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8 da manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Estados Unidos e China vão trabalhar juntos para acabar com a guerra na Ucrânia. Anúncio feito por Donald Trump depois da reunião que teve com Xi Jinping, na Coreia do Sul. Uma reunião à margem da Cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico, um encontro entre os chefes de Estado das duas maiores economias do mundo, em que se prometeu também o alívio das tensões comerciais entre os dois países. O presidente norte-americano que saiu desta reunião muito otimista, Miguel Gato.

Já à boleia do avião presidencial, a caminho de Washington, Donald Trump descreve a reunião como maravilhosa.

"I thought it was an amazing meeting. He's a great leader. It was an outstanding group of decisions, I think, that was made".

E vamos então a essas decisões espantosas, nas palavras de Trump, que foram tomadas esta madrugada. A principal: parece surgir um princípio de alívio nas relações comerciais entre os dois países. A Casa Branca que vai reduzir as tarifas sobre todas as importações chinesas com efeito imediato. Donald Trump diz mesmo que China e Estados Unidos vão assinar um acordo comercial muito em breve. A bolsa chinesa já reagiu a estas declarações e atingiu mesmo o ponto mais alto dos últimos 10 anos.

Mas os conflitos na Europa e no Médio Oriente foram também temas em destaque neste encontro, Miguel.

O presidente norte-americano promete que vai trabalhar com a China para terminar com a guerra na Ucrânia. Esta que foi uma reunião em que a delegação chinesa elogiou também o esforço dos Estados Unidos para o cessar-fogo na Faixa de Gaza. E Trump garante, no entanto, que a questão de Taiwan não foi abordada neste encontro. O presidente dos Estados Unidos informa ainda, em declarações à imprensa, que tem intenção de visitar a China daqui a sensivelmente meio ano e diz que o presidente chinês, Xi Jinping, poderá ir à Casa Branca nos meses que se seguem a esse possível encontro. Foi uma reunião que durou cerca de 90 minutos, mais curta do que as três horas que Trump previa para este encontro com o governo chinês.

Miguel Gato, com os principais destaques desta reunião que juntou, na Coreia do Sul, Donald Trump e Xi Jinping. Presentes no encontro, da parte da delegação norte-americana, estiveram também o secretário de Estado, Marco Rubio, e Howard Lutnick, que tem a pasta do Comércio. A delegação chinesa levou uma equipa de sete governantes, incluindo os ministros dos Negócios Estrangeiros e do Comércio e também o secretário do Partido Comunista Chinês. E vamos à análise. O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, acredita que nesta cimeira Donald Trump ficou a perceber que não consegue vencer uma guerra comercial com a China. Diz que a neutralidade estratégica chinesa é também um ponto forte para a economia de Pequim.

Isto é uma cimeira em que, no essencial, eu creio que Trump acaba por aceitar a realidade, que é que não tem hipótese de ganhar uma guerra comercial à China. E em relação à questão ucraniana, os chineses têm uma posição muito coerente desde o início, que é uma espécie de posição de neutralidade, que é: há um conflito na Europa, mas não tomam parte por nenhum dos beligerantes e por isso mantêm relações comerciais quer com a Rússia, quer com a Ucrânia.

O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, que esteve esta manhã no gabinete de guerra. Um dia depois de ter sido alvo de buscas por suspeitas de corrupção na venda de ativos, o Novo Banco garante que o processo de venda ao BPCE está a decorrer com normalidade, mas não marcou uma conferência de imprensa para anunciar os resultados do terceiro semestre. Ao contrário do que é habitual, e também não vai acontecer a habitual conference call, em que os analistas internacionais podem participar, ainda que não possam fazer perguntas. A instituição financeira, que viu ontem o cerimônio de assinatura do negócio com o BPCE ensombrada pelas buscas da PJ, garante que o processo de venda segue o curso normal dos processos regulatórios. O Novo Banco garante que as duas partes estão focadas na conclusão da transação esperada para a primeira metade do próximo ano. Quanto aos resultados anunciados hoje, o banco lucrou cerca de 610 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. É praticamente o mesmo valor no mesmo período do ano passado. O redator principal do Observador, o Luís Rosa, avisa que o caso não deve ficar por aqui e que outras instituições financeiras podem estar a ser investigadas. Até porque pode haver novidades nas próximas semanas e Luís Rosa explica de que forma é que o Estado pode ter sido lesado neste caso.

Desde que António Costa e Mário Centeno, na altura primeiro-ministro e ministro das Finanças, anunciaram a venda do Novo Banco, disseram sempre que o impacto direto ou indireto nas contas públicas seria nulo e não haveria novos encargos para os contribuintes. Ora, não é isso que se passa, porque essas chamadas de capital eram feitas com capitais do fundo de resolução. Mas do ponto de vista jurídico, é uma instituição pública. E, portanto, este é o contexto estrutural desta matéria. O mecanismo de capital contingente tinha muito a ver com esta matéria. E quando a Polícia Judiciária fala que o Estado terá sido prejudicado...

É por esta via.

É por esta via.

A explicação de Luís Rosa na história do dia de hoje da Rádio Observador. Um episódio que já pode ouvir em todas as plataformas de podcast e também, claro, no site do Observador. Olhemos agora para as eleições presidenciais. O secretário-geral do PS recusa admitir um cenário em que António José Seguro não passa à segunda volta. José Luís Carneiro está confiante num bom resultado do antigo secretário-geral socialista.

Neste momento, a minha expectativa e a minha disponibilidade e o nosso apoio é para que António José Seguro vá à segunda volta. É esse o cenário A e só temos depois um outro cenário, que é também o cenário A.

