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Boa tarde, são oito horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Luís Marques Mendes deixa reparos ao almirante Gouveia e Melo. O antigo presidente do PSD acredita que é preciso experiência política para ser Presidente da República. Marques Mendes assumiu ontem à noite, na despedida do espaço de comentário na SIC, que vai ser candidato a Presidente da República, não deixando de apontar para Henrique Gouveia e Melo, a quem as sondagens dão uma larga vantagem na corrida a Belém. O conselheiro de Estado avisa que para ser Presidente da República é preciso ter experiência política.

Uma eleição é uma eleição, e em democracia pode-se ganhar e pode-se perder. E portanto, eu posso perder como qualquer um dos outros candidatos pode perder. O povo é que decide, o povo é soberano e nós temos que olhar para uma eleição democrática com este respeito, com esta humildade democrática. Eu e qualquer outro. Posto isto, evidentemente que do outro lado está a determinação. Eu não vou concorrer pra perder. Eu vou concorrer pra tentar ganhar. E portanto, é com este sentimento: humildade por um lado, determinação por outro. Em democracia não há nem vencedores antecipados, nem vencidos antecipados. Experiência, neste caso, no plano da Presidência da República, não é uma questão de política. Experiência é segurança, é previsibilidade, é certeza, é saber com aquilo que se conta.

Luís Marques Mendes a dizer que não há vencedores antecipados na corrida a Belém e ele que vai apresentar a candidatura à Presidência da República, a candidatura oficial, na próxima quinta-feira em Fafe, onde nasceu. Já à esquerda, o PS está à espera da reunião da Comissão Nacional do próximo fim de semana. Quando há dois nomes em cima da mesa, António José Seguro e António Vitorino, ontem à noite Alexandra Leitão admitiu preferência por um dos nomes, sem dizer qual, mas acima de tudo, pede ao partido que continue unido.

Naturalmente que eu tenho uma preferência dos nomes que estão em cima da mesa, mas não vou aqui adiantá-la. Acho que teremos que ver. Há uma coisa que eu tenho que dizer aqui francamente: seria obviamente mau para o Partido Socialista e para o seu espectro político que houvesse novamente, porque já aconteceu noutras eleições, uma divisão da área socialista, independentemente da direção apoiar A ou B, haver uma divisão da área socialista, isso seria obviamente muito mau.

Alexandra Leitão, ontem à noite, no espaço de comentário na CNN Portugal. Alexandra Leitão é líder parlamentar do Partido Socialista, é também candidata à Câmara Municipal de Lisboa. O PS tem uma reunião da Comissão Nacional no próximo fim de semana, onde vai ser discutida as candidaturas à Presidência da República e o nome que há de ser apoiado pelo partido. E vamos continuar a falar das eleições presidenciais. Esta manhã juntam-se a nós no explicador Pedro Lomba, do PSD, e Pedro Silva Pereira, do PS. É para ouvir a seguir, às nove. Depois do Canadá, México e China, Donald Trump promete aplicar taxas aduaneiras, as conhecidas tarifas, a produtos europeus e os mercados, Carla, já estão a reagir. Com agitação. Do dia pra noite, o dólar canadiano atingiu o valor mínimo dos últimos vinte anos. A partir de amanhã, o Canadá começa também a impor tarifas de 25% aos produtos norte-americanos. Os mercados chineses estão fechados, mas as ações em Hong Kong caíram quase dois pontos percentuais. Empresas asiáticas como a Toyota, Honda e Kia desvalorizaram mais de 5% nos mercados, uma vez que os exportadores são também afetados pelas medidas de Donald Trump. Já a Europa promete retaliar. De acordo com o e-mail enviado por um porta-voz da Comissão Europeia à Euronews, o bloco comunitário diz que vai responder com firmeza a qualquer parceiro comercial que imponha de forma injusta ou arbitrária direitos aduaneiros. No entanto, Maria Miguel Duarte, a ameaça de taxas para produtos europeus já passou a promessa. É essa a postura assumida por Donald Trump em declarações na Casa Branca, garante que a imposição de taxas alfandegárias à União Europeia vai acabar por acontecer.

Vai mesmo acontecer com a União Europeia, posso dizer-vos isso. Eles têm se aproveitado de nós. Temos um déficit de mais de trezentos mil milhões de dólares. Eles não compram os nossos carros, não compram os nossos produtos agrícolas, não compram quase nada. E nós compramos tudo. Milhões de carros, quantidades enormes de alimentos. O que a União Europeia tem feito é uma atrocidade. Vai acontecer muito em breve.

Declarações depois de, no passado sábado, o presidente dos Estados Unidos ter assinado uma ordem executiva que aplica essas mesmas taxas a produtos vindos do Canadá, México e China. No caso de acontecer à União Europeia, Maria, há produtos portugueses que podem ser fortemente afetados. Sendo que o mercado norte-americano representa quase 7% das exportações portuguesas, o impacto vai por isso ser notório. O vinho, por exemplo, é um dos produtos que Portugal mais exporta para os Estados Unidos, mas também o azeite é um dos produtos portugueses que os norte-americanos mais consomem. Há ainda outro setor para o qual os Estados Unidos têm particular peso: a indústria farmacêutica, que recebe vários milhões de euros vindos do lado lá do Atlântico. E com as tarifas já impostas ao Canadá, México e China, os norte-americanos vão pagar mais por certos produtos. É o caso do abacate, um produto que é importado do México e muito popular nos Estados Unidos. Vai agora passar a sofrer uma taxa alfandegária de 25%, uma taxa que não será absorvida pelas empresas, mas sim pelos consumidores. O aumento também se vai notar nos chamados bens duradouros, por exemplo, os carros. O preço de um automóvel pode agravar-se em cerca de três mil dólares, sendo que 10% dos carros que se vendem atualmente nos Estados Unidos são feitos no Canadá. Maria Miguel Duarte, a olhar para as consequências das tarifas alfandegárias que foram impostas pelos Estados Unidos. O próximo alvo de Donald Trump parece ser a União Europeia. Para hoje está marcado um retiro de líderes dos vinte e sete em Bruxelas. Portugal vai estar representado por Luís Montenegro. São agora oito e seis, Carla, antes do Três Toques, que outras notícias estão a marcar a atualidade? Quase vinte mil jovens já compraram casa com isenção de IMT e imposto de selo. São dados do Ministério da Juventude enviados à Agência Lusa. O valor médio das habitações compradas mantém-se nos cento e oitenta e sete mil euros. O IMT Jovem começou a ser aplicado em agosto do ano passado. A cantora norte-americana Beyoncé venceu o Grammy de Álbum do Ano com o trabalho Country Cowboy Carter. Desde 1999 que nenhuma mulher negra ganhava nesta categoria. O rapper Kendrick Lamar foi o artista a receber mais prêmios. Conseguiu cinco Grammys, incluindo Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Interpretação Rap, Melhor Canção Rap e Melhor Vídeo Musical. Esta cerimônia ficou ainda marcada por alguns recados políticos. Shakira venceu o Grammy para Melhor Álbum Pop Latino, dedicou o prêmio à comunidade imigrante nos Estados Unidos. Ainda ao futebol, o Benfica venceu ontem à noite o Estrela da Amadora por três dois, mantém a distância de seis pontos para o líder do campeonato, o Sporting, que horas antes venceu o Farense em Alvalade. Hoje o Futebol Clube do Porto vai jogar.