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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das seis, na Rádio Observador. A começar com o ponto de situação dos fogos que afetam, a esta altura, o território continental de Portugal. Quase dois mil operacionais combatem, a esta hora, sete incêndios no norte do país, em Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, que se concentram mais operacionais. São 389 que combatem o fogo que deflagrou numa zona de mato na tarde de sábado. Em Ponte de Lima, na Senhora da Rocha, o incêndio que deflagrou na tarde de domingo continua ativo, está a ser combatido por mais de 200 operacionais. Na área metropolitana do Porto, em Santo Tirso, o incêndio rural concentra mais de 180 homens e mulheres no combate às chamas. O fogo está ativo desde ontem. Um pouco mais abaixo, em Arouca, na freguesia de Cabreiros e Albergaria da Serra, o incêndio deflagrou já durante a noite e está a ser combatido com a ajuda de 134 operacionais. Dos incêndios em curso, falta-nos ainda falar do fogo em Seixo de Manhoses, no município de Vila Flor, distrito de Bragança. Há outros dois incêndios já em fase de resolução, mas que continuam a concentrar centenas de operacionais. São os casos dos fogos em Ardãos e Boticas, com quase 200 bombeiros, e também na região do Douro, em Matança. Este junta menos operacionais, são 76. Durante a manhã contamos continuar a fazer o ponto de situação destes incêndios em Portugal. Também em Valongo, as chamas chegaram a criar dificuldades e feriram sete pessoas. O fogo está, entretanto, dominado, diz o comandante dos bombeiros de Valongo.
No total, nós temos sete feridos, dois deles populares, que foram transferidos para o Hospital São João, e cinco bombeiros. Dos cinco bombeiros, quatro deles por exaustão e um por queimaduras de terceiro grau. Penso que até o final do dia conseguimos controlar esta frente.
Bruno Oliveira, o comandante dos bombeiros de Valongo, à RTP. Este incêndio obrigou o corte de um troço da Estrada Nacional 209, que liga o Porto a Lousada. Falamos agora de educação. As notas ou a revisão das notas da segunda fase dos exames do ensino secundário vão ser publicadas a 14 de setembro, seis dias antes de terminar a segunda fase de candidaturas do ensino superior. A data foi divulgada ontem em Diário da República. Já a fixação das pautas das provas finais do ensino básico acontecem cinco dias antes, a 9 de setembro, ou seja, 12 dias antes do reinício das aulas do ensino secundário. A fixação das notas das revisões de provas estavam previstas para o dia 28 de agosto. Este adiamento foi confirmado pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, na semana passada, com o objetivo de dar algumas semanas aos professores para descansarem. Continuamos a falar de educação, agora com alerta da Fenprof. Entre os mais de 20 mil docentes colocados para o próximo ano letivo, não há novos professores no sistema. Na semana passada, o governo anunciou que, em relação ao ano passado, se verificou um aumento de cerca de mil professores colocados nas escolas públicas e agora as escolas vão contar com a colaboração de cerca de 20 mil professores. Mas o secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, avisa que esse número se divide entre professores deslocados e contratações iniciais.
Nós não estamos a falar de 20 mil novas colocações. Nós estamos a falar de cerca de 20 mil docentes, mais propriamente 19.152, que mudaram de escola. E o que tivemos aqui foi professores que tentaram aproximar-se de casa e mudaram ou de escola ou de zona pedagógica. Mas quer isto dizer, juntamos mais 1.252, isso é que dá os 20.404, mas são professores que entraram em contratação inicial. Desta contratação, que são apenas 1.252 professores, mas não são professores que entraram no sistema, são contratados.
José Feliciano Costa à Rádio Observador. O secretário-geral da Fenprof considera ainda que problemas com a polêmica dos exames nacionais afastam ainda mais novos professores. No Médio Oriente vivem-se momentos de tensão entre os aliados árabes dos Estados Unidos e Donald Trump. O Irão anunciou que chegou a um acordo com Omã para a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e na reação, Donald Trump deixou claro à Fox News que se Omã atrapalhar, vai bombardear o país até não sobrar mais nada. Maria Miguel Marques.
"Omã não está a portar-se muito bem". É o que diz Donald Trump aos jornalistas na Casa Branca, em reação à própria ameaça que fez ao aliado árabe. Mas Trump esclarece que está confiante, diz que o Estreito de Ormuz está praticamente aberto e deixa no ar o desejo do controle da via marítima.
