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Três horas. As notícias com Matilde Malva Sabino.

Começamos com o conflito no Médio Oriente. Donald Trump ameaça destruir um campo de gás no Irão e voltar a atacar uma instalação de gás natural liquefeito do Qatar, promessa feita pelo presidente norte-americano numa publicação na Truth Social. O presidente dos Estados Unidos admite que Israel atacou o campo de gás de South Pars, no Irão, mas assegurou que os Estados Unidos não sabiam de nada. Este ataque levou a represálias iranianas contra a instalação de Ras Laffan, no Qatar. O país afirma que os ataques desta madrugada, com mísseis contra as instalações de gás, provocaram incêndios de grandes proporções. Não há, no entanto, o registro de vítimas. Tinha sido o ministro da Defesa do Qatar, na rede social X, a confirmar este ataque à instalação de gás, onde também foram verificados danos nas instalações. Trata-se da principal instalação de gás do estado do país. A cidade industrial de Ras Laffan já tinha sido alvo de mísseis balísticos esta quarta-feira e esta madrugada voltou a estar sob ataque. Os Estados Unidos estão a ponderar o envio de milhares de tropas norte-americanas para o reforço da guerra no Médio Oriente. De acordo com a Reuters, que cita fontes próximas do assunto, a hipótese está a ser avaliada pela administração Trump. Entre as medidas analisadas pelo governo norte-americano, uma das principais é garantir a passagem segura de petroleiros pelo estreito de Ormuz. Esta operação seria conduzida principalmente por meios aéreos e navais, embora esteja em cima da mesa o envolvimento de tropas americanas enviadas diretamente para a costa iraniana. A administração considera ainda a possibilidade de mobilizar forças terrestres para a ilha de Kharg, que é um ponto central das exportações iranianas de petróleo, mas o risco de sofrerem ataques do Irão é elevado, segundo as fontes ouvidas pela Reuters. Outra das hipóteses é a possibilidade do envio de forças para proteger as reservas de urânio altamente enriquecido do Irão. O presidente francês afirma que deve haver moratória sobre ataques a infraestruturas civis. Numa publicação nas redes sociais, Emmanuel Macron exemplifica com os ataques a áreas de produção de gás no Irão e no Qatar. O presidente francês adianta que falou com o emir do Qatar e com Donald Trump. Garante que nessas conversas defendeu que as populações civis e as necessidades essenciais, bem como a segurança do abastecimento de energia, devem ser protegidas da escalada militar. Morreram três mulheres no primeiro ataque iraniano a causar vítimas palestinianas na Cisjordânia ocupada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro deste ano. Treze pessoas ficaram feridas, uma delas gravemente. É o mais recente balanço feito pelo Crescente Vermelho Palestiniano. Um míssil atingiu um salão de cabeleireiro na cidade de Beit Sahour, a sudoeste de Hebron. É o que relata a Reuters, que cita a agência noticiosa oficial da Autoridade Palestiniana, a Wafa. As Forças Armadas Israelitas dizem que o ataque foi causado por uma munição de fragmentação, uma ogiva que se divide em pequenas bombas que se espalham por uma área extensa. Em Bruxelas, começa esta quinta-feira a Cimeira do Conselho Europeu, um espaço onde também vão ser discutidas medidas para controlar o preço da energia. Em cima da mesa está a economia e a competitividade da União Europeia. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, diz que é necessário estabelecer acordos energéticos perante o impacto da guerra no Irão. No gabinete de guerra da Rádio Observador, Liliana Reis, investigadora e especialista em relações internacionais, diz que se espera que saiam algumas soluções neste Conselho Europeu, mas avisa que podem não ser suficientes.

Há aqui alguns mecanismos por parte da Comissão Europeia que podem vir a atenuar ou pelo menos a disfarçar um pouco esta subida dos preços, sobretudo ao nível dos combustíveis. A questão é que não conseguem afastar depois a fatura que também os europeus irão pagar de outra forma. A questão é, neste momento, e eu acho que talvez seja o ponto prioritário que está não apenas na União Europeia, mas a nível mundial, é que a necessidade de desbloquear o estreito de Ormuz torna-se imperativo.

Liliana Reis, no gabinete de guerra da Rádio Observador. A cimeira de dois dias em Bruxelas reúne os líderes dos países da União Europeia, com Luís Montenegro a representar Portugal. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, foi convidado para também estar presente. No debate quinzenal desta quarta-feira, Luís Montenegro anunciou novas medidas para controlar o preço dos combustíveis. Foi logo no arranque do debate. Deu a conhecer mais medidas para controlar o aumento dos preços na energia.

Aumentar a comparticipação para 25 € na botija de gás solidária para os próximos três meses. A introdução de um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional, para as empresas de passageiros e mercadorias, que corresponderá a um desconto adicional sob forma de reembolso de € 0,10 por litro até 15 mil litros por veículo e também para os próximos três meses.

Luís Montenegro esclarece que o desconto no gasóleo profissional abrange táxis e bombeiros. O líder do PS confirma que se reuniu esta quarta-feira com o primeiro-ministro, mas que o encontro não foi conclusivo. Tudo indica que falaram principalmente sobre a tentativa de acordo para a eleição dos órgãos externos à Assembleia da República, mas José Luís Carneiro não confirma o que foi discutido, diz apenas que foi uma conversa franca e clara. Em entrevista à Sic Notícias, o secretário-geral do PS questiona a legitimidade do Chega para querer estar representado no Tribunal Constitucional.

O Chega tem dito publicamente que quer substituir as instituições, nomeadamente o próprio Tribunal Constitucional. Aliás, teve mesmo aprazada uma manifestação à frente do Tribunal Constitucional. Então eu pergunto se faz sentido, mesmo para quem se habilita a essa representação, querer estar a representar num órgão jurisdicional contra o qual se quer lutar, procurando mesmo colocar em causa esse órgão.

