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As notícias das 19:00, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Desde a meia-noite, cinco distritos em Portugal continental estão com aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e, Carla, há escolas que não vão abrir portas hoje.

Por causa da previsão de neve e de chuva forte em Braga, os municípios de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto informaram que as escolas vão estar fechadas por não estarem reunidas as condições de segurança para alunos e professores. O mesmo vai acontecer no distrito de Vila Real, municípios como Boticas, Montalegre, Mondim de Basto, Valpaços e Ribeira de Pena. No centro também, em Viseu, mais precisamente em Resende, Sinfães e Castro Daire, as escolas vão estar fechadas. Desde a meia-noite, cinco distritos estão sob aviso vermelho: Porto, Braga, Vila Real, Viana do Castelo e Viseu. A meteorologista do IPMA, Patrícia Marques, alerta para o cenário de agitação das ondas que vai marcar toda a costa ocidental durante o dia de hoje.

Para o dia de hoje teremos aguaceiros que poderão ser, por vezes, de granizo e acompanhados de trovoada e queda de neve, que será acima de 600 a 800 metros de altitude. Ao longo do dia, a situação irá agravar. Nós já temos vários avisos emitidos, nomeadamente o aviso de agitação marítima, que está a nível laranja e que durante a tarde de hoje agrava para nível vermelho em toda a costa ocidental. Este aviso mantém-se de nível vermelho até ao final do dia 24, até ao final de sábado.

Por causa da depressão Ingrid, está hoje prevista a queda de neve nas terras altas, assim como períodos de chuva forte e agitação marítima, também uma descida das temperaturas.

E até às 23:00, a Proteção Civil tinha registado 350 ocorrências, a maioria inundações e queda de árvores.

Sendo que não há registro de vítimas ou de danos relevantes, a região Centro foi até agora a mais afetada. As autoridades desaconselham deslocações desnecessárias, em especial à zona da orla costeira, durante o dia de hoje, mas também durante o fim de semana.

E foi mais uma noite de apoios à direita para António José Seguro. Nomes como Carlos Moedas, Assunção Cristas e também Mariana Leitão admitem que vão votar no antigo secretário-geral do Partido Socialista.

Mas que o fazem sem entusiasmo. São apoios que são conhecidos depois de ontem Luís Marques Mendes confirmar que vai também ele votar em António José Seguro. Apesar do silêncio na noite eleitoral, o candidato social-democrata justifica agora o sentido de voto por considerar que Seguro é o único candidato que se aproxima dos valores que sempre defendeu. Depois, os apoios continuaram a chegar. O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anuncia em declarações ao semanário Expresso que vai votar em Seguro pela capacidade que o socialista tem de não dividir a sociedade portuguesa. Ainda assim, é um apoio que chega com um reparo. Moedas espera que António José Seguro mostre respeito pela maioria de centro-direita que hoje existe em Portugal. O mesmo faz Assunção Cristas. Num artigo de opinião no Expresso, a antiga líder do CDS escreve que é tempo de unir a direita humanista, moderada, tolerante e democrática no único voto possível. E apesar de ser insuspeita de ser próxima do socialismo, anuncia que vai votar em Seguro.

Assunção Cristas e Carlos Moedas seguem, assim, o exemplo de várias personalidades do PSD e do CDS. Já ontem à noite, Mariana Leitão admitiu votar em Seguro, mas este é um apoio pessoal e que não se estende à iniciativa liberal.

Na SIC Notícias, Mariana Leitão lembrou o histórico do partido no combate ao socialismo e ao populismo. Ainda assim, diz que escolhe o socialista por exclusão de partes.

Perante esta situação, e sem grande entusiasmo, vou votar em António José Seguro. Mas é muito diferente aquilo que é o posicionamento de um partido e o voto pessoal das pessoas.

E por que vota em António José Seguro, a Mariana Leitão?

Porque eu rejeito liminarmente aquilo que é a forma de fazer política do outro candidato, o populismo, o divisionismo e a política através da mentira. E, portanto, como rejeito e repudio e não me revejo absolutamente nessa forma de fazer política, fiz a minha opção.

As razões para o voto de Mariana Leitão em António José Seguro. Já a Iniciativa Liberal não vai apoiar nenhum dos candidatos. A líder do partido rejeita que se trate de uma questão de coragem política.

Quem foi surpreendido com o sentido de voto de Mariana Leitão foi André Ventura. Para o candidato presidencial, a decisão da líder da Iniciativa Liberal trata-se de uma aberração.

Um apoio que Mariana Leitão revelou que não vincula o partido. Ainda assim, para o líder do Chega, que já disse querer representar todo o espaço não socialista nesta segunda volta das presidenciais, ele diz que a decisão da liberal é difícil de compreender.

