Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias das 7:00 na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. No dia a seguir a Donald Trump ter anunciado uma pausa de 90 dias na aplicação de tarifas alfandegárias, entraram em vigor esta madrugada as taxas recíprocas de 84% aplicadas pela China à importação de produtos norte-americanos. O presidente dos Estados Unidos deixou Pequim fora da lista dos países onde as tarifas foram suspensas. Trump elevou ontem as taxas alfandegárias a produtos chineses para os 125%, e a China respondeu hoje com uma taxa superior a 80%. O governo chinês garante que não vai deixar intimidar pela guerra comercial iniciada por Washington. A imprensa estatal na China escreve esta manhã que o país está pronto para defender os interesses nacionais e considera que a decisão de Trump de manter tarifas é um erro que não vai ter resultados práticos para nenhum dos países. E depois da decisão do presidente dos Estados Unidos em suspender temporariamente as tarifas, os mercados asiáticos abriram hoje no verde. Há recuperações a registrar depois das quedas abruptas de ontem. Miguel Gato, o destaque vai para o Japão.
O Nikkei, principal índice bolsero do país, abriu hoje com uma subida superior aos 8%, depois de ontem ter fechado a cair mais de 7%. Na Coreia do Sul, as bolsas estão também em alta, sobem mais de 5,5%. Apesar da manutenção das tarifas norte-americanas à China, Xangai e Hong Kong também abriram no verde, com crescimento entre 1% e 2,6%. O impacto da suspensão das taxas alfandegárias a mais de 75 países em todo o mundo fez-se sentir logo ontem, após o anúncio de Donald Trump durante a tarde. A Bolsa de Nova York registou a melhor sessão desde 2008, o ano da crise financeira, com ganhos entre os 7% e os 12% nas ações de Wall Street, apesar de o saldo ainda ser negativo face às perdas dos últimos três dias. Já as bolsas europeias fecharam ainda em queda ontem, entre os 2% e os 3%. As ações em Lisboa registaram saldo negativo no fecho de ontem à tarde. O PSI registou uma variação de -2,85%. Vamos esperar para ver como vão abrir esta manhã, Carla, os mercados bolsistas na Europa.
Perante a instabilidade dos últimos dias, o Miguel Gato está a olhar para os mercados depois da suspensão das tarifas e com a bolsa de Wall Street também a recuperar. Donald Trump fala num grande dia para o mercado de Nova York.
Tivemos um bom dia no mercado de ações, como podem ver, um dia cheio de recordes e espero que continue. O nosso país está mais forte do que nunca. Alguém tinha de fazer isto, tivemos de tomar o medicamento para avançar com a operação. Acho que nenhum presidente teria avançado com as tarifas, mas tinha de ser feito.
O presidente dos Estados Unidos, ontem à noite, na Sala Oval da Casa Branca. A União Europeia anunciou ontem à tarde um pacote de medidas para fazer frente às taxas alfandegárias norte-americanas, isto ainda antes da suspensão, que foi anunciada poucas horas depois. E o governo português vai hoje reunir o Conselho de Ministros para discutir estas tarifas. Agora suspensas por Donald Trump, a reunião começa esta manhã e surge depois do Ministério da Economia ter estado a ouvir, nos últimos dois dias, várias associações empresariais. O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, considera que a situação internacional pode obrigar PS e PSD a encontrarem uma solução conjunta para o país. O socialista lembra o governo do Bloco Central, constituído em 1983, que considera ter sido uma opção patriótica para enfrentar os problemas do país e diz que Portugal pode estar a caminhar para uma situação limite depois da apresentação das taxas alfandegárias nos Estados Unidos. Ferro Rodrigues garante que mais cedo ou mais tarde, os portugueses vão começar a sentir os efeitos da guerra comercial e nessa altura, os políticos vão ter de ter juízo e não fomentar crises desnecessárias. O ex-presidente da Assembleia da República defende também que daqui para a frente, os partidos que perderem as eleições devem comprometer-se a não apresentar moções de censura para garantir estabilidade e para negociar os orçamentos do Estado. E Ferro Rodrigues está otimista em relação à eventual candidatura de António Vitorino à Presidência da República. Acredita que se o socialista não fosse avançar para a corrida a Belém, já o teria assumido, como fez Mário Centeno, sublinha as grandes qualidades políticas, pessoais e técnicas de Vitorino e considera também que o antigo comissário europeu não vai deixar o PS descalço nas próximas eleições presidenciais. Declarações de Ferro Rodrigues numa entrevista ao jornal Público e à Rádio Renascença. E viramos atenções para a política nacional. O PCP quer a intervenção da banca no setor da habitação. Já o LIVRE defende a redução de casas de luxo através de maior taxação. A crise na habitação foi um dos temas que levou Paulo Raimundo e Rui Tavares a concordarem no frente a frente de ontem ao final da tarde, na SIC. Paulo Raimundo pede medidas que garantam a estabilidade aos portugueses e defende a intervenção da banca na construção de casas.
