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São 8 horas.

Jornal das 8, com edição do Miguel Gato. Cem personalidades da AD assinam um manifesto de apoio a Henrique Covey Melo para o cargo de Presidente da República.

Nomes ligados ao PSD, Alberto João Jardim, Ângelo Correia, António Capucho, Carmona Rodrigues ou Fernando Negrão, ou centristas como o antigo presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, fazem parte da lista divulgada esta manhã. Numa nota enviada às redações, pode ler-se que o contexto internacional, a somar às ameaças dos extremismos, à democracia, são preocupações particularmente importantes para estas figuras. De acordo com estes 100 subscritores, Portugal precisa de um presidente da República que seja profundo conhecedor da geopolítica mundial, europeísta convicto e que impulsione as reformas de que o regime precisa. Na perspectiva destes apoiantes, Henrique Covey Melo reúne as condições por ter, dizem, a retidão de um homem de Estado capaz de rasgar novos horizontes.

E hoje, Miguel, mais de 200 mil eleitores são chamados a ir às urnas.

Naquele que é o dia do voto antecipado para as eleições presidenciais, o direito de voto, que pode ser exercido este domingo apenas para quem fez inscrição prévia, são cerca de 218 mil as pessoas que podem votar hoje em todo o país, entre os quais o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. As urnas abriram agora às 08h e encerram às 19h.

E aproveitamos agora para fazer um resumo das declarações de ontem dos candidatos à Presidência da República. Começamos com Luís Marques Mendes. Apesar das sondagens desfavoráveis, o candidato, apoiado pela AD, acredita que vai vencer a primeira volta das presidenciais.

São declarações numa noite de banho de multidão em Aveiro, ontem à noite, nas festas de São Gonçalinho. Marques Mendes aponta para esse cenário de vitória na primeira volta. Depois de uma tarde dedicada à juventude, Marques Mendes recebeu um banho de multidão em Aveiro, onde motivado, acabou por estabelecer novos objetivos. Miguel Viterbo Dias.

Nas festas de São Gonçalinho, em Aveiro, as ruas já estavam cheias, mas foram muitos os que quiseram cumprimentar e tirar uma fotografia com Luís Marques Mendes, que, galvanizado, elevou a fasquia.

A minha convicção segura é de que eu vou passar à segunda volta em primeiro lugar. No dia 18 veremos quem tem razão. É a minha convicção. Posso errar, posso acertar.

A convicção de Marques Mendes, depois de durante a manhã, em Viana do Castelo, ter deixado no ar que tinha números melhores do que as sondagens conhecidas até o momento, e sobre sondagens, avisa que quem lidera durante muito tempo pode cair num erro.

As sondagens em que uma pessoa está em alta influenciam negativamente. Aquelas em que uma pessoa está um pouco mais em baixa, essas mobilizam. Estar sempre em alta não é uma grande ideia, porque fomenta triunfalismo.

O candidato apoiado pela AD, que devido ao elevado número de pessoas passou à margem da Capela de São Gonçalinho, onde são atiradas as cavacas, ainda assim satisfeito com a forma como foi acolhido, Marques Mendes tinha já dedicado a tarde aos jovens, onde revelou estar de bem com a vida.

O que é que eu diria ao Marques Mendes jovem? Eu recomendaria que fizesse o mesmo. Não me arrependo de nada do que fiz e fui sempre muito feliz. Uma coisa que eu sempre tive é que estou sempre de bem com a vida. Sempre de bem com a vida. Eu não estou propriamente assim zangado com ninguém.

E sabendo que há adversários que se movem melhor no mundo digital, admitiu que falha no TikTok, mas que a prioridade é outra.

Há alguns que são melhores do que eu a falar dos jovens no TikTok ou fazer números sobre os jovens no TikTok. É verdade. Mas verdadeiramente os problemas dos jovens não se vão resolver no TikTok, vão-se resolver com experiência a partir da Presidência da República.

Luís Marques Mendes numa tarde rodeado de jovens e uma noite em que quis mostrar banho de multidão para na rua contrariar as sondagens.

A reportagem do Miguel Viterbo Dias, que está a acompanhar a caravana de Luís Marques Mendes.

Já António José Seguro aponta à mira André Ventura.

O candidato apoiado pelo Partido Socialista diz que quer combater o CHEGA a todo o custo.

Em mim, ele terá sempre uma oposição aos extremismos e a querer acabar com a nossa democracia em Portugal. Terá aqui sempre. Enfrentarei. CHEGA de extremismos, que os extremismos não resolvem nenhum problema.

" CHEGA de extremismos", diz António José Seguro num comício ontem à noite em Paredes, no distrito do Porto, onde garantiu também que não se candidata à Presidência da República para substituir o primeiro-ministro.

Em oposição, André Ventura diz que fará de tudo para evitar que um socialista seja eleito o próximo chefe de Estado.

E deixa ainda um desafio a Luís Montenegro para que pense bem em quem vai apoiar na segunda volta, deixando a ideia de que os dois candidatos mais votados na primeira vão ser ele e António José Seguro.

