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Muito bom dia, notícias às 7, na Rádio Observador, com Luís Soares. O ministro da Administração Interna promete voltar a falar hoje ao país sobre todos os casos em que está envolvido. Luís Neves garante estar absolutamente tranquilo, numa altura em que o Chega ameaça o governo com uma moção de censura.

O ministro da Administração Interna foi ontem confrontado pelos jornalistas com esta possível moção de censura por parte do Chega. Luís Neves prometeu novos esclarecimentos hoje. Não antecipo o que vai dizer, mas garante que não tem nada a esconder.

Amanhã falaremos sobre isso, sobre esses assuntos todos. Estou absolutamente tranquilo. Estou aqui a trabalhar em prol da segurança do nosso país.

Por que amanhã?

Porque é quando eu decido. Não é quando os senhores decidem, é quando eu decido.

Luís Neves, em declarações ontem à tarde na Madeira, a remeter para hoje novas declarações, isto no âmbito do aniversário do Comando Regional da PSP. Luís Neves continua hoje na Madeira. Não sabe ainda se falará na região autónoma ou já no regresso ao continente. O ministro tem estado envolvido em várias polémicas. Mais recentemente, foi noticiado que o carro conduzido pelo governante, cedido pela Polícia Judiciária, foi apreendido ao traficante de droga, conhecido como Xuxas, detido pela Polícia Judiciária em 2022.

Como dissemos, Luís, o Chega ameaça com uma moção de censura ao governo, mas André Ventura revela agora que ainda vai reunir os órgãos do partido antes de tomar uma decisão final.

O líder do Chega tinha anunciado na sexta-feira que ia apresentar hoje esta moção de censura por entender que Luís Neves não tem condições para continuar. Ontem de manhã, no explicador aqui das manhãs 360, o deputado Rui Afonso disse que, afinal, o Chega dava duas semanas ao governo para resolver o problema. Ontem à noite, entrevistado no canal NOW, André Ventura anunciou uma nova versão, diz que depois de saber que o ministro vai falar, decidiu reunir os órgãos do partido.

Eu respeito muito os órgãos do partido. Eu tenho a minha própria posição sobre isso, mas reservo para amanhã. Hoje tive uma reunião com a liderança parlamentar.

Então, mas André Ventura tem uma posição, André Ventura está aqui a ser entrevistado.

Mas eu não sou o único do Chega. Eu sou o presidente do partido.

Mas podemos conhecer qual é a convicção de André Ventura a esse respeito.

A minha é que este problema não está ainda resolvido e que eu acho que as instituições, a sua integridade está em causa se Luís Neves continuar. É a minha perspectiva.

E por isso deve avançar com a moção de censura. Mesmo que tenha a certeza que ela vai ser chumbada.

E na minha perspectiva, as moções de censura são uma censura ao governo. Nós não fazemos com cálculo político. O PS tomará a sua decisão sobre se quer ficar atrelado a Luís Neves ou não quer ficar atrelado a Luís Neves. Isso é, se houver moção de censura, o PS tomará essa decisão.

André Ventura insiste que Luís Neves não tem condições para continuar como ministro da Administração Interna. O líder do Chega afirma também que nunca viu o primeiro-ministro tão condicionado e sem autoridade.

Na análise, o editor de política do Observador não entende o timing escolhido pelo ministro da Administração Interna para prestar novos esclarecimentos.

Como já dissemos, Luís Neves promete para hoje falar sobre as novas polémicas em que tem estado envolvido. O editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, explica que o ministro pode causar ainda mais ruído e adensar a polêmica, em vez de prestar esclarecimentos.

Ele já provou que quando deu aquelas entrevistas iniciais, simplesmente há mais matéria e acaba por ser tão confuso que leva a que surjam novas pontas soltas, novas investigações.

E o mesmo na conferência de imprensa.

Exatamente. Portanto, na verdade, as provas que há, por muito que ele ache que está cheio de razão e que se sinta injustiçado, tem que perceber que a comunicação política em determinados momentos não vale a pena tentar ser esclarecedor, ainda por cima num estilo em que se tenta justificar alguma informalidade, porque isso vai se virar sempre contra ele. Portanto, o mais avisado neste momento era até não falar.

Análise de Rui Pedro Antunes na história do dia de hoje. Quanto à moção de censura, o editor de política do Observador não antecipa que Luís Montenegro venha a demitir Luís Neves a curto prazo, até porque ainda estamos na época crítica de incêndios.

O presidente da República promulgou a lei do retorno depois de a ter enviado para o Tribunal Constitucional. António José Seguro diz estar esclarecido.