José Luís Carneiro apela para que a AD respeite as convenções. Diz que a maior homenagem que os sociais-democratas podem fazer à instituição é respeitar o legado do documento. Nesta entrevista, houve ainda tempo para comentar a reforma antecipada de Mário Centeno, o líder do PS. Não tem dúvidas: trata-se de uma decisão legal e uma vontade legítima.

O Chega. São assuntos da responsabilidade e da legitimidade da decisão, por aquilo que vi, por aquilo que pude ler no espaço público, é que se trata de uma decisão legítima e também legal. E, portanto, se foi legítima e se foi legal, não tenho nada a dizer sobre o assunto.

Apesar de não cumprir alguns dos requisitos que estavam previamente definidos.

Sobre isso, eu não tenho conhecimento para me pronunciar sobre o assunto.

O líder socialista abordou também a ausência da CGTP na discussão em torno da lei laboral. A CGTP, que convocou esta quarta-feira uma nova manifestação geral em Lisboa, data marcada para 17 de abril, uma sexta-feira. A estrutura sindical não foi incluída nas negociações para alterar o Código do Trabalho e fez este anúncio no dia do debate quinzenal. José Luís Carneiro reitera o apelo ao consenso entre todas as centrais sindicais e pede que se respeite os trabalhadores representados pela CGTP.

Não se trata de ter a CGTP, ou não ter a CGTP. Eu quando falo da CGTP, falo dos trabalhadores. Fundamentalmente, o que eu estou a falar é dos trabalhadores. Nós não podemos considerar que há trabalhadores que estão bem representados, foram representados pela UGT e desconsiderar os trabalhadores que são representados pela CGTP.

Declarações de José Luís Carneiro, em entrevista à SIC Notícias esta noite de quarta-feira. Esta quarta-feira também no Parlamento, o primeiro-ministro avisou que daqui a poucas semanas vai ser preciso cada partido decidir o que quer para a legislação laboral. Vamos ao desporto. Mais uma remontada das equipas portuguesas nas competições europeias. O Sporting Clube Braga está nos quartos de final da Liga Europa. Os minhotos golearam os húngaros do Ferencváros por 4 x 0. Traziam uma desvantagem de dois gols da primeira mão, mas com a reviravolta desta quarta-feira, o resultado final foi 4 x 2. Os gols do Braga foram marcados por Ricardo Horta, duas vezes, Grelelj e Gabri Martinez. No fim do jogo, o capitão da equipe, Ricardo Horta, destacou a mudança de atitude da equipe.

Tínhamos que dar outra imagem, mostrar outra cara. Foi isso que fizemos desde o início. Soubemos interpretar bem o jogo, os momentos do jogo. Queríamos chegar rápido à vantagem. Sabíamos que tínhamos que ir gol a gol. Não é possível marcar dois gols ao mesmo tempo e foi isso que fizemos, uma exibição personalizada de uma grande equipe e estamos felizes por passar.

Ricardo Horta, no fim da partida. O treinador do Braga, Carlos Vicent, diz que foi muito importante contar com o adiamento da última jornada da Liga Portuguesa. Não ter jogado com o Casa Pia no fim de semana permitiu focar 100% na preparação deste jogo.

Revimos muito o jogo, não tivemos jogos pelo meio e ao não haver jogo do campeonato entre a primeira e a segunda mão, o meu foco esteve seis dias totalmente neste jogo. Isso leva-te a refletir mais, a pensar em vários aspectos com maior profundidade e acabas por perceber que há coisas a ajustar. Falámos, por exemplo, das segundas bolas, da agressividade, dos duelos, e hoje ficou claro que a mensagem passada aos jogadores foi precisamente nesse sentido.

Carlos Vicent, aqui num registo da DAZN. O Braga fica agora à espera de conhecer o próximo adversário. Será o vencedor do Betis-Panathinaikos, que jogam esta quinta-feira. Joga também o Futebol Clube do Porto, na Liga Europa. Os Dragões recebem o Estugarda, levam uma vantagem de 2 x 1. O técnico Francesco Farioli desvaloriza a vantagem da primeira mão e pede mais energia à equipe dos Dragões. Na antevisão da partida, o treinador do Porto diz que o jogo vai ter muitas semelhanças em termos táticos.

Temos de abordar o jogo com o desejo de ganhar. Nada mais ou nada menos que isso. Vamos enfrentar uma equipe com muito desejo, intensidade, e devemos estar prontos para responder da forma certa. A vantagem da primeira mão já é parte do passado. O que aconteceu em Estugarda, está em Estugarda. Amanhã é no Dragão. Devemos fixar o nosso desejo e devemos jogar com todas as cartas para passar.

Francesco Farioli garante que a equipe portista vai colocar todas as opções em cima da mesa para vencer. Do outro lado, Sebastian Hoeneß, treinador do Estugarda, retira pressão à equipe e diz que o Futebol Clube do Porto pode ter mais a perder. Afirma também que quer os jogadores preparados psicologicamente.

Não houve lá muito tempo entre os jogos, não houve muito tempo para treinar. Por isso, acho que nenhuma das equipes vai alterar o seu estilo de jogo em geral. Haverá alguns detalhes que adaptaremos, mas nada de grande importância. Acho que é muito mais importante é o que temos na cabeça. A parte mental do jogo vai ser grande e é por isso que acho que isto é o mais importante.

Sebastian Hoeneß, treinador do Estugarda, na antevisão do jogo desta quinta-feira frente ao Porto. A bola começa a rolar às 20h, com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 15h30. Até já.