A banca teve qualquer coisa, em 2024, no seu conjunto, 6,3 mil milhões de euros lucros e estava para construir cerca de 140 mil casas. Dava para resolver o problema de todos os estudantes do ensino superior nas suas propinas durante 25 anos. É possível isto continuar assim? Não é possível. E a questão dos tetos para as rendas é exatamente essa: é criar condições que permitam que, de uma vez por todas, haja casas que as pessoas consigam alugar para poder viver.
Do lado do LIVRE, Rui Tavares sugere arrefecer o mercado das habitações de luxo e financiar programas de rendas acessíveis.
Nós temos que intervir sobre o mercado de forma que quem neste momento compra casas em Portugal, porque é absolutamente insensível ao preço, e em bairros de Lisboa ou do Porto, onde antes uma casa custava meio milhão de euros e nós achávamos uma fortuna, e hoje em dia são vendidas por dois milhões de euros, este desvio que está a levar
Todo o mercado habitacional para o segmento de luxo tem que ser corrigido e é corrigido através da taxação. Essas pessoas precisam pagar mais, muitas delas não são contribuintes, não são sequer residentes em Portugal, e o dinheiro desses impostos deve contribuir para arrefecer o segmento luxo ou, mesmo que não o consiga, pelo menos a ter rendimento, que significa construir as tais casas de rendas acessíveis.
Já quanto à defesa, os dois candidatos discordam. O LIVRE sugere o fim da NATO e a criação de uma comunidade europeia de defesa. Já o PCP reitera que o investimento que aí vem não é na segurança europeia, mas sim numa economia de guerra. E na análise ao debate, o editor adjunto de política do Observador dá a vitória a Paulo Raimundo. Miguel Santos Carrapatoso considera que foi um bom debate, com divergências pouco frequentes nos frente a frente entre partidos da esquerda, e sublinha que, apesar de algumas contradições, o líder comunista esteve melhor.
Por serem temas mais decisivos para os eleitores portugueses, Paulo Raimundo acabou por bater Rui Tavares nestes pontos muito concretos. Em determinada altura, Paulo Raimundo tem uma frase que pode ajudar a resumir o debate e a forma como saiu por cima no debate, a meu ver, claro, isto é tudo subjetivo, em que Paulo Raimundo diz: "Ou se tomam medidas de coragem ou andamos aqui a enrolar-nos uns aos outros". E de facto, pareceu em muitos momentos que Rui Tavares estava a enrolar e Paulo Raimundo era o único que, concorde-se ou não com as soluções que propõe, era o único que as tinha para apresentar.
Análise do editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, ao debate de ontem, o único do dia de ontem, entre o PCP e o LIVRE. E vamos voltar à análise deste debate no Explicador daqui a pouco, quando for 7h45, com António Filipe, do PCP, precisamente, e Francisco Paupério, do LIVRE, e também na hora da campanha, que começa depois da síntese das 8h30. A Universidade do Porto revelou há mais de um ano que 100 mil adultos em Portugal estão em risco de desenvolver problemas de jogo, mas o estudo acabou por ficar na gaveta. O vício do jogo em Portugal, nomeadamente na lotaria instantânea, a chamada raspadinha, está há um ano sem ser pensado de forma global. A denúncia é feita ao Observador por fonte do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências, o ICAD. A Santa Casa apresenta várias iniciativas, mas o governo remete para um plano que foi desenhado ainda antes dos resultados do estudo serem conhecidos. João Gama.
Ou seja, sem apresentar medidas concretas. Fonte do ICAD vai mais longe e diz que as eleições de março de 2024 deitaram abaixo o trabalho em curso e obrigaram o instituto a começar do zero. De lá para cá e durante um ano, não foi possível realizar reuniões para elaborar respostas concretas e legislativas. E Pedro Morgado, autor do estudo, não fica surpreendido.
