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Bom dia. São oito horas. As notícias às oito com Luís Soares. Sexto dia de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão. Washington está a preparar-se para um conflito que pode durar mais de 100 dias.
É o que escreve o jornal norte-americano "Político". O Comando Central do Departamento de Defesa dos Estados Unidos pediu o envio de mais especialistas em inteligência artificial para a sede na Flórida. O objetivo é apoiar a ofensiva contra o Irão no cenário mais prolongado. Donald Trump já tinha afirmado anteriormente que esta ação poderia durar quatro a cinco semanas e o exército israelita planeia mesmo continuar a bombardear o Irão durante os próximos 15 dias. No entanto, esta guerra pode arrastar-se durante bastante mais tempo.
O ministro da Defesa israelita conversou com o chefe do Pentágono, que defende que o conflito é para levar até ao fim.
Foi essa a expressão utilizada por Pete Hegseth, de acordo com o exército israelita. A conversa telefónica aconteceu ontem à noite e o governante norte-americano elogiou a cooperação entre os dois países. Num comunicado citado pelo jornal "Times of Israel", o gabinete de Israel Katz escreve que Hegseth prometeu total colaboração dos Estados Unidos até ao fim. O ministro da Defesa israelita agradeceu a Donald Trump pelo apoio prestado nesta ofensiva.
E Tel Aviv anunciou esta manhã uma nova vaga de ataques em Teerão. Tem como alvo as principais infraestruturas do Estado iraniano na capital do país.
Um ataque que está em andamento. De acordo com a Al Jazeera, têm sido ouvidas explosões em várias cidades do Irão. A mesma fonte diz que uma porção considerável dos habitantes da capital iraniana já fugiu da cidade desde o início da ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos. Há também relato de novos ataques no Líbano, perto do campo de refugiados a norte de Tripoli.
Entretanto, o Irão nega ter tentado atacar a Turquia. Isto depois da notícia de que a NATO interceptou um míssil iraniano no espaço aéreo do país.
A Turquia diz que esse míssil foi disparado do Irão, atravessou o Iraque e a Síria antes de se dirigir para o espaço aéreo turco. Foi neutralizado por sistemas de defesa aérea da NATO estacionados na região. O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão respondeu esta manhã, através de um comunicado divulgado pela Agência de Notícias estatal Mehr, nega ter disparado qualquer míssil contra a Turquia, garante respeitar a soberania do país vizinho e amigo. Entretanto, na última hora, o Irão diz que atacou grupos curdos no Iraque, depois de ter advertido o que chama de grupos separatistas opostos à revolução contra ações nesta guerra.
Na atualidade política nacional, Luís Montenegro desafia Pedro Passos Coelho a candidatar-se à liderança do PSD. O presidente do partido quer antecipar as eleições internas para maio.
É uma resposta, ainda que indireta, aos vários recados lançados pelo antigo primeiro-ministro ao governo ao longo das últimas semanas. Na reunião do Conselho Nacional do partido, Luís Montenegro deixou o desafio destinado a quem mostre dúvidas sobre o caminho que está a ser seguido pela liderança social-democrata. Miguel Vítor Dias.
Depois de uma semana intensa de recados de Pedro Passos Coelho, Luís Montenegro desafia o antigo líder a ir a jogo.
Gosto de ser claro e direto. Se houver um caminho alternativo e diferente, que seja apresentado.
O primeiro-ministro e presidente do PSD vai antecipar as eleições diretas no partido para maio e desafia os que tiverem dúvidas a avançar numa jogada construída para condicionar Passos e retirar legitimidade ao antigo primeiro-ministro para criticar este governo. Numa intervenção carregada de recados, Luís Montenegro acha estranho que dentro do PSD existam dúvidas.
Nós podemos compreender que os nossos adversários tentem desvalorizar ou diminuir o impacto e até a profundidade daquilo que estamos a fazer. Será mais estranho, será mesmo um equívoco gigante, que sejamos nós a ter dúvidas sobre isto.
E afasta-se também da colagem a António Costa, feita por Passos Coelho.
Aqueles que no PSD se conformarem às narrativas dos partidos da oposição e às considerações daqueles que acham que este governo e este primeiro-ministro são uma segunda versão dos governos e do primeiro-ministro que os antecedeu, aqueles que tiverem dúvidas no PSD, de facto, não estão a compreender aquilo que nós estamos a fazer.
Luís Montenegro diz aceitar com humildade reparos ao caminho feito, que sejam contributos para melhorar, mas avisa que isso é diferente de ter dúvidas sobre o percurso do governo.
Podemos ter a intenção de ajudar ou incentivar a irmos ainda mais longe, mas não podemos ter dúvidas sobre o caminho que estamos a trilhar, porque se nós tivermos dúvidas, não vamos ser capazes de garantir a estabilidade.
