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Notícias às 19h com Carla Jorge Carvalho. Já vamos às atualizações sobre o atirador detido pelo ataque no jantar de correspondentes na Casa Branca, mas primeiro, dois dias depois do protesto de Pedro Delgado Alves no Parlamento, o deputado socialista volta a criticar Aguiar Branco pelo discurso na sessão solene do 25 de Abril. O vice-presidente da bancada do PS diz que a intervenção da segunda figura do Estado contribuiu para a desinformação. Delgado Alves explica que, ao pretender combater a ideia de casta entre a classe política, o discurso de José Pedro Aguiar Branco desvalorizou a importância da transparência na vida política e reduziu-a à categoria de chavão. No sábado, durante a sessão solene do 25 de Abril, o vice-presidente da bancada do PS virou-se de costas em protesto após o discurso do líder do Parlamento. Ao mesmo tempo, colegas de bancada como António Mendonça Mendes ou Elza Pais levantaram-se, mas para aplaudir. A intervenção de Aguiar Branco dividiu a bancada do PS quando criticou o excesso de escrutínio, dizendo que transformou a política num reality show. Hoje, Delgado Alves escreve um artigo de opinião no jornal Público, em que justifica a reação e volta a criticar o presidente da Assembleia, Rui Casanova.
O artigo chama-se "Voltar as costas à opacidade". Pedro Delgado Alves explica que protestou silenciosamente. Admite que pode não ter agradado na forma, mas a alternativa de não reagir seria falhar na representação das pessoas que se batem há anos pela transparência da vida pública. O vice-presidente da bancada parlamentar do PS é muito crítico da intervenção de José Pedro Aguiar Branco, afirma que os exemplos que apresentou não correspondem às normas em vigor. Garante que, ao contrário do que disse Aguiar Branco, ninguém fica inibido de exercer funções públicas nas áreas que conhece profissionalmente. Ninguém está proibido de voltar a trabalhar no setor de atividade de origem, nem há qualquer obrigação para titulares de cargos públicos de declarar a escola dos filhos ou hospitais onde é assistido. Delgado Alves lamenta o que chama de caricaturas. Diz que a intervenção do líder do Parlamento é grave, tendo em conta a missão que tem de proteger os instrumentos de transparência e os mecanismos de proteção das instituições. O deputado socialista conclui: se a ideia era promover um debate sobre a credibilização da classe política, o tiro de partida foi dado no pé.
Rui Casanova, com a reação de Pedro Delgado Alves ao discurso do presidente da Assembleia da República, está hoje num artigo no Público. Já o Diário de Notícias conta que José Pedro Aguiar Branco não vai reagir ao protesto do deputado do Partido Socialista, apesar da atitude poder constituir uma violação ao Código de Conduta dos Deputados, nomeadamente no que toca aos artigos sobre lealdade institucional. O DN apurou que o presidente da Assembleia da República não vai solicitar um inquérito à Comissão de Ética e Transparência. Este vai ser o tema do Explicador desta manhã. Vamos estar com Pedro Delgado Alves e também com Cristina Rodrigues, do Chega, e Hugo Carneiro, do PSD. Vai ser como sempre, depois do jornal das 21h. A Ministra da Justiça considera que o crime de violência doméstica não se combate com o agravamento de penas. Rita Alarcão Judice defende que é mais importante garantir uma maior rapidez na ação. Seja na atuação das autoridades, seja na aplicação da lei, a Ministra da Justiça afasta o agravamento das penas e a proibição da suspensão provisória do processo para crimes de violência doméstica, como medidas eficazes de combate e de garantia de proteção das vítimas. À entrevista à Agência Lusa, Rita Alarcão Judice defende que a prioridade deve passar por garantir que os processos são tratados de forma rápida e eficaz, ao contrário do que acontece atualmente.
O que eu acredito que possa ser mais dissuasor é um combate efetivo, no sentido de proteção às vítimas, atuação rápida dos órgãos de polícia criminal, atuação rápida do Ministério Público, rápida condução dos inquéritos, rápido acusação ao arquivamento. Muitas vezes também acontece. Há muitas queixas que também não são sustentadas. É verdade, também pode acontecer. Portanto, o que é importante é que haja eficácia na investigação criminal, concretização no processo e rápida atuação das entidades envolvidas.
A Ministra da Justiça defende também que o combate à violência pode e deve ser feito nas escolas, através da disciplina de Cidadania, num contexto de valores e não ideológico. Rita Alarcão Judice alerta para o fenômeno da violência no namoro entre jovens, que descreve como chocante e explica que muitas vezes é promovido pela exposição a conteúdos digitais agressivos.