Não sabia disso, é mesmo verdade? A líder da Iniciativa Liberal? Quer dizer, os eleitores que querem menos impostos, que querem menos carga fiscal sobre as empresas, que querem por fim ao socialismo, votam num socialista. Não sou eu que estou errado. É provavelmente a líder da Iniciativa Liberal que está enganada. Eu vou deixar egos à parte, eu vou continuar o meu caminho na luta contra o socialismo. E acho que é isso que temos que fazer em Portugal. Ter uma liberal a anunciar um voto num socialista é só a coisa mais aberrante que alguma vez se viu em democracia.

André Ventura. Ontem à noite, em Zurique, o candidato presidencial acusou também Luís Marques Mendes de ser incoerente por estar agora a apoiar António José Seguro. Quanto ao adversário da segunda volta, diz que o socialista fugiu ao escrutínio e está com medo de debater. O único frente a frente está marcado para a próxima terça-feira, às 20h30.

Carla, há uma nova sondagem que coloca António José Seguro como o favorito na corrida à Belém. Consegue atrair a maioria dos eleitores de Marques Mendes e de Gouveia e Melo para esta segunda volta.

É o que mostra o estudo da Intercampus para o Correio da Manhã e para o Jornal de Negócios. Seguro é o preferido de mais de 60% dos inquiridos, Ventura fica-se pelos 24,5. A diferença nota-se principalmente na capacidade dos dois candidatos de atraírem o eleitorado das outras candidaturas. Por exemplo, mais de 72% dos inquiridos que votaram em Marques Mendes ou no almirante admitem agora votar em António José Seguro. Ventura só atrai 7% dos votos de Gouveia e Melo e 3% dos votos de Marques Mendes. É o eleitorado de João Cotrim Figueiredo que deixa maiores dúvidas. Seguro é o preferido por metade do eleitorado, mas um terço dos inquiridos que votaram no candidato liberal dizem agora que não vão votar em nenhum dos candidatos à segunda volta.

O antigo deputado do Chega, Miguel Arruda, terá participado num almoço do grupo neonazi 1143. A relação de Arruda com o líder do grupo, Mário Machado, é longa e era criticada pelos colegas de bancada.

Quando era deputado, usava T-shirts do grupo 1143. Fez também algumas publicações nas redes sociais polêmicas. Chegou a identificar Elon Musk a alertá-lo para a existência de um preso político em Portugal, que seria precisamente Mário Machado. O jornal Expresso revela que em outubro de 2024, Miguel Arruda marcou presença num almoço de convívio do grupo ultranacionalista no Porto. Estava de cara tapada com um passa-montanhas que o impedia de ser reconhecido. O deputado foi afastado do Chega depois do escândalo do roubo das malas. Está atualmente acusado de 21 crimes de roubo qualificado.

O Expresso adianta também que há cerca de 10 militantes do Chega ligados aos líderes do grupo 1143. Cinco foram detidos no âmbito da operação desta semana da Polícia Judiciária.

E desses cinco, quatro são atuais ou antigos dirigentes do partido de André Ventura. O Público revela que o quinto elemento do Chega é o agente da PSP, que se encontra entre os detidos, um polícia de Setúbal que foi delegado eleito na sexta Convenção Nacional do Partido, em janeiro de 2024. Outra das cinco mulheres detidas nesta operação da PJ também teve um passado político. Vanda Loureiro foi militante do PS e chegou a ter assento na Comissão Política Socialista no Barreiro. Os 37 detidos foram identificados na quarta-feira pelo juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa. Nos próximos dias devem poder prestar declarações antes de lhes serem aplicadas as medidas de coação.

Luís Montenegro anunciou ontem que vai apresentar uma queixa contra o autor de uma publicação nas redes sociais. Importa, por isso, percebermos, Carla, de que conta estamos a falar e as implicações jurídicas do caso.

O gabinete do primeiro-ministro invoca que foi alvo de um ato de desinformação com elevada difusão pública. O assunto chegou mesmo a ser tema na conferência de imprensa que se seguiu ao Conselho de Ministros de ontem. O ministro António Leitão Amaro fala num ato legítimo do primeiro-ministro contra um conteúdo falso, inventado, e rejeita que se trate de uma conta satírica. O autor da publicação diz que não teve a intenção de desinformar e que o texto não deixa margem para dúvidas de que é uma sátira. Miguel Gato, o que dizem os especialistas?

Ao Observador, o penalista Paulo Saragoça da Mata diz que a sátira não é punível em Portugal e, por isso, tudo depende da maneira como a publicação foi entendida pela população, se como uma piada ou se foi interpretada como uma informação verdadeira e fidedigna. O penalista dá o exemplo do caso entre os Anjos e Joana Marques, que, segundo Saragoça da Mata, não deixou dúvidas de que era uma piada. E aqui podemos estar perante um cenário de desinformação se o caso tiver sido recebido como uma potencial publicação verdadeira. É o que refere o penalista. Luís Montenegro pode, por isso, invocar um caso de difamação ou injúria contra o bom nome do primeiro-ministro. E o que pensa Paulo Saragoça da Mata sobre este caso em concreto? O penalista diz que é improvável que a queixa leve a uma condenação, uma vez que é difícil provar esse dano causado ao bom nome do primeiro-ministro.

