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São seis horas. As notícias com João Gama.
Bom dia. É tempo de utilizar toda a informação na Rádio Observador. José Luís Carneiro está firmemente convencido de que vai ser primeiro-ministro e recusa ter um adversário interno. Garante que recebe Pedro Nuno Santos de braços abertos. O secretário-geral do PS afasta a ideia de que esteja a surgir uma oposição interna, não assumida, que possa vir a desafiar a atual liderança perto de umas eleições. Em entrevista à Agência Lusa, publicada esta madrugada, José Luís Carneiro mostra-se convencido de que é capaz de vencer eleições, aconteçam quando acontecerem.
Estou firmemente convencido que irei a eleições e que vou ganhar as eleições para primeiro-ministro.
Sejam elas antecipadas ou no seu calendário.
Quando elas ocorrerem.
Sobre o regresso de Pedro Nuno Santos à Assembleia da República para voltar a assumir o mandato de deputado, Carneiro afasta qualquer desconforto e revela até que já conversou com o ex-líder do PS.
Conversamos na sexta-feira passada e disse-lhe que o acolheríamos de braços abertos e se ele se sente bem hoje no Parlamento, é onde ele deve estar. Ele tem um mandato, tem uma legitimidade e mais, espero que ele se sinta bem, que as suas capacidades e experiência política sejam devidamente valorizadas no trabalho parlamentar.
A entrevista à Lusa realizou-se ainda antes das declarações de Pedro Nuno Santos, que na quarta-feira disse respeitar mais José Luís Carneiro do que taticistas que se escondem atrás da porta à espera de uma altura mais favorável para se candidatar à liderança do partido, o que pode ser interpretado como críticas a Mariana Vieira da Silva, Fernando Medina e também Duarte Cordeiro. O governo dá à UGT um prazo final, mais 15 dias, para se voltar a pronunciar sobre a reforma da lei laboral, mesmo que o Executivo já não tenha grande fé nas hipóteses de se chegar a um acordo. A data 7 de maio foi anunciada ontem pela ministra do Trabalho, depois de a UGT anunciar um não ao pacote laboral, no fim da reunião do Secretariado Nacional. No governo, a perceção que se vai instalando é a de que a central sindical não está a levar a sério esta negociação. Por isso, ouve o Observador dentro do Executivo, fica a ideia de que a estrutura liderada por Mário Mourão está, nesta altura, a fazer, sobretudo, a gestão das percepções políticas, em vez de, na perspectiva do Executivo, tentar dialogar para fazer algo pela melhoria dos trabalhadores. O governo vai agora deixar passar o 25 de abril e o 1° de maio antes de voltar a ouvir a UGT. A reunião da concertação social, a última para negociar a lei laboral, está marcada para o dia 7 de maio. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador. Vamos à atualidade internacional. Donald Trump anuncia a extensão de um cessar-fogo entre Israel e o Líbano por mais três semanas. O presidente dos Estados Unidos da América acredita num acordo de paz duradouro. É o resultado das conversas mediadas pelos Estados Unidos, na Casa Branca, entre Israel e Líbano. Foi nas redes sociais, na Truth Social, que o presidente norte-americano escreveu que a reunião com os representantes israelitas e libaneses na Casa Branca correu muito bem. Donald Trump garante que os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para se proteger do Hezbollah. Os embaixadores de Israel e do Líbano elogiam a intervenção de Donald Trump na mediação de um acordo de paz. Já quanto ao Irão, as últimas horas ficam marcadas por uma nova ameaça de Trump. O presidente norte-americano afirmou que tem controle total sobre o estreito de Ormuz e ordenou à Marinha norte-americana que dispare e destrua qualquer embarcação que coloque minas na passagem marítima. O líder americano não revela por quanto tempo está disposto a prolongar a guerra com o Irão e pede para não ser pressionado.