E esta é uma matéria onde existe evidência e, portanto, é com desilusão que vejo que a evidência não está a ser colocada ao serviço daquilo que melhor serve as populações.
E sugestões não faltam. O psiquiatra revela que a segunda fase do relatório está nas mãos do CES, mas sem data para ser apresentada. Sabemos apenas que se vai focar no estudo do cérebro e neste fenômeno tão português que é o vício da raspadinha. Ao contrário do governo, a Santa Casa enumera medidas como o trabalho num futuro cartão de apostador e a possibilidade de os apostadores virem a definir limites para os seus próprios gastos, mas critica um estudo que, diz, ignora o crescimento do jogo online. Quem está no terreno fala de um problema cada vez mais recorrente. Maria do Rosário Vasconcelos é psicóloga no ICAD há 38 anos e diz que os sinais de vício são identificados cada vez mais cedo.
Eu às vezes costumo perguntar às pessoas: "Dariam um charro a um puto de quatro anos?" Mas deram um tablet.
E que a população que é afetada pela raspadinha é outra.
Gastava o dinheiro todo dele e da mulher e da casa.
Os jogos sociais são vendidos em cinco mil postos por todo o país. A estratégia da Santa Casa passa por aumentar a rede de mediadores.
Um trabalho do jornalista João Gama. Foi Francisco Assis, na altura presidente do Conselho Econômico e Social, a pedir que os resultados do estudo não ficassem na gaveta, mas foi isso que acabou precisamente por acontecer. Este é o tema de onde para o caso desta quinta-feira. Francisco Assis é o nosso convidado. É pra ouvir a seguir ao jornal das 17h. A Unidade Local de Saúde de Braga realizou esta semana uma cirurgia inédita. Foi a primeira cirurgia robótica. Aconteceu na área da urologia e teve uma duração de duas horas e meia. Este robô resulta de um investimento de mais de € 2 milhões e permite operar a largas distâncias. Maria Rego acompanhou esta operação considerada inovadora.
Bloco operatório cheio, um robô robusto no centro da sala e uma espécie de consola no canto que comanda toda a ação. O cirurgião responsável pela operação, o urologista Emanuel Carvalho Dias, explica como tudo funciona.
Aquilo que acontece é que há um robô que está acoplado ao doente, que vai mimetizar os gestos que um cirurgião faz fora do doente, faz numa consola e depois esses gestos são transmitidos para o robô que vai operar dentro do doente.
Ainda que neste caso, quer cirurgião, quer robô estejam na mesma sala, nem sempre tal tem de acontecer.
Este gênero de cirurgia nasceu com o objetivo de se poder operar doentes à distância, poder-se operar doentes fora do planeta Terra, poder-se operar doentes em campos de batalha onde o cirurgião estivesse longe. Na realidade, este conceito é um conceito telecirurgia, que é de se fazer cirurgia à distância.
Os resultados são promissores, ainda que com custos elevados.
Só na aquisição do robô são mais de € 2 milhões. Depois o robô exige uma manutenção anual, também custa umas dezenas de milhares de euros e em cada cirurgia, o robô tem consumíveis que também custam alguns milhares de euros. Por isso é uma cirurgia cara, mas que vale a pena pelos resultados que vai dar aos doentes.
Mesmo com a estreia do novo procedimento na área da urologia, o hospital está já de olhos postos no futuro, explica a diretora clínica hospitalar, Paula Felgueiras.
Onde todas as cirurgias, todas as especialidades cirúrgicas vão caminhar nesse sentido. E os médicos estão a receber formação em termos de estarem preparados para esta inovação tecnológica.
Neste momento, são já mais de seis médicos aptos para manusearem o robô. Ainda assim, o objetivo é estender a mais profissionais.
Os cirurgiões vão receber a formação para estarem capacitados, todos, de executarem esta nova técnica cirúrgica no fundo desta inovação tecnológica.
Uma inovação tecnológica que veio para ficar e que tem vindo a aumentar cada vez mais em Portugal.
Maria Rego, que acompanhou esta operação inédita na Unidade Local de Saúde de Braga. No desporto, o Benfica goleou o Tirsense por 5x0 e está mais perto da final da Taça de Portugal. Jogo a contar para a primeira mão das meias-finais da competição. Bruno Lage diz que ficou realizado com a prestação dos encarnados.
