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Jornal das Nove, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. A entrada para a reunião do Conselho Europeu, Volodymyr Zelensky agradece o apoio dos verdadeiros líderes da União Europeia e coloca a defesa energética como prioridade de Kiev à porta do inverno.
O presidente ucraniano está hoje no Parlamento Europeu para a reunião dos 27 líderes do bloco. Em cima da mesa, volta a estar o apoio militar e financeiro à Ucrânia e o reforço da pressão sobre a Rússia, numa altura em que Zelensky tem acusado Trump e os Estados Unidos de abandonarem Kiev. O líder da Ucrânia agradece aos europeus e define as atuais prioridades do país.
Na nossa agenda estão as necessidades de energia. Este é o ponto número um. E é claro que queremos acabar com esta guerra o mais rápido possível. Não vemos sinais do lado russo que eles estejam prontos para acabar com esta guerra. É por isso que temos de nos preparar para o inverno. O pacote de inverno não é apenas sobre energia, é também sobre defesa aérea. Eu estou grato à União Europeia por estar conosco. Como a presidente Von der Leyen disse, não precisamos apenas de discutir 2026, temos também de discutir 2027.
Zelensky, há instantes, à entrada para o Conselho Europeu, em Bruxelas. O presidente da Ucrânia apareceu ao lado de António Costa e de Ursula von der Leyen. Os dois líderes europeus reforçaram o apoio à Ucrânia e também os apelos ao fim da guerra. Do lado norte-americano, Donald Trump assumiu ontem não ser grande fã de Volodymyr Zelensky. Em entrevista à Newsmax, o presidente norte-americano diz que é mais fácil negociar com Vladimir Putin e critica a decisão da Ucrânia de retomar os ataques às refinarias russas.
E falamos agora dos protestos da habitação no Porto. A organização denuncia que havia um grupo de extrema-direita infiltrado com facas na Praça Dom João I ontem à noite e, por isso, ordenou a desmobilização imediata dos manifestantes por falta de segurança. A PSP adianta ao Observador que não encontrou qualquer arma.
Foi por volta da 01:00 que os organizadores do protesto alertaram as autoridades para a presença de pessoas com o propósito de causarem distúrbios. Houve uma que acabou por ser hospitalizada depois de alegados confrontos. Um dos porta-vozes do Movimento pela Habitação, Pedro Manuel, relata à Rádio Observador que foram elementos de extrema-direita a infiltrarem-se na manifestação e a causarem a violência.
Isto foi resultado da infiltração de um grupo de, pelo menos, seis manifestantes de extrema-direita nesta manifestação. Isto foi identificado e eles foram identificados já pela nossa equipa de segurança, mesmo antes da assembleia começar.
Mas houve alguma confirmação oficial da polícia de que estas pessoas pertenceriam a movimentos extremistas?
Não, e eles estavam muito entusiasmados em gritar isso e em provocatórias verbais após o fim da assembleia, que viraram provocatórias físicas e a partir do momento que eles carregaram contra as pessoas, foi acionada a equipa de segurança para formar um cordão, novamente, proteger as pessoas que estavam cá. Temos a confirmação de que ainda restam cinco membros deste grupo, com confirmação visual de que possuem facas.
Pedro Manuel é um dos porta-vozes do Movimento pela Habitação, foi entrevistado pelo jornalista do Observador, Miguel Pinheiro Correia, denunciando a presença de um grupo de extrema-direita armado ontem na Praça Dom João I. A PSP não confirmou esta informação. Entretanto, continua a contestação, a atuação da polícia na madrugada de quinta-feira, o que já levou à apresentação de queixas. A Amnistia Internacional veio agora pedir uma investigação à atuação da polícia. Há também uma petição, nesta altura com mais de 3 mil assinaturas, a pedir a demissão do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte. Os manifestantes estão na rua há seis dias, protestam com o aumento dos preços das casas, mas também pela subida do custo de vida. Para esta manhã está marcado um debate no Parlamento, a pedido do PCP, precisamente para discutir estas questões e que deve começar dentro de uma hora.
Este é o tema do nosso explicador, já a seguir, com Eduardo Cabrita, do PS, André Coelho Lima, do PSD, e Rui Gomes da Silva, do Chega. Rui Rio defende entendimentos do PSD ao centro e não à direita. E, por isso, discorda das mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho, que sugeriu que o país fosse governado por uma frente da AD com o Chega e a Iniciativa Liberal.
As palavras do antigo primeiro-ministro ainda fazem eco dentro da própria família política, quase uma semana depois da entrevista que deu à SIC Notícias. Na RTP ontem à noite, o ex-presidente social-democrata Rui Rio abordou a ideia de Passos Coelho para o país, de um país governado à direita. É uma ideia da qual Rui Rio discorda.
Pessoalmente, não defendo. Está completamente fora da minha lógica e do meu espaço ideológico. Muita gente do PSD não irá votar nessa coligação, mas se metade dos 30% que o PSD representa votar, bom, já são 23, mais 15, mais qualquer coisa da IL, dá efetivamente para ganhar eleições. Agora, a minha solução não era essa.
Rui Rio diz que os entendimentos do PSD devem ser feitos ao centro e que muito eleitorado social-democrata não seria favorável a uma coligação à direita. No entanto, e apesar de não ser a favor de uma coligação com o Chega, Rio defende que não deve haver linhas vermelhas.
A linha vermelha criou ao Chega, ao André Ventura e ao Chega, um espaço brutal de intervenção. Ou seja, ele diz assim: "Os descontentes todos que não queiram votar no que está, têm que votar em mim, porque aquilo é tudo igual, estão todos para o lado da linha vermelha". Criamos o espaço para ele crescer. Sabe como é que o Chega foi criado? O Chega foi criado dentro do PSD com um movimento que era: Chega de Rui Rio.
Rui Rio, ontem à noite, em entrevista à RTP. O ex-presidente do PSD deixa ainda alertas para a execução do Orçamento do Estado. Diz que é necessário baixar a dívida pública.
São agora 9:08. Antes do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã, Carla?
As poeiras do norte de África vão voltar a afetar a qualidade do ar em Portugal este fim de semana. É um alerta deixado pela Direção-Geral da Saúde, que indica que uma massa de ar quente do norte de África vai atravessar Portugal entre hoje e amanhã. Sendo assim, está prevista uma fraca qualidade do ar em todo o território continental. A DGS recomenda que se evitem esforços prolongados ao ar livre. A Câmara de Lisboa vai avançar com a suspensão do sistema de trotinetes partilhadas até o final do ano. O anúncio foi feito por Carlos Moedas num vídeo publicado nas redes sociais. A decisão é justificada com problemas de segurança e com a ocupação dos espaços públicos. A medida vai ter ainda de ser aprovada em reunião de Câmara.