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4 horas. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço. Começamos com as atualizações do conflito entre Estados Unidos e Irão. Foram registados novos ataques com mísseis por parte dos Estados Unidos da América em zonas do sudeste do Irão, em dois locais próximos das cidades de Ahvaz e Agajari, no sudeste do Irão. Foram alvo de ataques com mísseis, segundo afirmou o vice-governador da província responsável pelos assuntos de segurança, numa notícia avançada pela emissora estatal IRIB. E ainda sete pessoas morreram num ataque também com mísseis dos Estados Unidos da América contra três locais na província de Khuzestão, no Irão, afirmou o vice-governador da província, também responsável pelos assuntos de segurança. Oito pessoas ficaram também feridas na sequência destes ataques, acrescentou a agência de notícias IRNA. Estes ataques surgem depois do Comando Central dos Estados Unidos da América ter anunciado o fim dos ataques contra o Irão por esta terça-feira. Porém, parece que voltou a atacar. Já do lado do Irão, as Forças Armadas afirmam que os ataques às forças norte-americanas vão continuar até que os Estados Unidos da América se arrependam dos crimes. Num discurso transmitido pela emissora estatal IRIB, o porta-voz do Quartel-General Central do Irão afirmou que as forças iranianas lançaram ataques com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região, em resposta aos ataques a alvos militares e civis no sul do Irão. O comandante afirmou que os ataques causaram graves danos às infraestruturas, instalações, armas e equipamento das bases militares e que o número significativo de comandantes e soldados norte-americanos foram mortos ou feridos nestes ataques. O porta-voz iraniano deixou ainda o alerta de que estes ataques contínuos por parte dos Estados Unidos seriam recebidos com respostas cada vez mais intensas, abrangentes e destrutivas, e acrescentou que qualquer país que coopere com as Forças Armadas norte-americanas deve aceitar as consequências perigosas. O Bahrain afirma também que os sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram drones iranianos que sobrevoavam o país. Esta noite, o Ministério do Interior do Bahrain já emitiu por duas vezes alertas sobre uma potencial ameaça e apela aos residentes para procurarem abrigo em locais seguros. Também o Kuwait, segundo avança a Al Jazeera, o exército afirma estar a responder ao que descreve ser ataques de drones hostis na sequência da mais recente ação iraniana. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão afirmou que as suas forças levaram a cabo um ataque contra instalações norte-americanas na província de Erbil, no norte do Iraque. Esta noite, num comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, a Guarda Revolucionária Islâmica Iraniana avança que o ataque destruiu um centro de reparação e armazéns que continham equipamento técnico, bem como um sistema de orientação de balões de vigilância dos Estados Unidos da América. Afirmou ainda que os tanques de combustível da base foram incendiados e que vários membros do pessoal norte-americano foram mortos. Não houve, no entanto, até ao momento, qualquer confirmação independente destas alegações. Antes disso, o Irão também já tinha reivindicado ataques contra bases norte-americanas no Bahrain e na Jordânia, onde afirmam ter matado soldados dos Estados Unidos da América. No entanto, os norte-americanos ainda não registaram estas baixas e o porta-voz das Forças Armadas da Jordânia afirma mesmo que não se registaram feridos nem vítimas mortais. A notícia avançada pela Al Jazeera afirma que todos estes ataques surgem em retaliação ao ataque norte-americano contra uma festa de casamento na cidade costeira de Sirik, no sul do país, que causou a morte de quatro pessoas, incluindo uma criança. E na sequência destes últimos ataques entre os Estados Unidos da América e o Irão, os preços do petróleo dispararam. Os valores subiram cerca de 1% no início das negociações dos preços e foram aumentando a subida à medida que as preocupações com a interrupção do abastecimento se intensificam. Isto após os ataques trocados entre Estados Unidos e Irão durante esta noite, diminuindo assim as esperanças de um rápido abrandamento das tensões no Médio Oriente. Ainda na atualidade internacional, centenas de concentrações estão convocadas para a tarde desta