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As notícias com Carlos Pedro. Notícias das 6 na Rádio Observador. A começar pelo futebol. Portugal joga hoje o segundo jogo do Campeonato do Mundo. A equipa de Roberto Martínez defronta o Uzbequistão e o selecionador nacional garante uma equipa preparada, apesar do barulho em torno da seleção. Roberto Martínez fez antevisão da partida durante esta madrugada. O espanhol reconhece altos e baixos, mas recorre às estatísticas para dizer que nunca houve melhor.

O importante é ser consistente. No futebol acontece isso. Há bons desempenhos, há desempenhos que não são tão bons. O importante é a consistência desta equipa. Estamos a falar de uma equipa que nos últimos 40 jogos tem a maior porcentagem de pontos, a maior porcentagem de golos da história da seleção. Então os jogadores merecem respeito.

Ao lado de Martínez esteve o lateral João Cancelo, titular no jogo de estreia na competição perante a República Democrática do Congo. Cancelo diz que chegou o momento de os jogadores mostrarem aos portugueses a qualidade que têm. O jogador do Barcelona aponta ainda o dedo a algumas críticas que considera injustas.

Claro que acaba-nos sempre por chegar algumas coisas, muitas vezes de maneira injusta. Nós sabemos aquilo que fizemos mal no primeiro jogo, sabemos que falhámos. Tínhamos quase a obrigação de ganhar, mas não foi possível. E nós queremos tanto dar alegrias a Portugal e aos portugueses. Esta semana de trabalhos foi muito importante, porque vi todos os jogadores motivados, vi todos os jogadores com vontade de dar uma resposta.

João Cancelo na conferência de imprensa. Portugal-Uzbequistão hoje às 18h, para ouvir na Rádio Observador, com relato do Ricardo Loureiro e comentários de Augusto Inácio, Gabriel Alves e Pedro Henriques. A emissão especial arranca depois do jornal das 17h. Portugal defronta a seleção de um país cercado pelas áreas gigantes da China e da Rússia, é o país mais populoso da Ásia Central, com cerca de 38 milhões de habitantes. Cá vivem algumas dezenas de uzbeques. O Observador falou com um dos responsáveis pelo restaurante Samarkand, aberto há pouco mais de um ano. O estabelecimento prepara-se para receber o jogo de Portugal-Uzbequistão. António Bilo falou conosco e se em Portugal há o hábito de acompanhar o jogo com uma cerveja, no Uzbequistão é diferente.

Eles não bebem álcool, portanto, é tudo muito à base de chás. Tem uma coisa que eles têm, que é um bocado como nós, apesar de nós agora já estarmos um bocado diferentes, têm muita ligação à família. A hora da refeição é muito importante, como antigamente nós, agora já estamos um bocado diferentes. Mas eles como são um povo ainda um bocado fechado, têm outra gente de cultura, eles ligam muito a refeição, a estar na mesa, a partilharem a comida da mesa, a falarem, a brindarem muito, mesmo com chá.

António Bilo acrescenta que a comida uzbeque não é para todos.

A comida é uma comida que tem que ter muita gordura. Eles entendem. Por exemplo, alguns dizem: "Mas a comida no Uzbeque está assim". E nós então tentamos explicar que a comida é realmente uzbeque, como eles dizem, só que tem uns apontamentos para quem não é do Uzbeque conseguir comer e não ficar mal disposto.

António Bilo, responsável por este restaurante Samarkand, com a comida uzbeque, a falar aqui com a Rádio Observador. Portugal-Uzbequistão às 18h, depois às 21h arranca o Inglaterra-Gana, do português Carlos Queiroz. As duas equipas somam três pontos no grupo L, o mesmo de Panamá e Croácia, um jogo que começa à meia-noite. Três horas depois, às 3h, a Colômbia joga com a República Democrática do Congo, medem forças no Estádio Akron, em Guadalajara, no México. Por agora, terminou há instantes o Jordânia 1, Argélia 2. Abrimos, portanto, neste jornal, espaço para a crônica do Minuto 90. E aqui já está novamente o Martim Madeira, que esteve a acompanhar este jogo. Martim, vamos aos destaques e vamos começar logo pelo joker. Quem foi pra ti o improvável neste jogo?

O joker pra mim foi Ben Buyali, um jogador que entrou para este jogo já tarde. Foi na segunda parte que entrou Ben Buyali, entrou aos 46 minutos de jogo pra saída de Boudouai, para o meio-campo, e Ben Buyali depois acabou mesmo por marcar o primeiro gol da Argélia aos 69 minutos de cabeça num canto e esse gol impulsionou todo um momento e todo um ímpeto de jogo pra Argélia, que permitiu que fizessem esta reviravolta contra a Jordânia e que carimbassem esta vitória. Portanto, acho que é o meu improvável, é o meu joker.