Na semana passada, os juízes conselheiros concluíram que não havia qualquer inconstitucionalidade no diploma do retorno e do asilo. António José Seguro justifica agora, numa nota publicada no site da presidência, que tinha fundadas dúvidas quando fez o pedido de fiscalização. O chefe do Estado lembra ainda que já tinha defendido que as reformas na área de imigração são desejáveis, mas insiste que devem ser feitas com segurança jurídica. O presidente da República acrescenta que a decisão do Tribunal Constitucional permite esclarecer dúvidas interpretativas. Hugo Fortunato de Oliveira.

Depois da luz verde do Constitucional, a promulgação, com António José Seguro a dizer-se esclarecido. O presidente da República tinha enviado o diploma para fiscalização preventiva. Tinha dúvidas sobre 11 normas. Em causa estavam, por exemplo, as regras que permitiam separar famílias durante os processos de afastamento, mas também a expulsão de crianças estrangeiras nascidas em Portugal e ainda o alargamento dos prazos de detenção de cidadãos estrangeiros. Seguro queria perceber, em concreto, se estas normas respeitavam a Constituição e os direitos fundamentais. E foi essa a dúvida que levou o presidente da República a pedir a fiscalização preventiva do diploma. Dos 13 juízes do Tribunal Constitucional, sete participaram na fiscalização. Foram unânimes. Não encontraram qualquer inconstitucionalidade.

Hugo Fortunato de Oliveira e os motivos para a promulgação da lei do retorno por parte do Presidente da República. O diploma foi aprovado no início de julho, com votos a favor do PSD, CDS e Iniciativa Liberal. O Chega absteve-se e a esquerda votou contra.

Este é um assunto em destaque a esta hora no site do Observador. Depois de terminado o prazo para a execução do PRR, o Partido Socialista pede uma série de audições, incluindo uma com urgência ao ministro da Economia.

O PS quer ouvir no Parlamento Manuel Castro Almeida sobre o estado efetivo da execução financeira, material e operacional do PRR. É o que indica um requerimento dirigido ao presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Coesão Territorial. Os socialistas querem também ouvir presidentes de entidades como a Estrutura de Missão Recuperar Portugal, da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR ou da União das Misericórdias Portuguesas. O prazo para Portugal executar o Plano de Recuperação e Resiliência terminou ontem. De acordo com o governo, estão cumpridos 100% dos marcos e metas contratualizados com a Comissão Europeia.

E este vai ser o tema do Explicadores. É nosso convidado o ex-ministro da Economia do PS, António Costa Silva, para ouvir, como sempre, logo a seguir ao Jornal das 9. Nos Estados Unidos, o secretário do Exército demitiu-se devido a divergências com o secretário da Defesa, Pete Hegseth.

Uma demissão relacionada com a forma como Hegseth tem conduzido o Departamento de Defesa, incluindo a demissão de altas patentes militares, como por exemplo, do chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, em abril. A Casa Branca confirma que Dan Driscoll entregou a carta de demissão a Donald Trump. Em comunicado, o porta-voz da Casa Branca elogia a atuação do até agora secretário do Exército, tanto nas operações militares como nas negociações entre Rússia e Ucrânia. De resto, ele foi um dos negociadores-chave para tentar encontrar uma solução para o conflito entre os dois países. Teve também um papel importante na tentativa de reduzir a burocracia para que as empresas contratadas pelo setor militar pudessem desenvolver rapidamente mais drones e também capacidades antidrone.

Quanto ao conflito com o Irão, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, diz que está focado em garantir a livre circulação de comércio através do Estreito de Ormuz.

Em declarações à televisão Fox News, J.D. Vance afirma que o ataque de domingo a Larak teve como objetivo impedir o Irão de colocar minas no Estreito de Ormuz. Acusa os líderes iranianos de agirem sem grande sabedoria estratégica ao tentarem bloquear as exportações de petróleo e de gás. J.D. Vance acrescenta ainda que Washington já esperava que o Irão seguisse esse caminho.

São temas para analisarmos no Gabinete de Guerra desta manhã, hoje com a análise do coronel José Ducarmo. O Benfica venceu o Estoril Praia por 2 x 1, no fecho da quarta jornada do campeonato, num jogo marcado pela estreia de João Palhinha pelos encarnados.

Benfica venceu com gols de Pavlídis e Langlet. O Estoril depois reduziu perto do fim. O jogo fica marcado pela estreia do mais recente reforço, João Palhinha, e o treinador do Benfica, Marco Silva, lamenta o gol sofrido já perto do final, mas destaca a superioridade encarnada ao longo de todo o encontro.