quarta-feira em toda a Espanha, por causa da crise migratória em Ceuta, o enclave espanhol no norte de África, onde dezenas de milhares de pessoas entraram ilegalmente a 30 e 31 de julho. As concentrações coincidem com o Dia de Ceuta e começaram a ser convocadas desde meados de agosto nas redes sociais. As convocatórias surgem com apelos à solidariedade com a cidade ou contra o racismo e também, em alguns casos, com críticas à gestão da crise pelo governo espanhol. A presidente da Federação Espanhola de Municípios e Províncias, que pertence ao Partido Popular Espanhol, anunciou também concentrações em frente das câmaras municipais e governos regionais de todo o país, em solidariedade com a cidade de Ceuta. Porém, outras formações políticas representadas também na federação, demarcaram-se desta iniciativa e alguns autarcas, partidos e associações anunciaram mesmo concentrações próprias. Segundo a associação proceuta.es, esperam-se 715 concentrações convocadas para a tarde desta quarta-feira ao largo de toda a Espanha. E os chefes da diplomacia da União Europeia discutem esta quarta-feira, também na Irlanda, a imposição de novas sanções à Rússia e ainda a situação no Médio Oriente. A reunião começa por volta das 08h30 no leste da Irlanda e Portugal vai estar representado pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel. Estão previstos três pontos de discussão: a guerra na Ucrânia, a situação no Médio Oriente e como reforçar a influência e o trabalho diplomático da União Europeia no mundo. No entanto, por ser uma reunião informal, não poderão ser tomadas decisões. Vamos agora à atualidade nacional. O ministro do Luís Neves vai ser ouvido na próxima semana na Comissão de Assuntos Constitucionais. O ministro da Administração Interna foi ouvido pelos jornalistas na tarde desta terça-feira, desafiou diretamente André Ventura a comparecer a esta Comissão dos Assuntos Constitucionais para lhe colocar as questões que assim entender.
No próximo dia oito, dentro de oito dias, na parte da tarde, terei a audição regimental no Parlamento. Quer dizer ao deputado André Ventura que estou totalmente disponível para lhe responder a qualquer questão que ali seja colocada.
Luís Neves, que durante o discurso oficial no aniversário do Comando Regional da PSP na Madeira, esta terça-feira, disse que nada o vai afastar do cargo que desempenha atualmente. Motivo esse pelo qual o líder do Chega diz estar inclinado para avançar com a moção de censura ao governo. É o que afirma André Ventura, em entrevista à CNN, enquanto cidadão e líder de um partido, justifica a sua tendência para avançar com as explicações dadas por Luís Neves esta terça-feira, que considera serem atrozes. O líder do Chega sublinha, porém, que a decisão terá de ser tomada com responsabilidade em nome da integridade e da decência.
Eu, pessoalmente, estou mais tendente a avançar do que a não avançar face a este conjunto de suspeitas que lhe referi. O que está a dizer é: quer muito avançar, mas há algo que não o deixa. Está a pedir uma opinião pessoal, eu estou a dá-la aqui enquanto cidadão, enquanto líder de um partido. Tenho uma responsabilidade, eu não faço a gestão de mim próprio e só. Eu lidero um partido, o segundo maior do país, com muitos milhares de militantes, com muitos deputados, com muitos dirigentes. A minha tendência é esta face ao que está a acontecer e face às explicações absolutamente atrozes de Luís Neves durante a tarde de hoje. Porém, farei aquilo que, em nome da integridade e da decência, acho que deve ser feito.
André Ventura afirma ainda que dentro do partido há um consenso para avançar com esta moção de censura ao governo de Luís Montenegro e que esta vontade vem também de outras áreas políticas.
Se eu anunciar amanhã que vamos interpor uma moção de censura, João, é porque eu estou convencido disto: 100% dos deputados estão ao lado desta iniciativa, a grande maioria da sociedade civil está ao lado desta iniciativa e a grande maioria de pessoas, mesmo de outras áreas políticas, mas que tiveram responsabilidades e que intercruzam com o espaço do centro-direita e da direita, querem esta moção de censura.
André Ventura, em entrevista à CNN Portugal, sobre a possível moção de censura que irá apresentar contra o executivo, decisão sobre a qual remeteu para o dia desta quarta-feira. Esta foi a notícia de fecho nesta edição das 04h. A informação será atualizada às 05h.