É importante que se fale nas escolas, é essencial. Nas escolas, é importante nas próprias redes sociais, que é onde, no fundo, existe esta narrativa e narrativas que hoje em dia aparecem também de machismos exacerbados. É muito importante que haja, também nesse ambiente, a contracorrente, o contradiscurso, um discurso que nos mostre e que nos fale do que é saudável, do que é normal, do que não deve ser aceitável, porque muitas vezes, e como dizia há pouco, as pessoas não se apercebem, muitas vezes. Os rapazes, raparigas, porque isso acontece nos dois sentidos, não se reconhecem como vítimas, normalizam esse comportamento.
A Ministra da Justiça avança também que os programas destinados a agressores de violência doméstica têm cada vez mais participantes. Só nos primeiros três meses do ano, o número aumentou quase 9%. Há registro de mais de 3 mil participantes. Nesta entrevista à Agência Lusa, Rita Alcão Júdice revela também que o número de presos por violência doméstica voltou a aumentar no último ano e adianta que vai ser feito um estudo sobre a reincidência neste crime. E agora sim, o suspeito do tiroteio no jantar de correspondentes da Casa Branca vai ser hoje presente a um juiz. Entretanto, sabe-se que a administração Trump não atribuiu segurança máxima ao evento, que aconteceu sábado à noite. Apesar do elevado número de governantes, que incluía os principais cargos do país que estavam presentes. Além do presidente norte-americano, estavam também J.D. Vance, Mike Johnson e Marco Rubio. De acordo com o Washington Post, em eventos deste gênero, a designação do nível de segurança é aplicado pelo Departamento de Segurança Interna. Normalmente, o Serviço Secreto fica responsável por coordenar a segurança destes eventos, mas não foi o que aconteceu no sábado e que culminou com um tiroteio que pode ter tido Donald Trump como alvo. João Gama.
É essa a expectativa do procurador-geral interino dos Estados Unidos. Todd Blanche admitiu, em entrevista à CBS News, que o suspeito, um professor chamado Cole Thomas Halland, de 31 anos, da Califórnia, pode vir a ser acusado de tentativa de homicídio de Donald Trump. Para já, está acusado de agressão, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio contra agentes federais. Acabou por atingir, no sábado à noite, um agente dos serviços secretos no colete à prova de bala, que recebeu alta hospitalar ainda durante a tarde de ontem.
João, para já sabemos também que o suspeito escreveu um manifesto, poucos minutos antes do tiroteio, em que era particularmente crítico da administração norte-americana.
Tinha mil palavras, foi enviado à família dez minutos antes do que aconteceu no jantar dos correspondentes, numa sequência de mensagens nas quais se autointitulava como o assassino federal amigável. No documento, Cole Halland escreveu também que os seus alvos eram os elementos da administração Trump, sem especificar quais, apenas organizados da hierarquia do cargo mais alto para o mais baixo. O manifesto não incluía o nome de Donald Trump, mas no excerto citado pelo New York Times, podemos ler duas coisas: que os agentes do Serviço Secreto só seriam alvos se fosse necessário e que os convidados do Hotel Hilton para o jantar dos correspondentes não seriam alvos a atingir, e que a falta de segurança do hotel e a incompetência das autoridades foi insana. Nas palavras do suspeito, conseguiu levar várias armas para o recinto e ninguém o viu como uma ameaça.
Ora, precisamente a falta de segurança está a ser muito criticada. Este hotel Wilton, em Washington, já tinha sido palco de um atentado presidencial.
Aconteceu há mais de 45 anos, 30 de março de 1981, quando era presidente Ronald Reagan. Este é um local que recebe frequentemente eventos com chefes de Estado, por estar muito próximo da Casa Branca. A falta de segurança foi primeiro relatada pelo suspeito do tiroteio, que admitiu ter conseguido andar livremente por entre os convidados e não seria a primeira vez que o Serviço Secreto falhava a proteger Donald Trump. A diretora da agência demitiu-se depois de julho de 2024, quando Donald Trump foi atingido, de raspão, por uma bala num comício na Pensilvânia.
João Gama, com os detalhes do tiroteio que marcou a noite de sábado em Washington. Ainda não é certo que o alvo do ataque tenha sido Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos nega lentidão na atuação dos agentes do Serviço Secreto. Donald Trump explica que foi o próprio que recusou sair da sala imediatamente e que pediu para esperarem. A atuação do Serviço Secreto tem sido questionada, sobretudo depois do vice-presidente, J.D. Vance, ter sido retirado da sala primeiro que o próprio presidente. A entrevista ao canal CBS, Trump explica que foi o próprio que pediu para ficar na sala para ver o que se passava e, por isso, nega lentidão na atuação das autoridades.
