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Três horas. Boa noite, o meu nome é Rita Lourenço, vamos às notícias. Começamos com a notícia de que o exército do Kuwait afirma que as defesas aéreas do país estão a responder a ataques do Irão. O país diz estar a ser alvo de ataques hostis com mísseis e drones, pelos quais atribui a responsabilidade ao Irão. Numa publicação através da rede social X, o exército do Kuwait afirmou que as explosões ouvidas resultaram da interceção dos ataques pelos sistemas de defesa aérea do país. O exército insta ainda a população a seguir as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes. Já nos Estados Unidos da América, um tiroteio no centro da cidade norte-americana de Minneapolis causou dois mortos e pelo menos cinco feridos. A notícia foi inicialmente avançada pela conta oficial da cidade na rede social X. A CBS News avança, no entanto, que o suspeito é um dos mortos reportados devido a um ferimento de bala autoinfligido. O mesmo canal revela também que há três polícias entre os feridos. Um deles está a ser operado, enquanto os outros agentes, um deles foi atingido na perna e outro sofreu apenas um ferimento ligeiro. Segundo reporta o canal de notícias da CBS, quatro pessoas foram levadas para um hospital nas proximidades, onde uma delas acabou por morrer. Embora as autoridades não conheçam o motivo do tiroteio, fontes revelaram ao canal que o suspeito tinha sido despejado do apartamento onde vivia na manhã desta quarta-feira. E o senador norte-americano Bernie Sanders reagiu à sugestão de Donald Trump de que o estreito de Ormuz fosse rebatizado como estreito de Trump. Isto no seguimento de uma publicação na Truth Social do presidente norte-americano, onde fala sobre esta mudança de nome, uma vez que o estreito de Ormuz está, segundo o próprio indica, sobre o domínio dos Estados Unidos da América. Numa publicação, neste caso, na rede social X, Sanders afirmou que o povo americano não quer que o nome do estreito seja alterado para o do presidente dos Estados Unidos da América. O senador defende que o que os americanos querem é o fim da guerra, que considera ser ilegal no Irão. Bernie Sanders deixa ainda um apelo a Donald Trump para se comportar de acordo com o cargo político que ocupa e não como um rei louco. E na sequência também desta escalada de tensões entre Irão e os Estados Unidos na América, os preços do petróleo parecem estar a descer, com os mercados a avaliar os riscos deste conflito. Os preços do barril de petróleo registaram no início desta quinta-feira uma descida, à medida que os intervenientes no mercado avaliam a incerteza que continua a pairar em torno de novos ataques militares entre Estados Unidos da América e o Irão, que ameaçam o abastecimento de petróleo na região. Esta é uma notícia avançada pela Al Jazeera, que deverá ter atualizações devido aos recentes ataques por parte do Irão. Vamos olhar agora também para o conflito na Ucrânia. A especialista em relações internacionais, Ana Cavalieri, afirma que a alegada tentativa de ataque russo no aeroporto de Leipzig demonstra que o Kremlin quer colocar à prova o compromisso da NATO com a Ucrânia. Em causa, a alegada tentativa de um ataque russo com drones no aeroporto da Alemanha. A especialista em relações internacionais fala em táticas de guerra híbrida. Considera que têm como objetivo testar o nível de compromisso dos países da NATO com o apoio à Ucrânia.
Estas táticas de guerras híbridas são uma constante imposição por parte dos russos de testes àquilo que verdadeiramente até que ponto é que nós estamos dispostos a sacrificar-nos e através das nossas respostas, para continuar a nossa ajuda à Ucrânia. E esse teste incessante, ou esses testes que são incessantes, ocorrem até ao momento em que do nosso lado, da NATO, começamos a impor medidas que sejam tão custosas aos russos que então passem a ficar dissuadidos de continuar a fazer esses atos de sabotagem.
As declarações da especialista em relações internacionais, Ana Cavalieri, no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Os aeroportos de Moscovo mantêm-se fechados pela segunda noite consecutiva. Os dois aeroportos na capital russa mantêm a suspensão das operações, na sequência do anúncio da ameaça do presidente ucraniano, que avisou que o espaço aéreo russo deixou de ser seguro. Vamos agora à atualidade nacional. Esta quinta-feira, à conferência de líderes, o presidente da Assembleia da República propôs votar a moção de censura apresentada pelo Chega no dia 10 ou 17 de setembro. Os líderes parlamentares decidem esta quinta-feira a data para discutir e votar esta moção de censura ao governo. O despacho de Aguiar Branco foi enviado a todos os partidos com assento parlamentar e confirma a convocação de uma conferência de líderes extraordinária para 15h30 desta quinta-feira. Antes disso, o presidente do Parlamento tinha já anunciado viva voz esta reunião.
Aquilo que terá que ser agora decidido é em relação à data em que ocorrerá a discussão, a partir do momento em que se conta essa data para a discussão, porque estamos num período de interrupção dos trabalhos parlamentares. Eu vou convocar uma conferência de líderes para amanhã, em que participarei de forma remota, para precisamente em conferência de líderes, nós podermos definir a data a partir do qual o prazo se conta para a discussão da moção que foi apresentada.
