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Jornal das 7 com Carla Jorge de Carvalho. Carla, o ano letivo arranca hoje. A falta de professores nas escolas volta a deixar vários horários por preencher, num ano em que aumenta também o número de alunos inscritos.
Cerca de 1,3 milhões de estudantes regressam às aulas entre hoje e a próxima segunda-feira. O ano letivo volta a ficar marcado pela falta de professores e que, Mário Silva da Costa, se deva agravar nos próximos dias.
É essa a expectativa do Ministro da Educação. No dia em que arranca o ano letivo, há pelo menos 1091 horários por preencher. Inclusive, há diretores de escolas com listas de quartos e de casas para que os professores não rejeitem os horários, sendo que o ministro Fernando Alexandra diz à Agência Lusa que nos próximos dias pode crescer a falta de professores.
Com o início das aulas, há baixas. Nos últimos anos, elas têm tido algum significado e com impacto bastante forte na situação dos alunos que ficam sem aulas por essa razão. Não sabemos como é que vai ser este ano, mas a expectativa é que, à semelhança do que tem acontecido, é possível que a falta de professores aumente nos próximos dias.
Para fazer face a esta realidade, o governo deu às escolas a possibilidade de contratar professores aposentados com uma remuneração extra e também bolseiros de doutoramento.
Mas Mário, ao mesmo tempo que faltam professores, aumenta o número de alunos.
São mais 324 turmas do que no ano passado, devido, principalmente, à chegada de alunos migrantes. Aliás, desde 2018, o número de alunos estrangeiros nas escolas portuguesas aumentou 160%. Nesse sentido, os estabelecimentos de ensino vão ter 272 mediadores para ajudar na integração destes novos estudantes.
E este novo ano letivo fica marcado também por várias mudanças nas escolas.
Surge em algumas escolas, como projeto-piloto, uma nova disciplina obrigatória no secundário: literacias e dados, onde vão ser dados temas como literacia financeira ou participação democrática. Também no ensino secundário, os alunos passam a ter de fazer três exames. Português é obrigatório, os restantes são à escolha, mas um tem de ser da componente específica ou de filosofia. Exames feitos em papel. No ensino básico, os alunos do segundo, do quinto e do oitavo ano deixam de realizar provas de aferição, que vão ser substituídas por provas de monitorização de aprendizagem no quarto e no sexto ano, que não contam pra nota e que são feitas em formato digital. E uma das mudanças que vai marcar o ano, mas que vai depender da vontade da própria escola, passa pela utilização dos telemóveis. O governo recomendou que este ano letivo fossem proibidos os telemóveis nas escolas até ao sexto ano.
Mário Silva da Costa, com o panorama do arranque do novo ano letivo, em que 60% das escolas devem começar hoje mesmo as aulas.
A utilização dos telemóveis nas escolas é um dos temas que vai estar em destaque esta manhã na Rádio Observador. Será no Explicador, que vai para o ar depois do Jornal das 9. Carla, está dominado esse incêndio na Amora, que esteve perto do complexo militar da NATO.
O incêndio foi dado como dominado por volta das três da manhã, depois dos meios no local terem sido reforçados durante a madrugada. A Estrada Nacional 377, que liga a rotunda da NATO à lagoa de Albufeira, também já foi reaberta. É o que confirma à Rádio Observador a fonte oficial do Comando Sub-regional de Setúbal. No terreno continuam quase 500 operacionais e estão a ser apoiados por mais de 150 viaturas. O incêndio começou ontem à hora de almoço, na Amora, alastrou-se para Sesimbra e esteve mesmo perto do paiol de munições da NATO. Estão agora em fase de rescaldo e de resolução. Para hoje, o IPMA colocou mais de 60 conselhos de 10 distritos do continente em perigo máximo de incêndio.
O ministro da Defesa elogia a reação da ministra da Justiça ao caso dos cinco reclusos que fugiram de Vale de Judeus.
Nuno Melo reconhece que a situação foi grave, mas considera que Rita Judice agiu bem e agiu na altura adequada.
Acho que a senhora ministra esteve muito bem na reação perante uma circunstância que é, obviamente, grave. Esteve muito bem no tempo, porque esperou pelas informações que eram necessárias e esteve, principalmente, muito bem na decisão, porque exigiu consequências. E eu acho que isso faz toda a diferença.
Nuno Melo, em entrevista ontem à noite na RTP3. Também ontem o primeiro-ministro saiu em defesa da ministra da Justiça, recusando a lentidão na resposta à evasão do último sábado.
E este não foi caso único, Carla. Ao todo, este ano fugiram nove reclusos de estabelecimentos prisionais.
São tantos como no ano passado. Além dos cinco presos de Vale de Judeus, fugiram este ano mais quatro reclusos de outras prisões, incluindo Tires e Ponta Delgada. Os dados são enviados ao Observador pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. Há ainda registro de sete tentativas de fuga que não foram bem-sucedidas, foram travados ainda antes de conseguirem alcançar o exterior das prisões. À exceção do caso de Vale de Judeus, os restantes quatro presos foram todos recapturados.
E esta é uma notícia que, de resto, pode ler com mais pormenor no site do Observador. Falamos agora de economia. O Banco Central Europeu deve anunciar hoje um corte nas taxas de juro de 25 pontos base.
O BCE reúne-se para mais uma decisão de política monetária. Em junho, o Banco Central Europeu avançou para a primeira redução das taxas diretoras desde o ciclo de subidas que começou em 2022. Já nessa reunião de julho, os responsáveis pela política monetária decidiram fazer uma pausa e manter as taxas. Agora, os analistas dão como praticamente certo o corte de 25 pontos base. A confirmar-se, será a segunda descida dos juros nesta fase do ciclo.