A culpa foi um bocado minha. Eu queria ver o que se passava e não lhes facilitei a vida. Queria ver o que estava a acontecer à minha volta. Estava rodeado de ótimas pessoas e provavelmente tornei a atuação dos agentes mais lenta. Depois, começamos a andar, a sair. Pediram para me baixar. Pediram, por favor, para me atirar para o chão. E foi o que fiz. E a primeira-dama também se baixou.
Donald Trump, numa entrevista, afirma também que nunca esteve preocupado e descreve o autor da tentativa de atentado como uma pessoa doente e com problemas. Entretanto, o rei Carlos III começa hoje uma visita oficial aos Estados Unidos. O Palácio de Buckingham confirmou nas últimas horas que a visita se mantém, apesar dos acontecimentos no jantar de correspondentes da Casa Branca. A visita vai prolongar-se até quinta-feira. Tem como objetivo assinalar os 250 anos da independência dos Estados Unidos.
O FC Porto está a dois pontos de conquistar o título de campeão nacional. Os Dragões venceram ontem o Estrela da Amadora por 2x1 e beneficiaram do empate a um gol do Sporting na Vila das Aves.
Adiante do último classificado e já despromovido à Segunda Liga, o Aves, os Leões marcaram primeiro por Rafael Nel, aos 47 minutos. A equipa da casa empatou 20 minutos depois, de grande penalidade por Pedro Lima. Ainda com o jogo em atraso, o empate coloca o Sporting a 10 pontos do líder e a três do Benfica. Os Leões já sabem que não dependem de si próprios para chegar ao segundo lugar e esse é um lamento deixado por Rui Borges.
Uma coisa é certa, já não dependemos nós para o segundo lugar, sequer. É tão simples quanto isso. É focarmos naquilo que nós temos que fazer para alcançar o segundo, em primeiro lugar. Por isso, não adianta estar a pensar, e claramente o Porto fica com a vida facilitada neste caso, para conseguir o campeonato. E nós resta-nos também estar aqui, olhar e sermos sérios até o fim e tentarmos fazer a nossa parte para chegarmos ao fim e conseguirmos, pelo menos, o objetivo do segundo lugar.
Rui Borges, que não gostou da arbitragem. O técnico dirigiu-se ao árbitro Pedro Ramalho no final de ambas as partes do encontro para se queixar de uma grande penalidade que terá ficado por assinalar.
Alheio a isso está o Futebol Clube do Porto, que somou mais uma vitória no campeonato. Os Dragões foram à Reboleira vencer o Estrela da Amadora por 2 x 1.
E no rescaldo da partida, o italiano Francesco Farioli deixou elogios aos jogadores. Diz que souberam sofrer.
A primeira parte foi muito bem jogada. Com ou sem bola, nós criamos boas situações. Podíamos ter marcado dois ou mais. Na segunda parte, tivemos de sofrer mais do que sofremos na primeira, mas como já disse antes, vencer é também sobre resiliência e saber sofrer. E acho que hoje nós tomamos o resultado como um fator-chave. E sobre o resto, há nove pontos a serem disputados. Vamos focar-nos, em primeiro lugar, no próximo jogo.
Francesco Farioli garantiu também que vai continuar a liderar a equipa do Porto na próxima temporada, apesar do alegado interesse do Chelsea. O italiano diz que está feliz na cidade. Os portistas estão agora a dois pontos do título, que pode ser confirmado já no próximo sábado, em casa, contra o Alverca, ou até antes disso, dependendo dos resultados de Sporting e Benfica.
São agora 19h12. Carla, que outras notícias estão em destaque neste início de semana?
É hoje conhecida a decisão instrutória do caso dos sete agentes da PSP acusados de crimes de tortura e violação na esquadra do Rato, em Lisboa. Os sete polícias estão em prisão preventiva desde o início de março, quando foram detidos na sequência da investigação a crimes de tortura grave, violação, agressões e abuso de poder. As vítimas eram, sobretudo, toxicodependentes, pessoas sem abrigo e estrangeiros. A decisão instrutória vai ser proferida no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa. O Ministro dos Negócios dos Estrangeiros do Irão está hoje na Rússia. Vai ser recebido por Vladimir Putin, em São Petersburgo. Os dois vão falar sobre o conflito com os Estados Unidos, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão estão paradas. De recordar que a Rússia é um aliado estratégico do Irão.