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Quatro horas.
Mais uma vez, boa noite, meu nome é João Lourenço, o presidente do PS, Carlos César, vai propor que o deputado eleito por Coimbra, Pedro Delgado Alves, assuma a liderança parlamentar socialista de forma interina até à eleição do secretário-geral. Segundo a Agência Lusa, esta proposta foi anunciada pelo presidente socialista numa reunião do Secretariado Nacional do PS que decorre esta noite. Esta tarde, à saída da audiência com o Presidente da República, o presidente do PS disse que já tinha tomado uma decisão em relação à liderança parlamentar socialista e que a iria transmitir ao Secretariado Nacional. Marcelo Rebelo de Sousa revelou que o novo governo poderá tomar posse já na próxima semana. Ao final da tarde, o Presidente da República visitou a Feira de Arte Contemporânea Arco Lisboa, na Cordoaria Nacional. No fim da visita, o chefe de Estado disse que não queria prestar declarações, mas perante a insistência dos jornalistas, o Presidente da República acabou por dizer que pode ser mesmo na próxima semana que o governo tome posse. O Presidente da República esteve, na tarde desta quinta-feira, reunido duas vezes com Luís Montenegro. Durante a tarde, ouviu também Carlos César, do PS, e André Ventura, do Chega. Os dois maiores partidos da oposição asseguraram que vão viabilizar o programa do governo e chumbar a moção de rejeição do PCP. É oficial, Luís Marques Mendes é o candidato do PSD às eleições presidenciais. A decisão foi anunciada esta noite, em sede de Conselho Nacional do partido. A moção de apoio teve aprovação com larga maioria. No final desta sessão, Hugo Soares, secretário-geral do partido, destaca o apoio massivo a Luís Marques Mendes, numa votação que contou apenas com um voto contra.
A proposta do presidente do Partido Social-Democrata, o Conselho Nacional hoje, de forma muito entusiástica e convicta, resolveu dar um esmagador apoio do Partido Social-Democrata à candidatura presidencial do doutor Luís Marques Mendes. Numa sala que estava, como tiveram ocasião de ver, repleta, com o Conselho Nacional cheio, houve apenas um voto contra e todos os outros votos a favor, de um apoio massivo do PSD à candidatura do doutor Luís Marques Mendes.
No discurso de abertura da reunião, o primeiro-ministro recorreu ao humor para destacar a neutralidade do antigo presidente do PSD.
Temos alguém do nosso espaço político, que é um anterior presidente do PSD, uma pessoa altamente qualificada, que nós conhecemos muito bem e que o país também conhece bem, e que apresenta características que são muito consentâneas e adequadas ao exercício da função de Presidente da República. Uma delas até não é propriamente a mais agradável para o PSD, é que nem sempre concorda com o PSD. Mas isso é uma das características dos presidentes da República que nós já elegemos.
Antes disso, Luís Montenegro apontou baterias à nova magistratura que se avizinha, espera confronto, mas sublinha as reações da oposição, que parecem prometer estabilidade sobre um dos temas do momento, a revisão constitucional. Montenegro não esqueceu o tema, mas diz que ainda é cedo para se pensar nessa revisão constitucional.
Mesmo assuntos relevantes, como por exemplo a nossa Constituição da República, temos tempo, lá mais para frente, depois de resolver aquilo que é prioritário, depois de encaminhar aquilo que é prioritário, de olhar para isso. Enquanto não tivermos aquilo que é prioritário orientado, não contam conosco para isso. E como não contando conosco para isso, não há isso, esse assunto está arrumado até haver uma altura considerada adequada.
Palavras de Luís Montenegro no discurso de abertura do Conselho Nacional do PSD, em Lisboa. Henrique Gouveia e Melo apresentou-se como candidato presidencial e diz que Portugal precisa de um presidente diferente. No salão na Gare Marítima de Alcântara, salão cheio, Gouveia e Melo oficializou a candidatura às eleições do próximo ano, com recados para Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa. O almirante apresentou-se como um líder para os momentos de crise e diz que, com a estabilidade global e interna, Portugal precisa de um presidente fora do sistema. Miguel Vieira Dias.
Depois da confirmação de que é candidato, Gouveia e Melo apresenta-se.
Agora, mais do que nunca, precisamos de um presidente diferente.
E algumas das diferenças assentam noutros candidatos já anunciados.
Acima de disputas partidárias, longe das pressões e fiel ao povo que o elegeu.
Mas também ruturas face ao atual chefe de Estado.
Usando a palavra com contenção, com substância e com propriedade.
