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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. Os manifestantes contra a crise na habitação foram autorizados pela PSP a permanecer na Praça do Rossio, mas sem tendas, sem ruído e com cartazes. Desde a meia-noite e meia que a manifestação é considerada ilegal. Ainda assim, na Praça do Rossio estão centenas de pessoas. Por volta da uma da manhã, os manifestantes decidiram desmontar todas as tendas e dormir ao relento. Vamos ao encontro da repórter do Observador, Rita Lourenço, que tem estado na Praça do Rossio. Boa noite, Rita. Entretanto, na última hora, a PSP falou com os manifestantes para lhes dizer que não precisam de ir embora esta noite.
É verdade, Teresa, a PSP conversou com alguns manifestantes sobre algumas dúvidas em relação à possibilidade de permanência na Praça do Rossio. Neste momento, os manifestantes já voltaram todos ao local inicial, onde estavam há pouco sentados e deitados. Já estão neste momento também deitados novamente, a maior parte deles, em silêncio. O ambiente é bastante mais calmo. A equipe de limpeza também já terminou de limpar o local e também já abandonou a Praça do Rossio. A esta hora vê-se apenas uma carrinho da Polícia de Segurança Pública e da Praça do Rossio estão apenas visíveis, neste momento, quatro agentes da PSP. Pouco depois do início dos trabalhos de limpeza, houve então, como falamos há pouco, uma conversa entre a PSP e alguns manifestantes, no sentido de responder às dúvidas sobre a possibilidade de permanecerem no local. Em resposta a uma manifestante, Yuri Rodrigues, comandante da Primeira Divisão da PSP, disse que não iriam implicar com os cartazes.
Uma questão: estarmos quietos, calados e tudo mais, termos cartazes, mesmo calados, torna isso uma manifestação? Podemos estar sentados, calados e erguer cartazes durante a noite? Ou seja, não incomodarmos a via pública. Mas com cartazes na mão, isso é considerado-
Não vamos incomodar por causa dos cartazes.
Não vão incomodar por causa disso. Ok, é isso.
O comandante que falou com os manifestantes relembrou também que as manifestações são proibidas a partir da meia-noite, mas que os jovens podem permanecer na praça desde que não se estejam a manifestar audivelmente. Explicou ainda que têm algumas regras: têm que manter a via circulável para as pessoas passarem, o espaço tem de estar limpo e porque a Praça do Rossio é um espaço público e não podem, por isso, criar aqui um complexo privado. Recordo que para que a limpeza acontecesse, a equipe de limpeza foi então acompanhada para dentro da praça por agentes da Unidade Especial da Polícia, que também já abandonaram o local. Neste momento, o dispositivo, como disse, estava bastante mais reduzido. A maioria das carrinhas da Unidade Especial já abandonaram o local e, ao que tudo indica, os manifestantes vão poder permanecer mais uma noite na Praça do Rossio.
A repórter do Observador, Rita Lourenço, a partir da Praça do Rossio, em Lisboa. Apesar dos avisos do ministro da Administração Interna, centenas de manifestantes decidiram voltar a pernoitar esta noite na Praça do Rossio, mas sem tendas. Já no Porto, a Praça Dom João I ficou vazia logo ao início da noite. O movimento Acampada voltou a não montar tendas depois de um final de dia com muitas atividades. Tanto a organização como os próprios manifestantes admitem que querem voltar a dormir na praça, mas Miguel Pinheiro Correia, para já, ainda não há perspectiva para a próxima acampada.
Depois da música, da poesia e da dança, reina o silêncio aqui na Praça Dom João I. De tarde, ainda houve algumas atividades, mas desde que terminou a Assembleia Popular, com perto de 200 pessoas, a multidão foi desaparecendo lentamente. Deixaram aqui ainda alguns vestígios dessa passagem, desses protestos que se prolongam há mais de uma semana na cidade do Porto. Vemos tarjas e também tendas simbólicas, tendas de cartão a simular aqui pirâmides em formato de tenda, com várias mensagens. Numa delas lê-se: "Esta tenda custa €30 mil". Mas tendas verdadeiras não há. Na Praça Dom João I, os manifestantes voltaram a não montar tendas. Na Assembleia Popular desta tarde, nem sequer votaram a possibilidade de voltarem a dormir aqui. No entanto, alguns desses manifestantes expressaram essa vontade de voltarem a montar tendas. Há essa intenção também da parte da organização, mas para já ainda não é possível perceber quando irá acontecer. E por isso, sem essa perspectiva de pernoita na praça, acabaram por abandonar e também, já com poucas pessoas na praça, ouviram-se gritos de: "Fascismo nunca mais, 25 de abril sempre", enquanto eram distribuídos cravos que foram, entretanto, colocados no centro da praça num formato de círculo, praça essa onde os manifestantes devem regressar amanhã. Há programas previstos para a próxima tarde, mas estes manifestantes estão se a guardar, principalmente, para uma maior manifestação que acontecerá no sábado.
Miguel Pinheiro Correia, que esteve a acompanhar a manifestação desta quarta-feira no Porto, que terminou cedo, deixando a Praça Dom João I deserta. O Partido Socialista volta a pedir que o primeiro-ministro deixe cair a proposta para a nova lei das rendas, apelos que saem da reunião do Secretariado Nacional do PS. José Luís Carneiro quer também que o governo se junte aos socialistas para viabilizar uma garantia pública que facilite o cumprimento das obrigações com as rendas e ofereça, ao mesmo tempo, uma maior segurança aos proprietários.