Mas é certo que essas taxas não devem voltar a descer nos meses seguintes.
É uma dúvida, é uma incerteza que se mantém neste momento. É o que explica também, em entrevista ao Observador, o economista Ricardo Reis.
Parece ser um dado adquirido que vai haver um corte. Justifica-se que assim seja, porque a inflação está perto dos 2%. A minha expectativa é que não haja um corte em todas, mas reunião sim, reunião não.
Quanto à economia nacional, o professor na London School of Economics deixa críticas aos avisos do governo. Ricardo Reis destaca o suplemento extraordinário a que os pensionistas com reformas mais baixas vão ter direito em outubro.
Isto já começou com António Costa aqui há dois anos e foi ser repetido agora por Luís Montenegro. Esta ideia de que todos os anos vamos ver um anúncio do governo em que manda um cheque a um grupo da população, é uma péssima forma de fazer política, porque leva a esta atitude de pedinchice das pessoas em relação ao Estado. Não estamos a falar de regras, não estamos a falar de como é que o sistema deve ser alterado. Não, estamos a falar de: eu hoje acordei e decidi mandar um cheque a vocês porque gosto de vocês. Mas acima de tudo, parece-me que é uma má forma de conduzir política, a ideia de dar complementos extraordinários, aqui ou ali, de uma forma relativamente discricionária e arbitrária, sem ter havido uma razão fortíssima para o fazer. Só deveriam acontecer de forma altamente excecional.
Ricardo Reis, em entrevista ao Observador. Em junho, o jornal Sol avançou que o economista era um dos nomes possíveis para suceder a Mário Centeno no Banco de Portugal. Ricardo Reis afirma ao Observador que não foi convidado para nada e diz também que Centeno está a fazer um bom trabalho.
Esta entrevista a Ricardo Reis está em manchete a esta hora no site Observador. É uma peça assinada pelo jornalista Edgar Caetano. Mais de 250 personalidades portuguesas pedem ao governo que regulamente a lei da eutanásia. Entre os subscritores da carta aberta estão nomes como Francisco Pinto Balsemão, João Cotrim Figueiredo ou Rui Tavares.
Da esquerda à direita, ex-líderes partidários como Rui Rio, Catarina Martins, Francisco Louçã, também atuais, como Rui Rocha e a líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão. Estão também nomes como os sociais-democratas André Coelho Lima, Teresa Leal Coelho e nomes à esquerda, Heloísa Apolónia, José Manuel Pureza, Ana Gomes ou Sampaio da Nova. A carta aberta é intitulada: "Regulamentar a lei da eutanásia é respeitar a democracia". É revelada hoje pelo jornal Público e em que os subscritores lembram que, por cinco vezes, a Assembleia da República aprovou, por larga maioria, a lei que despenaliza, em determinadas circunstâncias, a morte medicamente assistida. Mais de um ano depois da publicação da lei da eutanásia, ainda falta a regulamentação, mas ainda antes de ser eleito primeiro-ministro, Luís Montenegro já tinha afirmado que ia esperar pelo parecer do Tribunal Constitucional.
7h10. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?
O patriarca de Lisboa reitera tolerância zero para abusos sexuais na Igreja. Rui Valério afirma que este é um dos principais desafios da Igreja. É numa entrevista à Agência Lusa, o patriarca diz ainda que gostaria de ver Lisboa a acolher, em 2030, o Encontro Mundial das Famílias, com a presença do Papa. Morreu Alberto Fujimori, o polémico ex-presidente do Peru. Tinha 86 anos, sofria de cancro. Fujimori foi condenado a uma pena de prisão de 25 anos por corrupção e violação dos direitos humanos. O anúncio foi feito pela filha numa publicação na rede social X. A Organização Mundial de Saúde fez a maior evacuação médica de Gaza até agora. Quase 100 pacientes foram levados para Abu Dhabi, onde vão receber tratamento médico. É o que indica o diretor-geral da OMS. No Vietname, o número de vítimas devido à passagem de um tufão continua a subir. Há registro de, pelo menos, 197 mortes. Mais de 125 pessoas estão desaparecidas e existem quase 800 feridos. O tufão é o mais forte a atingir o país do sudeste asiático em décadas. Aconteceu no sábado, provocou cheias, provocou deslizamentos de terras. Os ministros da Agricultura dos G20 e dos estados convidados, como Portugal, reúnem-se a partir de hoje no Brasil. Vão discutir o rumo da produção agrícola e o desenvolvimento sustentável. O objetivo é garantir a segurança alimentar global. Portugal é representado pelo ministro José Manuel Fernandes. E falamos agora de um pinguim milagre. Ficou conhecido desta forma, com esta designação, depois de ter fugido de sua casa, de casa dos seus pais, no Japão, e esteve desaparecido duas semanas.
Se é milagre, acabou bem, não é? Não morreu, pelo menos.
Vês? Percebeste aqui a dica. Ele nasceu e foi criado em cativeiro, nunca tinha nadado no mar. Decidiu dar uma volta, lançou-se à água e foi encontrado a mais de 40 quilômetros de casa. E é por isso que a equipa diz que é um milagre. A equipa que tomou conta dele está muito feliz.
Que o acompanha.
Que acompanha, está muito feliz.
Os pais adotivos.
Os pais adotivos, pais de coração. Pai é quem cria, não é?
Exatamente. A história de um pinguim milagre no Fecho do Jornal das 7.