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As notícias com Beatriz Félix. Bom dia, 6 da manhã, é tempo de atualizar a informação. 13 distritos estão hoje sob aviso amarelo devido à chuva. De acordo com o Instituto Português de Mar e da Atmosfera, a precipitação pode ser forte e também acompanhada de trovoada. O alerta entra em vigor às 6h e é válido para Évora, Beja e Portalegre. Já Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra estão sob aviso amarelo entre as 9h e as 15h. O alerta de chuva do IPMA para os distritos de Bragança, Porto, Vila Real, Viana do Castelo e Braga é válido entre o meio-dia e as 18h. Falamos agora de política nacional. A três semanas das eleições e já na reta final de pré-campanha, Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos vão estar hoje frente a frente num debate televisivo. O debate estava agendado para segunda-feira, mas teve de ser adiado por causa do apagão ibérico, que afetou Portugal e Espanha durante várias horas. Agora, os líderes do PSD e PS protagonizam mais um debate eleitoral, o último dos 28 entre os líderes dos oito partidos com assento parlamentar na Assembleia da República. Desta vez, entre os dois partidos que ocupam os primeiros dois lugares em todas as sondagens eleitorais. O frente a frente vai decorrer na Nova SBE, em Carcavelos, e vai ser transmitido em simultâneo por três televisões, a RTP, a SIC e também a TVI. E também para hoje há um debate de urgência agendado no Parlamento, a pedido do PCP, sobre as causas da quebra do fornecimento de eletricidade. O PSD e o CDS opuseram-se a este debate, mas vai acontecer a partir das 15h, na Assembleia da República, uma decisão que saiu da conferência de líderes desta terça-feira. Nos Passos Perdidos, no Parlamento, os partidos reagiram à reunião. O PCP, pela voz de Paula Santos, contraria o secretário-geral do PS, que considerou não ser essencial que o Estado detenha a REN ou a EDP. A comunista cola o PS à direita.
Não nos espanta essa declaração por parte do Partido Socialista, porque a verdade é que o Partido Socialista tem convergido com o PSD e com o CDS no que diz respeito a essas opções em matéria de controle público, aliás, contrário ao controle público de setores que são absolutamente estratégicos e que têm subordinado aos interesses das empresas que dominam esses setores no nosso país.
O Chega, pela deputada Rita Matias, critica a dependência energética face à União Europeia e pede mais autonomia.
Propusemos que se refletisse sobre a necessidade de incluir outros mix energéticos, nomeadamente com base no nuclear, e sabemos que há antigos dirigentes, como Mira Amaral, que defendem que isto pode ser uma solução necessária. Lamentamos que, uma vez mais, as soluções políticas que se avizinham, que passarão necessariamente por quem esteve dentro daquela sala, não tenham rasgo nem visão para pensar mais longe. Parece-nos que vamos continuar dependentes e vergados aos interesses europeus e isto, naturalmente, será negativo para os portugueses.
É um pedido também feito à esquerda. Fabian Figueiredo, do Bloco, diz que este é um assunto de Estado que deve merecer reflexão.
O Bloco de Esquerda trata a questão da soberania do sistema elétrico como uma questão de segurança desde sempre. Chamamos a atenção para o que este relatório anual de segurança interna diz sobre a presença de operadores estrangeiros na nossa rede elétrica nacional. O que aconteceu agora com o apagão deve merecer uma reflexão séria e decisões à altura da segurança de Estado.
A Iniciativa Liberal, pela voz de Mariana Leitão, deixa críticas à comunicação do governo.
Precisamos, desde logo, de corrigir a questão da comunicação do governo. O governo deve falar a uma só voz, devia ter falado de forma muito mais regular. Depois, obviamente, investir em protocolos de segurança e redundância e sistemas de redundância em infraestruturas críticas para evitar, lá está, que deixem de funcionar numa situação deste gênero.
Já o LIVRE, que de manhã tinha defendido a criação de uma comissão parlamentar de inquérito, quer também rapidez na criação da comissão técnica independente. E o governo nega as acusações de má gestão da crise energética. Miguel Pinto Luz, o ministro das Infraestruturas, considera que o governo comunicou com o país no tempo certo, defende que o governo foi eficaz a restabelecer a energia e salienta que Portugal recuperou mais rapidamente do que Espanha.