É o país que exige, não é o PS, que se exija ao primeiro-ministro que deixe cair a proposta da lei das rendas que levou à Assembleia da República e, por outro lado
Que depois de colocar essa lei na gaveta, aceite discutir, dialogar, construir com o PS a garantia pública que foi apresentada por nós na Assembleia da República.
O secretário-geral do PS garante que está disponível para o diálogo. José Luís Carneiro diz ainda que se Luís Montenegro ignorar o barulho das ruas, está a dar um sinal de insensibilidade, incompreensão e indiferença. Continuamos a falar do PS. A Comissão Política Nacional do partido apoia de forma consensual a abstenção socialista na votação para o Orçamento do Estado do próximo ano. Depois da abstenção violenta e da abstenção exigente, o porta-voz do PS fala numa abstenção não adjetivada. O órgão do partido esteve esta noite reunido no Largo do Rato e, de acordo com André Moz Caldas, José Luís Carneiro não encontrou oposição à decisão de viabilizar a proposta do governo para o Orçamento do Estado. Vasco Malato Correia.
A uma semana do debate do Orçamento do Estado, a posição do Partido Socialista está na mesma.
A Comissão Política Nacional do Partido Socialista mostrou hoje um grande consenso em torno da posição proposta pelo secretário-geral do partido, de transmitir ao grupo parlamentar o entendimento dos órgãos de que o sentido de voto do Partido Socialista no Orçamento do Estado para 2027 deve ser um voto abstencioso.
Anúncio feito pelo porta-voz do PS, André Moz Caldas, depois de uma reunião da Comissão Política Nacional, que trouxe unanimidade no rumo que está a ser seguido.
O sentimento global que resulta do conjunto das intervenções é de um consenso total em torno do sentido de voto que o partido vai ter no Parlamento.
A abstenção, reitera Moz Caldas, não mostra concordância com as políticas do governo. Acontece em nome de algo maior.
Temos a certeza que as portuguesas e os portugueses compreendem. Nenhum ou muito poucos portugueses entenderiam ser chamados a eleições, mais uma vez, a meio ou a menos de meio de uma legislatura.
O que não quer dizer que mais lá pra frente, a postura não possa mudar.
Se o governo conseguir dar respostas aos problemas dos portugueses e criar condições para que se mantenha a possibilidade de o Partido Socialista convergir na viabilização dos orçamentos, muito bem. Isso pode não acontecer até o fim da legislatura e o Partido Socialista reserva-se, obviamente, a possibilidade de fazer essa avaliação a cada momento.
Noutros tempos, a abstenção do PS foi violenta, foi também exigente e agora?
É uma abstenção não adjetivada.
Sem adjetivos, mas com unanimidade, o PS não garante a mesma postura na especialidade.
Vasco Malato Correia, a acompanhar a reunião desta noite da Comissão Política do Partido Socialista. O debate do Orçamento do Estado para o próximo ano está marcado para a próxima semana, nos dias 27 e 28. No desporto, esta noite o Sporting perdeu pela primeira vez nesta edição da Liga dos Campeões. Os Leões perderam em casa frente ao Lask Linz por 3x2. O Sporting procurava a terceira vitória consecutiva na prova milionária. No final da partida, o técnico leonino, Rui Borges, considerou que a equipa foi vítima das próprias desatenções.
Tivemos algumas perdas de bola e que deu três gols, principalmente. A olhar para os gols e perceber como é que sofremos três gols, com transições ofensivas do adversário, com perdas de bolas simples nossas que não podem acontecer e que não poderiam acontecer. Mas está dentro dessa desinspiração que tivemos ao longo do tempo e ao longo do jogo. A energia desde uma fase inicial sentia-se que não era o nosso melhor em termos de energia coletiva. Tentamos lutar contra isso, infelizmente não conseguimos.
As palavras do técnico leonino depois da primeira derrota nesta Liga dos Campeões. Rui Borges procurava ultrapassar Rúben Amorim, porque se tivesse vencido esta quarta-feira, tornava-se o treinador do Sporting com mais vitórias na prova milionária. Com esta derrota, o Sporting cai para o 12° lugar, tem agora seis pontos na Liga dos Campeões. Já na Liga Europa, o Benfica vai até Chipre para defrontar o Omonia esta quinta-feira. O treinador do Benfica não conta com João Duran e Leandro Barreiro para a terceira jornada da fase liga da prova. São mais dois atletas indisponíveis para Marco Silva. Na antevisão da partida, o técnico dos encarnados remete para esta quinta-feira as decisões perante estas dificuldades.
Estamos cá nós para arranjar soluções. Alguns jogadores estão preparados e terão que ser mais sobrecarregados. É o que é. Em relação à outra questão do avançado, quem é que irá jogar ou não, será o Pavlídis. Amanhã irão ver, mas acho que são conclusões fáceis para vocês tirarem. Se iremos rodar mais, menos, teremos que esperar pra amanhã, qual será a nossa decisão em termos da equipa que irá começar, mas a ambição e o nosso desejo para o jogo de amanhã, contra uma equipa de qualidade, uma equipa que, percebo não ter o nome de outras, mas que é uma equipa que começou muito e bem a Liga Europa e por isso mesmo tem seis pontos como nós.
Análises do treinador dos encarnados antes de mais um desafio europeu. A partida frente ao Omonia arranca às 8:00 p.m. desta quinta-feira e conta com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Ponto final neste jornal das 4:00 a.m. Informação está de regresso às 5:00 p.m. Entretanto, temos a repetição do Contracorrente.