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Boa noite, eu sou o Martim Madeira. Vamos atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos pelo conflito no Médio Oriente e com uma notícia de última hora: Donald Trump decide suspender as sanções contra a Rússia para ajudar no fluxo de petróleo. É o que indica o jornal norte-americano New York Times. Os Estados Unidos suspenderam temporariamente as sanções ao petróleo russo, que se encontra atualmente no mar, o que permite que seja enviado a compradores em todo o mundo, enquanto a administração Trump se esforça para conter os preços da energia, que têm disparado devido à guerra no Irão. As isenções emitidas pelo Departamento do Tesouro norte-americano estarão em vigor até dia 11 de abril e, de acordo com o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o levantamento dessas sanções sobre o petróleo russo pode adicionar centenas de milhões de barris de crude aos mercados globais, o que vai reduzir os preços que têm oscilado perto dos $100 por barril, como resultado deste conflito no Irão. Scott Bessent diz ainda que, apesar desta medida poder ser positiva para o mundo, é lamentável que possa beneficiar a Rússia, mas afirma que é apenas a curto prazo. O Irão ameaça destruir as estruturas de petróleo e gás na região caso sofra ataques. O exército iraniano ameaçou incendiar e destruir as instalações de petróleo e gás no Médio Oriente, caso alguma infraestrutura seja atacada, o que diz o porta-voz do quartel-general central de Khatam Al-Anbia, que está ligado à Guarda Revolucionária Islâmica. Diz também, em caso de um ataque deste tipo, toda a infraestrutura de petróleo e gás, na qual os Estados Unidos e seus aliados ocidentais têm interesses significativos, será incendiada e acrescentou, num comunicado divulgado pela televisão estatal, diz que o mais pequeno ataque às infraestruturas energéticas do Irão vai resultar numa resposta esmagadora. Em Israel, Benjamin Netanyahu deu a primeira conferência de imprensa desde o início da guerra no Irão. O primeiro-ministro israelita ameaça o novo líder supremo e afirma que os ataques israelitas mataram os mais importantes cientistas nucleares iranianos. De acordo com Benjamin Netanyahu, diz que está a esmagar o regime iraniano e diz que o faz enquanto destrói, ao mesmo tempo, o Hezbollah, garante na conferência de imprensa que estão ainda a criar condições que vão permitir ao povo iraniano remover este regime. Fala também da Guarda Revolucionária Islâmica, garante que estão cada vez mais fracos e que as bases e postos de controle estão destruídos. Promete ao povo iraniano que os vai libertar e garante que esse momento está cada vez mais próximo. No entanto, também admite que não há garantias de que o povo iraniano se revolte depois de Israel criar as condições para derrubarem o regime. Diz também que o objetivo principal dos ataques é, claro, impedir os projetos nucleares do Irão. Houve ainda tempo para elogiar a relação com Donald Trump, a quem se refere como um amigo pessoal, com quem fala quase todos os dias para trocar ideias e conselhos e tomar também decisões em conjunto. Acrescenta que Israel está a procurar novas aberturas diplomáticas na região e que algumas delas, há apenas algumas semanas, pareciam inimagináveis. Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no Iraque, no oeste do Iraque, para ser mais preciso. Foi anunciado pelo Comando Central dos Estados Unidos da América, o CENTCOM, diz que a perda do KC-135 não foi causada por fogo inimigo ou amigo. É dito também que as operações de resgate estão em curso. O CENTCOM explica que outra aeronave esteve envolvida neste acidente e conseguiu aterrar em segurança. Refere que o incidente ocorreu em espaço aéreo amigo durante a operação Epic Fury, que é o nome da operação em curso dos Estados Unidos e Israel para atacar o Irão. Este KC-135, este avião de reabastecimento, tem cerca de 40 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura, tem quatro motores e ainda uma capacidade de carga útil superior a 38 toneladas. Passamos a um tema que foi central nesta quinta-feira no desporto. Terminou, já pra lá da hora estipulada, o debate entre os candidatos à presidência do Sporting Clube de Portugal. Frederico Varandas e Bruno de Sá estiveram frente a frente mais de duas horas e trocaram várias acusações. O debate decorreu no Museu do Sporting e devia ter durado hora e meia. Acabou por se prolongar com vários momentos quentes entre os dois candidatos. Um dos temas em destaque foi a possível entrada de investimento por parte de um clube estrangeiro. De acordo com Bruno de Sá, a maioria da SAD lunina é pra ser mantida. Ainda assim, o candidato da lista A refere que está aberto a investimento estrangeiro, mas sempre tendo em conta o voto dos sócios.
A minha ideia sobre o capital estrangeiro, pra mim é óbvio, tem que passar sempre tudo pelos sócios. Mais uma vez, a transparência. Você não esclareceu isto. Falamos numa assembleia da SAD, falou na possibilidade do Chelsea, disse que ia voltar a falar. Não fala, não esclarece. Manda sempre as coisas pra frente. Pra mim é claro: nunca vender a maioria da SAD, a entrada de um capital 25% minoritário tem que passar sempre pelos sócios.
