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Bom dia, eu sou o Martim Madeira. São 5 da manhã e está na hora de utilizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos com a atualidade internacional. Donald Trump ataca o Papa Leão XIV, diz que não quer um papa que ache que é ok o Irão ter uma arma nuclear. O presidente dos Estados Unidos fez uma publicação na rede social Truth Social, em que critica o Papa Leão XIV por não apoiar a agenda da administração Trump, além de dizer que não quer um papa que ache que é ok o Irão ter uma arma nuclear e que não quer um papa que ache terrível a América ter atacado a Venezuela. Diz ainda que não quer um papa que critica o presidente dos Estados Unidos, porque, de acordo com Trump, está a fazer exatamente aquilo para que foi eleito. Trump afirma ainda que se não estivesse na Casa Branca, o Papa Leão XIV nunca estaria no Vaticano. Deixa claro também que gosta mais do irmão do papa, Louis Provost. Isto porque Trump diz que o Louis, o irmão do papa, é todo MAGA e entende as ações de Trump, algo que o Papa Leão XIV não entende. Ainda na atualidade internacional, começa hoje o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos. Um bloqueio anunciado por Donald Trump. O Comando Central Norte-americano indica que este bloqueio vai começar às 10h dos Estados Unidos, que equivalem às 10h de Washington, portanto, às 15h na hora de Lisboa. É o que escreve o Associated Press. Este bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial contra embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras do Irão. Vão continuar a ser permitidas viagens pelo Estreito de Ormuz, caso sejam realizados entre pontos não iranianos. Mesmo após o acordo de cessar-fogo, o tráfego marítimo no estreito tem sido limitado. Olhamos para um dos destaques da noite de ontem, as eleições na Hungria. Viktor Orbán é o grande derrotado da noite. O líder da oposição, Péter Magyar, celebra a vitória em Budapeste. "Derrotamos o regime de Orbán", é o que diz o presidente do partido Tiza, em clima de celebração.
Conseguimos! O Tiza e a Hungria venceram esta eleição. Não por pouco, mas por muito, muito mesmo. Juntos, derrubamos o regime de Orbán, juntos, libertamos a Hungria. Reconquistamos a nossa pátria. Obrigado!.
Declarações de Péter Magyar num discurso aos apoiantes em Budapeste, o líder do partido de Tiza, que celebra aquilo que descreve como um mandato sem precedentes. É uma grande vitória, diz Magyar, que destaca a adesão expressiva às urnas. Pediu ainda ao que chama os fantoches de Viktor Orbán, que estão em altos cargos do regime, para que se demitam todos. Do outro lado, o grande derrotado é Viktor Orbán, que reconhece um resultado doloroso. Ainda com os resultados por contar, Orbán já tinha admitido a derrota. O ainda primeiro-ministro húngaro falava num resultado claro e, por isso, uma derrota clara do partido Fidesz.
O resultado da eleição, mesmo que ainda incompleto, é compreensível e claro. Para nós é doloroso, não nos deram a responsabilidade e a oportunidade de governar. Ao partido vencedor, os meus parabéns, agradeço o trabalho que fizeram. Nunca tivemos tanto trabalho em nenhuma campanha eleitoral.
Viktor Orbán dá os parabéns à oposição de Magyar e promete continuar a servir o país. São declarações de uma conferência de imprensa do primeiro-ministro, que estava no poder há 16 anos. Com 98% dos votos contados, Magyar está à frente com 54% dos votos. Orbán aparece a seguir com 38%. O partido de Orbán, Fidesz, que detia 135 lugares no Parlamento, passa agora a ter 55. Já o partido de Magyar passa a ter 137. Somam-se as reações por toda a Europa. Por cá, António José Seguro felicita Péter Magyar pela vitória. Numa nota nas redes sociais, manifesta a confiança de que a Hungria vai ter um papel construtivo na cooperação europeia. Também o primeiro-ministro Luís Montenegro, na rede social X, diz esperar do líder da oposição húngara um trabalho conjunto em prol do projeto europeu. Numa nota, o Partido Socialista destaca também o momento de grande alcance pra Hungria e a União Europeia. Já André Ventura ironiza nas redes sociais e escreve que afinal a Hungria era uma democracia, em reação à derrota de um dos seus aliados, Viktor Orbán. André Ventura, que esteve há pouco tempo numa conferência de conservadores, cujo anfitrião foi Viktor Orbán, numa conferência na Hungria. Também a iniciativa liberal celebrou, no X, a queda do regime do primeiro-ministro húngaro, que descreve como um governo corrupto. Continuamos nas reações. António Costa antecipa uma colaboração com Magyar para tornar a Europa mais forte. Uma mensagem nas redes sociais deixada pelo líder do Conselho Europeu. António Costa mostra-se ansioso por trabalhar em cooperação com Magyar para tornar a Europa mais próspera. Felicita ainda a fluência recorde às urnas. Fala num grande espírito democrático, tal como Ursula von der Leyen, que diz também que a Hungria escolheu a Europa. Em reação também esteve Volodymyr Zelensky, que realça a vitória esmagadora de Magyar, mas alerta que é importante uma abordagem construtiva. O presidente da Ucrânia também já reagiu à vitória de Magyar nas eleições húngaras. Na rede social X, fala numa vitória esmagadora, mas deixa o aviso: é importante que se mantenha uma abordagem construtiva para manter as relações de boa vizinhança com todos. Ainda sobre estas eleições na Hungria de ontem, a editora de internacional do Observador, Cátia Bruno, faz a análise à derrota de Orbán Diz que é um alívio para Bruxelas.