Tivemos o jogo muito sério e sinto-me completamente realizado pelo jogo que a equipa fez. Toda a gente correspondeu, toda a gente que foi chamada deu uma boa resposta. É isso que eu quero de toda a gente. Nós temos que estar sempre de olho naquilo que é o presente e o futuro, em particular eu, porque também fiz o trajeto dos jogadores, por isso estou sempre atento àquilo que eles vão fazendo a todo momento. Temos um plantel muito bom e cabe a mim saber gerir e cabe a mim saber motivá-los.
Já o treinador do Tirsense, Emanuel Simões, destaca que apesar do resultado, o importante foi a experiência que a equipa teve.
Acima de tudo, é a experiência que levamos daqui. Isto é uma grande experiência. Alguns jogadores, se calhar, nunca mais vão ter uma vivência destas, outros, se calhar, ainda podem chegar a patamares deste nível, mas acima de tudo, temos que estar satisfeitos com a prestação que fizemos até aqui. Já sabíamos que ia ser difícil. Em alguns momentos mostrámos que temos qualidade, que noutros patamares, com outras condições, se calhar conseguimos igualar outros que lá estão. Por isso nós temos que mostrar a qualidade que temos. Andámos no futebol, todos, para mostrar aquilo que valemos e eu acho que nós hoje dignificámos o Campeonato de Portugal.
A segunda mão do Benfica Tirsense realiza-se no Estádio da Luz, dia 23 de abril, sendo que depois desta goleada, os encarnados têm praticamente garantido o acesso à final, final que está marcada para 25 de maio, no Estádio do Jamor. São agora 19h15, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? O julgamento que coloca frente a frente o ex-primeiro-ministro António Costa e o antigo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, foi adiado. Estava marcado para 2 de maio, mas agora não há uma nova data prevista. O julgamento fica dependente de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa sobre acesso a documentação. É uma notícia que está a esta hora em destaque no site do Observador. Ao fim de 18 anos, a FENPROF prepara a substituição de Mário Nogueira. A Federação Nacional dos Professores anuncia hoje os candidatos que vão ser propostos pela direção para os cargos de secretário-geral e de presidente do Conselho Nacional do Congresso Nacional. O atual secretário-geral não vai voltar a candidatar-se ao cargo, à semelhança da presidente do Conselho Nacional, Manuela Mendonça, o nome dos possíveis sucessores é conhecido hoje. Os ministros da Defesa dos países que querem apoiar a Ucrânia reúnem-se hoje na sede da NATO, em Bruxelas. A reunião é organizada pelo Reino Unido e França. Portugal vai estar representado pelo secretário de Estado adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castelo Branco. O encontro de hoje decorre na véspera de uma reunião do grupo de contacto da Defesa da Ucrânia, um grupo criado em abril de 2022 pelos Estados Unidos e que reúne cerca de 50 países que apoiam Kiev militarmente. A chuva está de volta. Seis distritos do continente estão hoje sob aviso amarelo. São eles: Lisboa, Setúbal, Leiria, Santarém, Évora e Portalegre. O IPMA prevê também uma descida das temperaturas, uma situação que deve manter-se nos próximos dias. E agora, uma proposta de emprego, um emprego na NASA que paga quase €3 milhões.
Mal emprego. €3 milhões por mês, por ano?
Por missão.
Por missão.
Mas qual é que é a missão?
Agora quanto tempo?
Para onde é que eles mandam?
Vamos saber as condições. O trabalho desta pessoa será desenvolver uma tecnologia que permita fazer a reciclagem das necessidades fisiológicas dos astronautas. Eu passo. Como imaginam, missões na Lua deixam muito lixo deste no espaço e a NASA está muito empenhada em tornar as missões espaciais mais sustentáveis e por isso anunciou no site oficial que está à procura de alguém que crie essa tecnologia. Se tiverem alguma boa ideia, é com vocês. Eu dou-me mal com alturas.
Não sei se tens que ir lá para cima fazer isso.
Se calhar não precisas de ir lá para cima, tens que trabalhar a reciclagem sem gravidade. Estava a tentar encontrar uma explicação.
Aquilo flutua no espaço. Então uma rede, não sei, assim de borboletas, de apanhar borboletas.
Pronto.
É isso.
Vai lá com a tua rede e apanha os €3 milhões.
Já ganhaste os €3 milhões.
Já está uma rede de borboletas, quer dizer...