Nós fizemos a reposição em 12 horas. Repito, Espanha não o conseguiu. Eu quero dizer aqui aos portugueses que Espanha não conseguiu, tendo apoio de França, que nós não tivemos, naturalmente, e apoio de Marrocos. Espanha teve o apoio de duas redes que serviram de redundância e Portugal não o teve. De forma autónoma, em menos de 12 horas, garantiu que o país estava novamente a funcionar. Respondemos melhor do que todos os outros e, portanto, houve um comando, um comando claro do seu primeiro-ministro e, portanto, as coisas aconteceram. E é isso que eu quero dizer aos portugueses hoje, em nome do governo, um profundo agradecimento por essa serenidade e por esse enorme espírito de cidadania que demonstraram.
Declarações de Miguel Pinto Luz em entrevista à TVI. O ministro deixou ainda críticas ao SIRESP, que diz que objetivamente não funciona. Já o ministro da Presidência reconhece que a comunicação do governo em momentos de crise tem de ser reavaliada em situações futuras, mas garante que nunca houve silêncio. Em entrevista à SIC, António Leitão Amaro admite falhas na rapidez e eficácia na comunicação com o país durante o apagão desta segunda-feira e aponta que existem aspetos a melhorar no futuro, nomeadamente no que diz respeito ao funcionamento do SIRESP. Ainda assim, o ministro assegura que o governo não ficou em silêncio.
Começámos pela rádio, as televisões, as redes sociais e a Autoridade Nacional de Proteção Civil utilizou o SMS. Dir-me-á: nós temos que, para o futuro, avaliar a rapidez e a eficácia de todos estes meios? Sim. Agora, uma coisa eu também lhe digo: se nós hoje, enquanto país, estamos sobretudo focados a discutir a dimensão da comunicação, é porque a dimensão da resposta operacional e da continuidade dos serviços foi assegurada. Isso, devo lhe dizer, eu acho que é uma resposta espantosa da parte do país, dos trabalhadores, do civismo da população, das forças de segurança, que nós tínhamos conseguido. Os hospitais continuassem a funcionar, todos os serviços críticos continuassem a funcionar.
O ministro António Leitão Marques classificou ainda como espantosa a resposta do país ao apagão que atingiu Portugal e Espanha. Falamos ainda da atualidade internacional. Quase 90% dos ucranianos não confiam em Donald Trump. É o resultado de uma sondagem divulgada pelo Centro Nova Europa, com sede em Kiev. O estudo indica que 89% dos ucranianos inquiridos não confiam no presidente norte-americano, o que representa quase o dobro do valor registado antes da tomada de posse. Nessa altura, apenas 47,2% dos inquiridos manifestavam desconfiança no novo líder norte-americano. Agora, apenas 7,4% dos mil inquiridos responderam que confiam muito ou totalmente no líder da Casa Branca. O Centro Nova Europa analisa os números e diz que os mesmos representam um apelo para que os Estados Unidos revejam a abordagem em relação à Ucrânia, por vezes mais alinhada com o lado russo do conflito. E voltamos ao apagão ibérico de segunda-feira. A presidente da Comissão Europeia felicitou as populações de Portugal e Espanha pela responsabilidade coletiva e solidariedade no momento sem precedentes. Ursula von der Leyen elogiou a postura das populações face ao apagão ibérico e agradeceu ainda a todos os polícias, bombeiros e controladores de tráfego que trabalharam sob pressão para manter a segurança de todos os cidadãos. E Volodymyr Zelensky acredita que o apagão vivido em Portugal deve ter uma resposta conjunta. Numa reunião de países da Europa de Leste, o presidente ucraniano revela que falou com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, sobre uma possível assistência. Zelensky acrescenta ainda que os especialistas ucranianos têm uma experiência única na proteção e restauração de fontes de energia, devido à atual situação de guerra no país. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, às 18h30 com a síntese.