É certamente o resultado que a Europa preferia. Isso sem dúvida. Sabemos que nos últimos anos, Viktor Orbán tem funcionado como uma força de bloqueio dentro de Bruxelas. E nesse sentido, é claro que, e vimos pelas reações de hoje, desta noite, dos líderes europeus, Ursula von der Leyen, por exemplo, foi das primeiras a reagir com muito entusiasmo às notícias da vitória de Magyar e, portanto, parece-me, sem dúvida, que é um alívio, sobretudo, para Bruxelas.
A análise da editora de política internacional do Observador, Cátia Bruno, às eleições na Hungria e à derrota de Viktor Orbán. Na atualidade nacional, as confederações patronais lamentam que a UGT tenha rejeitado a proposta de acordo e fala na deteriorização da confiança. As quatro confederações que fazem parte da Comissão Permanente de Concertação Social lamentam a decisão do Secretariado da UGT, que rejeitou no dia 9 de abril a proposta de revisão da Lei Laboral. Num comunicado conjunto divulgado ontem, dizem estar desapontados com as declarações dos responsáveis da UGT. As confederações patronais consideram que a Central Sindical rejeitou uma proposta que não era a mais recente e que tinha sido preparada por todas as partes, embora ainda com pontos que teriam de ser validados. Além disso, escrevem também que na tomada de posição pública, a UGT ignorou deliberadamente os avanços e pretendeu reabrir à discussão pontos que já se encontravam fechados. O governo convocou a UGT e as quatro confederações patronais para uma reunião que se vai dar hoje. Luís Montenegro defende que o fim do visto prévio tem o objetivo de acabar com o medo dos autarcas em tomar decisões. O primeiro-ministro defende que não quer um país com governantes com medo de decidir e justifica, por isso, as novas regras de fiscalização de contratos públicos pelo Tribunal de Contas.
Na semana passada, aprovámos em Conselho de Ministros a reformulação do funcionamento do Tribunal de Contas. Vamos aprovar nas próximas semanas um novo enquadramento jurídico da contratação pública, tudo ao abrigo de princípios de confiança. Eu não quero um país onde os autarcas tenham medo de decidir. Eu não quero um país onde os dirigentes da administração pública tenham medo de decidir e muito menos quero um país onde os governantes tenham medo de decidir.
Luís Montenegro defende ainda que o país está muito melhor do que estava em 2024 e defende que governa a olhar para todos. São declarações do primeiro-ministro no encerramento das jornadas distritais organizadas pelo PSD e CDS na Maia, no distrito do Porto. Tempo ainda de vermos o desporto. O Benfica venceu o Nacional no Estádio da Luz por 2 x 0. O jogo a contar para a jornada 29 da Primeira Liga valeram os gols de Schjelderup e de Rafa Silva. Os encarnados mantêm-se assim no terceiro lugar da competição. No final da partida, José Mourinho reconhece uma vitória merecida dos encarnados, mas defende que deviam ter vencido com maior margem.
Quinze cantos, 2 x 0. Acho que o 2 x 0 tá desenquadrado daquilo que foi o nosso jogo. Tivemos muitas oportunidades para criar um resultado completamente diferente. Não conseguimos, mas ganhamos merecidamente, ganhamos com tranquilidade e, repito, com números completamente desfasados, o resultado e aquilo que foi o nosso jogo.
Reação de José Mourinho à BTV depois da vitória dos encarnados por 2 x 0 contra o Nacional no Estádio da Luz. Ainda ontem, o Futebol Clube do Porto também jogou e venceu o Estoril Praia por 3 x 1 na Amoreira. Jogo também a contar pra jornada 29 da Primeira Liga. Pepê inaugurou o marcador com gol aos 14 minutos e ainda na primeira parte, um autogol de Checa ao minuto 33 a fazer o 2 x 0 para o Futebol Clube do Porto. Frold fez o terceiro para os Dragões na segunda parte e o Estoril Praia ainda reduziu para 3 x 1. No final do jogo, Francesco Farioli mostra-se satisfeito com o resultado, mas diz que o Porto podia ter marcado mais gols.
Acho que foi um jogo muito maduro, especialmente os primeiros 40 minutos. Foi muito bem jogado. Bons momentos de futebol. Ainda assim, os resultados poderiam já ter sido melhores na primeira parte. Ganhámos com três gols, mas hoje poderíamos ter feito pelo menos mais coisas. Há coisas que temos de melhorar. Se conseguirmos resolver o jogo mais cedo, melhor para todos.
Com esta vitória, o Futebol Clube do Porto conseguiu segurar a liderança no campeonato. Está com avanço de cinco pontos sobre o Sporting. Relembrar que os leões ainda têm um jogo em atraso frente ao Tondela. Ponto final neste jornal das cinco da manhã. A informação está de regresso às 17h30 com a síntese de notícias. Até já.