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Boa noite, são três da manhã, está com a Rádio Observador, eu sou o Martim Madeira e começamos pela atualidade internacional. O Irão declara que o estreito de Ormuz está fechado, uma informação dada pela agência de notícias britânica Reuters. A decisão surge depois de um navio civil com bandeira do Chipre ter sido atingido pelo Irão. O Irão alega que o navio viajou por uma rota não autorizada e que desligou os sistemas de localização, uma tática que é usada em frotas-sombra e que, por isso, teve de atingir o navio por este não estar a cumprir ordens. Os Estados Unidos lançou uma série de ataques ao Irão, uma em resposta a este navio civil que foi atingido, e por isso o Irão decidiu fechar o estreito durante um período indeterminado, diz a Guarda Revolucionária Iraniana, que é até os Estados Unidos saírem da região do Golfo e avisam que os ataques norte-americanos não vão ficar sem resposta. O secretário de defesa norte-americano, Pete Hegseth, já reagiu a esta decisão. Escreve nas redes sociais que o Irão vai pagar pela má escolha que fez. Ao que tudo indica, parece já estar a pagar, porque foram ouvidas várias explosões em várias localidades espalhadas pelo Irão, como por exemplo, Badar-e Machar ou mesmo o porto de Bandar Abbas, também, zona de Bushehr, a província de Bushehr, onde está a única e a primeira central nuclear iraniana. Bushehr também garante que não há qualquer informação destes ataques ainda. A região de Bushehr que tem esta central nuclear, não teve nenhum ataque a atingir essa mesma central, que é uma das grandes preocupações do Irão. Passamos à atualidade nacional e à crise d'água em Almada. O novo furo de captação de água estava previsto para o final do mês, mas já foi acelerado e vai arrancar neste domingo. Poderá aumentar em cerca de 20% a capacidade do sistema de abastecimento de Almada. De acordo com a CNN Portugal, este furo extraordinário pode ter um papel importante no reforço de abastecimento no conselho. Segundo uma fonte ligada à operação, o equipamento foi instalado e preparado em tempo recorde, permitindo antecipar significativamente o calendário inicial, que previa a entrada em funcionamento apenas no final do mês. Passamos aos exames nacionais. A FENPROF vai apresentar uma queixa na Procuradoria-Geral da República para a abertura de um inquérito ao processo de classificação dos exames nacionais. Em comunicado, a Federação Sindical dos Professores explica que vai formalizar a participação na próxima sexta-feira, dia 17, data em que vão ser afixadas as pautas. O objetivo é apurar responsabilidades relativamente à fiabilidade, segurança e credibilidade da plataforma eletrónica utilizada. Na nota publicada, a FENPROF sublinha que os docentes não podem ser responsabilizados por erros que lhes são totalmente alheios. Entretanto, também chegam informações de que há professores classificadores ainda à espera de folhas de resposta dos exames nacionais em falta e há outros que estão a ser pedidos, que reavaliem itens que já foram classificados. É uma informação revelada pelos movimentos Meta prof e Missão Escola Pública, a três dias do prazo para concluir os processos de classificação dos cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário. Os dois movimentos de professores continuam a receber relatos de problemas. O ministro da Economia e da Coesão Territorial reconhece que esta nova forma de classificar os exames nacionais não correu da melhor maneira, mas considera que não aconteceu nenhum desastre. Numa entrevista à Sic Notícias, Manuel Castro Almeida garante que o ministro da Educação está com o controle total da situação. No entanto, o governante admite que estaria preocupado se tivesse um filho nesta época de exames.

Se tivesse filho na época de exames, era capaz de estar um bocadinho preocupado, sim. Houve aqui uma perturbação, houve um abanão que causa intranquilidade, mas o ministro já veio dizer que está em condições de garantir tranquilidade três dias depois. Um atraso de três dias não é uma coisa desastrosa. Não é uma boa situação, quando as coisas correm mal, correm mal, mas não é nenhum desastre quando estão controladas. A situação correu mal, mas está sob controle. O ministro está a dominar a situação.

Nesta entrevista à Sic Notícias, o ministro da Economia e da Coesão Territorial admite ainda que cumprir a meta de crescimento económico de 3,4% até 2028 vai ser muito difícil e aponta a guerra no Médio Oriente e as tempestades de fevereiro como fatores que condicionaram o crescimento da economia. O Bloco de Esquerda pede a demissão do ministro da Educação e exige uma comissão de inquérito aos exames nacionais. São declarações de José Manuel Pureza depois da Mesa Nacional do Partido em Lisboa. O coordenador do Bloco responsabiliza Fernando Alexandre pelo caos na realização e correção das provas nacionais e diz que o ministro não tem condições para continuar a exercer o cargo. José Manuel Pureza considera também que o pagamento das horas extraordinárias aos professores classificadores não é uma generosidade, é apenas a obrigação de cumprir a lei.