E a pérola, Martim, quem foi pra ti o melhor do jogo?

A minha pérola é o Bensabaíni, um central também argelino. Ele fez uma exibição muito forte, até mesmo indo com a corrente, foi o jogador que também foi nomeado pela FIFA como o melhor jogador em campo, mas Bensabaíni, de facto, teve um jogo muito forte defensivamente e ajudou muito a Argélia a não sofrer mais gols da Jordânia, porque a Jordânia teve mais oportunidades e podia ter marcado mais do que um.

Então o Bensabaíni foi nomeado o melhor em campo para a FIFA?

Sim.

Uma ótima notícia, tendo em conta que foi um dos meus escolhidos para o Fantasy. Agora, seguimos nesta crônica com a sentença. O que é que fica deste jogo, Martim?

Fica que a Jordânia está fora do Mundial. Infelizmente, é a primeira vez que a Jordânia participava num Mundial de futebol e é uma primeira vez que não corre muito bem. Também já era esperado. É uma equipa que não tem jogadores muito fortes, não tem uma equipa muito forte e calhou também num grupo que é um cadinho complicado, tendo em conta a qualidade das outras equipas. Portanto, a Jordânia está fora e a Argélia tem aqui uma oportunidade de saltar pro segundo lugar no máximo e de também ficar nos melhores terceiros e passar pra próxima fase.

Muito bem, Martim. Falta saber quem foi a mentira, o que é que devia ter acontecido, mas não aconteceu neste jogo.

Devia ter acontecido era que a Argélia devia ter atropelado por completo a Jordânia. Era o que devia ter acontecido, era o que se esperava. A Argélia tem uma equipa muito forte. As pessoas podem não se aperceber, mas Bensabaíni joga no Wolf, Ait Nouri joga no Manchester City, o Riyad Mahrez ainda tem qualidade, Gouiri, Ades Moussa. Portanto, há vários jogadores que são muito bons e a Argélia devia ter atropelado esta Jordânia, tendo em conta que a Jordânia não tem jogadores muito fortes. Infelizmente, é o que é, as equipas são assim, mas esta Argélia devia ter atropelado esta Jordânia, não atropelou e foi um jogo que foi muito aberto, um jogo muito em aberto até o fim e a Jordânia destacou-se pela qualidade defensiva que teve e surpreendeu pelo fato de mesmo defensivamente, mesmo estar a jogar com uma linha de seis muitas vezes, conseguirem contra-ataques muito eficazes, fazerem quatro arremates à baliza, poderem ter marcado mais gols, portanto, foi mentira. E depois outra mentira também adiciono aqui, só pra dizer que a assistência do gol da Jordânia é uma mentira, porque o jogador tentou arrematar, falhou a bola e a bola acabou por cair pra um colega e esse colega marcou com uma grande trivela. Portanto, a mentira também é essa assistência que foi completamente sem querer.

Às vezes corre bem. O jornalista Martim Madeira com a crônica deste Jordânia 1, Argélia 2. E agora vamos seguir neste jornal com a política sobre a reforma laboral. André Ventura diz que o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho no que toca à idade da reforma. Em entrevista à CMTV, o líder do Chega afirma que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho admitiu uma eventual descida da idade da reforma para trabalhadores por turnos.

A senhora ministra do Trabalho, acho que não cometo nenhuma inconfidência, aliás, foi uma das razões pela qual a negociação avançou, assumiu que entre as várias coisas que estava a negociar com o Chega, havia a descida da idade da reforma para os 65 anos ou 40 de descontos para os trabalhadores por turnos, que tivessem uma longa carreira contributiva por turnos. Mas depois o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho e disse que, afinal, aquilo que se tinha dito ao Chega já não podia ser feito.

André Ventura, em entrevista à CMTV. Já o PCP diz que o governo não aprendeu a lição com o chumbo da reforma laboral. O secretário-geral do Partido Comunista participou ontem numa marcha em Lisboa, convocada pelo PCP para assinalar o chumbo da proposta laboral no Parlamento. Em declarações aos jornalistas, Paulo Raimundo diz que o governo começou a cravar uma derrota social e política contra a legislação laboral.

É pena o governo não ter aprendido com a lição. E, portanto, se o governo insistir de forma em bloco ou às fatias com o pacote laboral, vai ter o mesmo desfecho que teve durante este último processo. Começou a cavar a sua derrota social e política com o pacote laboral. Se quiser insistir, vai abrir ainda mais o buraco.

Paulo Raimundo, esta segunda-feira, em Lisboa. Fica por aqui este jornal. A informação regressa às 18h30. Até já.