jogos de palavras ao nível do orçamento, não estamos interessados. Podem fazer aproximações, pode haver batidas nas propostas orçamentais. Algumas, algumas, com certeza, das suas propostas, sim, tenham aderência. Se por um acaso tudo isto não passar de um jogo, então tenham a coragem de entregar o seu governo.

As palavras de Luís Montenegro na reunião do Conselho Nacional do PSD. O primeiro-ministro defende que não faltou ao compromisso com as forças de segurança. O chefe de governo diz mesmo que sempre foi claro nas negociações e que as mesmas são para continuar.

Prometi que começava as negociações nos primeiros dias da governação, e assim fizemos. Eu prometi e assumi olhos nos olhos. Eu disse-lhes: "Eu não assumo um quantitativo convosco. O que eu assumo é uma negociação". Eu acho que os portugueses percebem quais são as nossas prioridades: educação, justiça, saúde, segurança.

Luís Montenegro, na reunião do Conselho Nacional do PSD, que decorreu esta noite. Deste encontro social-democrata saiu ainda a garantia de que o primeiro-ministro vai avançar para um segundo mandato como líder do PSD. Uma informação que já era esperada. Luís Montenegro chegou à liderança do partido em 2022, deve manter o lugar sem qualquer tipo de oposição. As diretas no PSD ficaram marcadas para dia 6 de setembro. São seguidas de um congresso do partido entre 21 e 22 do mesmo mês, um congresso que vai decorrer em Braga. Na análise ao discurso de Luís Montenegro, o editor de política do Observador diz que o primeiro-ministro não parece preocupado com a questão do orçamento Rui Pedro Antunes destaca ainda as menções que Luís Montenegro fez ao Presidente da República durante as intervenções que teve na reunião do Conselho Nacional do PSD.

Luís Montenegro fez questão de repetir duas vezes que também avisou o Presidente da República, numa das vezes chamou-lhe o alto magistrado da Nação. O que isto diz da leitura de Luís Montenegro? Para Luís Montenegro, só é legítimo sair do Governo caso os outros partidos se juntem todos e façam a moção de censura. Caso contrário, o presidente ainda pode resolver dissolver a Assembleia, mas não terá a concordância política do primeiro-ministro. Portanto, os avisos que Luís Montenegro fez foi não estar muito preocupado, mas caso não seja aprovado o orçamento, ele não sai, essa não será a razão que o fará sair.

A leitura de Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador. Pedro Nuno Santos garante que é errada a ideia de que a Europa esteja a passar por uma viragem à direita. O secretário-geral do PS diz estar satisfeito com os resultados das eleições francesas deste domingo e aponta que os alarmes sobre a viragem da Europa à direita não têm fundamento.

Essa ideia de que a Europa virou à direita e que isto é uma viragem estrutural, é falsa. A direita foi travada no Reino Unido e a direita foi travada em França. E, portanto, essa coisa da viragem estrutural e definitiva à direita não corresponde à realidade recente dos dois atos eleitorais em dois dos maiores países do continente europeu.

Declarações de Pedro Nuno Santos nas jornadas parlamentares do PS, que estão a decorrer em Castelo Branco, onde recusou ainda uma frente de esquerda em Portugal, tal como aconteceu em França. O secretário-geral do PS foge ao desafio da líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, que quer replicar em Portugal uma união de esquerda, tal como aconteceu nas legislativas francesas. Ora, Pedro Nuno Santos assegura que os dois países têm um contexto político muito diferente.

Não há nenhuma frente de esquerda, esse debate não existe. Portanto, estamos a falar da realidade francesa. Cada país tem a sua realidade e tem uma resposta adequada à realidade nacional. Ponto final.

Pedro Nuno Santos, em declarações aos jornalistas no primeiro dia das jornadas do PS, em que acrescenta ainda que França e Reino Unido mostraram que a Europa não está a virar à direita. Com os Jogos Olímpicos cada vez mais perto, a comitiva portuguesa está a entrar na fase decisiva dos preparativos. Entre as preparações, o Comité Olímpico foi recebido pelo Presidente da República em Belém. Marcelo Rebelo de Sousa quer que os atletas portugueses sejam embaixadores da paz nos Jogos Olímpicos de Paris. Ainda assim, há preocupações relacionadas com a situação política em França. Miguel Gato.

O Presidente da República deu o mote. Mais do que trazer medalhas de volta para Portugal, os atletas têm uma responsabilidade maior em Paris: espalhar a mensagem da paz.

Será assim a nossa missão olímpica, em França e no mundo. E cada qual de vós é mais do que uma embaixadora ou um embaixador de Portugal, é uma embaixadora e um embaixador de Portugal construtor da paz.

Marcelo Rebelo de Sousa tocou nos temas políticos que marcam a atualidade, mas não foi o único. O presidente do Comité Olímpico, José Manuel Constantino, mostrou igualmente preocupações políticas relativas à segurança dos atletas portugueses.

Preocupa-me a questão da segurança, não apenas a segurança física, mas a segurança ligada aos ciberataques. E preocupa-me o clima geral político que se está a viver em Paris.

A política tomou conta das preocupações relativas aos Jogos Olímpicos de Paris, mas também se falou de desporto. O Presidente da República aproximou-se de Fernando Pimenta para lhe dizer algo como: "Ganha mais uma". Mas o canoísta garante que Marcelo não lhe exigiu medalhas.

O nosso presidente a mim nunca me pede nada, porque sabe, como eu referi, que vou dar o meu melhor. Se não conseguir é porque não dava mesmo ou porque alguma coisa se passou, como em 2016.

Fernando Pimenta, que vai ser porta-estandarte na sessão de abertura dos Jogos Olímpicos, tal como Ana Cabecinha. A marchadora foi mãe ainda este ano e por isso vai ter mais um adepto na bancada.

O grande prêmio é sem dúvida o meu filhote, que vai estar comigo em Paris, mas esta grande responsabilidade desta bandeira é sem dúvida um grande reconhecimento por quase 30 anos que tenho de carreira na marcha.

Um reconhecimento por uma longa carreira de Ana Cabecinha, que provavelmente terminará depois dos Jogos Olímpicos em Paris.

O jornalista Miguel Gato, que acompanhou a ida da missão olímpica de Portugal a Belém antes da partida para os Jogos Olímpicos de Paris. A competição arranca no dia 26 de julho. A comitiva portuguesa engloba 73 atletas que vão estar presentes em 15 modalidades. Esta é a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação volta a ser atualizada quando forem 2h30 da manhã.