Numa sala cheia na Gare Marítima de Alcântara, Henrique Gouveia e Melo contou com a presença de autarcas como Carlos Carreiras e Isaltino Morais e puxou dos galões, sem esquecer o que o trouxe para a ribalta.
Estive sempre onde o país me chamou. Estive com as populações em Pedrógão, coordenei com muitos a campanha de vacinação contra o Covid, quando Portugal mais precisava de organização, confiança e liderança.
E para quem o acusa de inexperiência, recorda que durante 45 anos representou e serviu Portugal.
O mesmo compromisso que sempre defendi, a liberdade, a Constituição.
Para quem vem de fora do sistema, Gouveia e Melo deixa uma palavra para os partidos.
Serei um presidente que respeitará os partidos políticos Assim como a separação de poderes, tendo sempre em mente que o Presidente da República não governa.
Mas também um aviso sobre os últimos anos da vida política nacional.
Parece que estamos condenados a uma lógica de ciclos curtos, quando o país pede transformação.
Henrique Gouveia e Melo apresentou linhas orientadoras para vários setores, a saúde, a justiça, o estado social, a aposta na tecnologia e, claro, no mar, mas também a defesa.
Ainda precisamos de uma defesa nacional moderna, sólida e tranquila, sem alarmismos, mas também sem ingenuidades.
Uma defesa que não é um papão, sublinha o agora candidato presidencial, numa apresentação formal, com dois telepontos, apoiantes jovens no palco e muitas bandeiras a apontar Gouveia e Melo como presidente em 2026.
Reportagem do jornalista Miguel Viterbo Dias a acompanhar a apresentação da candidatura de Gouveia e Melo, anunciada durante a campanha para as legislativas. Este sábado, o antigo chefe de Estado da Armada vai apresentar-se no Porto com um jantar com apoiantes. António José Seguro considera que o discurso de Gouveia e Melo foi previsível e assume que quer ser candidato, mas ainda não sabe se deve. Em entrevista à CNN Portugal, o socialista não se quis alongar na análise ao discurso de Gouveia e Melo na oficialização da candidatura a Belém. António José Seguro diz apenas que não ficou surpreendido.
Daquilo que eu ouvi do discurso, sobretudo agora na rádio, quando vinha de carro, é que é um discurso previsível. Não tenho mais nada a dizer sobre aquilo que foi o discurso de hoje. Aliás, nem sei se há uma marca desse discurso que possa, no fundo, associar-se àquilo que será a visão que o candidato Gouveia e Melo tem para o país. Não sei.
Quanto à própria ponderação sobre a corrida à presidência, António José Seguro mantém a reflexão. Diz que agora esta reflexão tem três dimensões.
A primeira é se quero ser candidato. Quero ser candidato. A segunda é se posso ser candidato. Posso ser candidato em termos de condições, inclusivamente logísticas, de apoios. A terceira dimensão é a dimensão que neste momento ainda está em ponderação, em análise, que é se devo ser candidato. Por quê? Porque a situação política exige que um cidadão que se predisponha a ser candidato deva fazer uma avaliação do papel do próximo presidente da República. Os presidentes da República não são todos iguais no seu comportamento. Também tem a ver com o papel que eles devem interpretar, de acordo com a Constituição, em cada momento da conjuntura política. E houve uma conjuntura política que se alterou, ou seja, as eleições não resolveram o problema da estabilidade política, deram um balão de oxigénio ao governo.
António José Seguro revela ainda que não se reuniu com José Luís Carneiro, o candidato único a líder do PS, sobre a candidatura a Belém. O jornal Público revelou, esta quinta-feira, que o candidato socialista já se reuniu com António Vitorino. Mantemos este noticiário no PS. Carlos César, o presidente do partido, vai propor novamente que o deputado Pedro Delgado Alves assuma a liderança parlamentar socialista de forma interina até a eleição do secretário-geral. Mudamos agora de tema para o desporto. Portugal está na final do Campeonato Europeu de sub-17. A equipa das Quinas eliminou a Itália nas grandes penalidades. O derradeiro jogo está marcado para domingo, às 19h30, frente à França. Sérgio Conceição deixa de ser treinador do AC Milan. É o que avança o clube italiano em comunicado nas redes sociais, agradecendo o profissionalismo e a dedicação do treinador nos últimos meses. Sérgio Conceição foi oficializado como treinador da equipa de Milão já no dia 30 de dezembro do ano passado e tinha assinado um contrato válido até junho de 2026. De acordo com a imprensa italiana, Maximiliano Allegri vai ser o próximo treinador do AC Milan. Ponto final neste noticiário das 4h. Eu regresso dentro de uma hora para a atualização de notícias aqui na Rádio Observador.