O candidato da lista B, Frederico Varandas, avisa que ainda não há nenhum investidor em negociações, mas refere que a entrada de um investidor é uma decisão estratégica para o clube.
No nosso plano estratégico há 10 anos Onde temos previsto a entrada, sempre numa proporção minoritária do capital da SAD, um parceiro estratégico que possa alavancar o Sporting e ajudar a fazer crescer o clube, sempre respeitando os valores e os objetivos do Sporting.
Algumas das declarações mais importantes dos dois candidatos no debate presidencial do Sporting. As eleições estão marcadas já para este sábado. As urnas abrem às 9h. Ainda no desporto, o Sporting Clube de Braga perdeu na primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa. O Ferencváros ganhou por 2 x 0. Começa mal esta eliminatória para os bracarenses. Apesar de ter somado mais posse de bola e mais remates à baliza, o Braga sai da Hungria com uma derrota difícil de virar. No final do jogo, Carlos Vicent diz o que faltou para conseguir um melhor resultado.
Seguramente, ter mais controle sobre o que acontecia no jogo. É verdade que sabíamos que seria um jogo onde a pressão ia ser muito forte, muito corpo a corpo, e sabíamos que também, por ser os oitavos de final da Liga Europa, não teríamos 15 oportunidades de gol. Mas as oportunidades que provocássemos, teríamos que ser capazes de acertar, porque tudo muda muito numa eliminatória. Se tivéssemos aproveitado uma das oportunidades que tivemos na primeira parte, se tivéssemos sido um pouco mais precisos e conseguido empatar o jogo ou marcar um gol, tudo mudaria um pouco neste jogo.
As declarações de Carlos Vicent depois da derrota por 2 x 0 com o Ferencváros. Quem também jogou pra Liga Europa foi o Futebol Clube do Porto, na Alemanha. Ganhou 2 x 1 ao Estugarda. Gols do Porto foram apontados por Mofi e por Rodrigo Mora. Ainda na primeira parte, o Estugarda conseguiu reduzir. Também na segunda parte marcou um gol, mas acabou por ser anulado o gol do empate do Estugarda. E então o Porto venceu por 2 x 1. Francesco Farioli recorda que nada está decidido e avisa que vai ser um jogo difícil na próxima semana.
Acho que temos de ter a consciência certa para preparar a segunda mão. De certeza que vamos encontrar um jogo que vai ser idêntico em termos de abordagem, mas também com algumas adaptações dos dois lados, agora que nos conhecemos um pouco melhor. Vai ser um bom estudo e uma boa estratégia, portanto, temos de estar preparados para diferentes possibilidades e diferentes cenários.
O Futebol Clube do Porto segue em vantagem pra segunda mão destes oitavos de final, que se realiza na Cidade Invicta na próxima quinta-feira, às 20h, um jogo que vai poder acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. E com esta vitória do Futebol Clube do Porto, Portugal ultrapassa os Países Baixos no ranking da UEFA e posiciona-se no sexto lugar. Esta subida na classificação europeia abre uma terceira vaga pras equipas portuguesas na Liga dos Campeões. Portanto, para o ano, o primeiro e segundo classificado da Liga Portugal asseguram um lugar direto na competição. Já o terceiro lugar vai disputar uma pré-eliminatória para tentar garantir o acesso na prova. Passamos à política nacional. O ministro da Defesa garante que os militares tiveram em prontidão máxima desde o primeiro dia do comboio de tempestades, uma garantia deixada no Parlamento, na Comissão de Defesa Nacional. Nuno Melo foi chamado a propósito da resposta das Forças Armadas durante o período das intempéries e recusou que existiu qualquer tipo de problema nessa resposta.
O nível de prontidão das Forças Armadas foi máximo desde o primeiro dia. As Forças Armadas, a partir do momento em que a situação de catástrofe é evidente e a partir do momento em que se antevia a possibilidade das tempestades com danos que são evidentes, teve todo o seu dispositivo naquilo que era aplicável, alocado ao auxílio às populações civis mais-
Nuno Melo garante que os militares fizeram tudo o que estava ao seu alcance e que mais não podia ter sido feito. O antigo deputado socialista Ascenso Simões critica a liderança do secretário-geral José Luís Carneiro. Ouvido na Vixi Suave da Rádio Observador, Ascenso Simões defende que um líder tem de estar pronto para o confronto e não assentar nos consensos. Em véspera de eleições diretas para o cargo de secretário-geral do Partido Socialista e com o Congresso Nacional marcado para o fim do mês, o ex-deputado diz que a postura de José Luís Carneiro deixa ainda muito a desejar.
Um líder não se afirma nos consensos. A forma como ele convocou o Congresso é uma forma estranha. Depois, na Comissão Nacional, quando ele levou o regulamento do Congresso e a adoção do número de delegados, ou seja, mais de um terço dos conselhos não têm delegados, outro terço tem um delegado. Fazer um congresso que é um congressozinho demonstra mesmo. Pois um líder tem que ser líder com confronto. Ninguém é líder sem confronto. Ninguém.
Ascenso Simões considera que o PS não vai regressar ao poder enquanto as coisas não mudarem, em declarações na Vixi Suave da Rádio Observador. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30. Até já.