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São 5 horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.

Muito bom dia. Luís Montenegro vai nesta terça-feira ao Parlamento Europeu defender as prioridades de Portugal para o próximo orçamento comunitário. O primeiro-ministro discursa às 10h30 em Estrasburgo. Montenegro defende o aumento do valor global do orçamento, sem cortes na política de coesão e na política agrícola comum. O chefe do governo português deverá ainda defender a manutenção dos apoios específicos às regiões ultraperiféricas, como é o caso dos Açores e da Madeira, bem como o reforço das interligações energéticas entre a Península Ibérica e o resto da Europa. A intervenção acontece numa altura em que os Estados-membros e o Parlamento Europeu negociam a proposta da Comissão Europeia para o próximo quadro financeiro plurianual de 2028 a 2034. André Ventura insiste que Aguiar Branco está amarrado aos interesses do PSD e do PS. O presidente da Assembleia da República afirmou nesta segunda-feira que deve ser respeitada a prática parlamentar de haver apenas duas comissões de inquérito em funcionamento em simultâneo. Atualmente estão em funcionamento as comissões de inquérito ao INEM e aos incêndios florestais. Há ainda duas outras comissões já constituídas, a de Luís Neves e a dos exames nacionais. O regimento permite quatro comissões em simultâneo, mas Aguiar Branco defende a manutenção da prática das duas e remeteu a decisão para a conferência de líderes, uma posição que o líder do Chega contesta. Depois de ter enviado uma carta a José Pedro Aguiar Branco, André Ventura volta a acusar o presidente da Assembleia da República de obstaculizar a comissão de inquérito aos mandatos de Luís Neves na direção da Polícia Judiciária.

O Chega já fez tudo o que podia fazer. Nós já pusemos o projeto, já o garantimos potestativamente, já indicamos os nomes. Agora tem que ser dada a tomada de posse. Se Aguiar Branco recusar fazê-lo, está a ter um ato inconstitucional, uma coisa claramente contrária à Constituição. Mas pior do que isso, está a mostrar que é um presidente da Assembleia igualmente preso a interesses, como era Ferro Rodrigues e Augusto Santos Silva. E isso é errado. É inconcebível aceitar que uma comissão de inquérito possa parar porque estão duas a decorrer.

A acusação de André Ventura, em entrevista ao canal "Now", o líder do Chega pede que a comissão de inquérito avance já, adianta que vai tentar falar com Aguiar Branco nesta terça-feira para perceber o motivo das declarações do presidente da Assembleia da República. Os trabalhadores da Agência para a Integração, Migrações e Asilo estão nesta terça-feira em greve. O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Técnicos de Migração e abrange todos os trabalhadores da AIMA, independentemente do vínculo ou da carreira. Em cima da mesa estão várias reivindicações laborais, mas também o futuro da própria agência. O sindicato exige respostas do governo, nomeadamente sobre a situação de Pedro Portugal Gaspar na presidência da AIMA. Os trabalhadores defendem uma renovação da direção, que conta atualmente apenas com dois elementos da formação inicial. O Sindicato dos Técnicos de Migração critica ainda a falta de respostas do governo a um pedido de reunião e admite levar o assunto aos responsáveis máximos da tutela. Entre as principais reivindicações estão a criação de uma carreira técnica própria para os trabalhadores da migração e um suplemento remuneratório semelhante ao atribuído aos profissionais da GNR e também da PSP. O sindicato quer também pôr fim à precariedade dos mediadores culturais, que asseguram uma parte importante do serviço da AIMA, mas que continuam afastados dos concursos para lugares permanentes. Os médicos e gestores hospitalares do Serviço Nacional de Saúde criticam o chamado turismo de saúde. Dizem que a situação está fora de controle. O fenômeno está concentrado nas zonas com maior proporção de população migrante, como a Grande Lisboa, o litoral alentejano e também o Algarve, e afeta sobretudo uma área do SNS particularmente pressionada pela falta de recursos humanos, a obstetrícia. Os utentes vêm principalmente do Indostão e dos PALOP e a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares já pediu para que o problema não seja ignorado. Marina Ezrocha.

O turismo de saúde está a afetar o SNS, que para além dos residentes, tem de atender milhares de pessoas que vêm a Portugal para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita. Isto acontece especialmente com grávidas que vêm para Portugal no fim da gravidez para terem os filhos. É o que garante o médico João Gamelas, que foi durante dois anos o diretor clínico da Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental. O médico acrescenta que é uma tendência que se tem sentido cada vez mais. As grávidas vêm sobretudo da Ásia, especialmente da Índia e do Bangladesh. João Gamelas fala num episódio recente em que uma equipa do INEM se deparou com uma casa no centro de Lisboa em que estariam a viver mais de 20 grávidas vindas da Ásia, que chegaram a Portugal através de uma rede organizada com o objetivo de realizarem os partos aqui. A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares pede que o problema seja atacado, mas nem os governos, nem a Assembleia da República intervieram ainda para limitar esta utilização abusiva do SNS. Mesmo perante os dados dos vários relatórios e auditorias elaborados pela Inspeção-Geral das Atividades em Saúde, a IGAS concluiu que em 2024, quase 60% dos estrangeiros não residentes que recorreram às urgências da Unidade Local de Saúde de São José não tinham seguro ou acordo de saúde, sendo que se registou um aumento superior a 120% do número de partos de mulheres estrangeiras não residentes de 2023 para 2024 na Maternidade Alfredo da Costa. Posto isto, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde exige taxas moderadoras pagas à entrada dos hospitais e um sistema de checkout para evitar fugas a pagamentos. Já os gestores hospitalares defendem que os cuidados devem ser pagos e propõem mais foco na cobrança junto das embaixadas para que os pagamentos sejam assegurados.