Eu gosto da ideia de declarar o Estreito de Ormuz um território americano. Eles podem ser um incômodo, mas o bloqueio tem sido muito eficiente. Estamos a conseguir passar lá milhões de barris de petróleo por semana. Se virmos os números que estamos a fazer, é como se o estreito estivesse aberto. Os preços do petróleo estão a descer e vão continuar a descer, a menos que decidamos fazer algo muito mais drástico do que estamos a fazer. O Irão está em grande perigo. O país é uma desgraça e as forças militares iranianas estão totalmente derrotadas.
Donald Trump continua a insistir no controle de Ormuz e diz que está a manter conversas com a Guarda Revolucionária do Irão, apesar das forças iranianas negarem. Isto numa altura em que, de acordo com a Sky News, o Irão apreendeu um petroleiro de uma companhia dos Emirados Árabes Unidos, aliados norte-americanos, que navegava no estreito de Ormuz.
Maria Miguel Marques com as últimas atualizações nas negociações com vista à reabertura do Estreito de Ormuz. Entretanto, o presidente turco Erdoğan pede a Donald Trump que continue com as negociações com o Irã para reduzir as tensões entre os dois países. Vamos ao futebol. Foi a seis pingas. O Benfica venceu o Casa Pia fora de casa por 7x0. As Águias venceram em Rio Maior com gols de Prestianni, Rafa, Pavlidis por três vezes, John Duran e ainda um autogolo. No final da partida, o técnico das Águias, Marco Silva, realça a resposta encarnada ao empate na primeira ronda.
Depois de um resultado bem negativo para nós no começo do campeonato, a reação tem que ser assim, chegar e ganhar o próximo. Não estou a falar dos números, mas chegar e ganhar o próximo jogo. E falar dos nossos adeptos também. Acredito que a grande diferença do jogo da primeira jornada para este teve realmente aí. É óbvio que jogamos fora de casa, mas praticamente jogamos em casa e há que realçar o apoio desde o primeiro minuto, empurrar a equipe pra frente e fazem a diferença. Ficou bem provado hoje que fazem toda a diferença para nós e retiraram-nos isso na primeira jornada e por culpa nossa não ganhamos aquele jogo, mas retiraram-nos algo que é a força deste clube, a grande força deste clube. E hoje conseguimos demonstrar isso com o apoio deles.
Do lado dos Gansos, o técnico adjunto Alexandre Santana reconhece que o jogo correu mal, mas acredita no crescimento desta equipa.
Estamos cientes que nestes momentos muitas pessoas gostam de se esconder, mas dentro deste clube, quer estrutura, quer equipa técnica, quer jogadores, temos homens com H grande e é com isto também que nos vai fazer crescer e que nos vai fazer caminhar.
Alexandre Santana, do Casa Pia, e Marco Silva, do Benfica, em declarações à Sport TV. Os encarnados conseguem assim a primeira vitória do campeonato na segunda jornada, ocupam a quarta posição da liga atrás dos totalistas de pontos Arouca, Futebol Clube do Porto e Marítimo. Vamos fechar com o ciclismo. A Federação Portuguesa de Ciclismo saúda a abertura de um inquérito à morte do ciclista galês Finley Tarling durante a oitava etapa da Volta a Portugal. O processo já decorre no Ministério Público de Ponte de Lima. A RTP GR adianta que o corpo do ciclista vai ser alvo de uma autópsia depois de ter morrido na sequência de uma colisão contra uma viatura externa à prova. O líder da Federação, Cândido Barbosa, diz à Rádio Observador que este passo na investigação é uma boa notícia.
Para nós é uma ótima notícia, porque o que a Federação pretende é esclarecer, sem que antes existam especulações que podem não ser coincidentes com a verdade, e significa que a Justiça está a funcionar e que está ativa e naturalmente que nos vai certamente ajudar a esclarecer aquilo que pode ter passado no local e que, para nós, organizadores, queremos que realmente este assunto fique clarificado e que todos os portugueses fiquem a saber o que realmente se passou.
Cândido Barbosa, o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, em declarações à Rádio Observador, assegura ainda que a Federação fará tudo para ajudar no processo de investigação em curso. Foi o ponto final no Jornal das Seis.