Havendo trabalho suplementar, ele tem que ser evidentemente remunerado. Sobre isso, não há a menor das dúvidas. Há aqui um princípio básico do direito do trabalho, da decência, que é a remuneração do trabalho pela intensidade desse mesmo trabalho. E portanto, é estranho que um dirigente político venha anunciar a remuneração do trabalho como se isso fosse uma coisa extraordinária. Não há nada de extraordinário, é apenas dizer aquilo que é uma verdade do senhor de La Palisse: há trabalho, deve ser remunerado.

Declarações do líder do Bloco de Esquerda depois da Mesa Nacional do Partido. Também a Federação Nacional de Educação considera justo e necessário o pagamento de horas extraordinárias aos professores classificadores A FNE sublinha que se trata de uma obrigação legal e não de um reconhecimento excepcional. Vamos passar ao desporto. O treinador do Benfica, Marcos Silva, estreou-se com uma derrota na pré-temporada, perdeu por 2 x 1 frente ao Flamengo de Leonardo Jardim. Um duelo de treinadores portugueses em jogo do Troféu do Algarve, que até teve momentos mais quentes com os dois bancos em despique um com o outro. Os árbitros tiveram que separar os dois bancos. Foi a primeira partida aberta ao público na nova versão de 26/27 do Benfica de Marcos Silva. Os brasileiros marcaram primeiro. Samuel Lino, ex-Gil Vicente, perto do intervalo, mas ainda antes do apito de Fábio Veríssimo, Pavlídis empatou de pênalti. Na segunda parte, ao minuto 70, Wallace fez o gol da vitória para o Flamengo. Em declarações à CNN Portugal, o novo treinador do Benfica, Marcos Silva, diz não estar contente com o resultado, mas mostra-se satisfeito com a atitude e reação da equipa e sublinha essa atitude na segunda parte do jogo.

Não estamos contentes com o resultado, como é lógico. Somos o Benfica, entramos em todos os jogos para ganhar e neste caso não foge à regra. Alguns bons momentos, a equipa um pouco ainda presa, principalmente no último terço, não fomos a equipa que queremos e que vamos ser. Alguns bons momentos, como falou, a reação na segunda parte, os dois gols sofremos, teremos que fazer muito melhor, sermos muito mais fortes.

O novo treinador das Águias garante que o Benfica do futuro vai ser e tem de ser melhor. Os encarnados vão ter agora um novo jogo particular frente ao Villarreal de Espanha na próxima sexta-feira, dia 17. Vamos passar para o Mundial de Futebol. A Inglaterra venceu a Noruega por 2 x 1, está nas meias-finais da competição. Jude Bellingham bisou para safar os ingleses. A Noruega começou a vencer com um grande gol de Schjelderup, mas Bellingham deu a volta. França e Espanha já são adversários na meia-final da próxima terça-feira às 20h. Falta saber quem defronta Inglaterra, se é a Argentina ou a Suíça. A acompanhar esse jogo está o jornalista do Observador, Diogo Varela. Diogo, a primeira parte já teve um gol, mas não foi a mais animada.

Não, de todo. Estou aqui a olhar para a estatística, Martim, e em termos de remates à baliza, a Argentina teve três tentativas das quais enquadrou um, precisamente o gol. A Suíça até tem cinco tentativas de remate, mas também só enquadrou um remate. Ou seja, no final dos primeiros 45 minutos, um remate enquadrado para cada uma das seleções. É efetivamente pouco. Mesmo a nível de pontapé de canto, a Argentina teve dois a favor, a Suíça apenas um. Portanto, no total da primeira parte, estamos agora com 47 minutos, dois da segunda parte. Há três cantos e dois remates enquadrados, e estou aqui a somar já no total das duas seleções. O que sobressai à vista é mesmo o número elevado de faltas. Infelizmente, já são praticamente 20 faltas no total. A Argentina com sete, a Suíça com 13. Há, de resto, um cartão amarelo para o avançado suíço Breel Embolo. Uma arbitragem que, como já aqui dissemos, é do João Pinheiro. O árbitro português não é que esteja a ter uma má arbitragem propriamente dita, mas o jogo está muito físico, muito aguerrido. Os jogadores estão a procurar muito o contato e creio que o João Pinheiro terá que ter uma rédea um bocadinho mais curta, porque o árbitro está a querer deixar jogar, só que depois os jogadores é aquela questão do dás o dedo e depois já querem a mão.

Claro, ainda por cima a Argentina, como se sabe, são bem mansinhos geralmente. Portanto, é um jogo com mais faltas do que propriamente.

Do que futebol bem jogado. Vai valendo o gol de Alexis Mac Allister à passagem do minuto 10. Agora, Martim, já estamos com praticamente 49 minutos no Missouri, em Kansas City, e o resultado permanece favorável à campeã do mundo, à seleção albiceleste. A Argentina teve assistência de Leo Messi.

Inevitable Leo Messi sempre neste tipo de torneios e no geral no futebol. E aqui Diogo Varela com as informações deste Argentina-Suíça. Quem vencer este jogo vai encontrar nas meias-finais os ingleses para tentar passar à final. Por agora, vence a Argentina. Notícia de fecho deste jornal das 3h. Voltamos depois para o minuto 90 deste Argentina-Suíça. Até já.