E sem fazer referências diretas, o líder socialista deixa críticas a alguns dos adversários de Seguro nesta corrida à Belém.

Há candidaturas cuja clareza da definição política ainda não emergiu E há outras que apresentam sinais claros e posturas claras de colocarem em causa valores democráticos e valores da nossa Constituição.

O secretário-geral do Partido Socialista, que esteve ontem à noite numa entrevista na RTP Notícias. José Miguel Júdice é o mandatário nacional da candidatura de João Cotrim Figueiredo, antigo líder da Iniciativa Liberal, e está cada vez mais confiante para a campanha. Cotrim Figueiredo justifica a escolha de José Miguel Júdice com a liberdade de espírito do histórico social-democrata.

Vão ter a oportunidade, no domingo de manhã, às 11h, no CCB, de ouvir pela primeira vez falar na qualidade do meu mandatário, José Miguel Júdice. Um homem que eu, obviamente, não escolhi pelas suas qualidades jurídicas de grande causídico e árbitro nacional por sua reputação. Escolhi porque é um homem de espírito livre, um espírito lúcido e que, na sua vida pública, já apoiou várias pessoas para cargos importantes, incluindo para a Presidência da República, e fê-lo sempre escolhendo apoiar pessoas em quem confia e de quem gosta politicamente. E, portanto, dá-me muita honra tê-lo ao meu lado.

João Cotrim Figueiredo, candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal, ontem em entrevista à TVI e à CNN, diz também que se não chegar à segunda volta, isso será entendido como uma derrota. E ao Observador, José Miguel Júdice admite que se Cotrim não tivesse avançado, teria apoiado António José Seguro, apesar de assinalar a decência de Luís Marques Mendes. O histórico social-democrata, que já não está filiado no PSD, explica que considera o antigo comentador, Marques Mendes, um homem decente, mas sem capacidade para motivar e mobilizar as reformas de que o país precisa. A qualidade que reconhece tanto em Cotrim Figueiredo como em António José Seguro, e considera que Portugal precisa de um chefe de Estado que seja mais do que um especialista em falar para dentro. Já em maio, numa entrevista ao Observador, José Miguel Júdice tinha mostrado relutância em apoiar Marques Mendes. Na altura, descreveu-o como o Marcelo dos pobres. O Chega está apostado em radicalizar o discurso da campanha eleitoral. A polêmica com os cartazes e as declarações sobre os três Salazars são exemplo disso mesmo. Fontes do partido ouvidas pelo Observador explicam que há objetivos claros nesta estratégia de utilizar um discurso mais forte e mais agressivo, distanciar-se dos chamados candidatos do sistema, centrar a corrida presidencial em André Ventura e, não menos importante, vincar as diferenças em relação a Henrique Gouveia e Melo, uma vez que o partido acredita que o almirante pode estar a conseguir seduzir simpatizantes e eleitores do Chega. Até porque, Carla, André Ventura tem sido particularmente violento em relação a Gouveia e Melo. Um dirigente do partido diz que é preciso, por isso, mostrar que o almirante já não é o que se chegou a pensar e que é necessário aproveitar a moderação com que Gouveia e Melo se tem apresentado para provar que Ventura é o único candidato capaz de combater o politicamente correto. Com cinco cartazes na rua a gerar polêmica, o Chega já está a preparar outros. Este é o artigo que está em manchete a esta hora no Observador e que é assinado pela jornalista Inês André Figueiredo. Fernando Rosas considera que houve erros graves na direção de missionário do Bloco de Esquerda, mas considera, Mariana Mortágua, que Mariana Mortágua foi alvo de uma grave tentativa de assassinato de caráter. Como nunca viu acontecer antes, é o que afirma o fundador do Bloco de Esquerda ao jornal Público. Fernando Rosas diz que esse assassinato de caráter foi levado a cabo por setores da direita e da extrema-direita e que há uma parte da sociedade que não perdoa o facto de Mortágua ser jovem, mulher e por querer afirmar-se como dirigente e deputada com opções próprias de vida. Dias depois da coordenadora do Bloco anunciar a decisão de não se recandidatar à liderança do partido, Fernando Rosas considera nesta entrevista que o Bloco, tal como o PCP, precisa de encontrar respostas para o novo contexto político e uma deslocação à direita. Sobre o Livre, diz que é a esquerda de que a direita gosta. São agora 08:10, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora, antes do Momento de Glória. Foram detidos cinco novos suspeitos de estarem envolvidos no assalto ao Museu do Louvre, entre eles, o terceiro suspeito de executar o roubo. Foram interceptados esta noite em Paris. São, por isso, agora sete os detidos pela polícia francesa neste caso. É uma informação avançada pela procuradora de Paris, citada pela agência France-Presse. As cinco pessoas encontram-se sob custódia das autoridades. Esta manhã deflagrou um incêndio num prédio devoluto em Lisboa. Foi num edifício desocupado na zona da Estrela. Não há registro de feridos. O alerta às autoridades foi dado às 07:00. Para o local foram destacados cerca de 30 elementos apoiados por 12 viaturas. As regiões Norte e Centro do país vão ser afetadas por chuvas fortes amanhã e sábado. É um alerta do IPMA, que prevê precipitação persistente e severa nestas regiões. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera dá conta de uma frente fria que vai passar por todo o território continental. A chuva vai começar a cair no Norte do país e já no final de hoje as condições vão agravar-se ainda mais a partir de amanhã.