Miguel, importa também perceber quem é o autor desta publicação, que está por detrás de toda a polêmica.

É a conta Volks Vargas, que tem mais de 13 mil seguidores na rede social X. É o mesmo nome utilizado por Luís Vargas no Instagram, onde é seguido por mais de 100 mil pessoas. Trata-se de uma página conhecida pelo conteúdo de oposição às políticas do governo da AD e da direita no geral. Luís Montenegro, Nuno Melo, André Ventura ou Pedro Frazão são alguns dos principais alvos, sendo que as críticas vêm já desde 2015, do tempo da coligação PSD-CDS, liderada por Pedro Passos Coelho. E na altura, em entrevista ao Diário de Notícias, Luís Vargas admitia que sempre gostou de sátira política. E perante as acusações nas redes sociais de que estaria associado ao Partido Socialista, Luís Vargas negava e assegurava que não o faria se as publicações que faz fossem pagas por alguém.

Miguel Gato, sobre este caso da queixa de Luís Montenegro contra o autor de um post nas redes sociais, o Observador questionou o gabinete do primeiro-ministro sobre o tipo de queixa que vai apresentar, se pela via criminal ou civil, e se o vai fazer em nome próprio ou do governo. Até o momento, sem resposta. O autor do post não quis prestar mais declarações, além do que foi dito no comunicado publicado nas redes sociais.

Este é o tema do Explicador desta manhã. Depois das nove, vai juntar-se a nós o humorista Ricardo Araújo Pereira. O dia de ontem fica também marcado pela reunião de urgência do Conselho Europeu. António Costa reforça o apoio à Dinamarca e à Gronelândia e elogia a decisão dos Estados Unidos de deixar cair as novas tarifas contra a Europa.

Uma reunião que foi convocada num período de tensão entre Washington e Bruxelas e que aconteceu um dia depois de Donald Trump anunciar o princípio de acordo para garantir a segurança dos Estados Unidos no Ártico. Quer a NATO, quer a Dinamarca afastaram qualquer discussão sobre a soberania da Gronelândia. Ao final da noite, o presidente do Conselho Europeu falou aos jornalistas para defender o apoio inequívoco da Europa à Gronelândia.

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"A Europa e os Estados Unidos têm um interesse partilhado na segurança da região do Ártico. O objetivo é trabalhar através da NATO. Lembro que a Dinamarca e a Gronelândia têm o apoio total da União Europeia. Só eles podem decidir sobre os assuntos que lhes dizem respeito".

Na mesma conferência de imprensa, António Costa admitiu ter ficado satisfeito com o passo atrás que os Estados Unidos deram no que toca as tarifas. O presidente do Conselho Europeu diz ainda ter sérias dúvidas sobre o número de elementos na carta do Conselho de Paz. São agora 7h13, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de sexta-feira? Os Emirados Árabes Unidos recebem a partir de hoje uma reunião entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Em cima da mesa está, claro, um acordo de paz para a guerra na Ucrânia. A reunião foi anunciada ontem por Zelensky e deve prolongar-se até domingo. Há uma crise política no Japão. A primeira-ministra dissolveu hoje a Câmara dos Representantes do Parlamento e antecipou as eleições para dia 8 de fevereiro. A chefe do governo tem neste momento um alto índice de aprovação. O objetivo será conseguir uma maioria e um novo governo de coligação. Por cá, o Parlamento debate hoje o projeto de lei do PCP para fixar o preço da botija de gás em €20, assim como um conjunto de outras propostas que reduzem para 6% o IVA aplicado também ao gás. Propostas do CHEGA, do Bloco de Esquerda e da Iniciativa Liberal. No desporto, o Futebol Clube do Porto empatou na República Checa a uma bola contra o Viktoria Plzeň, um jogo a contar para a Liga Europa. O empate só chegou ao cair do pano, com um golo aos 90 minutos para os Dragões. Um assalto a um banco em Nova York não é propriamente uma novidade, não é verdade? Sim, não. Não. Tem tanto a ver em qualquer coisa. A novidade vem a seguir. O assaltante, neste caso-

Era um esquilo.

Era um veado. Um esquilo não fazia uma coisa desta. Um veado. Não são de confiança. Não. Já devíamos pensar nisso. E as autoridades de Nova York foram alertadas para o banco que estava supostamente a ser assaltado. Chegaram, perceberam que era um veado que tinha invadido o local através de uma janela, acionou o alarme. O animal acabou por ficar preso dentro do banco e a tentar escapar, causou alguns danos. Preso só dentro do banco ou foi detido? A polícia deteve-o para o devolver à natureza.

Claro, e para identificar.

Foi identificado primeiro. Estou a imaginar aquela foto. Deve estar com placa, identidade e residência.

É uma espécie de Bambi misturado com Salto do Reniféus.