O presidente do PSD a responder à semana intensa de Passos Coelho, desafiando o antigo líder a clarificar a estratégia para o futuro.
Miguel Vítor Dias e os desafios deixados no Conselho Nacional do PSD, que decorreu ontem no Centro de Congressos de Lisboa. Isto depois de uma semana em que Pedro Passos Coelho apareceu por diversas vezes no espaço público com recados à liderança de Luís Montenegro no governo.
Marcelo Rebelo de Sousa preside hoje à reunião do Conselho de Ministros. É a última antes de abandonar o cargo de presidente da República. No final, Luís, vai almoçar a sós com o primeiro-ministro.
Uma reunião que vai ter como temas o PTRR, também a situação geopolítica ou a língua portuguesa e a lusofonia. Vai acontecer na residência oficial do primeiro-ministro em São Bento. Tem início marcado para às 10h30 da manhã. No final, vai haver essa sessão de cumprimentos entre presidentes e todo o governo, seguindo-se um almoço a dois entre Marcelo Rebelo de Sousa e Luís Montenegro. Estes são os últimos dias de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém. Já em tom de despedida, ontem ficou imortalizado no Museu da Presidência. Foi desvendado o retrato oficial encomendado ao artista Vhils. Um retrato que marca uma rutura, Vasco Maldonado Correia, com as práticas levadas a cabo pelos antecessores do chefe de Estado.
Foi a ideia mais louca que tive em 10 anos de mandato.
A escolha do artista já fazia prever um retrato oficial diferente e essa originalidade foi pedida pelo próprio presidente da República.
Fiz a pergunta ao senhor presidente: como quer ser representado para o futuro? E ele respondeu-me: "Com o peso de dois mandatos".
Como explica o artista Vhils, o retrato de Marcelo marca a diferença para o passado, logo pelo formato.
Este retrato é feito de jornais nacionais de 2016 a 2026, colados, sobrepostos, escavados por incisão e no final cobertos de branco. É a primeira vez que um retrato não é pintura, é relevo, volume e matéria.
O resultado final mostra, por isso, Marcelo Rebelo de Sousa acompanhado por capas de jornais que marcaram a última década.
Ali o retrato de alguém que foi primeiro-ministro comigo, em tempos. Ali, problemas dos fogos, acolá, problemas da pandemia.
O chefe de Estado admite que ficou chocado com a primeira impressão, mas considera que as diferenças para o passado representam bem os tempos que correm.
E se fizerem o exercício de percorrer a galeria e depois viram para a democracia e chegam aqui, é de facto verdade o que eu muitas vezes dizia, que é que aos 50 anos de democracia virou-se um círculo.
Ao fim de contas, Marcelo gosta da forma como Vhils o retratou.
Tive uma noite inteira a meditar sobre o retrato, que é muito forte. E nesse sentido, pensei que de facto foi a coisa mais louca que fiz, mas ainda bem que fiz.
Mas admite que teve de recorrer a outras opiniões.
E levei umas cobaias que trabalham comigo, que são pessoas cultas e civilizadas, mas muito conservadoras, muito pé de elástico etc. E eu disse: "Se eles não gostarem, já percebi que isto vai ser uma rutura de todo o tamanho".
Marcelo Rebelo de Sousa, nos últimos dias antes de abandonar Belém, fica agora imortalizado no Museu da Presidência. Está pouco interessado em saber se o público também aprova o retrato oficial.
Se correr bem o que digo por mim, já não é mau.
Aos últimos passos de Marcelo Rebelo de Sousa enquanto residente do Palácio de Belém, o artista Vhils revelou também que só aceitou fazer o retrato oficial se não fosse remunerado e se esse pagamento fosse distribuído por uma série de artistas escolhidos pelo próprio.
São agora 08h08, Luís. Antes dos Momentos de Glória, que outras notícias marcam a atualidade?
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reúnem-se hoje por videoconferência e vão discutir o conflito do Médio Oriente. A reunião está marcada para às 10h, hora de Lisboa. A diretora-geral do FMI avisa que a economia mundial está novamente a ser posta à prova, desta vez por causa deste conflito lançado por Estados Unidos e Israel contra o Irão, em Bangkok. Kristalina Georgieva diz que a incerteza é agora a nova norma e se este conflito vier a prolongar-se, poderá afetar os preços mundiais da energia, o sentimento dos mercados e também a inflação, e assim colocar novas exigências aos decisores políticos em todo o mundo. O Tribunal Central Criminal inicia a repetição do julgamento do duplo homicídio ocorrido no Centro Ismaili, em Lisboa, em março de 2023. A repetição do julgamento acontece depois do Supremo Tribunal de Justiça considerar nulo o acórdão e ter mandado reabrir o caso por não ter sido comunicado ao arguido, que deixou de ser considerado inimputável.