É incrível o que fizemos. Fiz isso dentro do período de tempo que mencionei, mas não quero apressar-me, porque todas as histórias dizem que o Trump está sob pressão. Não, não estou. Sabem quem é que está sob pressão do tempo? Eles, porque se não conseguirem escoar o petróleo, todas as infraestruturas petrolíferas vão rebentar, porque não têm onde armazená-lo.
Nestas declarações, Donald Trump referiu ainda que o cessar-fogo em vigor é, por si só, um sinal promissor das negociações. No entanto, quando questionado sobre um fim definitivo, o líder americano não se quis comprometer. Estes são temas para analisar no Domínio da Guerra desta manhã com o major general Arno Moreira, depois da síntese das 9h30. No desporto, o Torriense venceu o Fafe por 1 x 0 e vai defrontar o Sporting na final da Taça de Portugal, no Estádio do Jamor. Depois do empate por um bola a uma em Fafe, no jogo da primeira mão, a formação de Torres Vedras impôs em casa com o gol de David Bruno aos 85 minutos e uma grande penalidade convertida por Stopira aos 90 mais três. No final da partida, o técnico Luís Tralhão diz que vai ao Jamor vencer o Sporting.
Eu adorava que acontecesse. Vamos trabalhar para isso, mas tenho consciência, e temos que ter todos consciência que é uma tarefa bastante difícil. Nós estamos aqui a subir a montanha, mas agora parece que estamos a chegar ao topo e ainda subiu mais um bocadinho. Vamos fazer os possíveis para ter um jogo, na medida possível, bastante equilibrado, organizado, ler bem aquilo que são as forças do Sporting e podê-los contrariar com aquilo que são as nossas armas.
O Torriense, atual terceiro classificado da Segunda Liga, vai à final da Taça de Portugal, no Estádio do Jamor, frente ao bicampeão nacional. Do lado do Fafe, o técnico Mário Ferreira afirma que, apesar de falhar a final, está muito orgulhoso da caminhada feita por esta equipa. Eliminou equipas como, por exemplo, o Sporting Braga.
Fantásticos. Uma moldura humana que fez acreditar no trajeto que fizemos e chegar até aqui foi, sem dúvida, algo que o clube e a cidade nunca vai esquecer
Para eles, uma palavra de agradecimento pelos quilómetros que fizeram, não só aqui, mas ao longo deste trajeto. Desejo-lhes uma boa viagem para casa.
A final da Taça de Portugal está marcada para dia 24 de maio. Sporting-Torreense, uma das equipas vai levar o troféu para casa. Mas antes Passamos em revista outras notícias que estão a marcar esta manhã de sexta-feira. Os procuradores cumprem hoje um dia de greve nacional num protesto convocado pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, para exigir que o concurso de colocações deste ano não inclua lugares com acumulação de áreas funcionais. Em causa, está o facto de, desde o ano passado, o movimento anual incluir lugares que permitem aos procuradores exercer funções em vários departamentos e tribunais em simultâneo, por vezes associando as jurisdições criminal, cível e de família e menores. Um relatório sobre o Departamento Central de Investigação e Ação Penal aponta falhas graves de funcionamento e morosidade dos processos. O documento revelado esta noite é escrito por três inspetores e aconselha o procurador-geral da República a pedir um reforço dos meios para acelerar os processos. O DCIAP é onde se concentram os dossiês mais complexos da Justiça. Este relatório alerta agora para uma má gestão dos processos, sublinha que não é uma gestão objetiva nem eficaz. O Parlamento vai enviar ao Ministério Público o depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM. O requerimento do Chega foi aprovado com os votos a favor do PS e a abstenção do Livre, além dos votos a favor do próprio Chega. PSD e Iniciativa Liberal votaram contra. O Chega acusa a ministra Ana Paula Martins de mentir e de ter falta de vergonha. Em causa estão as versões da ministra da Saúde e de entidades ligadas ao INEM a propósito da greve dos técnicos de emergência médica em novembro de 2024.