José Pedro Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República, em declarações aos jornalistas nos Açores esta quarta-feira. Estas declarações surgem após o anúncio de André Ventura de que o Chega vai mesmo avançar com a moção de censura ao governo. A confirmação foi dada esta quarta-feira, em conferência de imprensa na sede nacional do partido. André Ventura critica a falta de esclarecimentos dados pelo Ministro da Administração Interna. O líder do grupo parlamentar do PSD considera esta moção de censura apresentada pelo Chega ridícula e diz também não acreditar que o Presidente da República envie recados por amigos. Hugo Soares desconfia das intenções do partido Chega, considera que esta moção de censura é mais um episódio da chamada "silly season" política.
Qual é o objetivo de uma moção de censura? O objetivo de uma moção de censura é derrubar o governo e provocar eleições. Esta não é uma moção de censura contra Luís Neves, não é uma moção de censura contra este ou aquele aspecto, ou contra aquela circunstância. É uma moção de censura contra um governo. E por isso é que ela é ridícula. Por isso é que ela é mais um epílogo, um terminar da silly season, em que todos, ou quase todos, vamos alimentando, especulando e comentando aquilo que o deputado André Ventura quer, e vamos todos no engodo.
E perante os alertas do conselheiro do Presidente da República, Adalberto Campos Fernandes, que fala em sinais muito preocupantes e num possível funcionamento irregular das instituições, o líder parlamentar do PSD desvaloriza estes sinais. Hugo Soares garante que António José Seguro não manda recados através de terceiros.
Adalberto Campos Fernandes é visto como uma personagem próxima do Presidente da República e podia ser algum recado. Que país é este? Quem somos nós e quem é, já agora, o mais alto magistrado da nação, quando manda recados ao governo por um amigo numa televisão? Eu garanto aqui, convictamente, que tenho a certeza que não. O que conheço da persona política, cívica e estadista do doutor António José Seguro, eu não acredito nisso.
Hugo Soares, que admite ainda assim não saber se o Presidente da República deu ou não um prazo ao Primeiro-Ministro para resolver esta situação do ministro da Administração Interna. E o PS também já se afastou desta moção de censura. José Luís Carneiro critica o espetáculo pirotécnico do Chega e garante que não vai ser pelo Partido Socialista que Portugal vai voltar a ter uma crise política. Já o PCP defende que o Executivo liderado por Luís Montenegro merece censura, mas não se compromete com o sentido de voto. O dirigente dos comunistas, Vladimir Vale, explica que os casos que envolvem o ministro da Administração Interna exigem esclarecimento, que até ao momento não foi prestado pelo governo. Ainda assim, acusa o partido Chega de fazer malabarismos políticos e de não querer, de facto, os esclarecimentos que pede. Também à esquerda, o Bloco considera que a moção apresentada pelo Chega é motivada pelas razões erradas. O líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, admite que Luís Neves se tornou um agente de confusão, mas sublinha que há motivos maiores para censurar este Executivo de Luís Montenegro.
O governo merece censura por ter deixado aumentar o preço das rendas e das prestações ao banco. O governo merece censura porque a conta do supermercado é cada vez menos sustentável. O governo merece censura pelo caos criado nos exames nacionais. O governo merece censura porque não há professores. Sim, merece censura. Mas André Ventura não censura o governo por isso. Luís Montenegro agradece e as pessoas continuam com as contas por pagar. Isso é que é o drama deste momento em Portugal.
José Manuel Pureza, o coordenador do Bloco de Esquerda, em declarações recolhidas na tarde desta quarta-feira em Coimbra. Já o LIVRE acusa o Chega de desrespeitar o tempo do Parlamento. Isto porque Luís Neves vai ser ouvido também no Parlamento na próxima terça-feira. A porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, concorda que o ministro da Administração Interna tem explicações a dar, mas entende que esta moção é mais um episódio de folclore fabricado pelo Chega. Diz que o partido quer sempre cavalgar a maior polêmica para ocupar o espaço mediático.
Assistimos a mais um episódio de folclore por parte do Chega. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar. É certo que o Primeiro-Ministro tem de se pronunciar claramente sobre este caso, mas também é certo que Luís Neves está previsto vir ao Parlamento no dia oito, na próxima terça-feira, em que aí haverá a oportunidade de todos os deputados fazerem as perguntas que quiserem a Luís Neves e Luís Neves ter a oportunidade de responder. Ou seja, há um tempo do Parlamento. Mas o Chega, como sempre nos tem habituado, cavalga sempre a maior polêmica para estar sempre na crista da onda e ocupar todo o espaço mediático. E foi isso que fez mais uma vez.
Quanto ao sentido de voto, o partido LIVRE ainda não decidiu, mas Isabel Mendes Lopes recorda que o partido nunca votou a favor de uma moção de censura apresentada pelo Chega. Tempo ainda para olharmos para o desporto, porque a esta hora o tenista português Jaime Faria defronta o espanhol Carlos Alcaraz na segunda ronda do US Open. Apesar do favoritismo estar do lado de Alcaraz, Jaime Faria ganhou o primeiro set por 6x4 ao número três do ranking mundial, neste que é o último Grand Slam da época. Neste momento já está com o jogo empatado, sendo que perdeu o segundo set por 6x0. No entanto, nada está perdido. No terceiro set está o espanhol a ganhar, mas vamos atualizando este jogo ao longo da noite. Este foi o ponto final na edição das 03:00. As notícias vão ser atualizadas quando forem 03:30.