A jornalista Marina Ezrocha com os detalhes sobre a situação do turismo de saúde no Serviço Nacional de Saúde. O tema voltou à agenda pública nas últimas duas semanas, depois da presidente da Unidade Local de Saúde Amadora-Sinta ter afirmado, numa entrevista ao Observador, que há muitas pessoas que chegam ao aeroporto de Lisboa e se dirigem para o Hospital Fernando da Fonseca de forma a receberem cuidados de saúde. Este é um artigo que pode ler na íntegra em observador.pt, da autoria do jornalista Tiago Taqueiro. É também o tema da história do dia desta terça-feira, disponível a partir desta hora em podcast e para ouvir aqui em antena a partir das 06h30. Depois do chumbo no Parlamento, o governo espanhol volta esta terça-feira a aprovar medidas para a habitação. O pacote vai ser discutido em Conselho de Ministros e deverá depois seguir para a votação na Comissão Permanente do Congresso dos Deputados. A nova tentativa acontece depois de Pedro Sánchez ter dissolvido o Parlamento e de ter convocado eleições antecipadas para 29 de novembro. Os dois decretos tinham sido chumbados na semana passada pelo Partido Popular, pelo Vox e pelo Juntos pela Catalunha. Agora, com o plenário dissolvido, a votação passa para a Comissão Permanente, onde a distribuição dos lugares é diferente e estes três partidos não têm maioria. O governo mantém as linhas essenciais das medidas, mas o porta-voz e ministro da Cultura espanhol já confirmou que os textos vão ter algumas alterações. Entre as propostas estão a proteção de pessoas vulneráveis contra despejos até 2030, o prolongamento de determinados contratos de arrendamento por até dois anos e ainda limitações à compra de habitação por fundos de investimento até o final de 2028. É um novo episódio na novela Cristiano Ronaldo. O jornalista britânico Piers Morgan acusa Jorge Jesus de faltar ao prometido e de ter tratado o internacional português como jogador mediano. Quando Ronaldo abandonou o estágio da Seleção Nacional em Copenhague, na Dinamarca, prometeu contar toda a verdade aos portugueses. Enquanto essa revelação não acontece, as versões sobre a polêmica começam a surgir através de pessoas próximas do antigo capitão da Seleção Nacional. Primeiro surgiu a acusação de traição feita pelo amigo Edu Aguirre. Agora é Piers Morgan quem apresenta uma explicação mais aprofundada sobre o que terá acontecido nos bastidores do estágio da Seleção. O jornalista britânico, a quem CR7 deu vários exclusivos, contou uma nova versão dos factos.

Foram-lhe dadas garantias absolutas sobre a forma como Ronaldo seria utilizado. Foi uma das razões pelas quais decidiu continuar a carreira internacional. No primeiro jogo, é substituído aos 67 minutos e fica um pouco chateado. Ao segundo jogo, Jesus diz-lhe: "Quero-te durante 30 minutos contra a Noruega", e o Ronaldo responde: "Está bem, se é isso que queres, eu faço". Para ele, é tudo uma questão de respeito, terem lhe prometido uma coisa e depois ter acontecido o contrário, ter feito o aquecimento e não ter sido utilizado. O Ronaldo considerou uma falta de respeito. Até que, por fim, disse a Jesus: "Vai te lixar", apanhou um avião e foi-se embora.

Piers Morgan acusa Jorge Jesus de quebrar uma promessa para com Cristiano Ronaldo. O jornalista britânico diz que o selecionador português menosprezou e humilhou o antigo capitão da Seleção Nacional.

Depois desse episódio, Jorge Jesus pediu-lhe desculpa e repetiu esse pedido de desculpa também ao presidente Pedro Proença, dizendo que iria explicar tudo publicamente, que a situação não deveria ter acontecido. Mas na conferência de imprensa, fez exatamente o contrário. Decidiu armar centenário e humilhou, menosprezou o Ronaldo. Tentou colocá-lo de volta no lugar ao dizer: "Para mim, todos os jogadores são iguais, blá-blá-blá", o que irritou ainda mais o Cristiano.

As mais recentes declarações de Piers Morgan, jornalista britânico e amigo de Ronaldo, esta noite no programa "Football Uncensored", disponível no YouTube. Notícia de fecho neste jornal das 5 da manhã. O essencial da informação é atualizado às 17h30 na síntese de notícias.