O Benfica dominou o jogo todo. É óbvio que sofremos um gol perto dos 80 minutos e que faz o Estoril acreditar um pouco. O Estoril faz durante o jogo todo dois remates, faz quatro remates no total, dois remates enquadrados com a baliza. Independentemente de termos vindo a ganhar jogos e termos vindo a crescer como equipa, tem nos acontecido muitas vezes esta situação, praticamente num remate à nossa baliza, numa situação, acabam por fazer gol. Foi o que aconteceu hoje novamente.

Análise de Marco Silva à vitória do Benfica e apesar do novo desaire, o treinador do Estoril, Vasco Matos, nota a evolução positiva na equipa.

Não me deixa nada preocupado, até porque a resposta que hoje demos em campo foi muito boa, uma organização muito boa, um querer muito grande. E acho que o plano foi cumprido, os jogadores a quererem muito fazer bem as coisas, por isso só saímos daqui reforçados naquilo que é a ideia daquilo que é o nosso trabalho.

Os elogios do treinador do Estoril, apesar da derrota por 2 x 1 frente ao Benfica. Benfica que sobe ao quinto lugar, ainda com um jogo em atraso, está a cinco pontos do líder Porto e a três do Sporting. Também ontem à noite, o Sporting de Braga venceu em casa o Vitória Esporte Clube de Guimarães por 1 x 0, no Derby Minhotos.

São agora 7h09. Luís Soares, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de terça-feira?

Entra hoje em vigor a nova lei sobre o regime TVDE. Com a nova lei, cai a formulação anterior de veículos descaracterizados. O regime TVDE passa a significar transporte remunerado de passageiros em veículos de disponibilização eletrônica. Entre as maiores mudanças na lei, a que mais contestação gerou, foi a integração dos táxis, que agora podem ser registrados para a atividade TVDE. As associações representativas dos TVDE alertam que o setor vai continuar a ser altamente injustiçado. Está reaberto o IC8, depois de uma colisão que causou dois mortos e três feridos graves no distrito de Leiria. Em causa a colisão entre um veículo pesado e dois ligeiros. O alerta foi dado pouco antes das 10:00 da noite e obrigou ao corte nos dois sentidos do IC8, na zona de Ansião. Pelo menos 11 pessoas morreram esta madrugada em Kiev, na sequência de um novo ataque russo com mísseis balísticos e drones contra a capital ucraniana. Das vítimas mortais, seis são trabalhadores da empresa pública ferroviária da Ucrânia. Três pessoas morreram nos arredores da capital, em ataques contra uma infraestrutura industrial. Várias habitações sofreram também danos provocados pelos mísseis russos. As inundações no Nepal causaram quase já 1000 mortes, enquanto o número de pessoas desaparecidas desceu para cerca de 4000. São dados atualizados esta manhã pelas autoridades nepalesas. Nas últimas horas foram encontrados 24 corpos numa casa na zona de Bidur, isto numa altura em que, no total, já foram resgatadas quase 12 mil pessoas. O tenista espanhol Carlos Alcaraz vai encontrar o português Jaime Faria na segunda eliminatória do Open dos Estados Unidos em tênis. O detentor do título venceu o russo Roman Safiullin em três sets por um triplo 6 x 4. Já o tenista português Nuno Borges foi eliminado na primeira ronda do Open dos Estados Unidos ao perder com o norte-americano Lerner Tien em três sets nos parciais de 6 x 4, 6 x 1 e 6 x 2. E Maria João, hoje é terça-feira, dia de novo podcast do Observador, que hoje chega ao fim. É a vida dupla do espião traidor, que tem hoje o sexto e último episódio já disponível.

Ao longo das últimas seis semanas, o podcast revelou toda a história de Frederico Carvalhão Gil, o agente do SIS, que em 2016, portanto há 10 anos, foi apanhado a vender documentos classificados a um espião russo.

Carvalhão Gil sabe muita coisa. E vai finalmente começar a falar. Como estratégia de defesa, escolhe atacar os serviços onde trabalhou durante 30 anos. Garante que não é o único a quebrar as regras de segurança. E tem vários exemplos para o comprovar. Nas secretas, diz Carvalhão Gil, há impressoras por todo lado, em todos os pisos e em todas as salas, acessíveis a quem as quiser usar. Ali dentro, todas as pessoas imprimiam documentos classificados, garante o espião. Por vezes, era o próprio Ministério da Defesa a distribuir CDs e pens com material classificado.

Um trecho do sexto e último episódio de "A Vida Dupla do Espião Traidor", é o mais recente podcast pelo Observador, que tem narração do ator Ivo Canelas, também música original de Bruno Pernadas, a investigação e os guiões são do jornalista Pedro Reino.

Todos os episódios estão a partir de hoje disponíveis no site do Observador, nas plataformas de podcast e claro, no YouTube também.