Tudo farei, e acho que assim devia ser, e gostava de ouvir os outros candidatos dizer isso, que se passar um candidato socialista, tudo farão para o derrotar. Eu tudo farei para o derrotar. E isso significa que, podendo não gostar tanto de outros, preferirei do que um candidato do Partido Socialista. Gostava de saber se o PSD, se o primeiro-ministro, dizem o mesmo. E se não disserem, o eleitorado também avaliará a decisão e a capacidade de cada um. Nós não temos dúvidas. Nós não queremos mais socialismo em Portugal.

No distrito da Guarda, ontem à noite, André Ventura volta a prometer ser um presidente da República interventivo e reforça a vontade de ser diferente de Marcelo Rebelo de Sousa.

Henrique Covey Melo sobe o tom das críticas, desta vez, a João Cotrim de Figueiredo.

Sim, diz que o candidato apoiado pela iniciativa liberal é um lobo disfarçado de cordeiro pelas políticas econômicas que defende.

Se acham que o mercado resolve tudo, digam-no claramente, afirmem 30 vezes, 50 vezes, mas não andam a disfarçar-se de cordeiros quando são lobos. Nós precisamos de uma economia forte, mas uma economia com coesão social. Eu estou aqui para não deixar que a nossa sociedade se deslace mais, se torne mais desigual.

As críticas de Henrique Gouveia e Melo ontem à noite num jantar-comício na cidade do Porto, onde voltou a distanciar-se dos restantes candidatos a Belém.

Já João Cotrim de Figueiredo entende que as personalidades que o acusam de se apropriar do nome de Sá Carneiro ou Pedro Passos Coelho revelam falta de grandeza.

O candidato a Belém recusou mencionar nomes, mas os principais críticos têm sido o antigo presidente da República, também primeiro-ministro, Cavaco Silva, Luís Montenegro e o candidato a Belém, Marques Mendes. Ora, João Cotrim de Figueiredo diz que já tem defeitos suficientes e não é preciso, por isso, inventar mais.

Eu nesta campanha já fui acusado de me querer apropriar de Sá Carneiro e Passos Coelho. Acusado por quem, perguntam vocês? Por aqueles que, de facto, se querem apropriar dessas figuras. Deviam ficar felizes de terem referências com que os outros se identificam e que reclamem e que admirem. Mas não. Falta-lhes a grandeza para isso.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal respondeu ainda a quem o critica por falta de experiência política. Diz que, em termos de resultados eleitorais, tem mais experiência do que muitos candidatos que se candidatam a Belém nesta campanha eleitoral. Declarações num comício em Lisboa. Também na capital, ontem à noite, António Filipe voltou a acusar os cinco candidatos com mais intenções de voto nas sondagens de terem promiscuidade com o setor privado. No Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e numa alusão ao candidato apoiado pelo PS, Catarina Martins declarou ontem que o voto mais seguro é na candidatura apoiada pelo Bloco de Esquerda. Em Almada, Jorge Pinto disse querer tirar o país dos braços da direita e devolver o equilíbrio político a Portugal.

Mudamos de tema. No Irão, morreram pelo menos 116 pessoas nos protestos dos últimos dias contra o regime.

É o que avança a organização não governamental criada por exilados iranianos, de acordo com a agência de notícias dos ativistas pelos direitos humanos, com sede nos Estados Unidos, o número de detidos também aumentou para mais de 2600. O Irão continua com as ligações cortadas, o que faz com que seja difícil avaliar o real impacto destas manifestações. São já dois dias que o país está sem internet e com dificuldades nas linhas telefônicas.

E perante esta situação no Irão, Donald Trump está a ponderar seriamente um ataque no país.

Isto como forma de responder aos abusos e à violência do regime sobre a população. É o que avança o The New York Times, que escreve, no entanto, ainda não haver uma decisão final por parte da Casa Branca, mas a hipótese está em cima da mesa.

Vamos ao desporto, até porque já é conhecido o campeão de inverno. O Vitória Sport Clube bateu ontem à noite o Sporting de Braga num jogo de loucos, Miguel.

Exatamente. Foi um dérbi do Minho inédito e o conjunto da cidade de Guimarães levou a melhor. O Vitória venceu o Braga por 2x1, após estar a perder por 1x0 ao intervalo. Ndoye voltou a ser herói ao marcar o gol que valeu a conquista da Taça da Liga para Guimarães, assim como Charles, o guarda-redes do Vitória, que defendeu uma grande penalidade já para lá do minuto 90. O Vitória Sport Clube vence assim a primeira Taça da Liga da história do clube. O emblema vimaranense não vencia um título nacional desde a conquista da Taça de Portugal, em 2013, na final diante do Benfica.

É um assunto que vamos analisar na edição deste domingo do "E o Campeão É". É para ouvir depois das 11h30. O Jornal das 8 fica por aqui. Teve edição do Miguel Gato. Até já, Miguel.

Até já, João.