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As notícias com Carla Jorge Carvalho. No dia em que a UGT se reúne para decidir se aprova ou não a lei laboral, o primeiro-ministro avisa que um chumbo da reforma seria indesculpável.

O Observador noticiou esta semana que as confederações patronais já deram o sim à mais recente versão da reforma laboral. Falta apenas a decisão da UGT, que pode ser anunciada hoje. A reunião do Secretariado Nacional está marcada para esta manhã e é o que vai decidir. Ontem à noite, véspera desta reunião, o primeiro-ministro Luís Montenegro aumentou a pressão sobre a UGT.

Será, de facto, indesculpável que o país não aproveite esta oportunidade para criar as condições para podermos pagar melhores salários, para podermos ter empresas mais competitivas, para podermos reter a nossa juventude, a nossa capacidade de trabalho em Portugal e podermos, portanto, seguir em frente, virar esta página e nos abalançarmos a outros fatores de competitividade para também por essa via, darmos condições às empresas e ao trabalho poder sair mais valorizado.

Luís Montenegro, em declarações no arranque do Conselho Nacional do PSD de ontem à noite. O primeiro-ministro admitiu também a possibilidade do regresso ao déficit por causa da guerra no Médio Oriente. Isto para adotar medidas que ajudem os portugueses.

Não temos nenhuma obsessão com os superávits do orçamento. Se algum dia for preciso sacrificar esse resultado para que as pessoas sofram menos impacto e para que a economia também possa suster impactos mais negativos, nós tomaremos as medidas respetivas, porque felizmente, se tivéssemos um pequeno déficit, continuávamos a ser, mesmo assim, os campeões da estabilidade financeira e econômica na Europa.

Luís Montenegro, num discurso no arranque do Conselho Nacional do PSD. Nesta reunião foi aprovada a realização das diretas e também do congresso do partido.

O inquérito criminal ao caso das mães despedidas do Bloco de Esquerda ainda está em investigação. As autoridades ainda não ouviram nenhum dos visados.

Falamos do despedimento de cinco trabalhadoras que tinham sido mães há pouco tempo, algumas delas em período de amamentação. O caso remonta a janeiro de 2025. Passado todo este tempo, a Rádio Observador apurou que a investigação continua, ainda sem conclusões. Nadine Soares.

O Ministério Público avança à Rádio Observador que o inquérito ainda está em fase de investigação e sob segredo de Justiça. Quer isto dizer que ainda estão a ser recolhidas provas e que não há uma acusação formal. É uma fase em que as pessoas envolvidas já podem ser ouvidas. No entanto, fonte do Bloco de Esquerda revela que o partido não recebeu qualquer comunicação até agora do Ministério Público e reitera que a lei foi sempre cumprida. Esta fonte responde em nome da atual direção, liderada por José Manuel Pureza e também da antiga coordenadora Mariana Mortágua. A Rádio Observador contactou também Érica Postiço, uma das mães despedidas pelo Bloco de Esquerda, que na altura foi a única a falar publicamente do caso. A antiga funcionária criticou o Bloco de Esquerda por não ter protegido as recém-mães e acusou o partido de ter proposto um falso contrato para compensar o despedimento. Agora, em resposta à Rádio Observador, diz que não tem conhecimento do processo e tanto quanto sabe, este nem avançou.

Nadine Soares com o caso das mães despedidas pelo Bloco de Esquerda. Este é o tema de onde para o caso da Rádio Observador.

Um programa para ouvir na íntegra. Na tarde política de hoje, passa depois do jornal das 17h. O fundador do Doutor Finanças foi denunciado por assédio sexual e moral. Está a decorrer um processo disciplinar e Rui Pedro Bairrada está impedido de entrar na empresa.

O Doutor Finanças é uma empresa intermediária de crédito. As denúncias remontam à altura em que Rui Pedro Bairrada era CEO, atualmente é chairman. Ao Observador, fonte oficial do Doutor Finanças confirma a suspensão de Rui Pedro Bairrada devido às denúncias internas. A editora adjunta de sociedade do Observador, Leonor Riso, explica que em causa estão comentários dirigidos sobretudo a mulheres.

As denúncias remontam a um período anterior a janeiro de 2025. Neste momento, houve dois conjuntos de denúncias, pelo que o Observador apurou, que levaram à elaboração de duas notas de culpa, com as quais Rui Pedro Bairrada foi confrontado e que realmente notam-se aqui alegações de assédio sexual e moral que visavam trabalhadoras, pessoas do sexo feminino, e que, segundo os relatos que nos chegaram, podem estar aqui em causa comentários impróprios em contexto profissional e gritos com as pessoas. É de frisar que no Doutor Finanças, a maioria dos funcionários são mulheres.

E ao Observador, o fundador do Doutor Finanças garante que está de consciência tranquila. Rui Pedro Bairrada rejeita as acusações de assédio sexual e moral e garante que toda a verdade será reposta.

Esta é a notícia que faz manchete a esta hora no site do Observador. É também o tema da história do dia, já disponível em podcast. O Metro de Lisboa está hoje fechado por causa de uma greve de 24 horas dos trabalhadores. Carla, prevêem-se, por isso, muitos constrangimentos no trânsito.

Esta greve foi anunciada só ontem, não tem serviços mínimos. A Metro de Lisboa dá conta no site oficial que todas as linhas estão encerradas. A Matilde Malva Sabino está na estação do Campo Pequeno, centro de Lisboa. Matilde, quais são os impactos desta greve?

Bom dia, Carla. As filas são longas nas paragens de autocarro, quase uma centena de pessoas que aguarda neste momento, na esperança de conseguirem entrar nas viaturas. O problema é quando os autocarros aqui chegam, já vêm cheios, entram algumas pessoas, pouco mais de uma dezena, e as viaturas partem deixando para trás a longa fila de pessoas. É o caso da passageira Diana Pinheiro, que normalmente apanha o metro para ir trabalhar de manhã, entrava agora às 8h ao serviço, mas já sabe que vai chegar atrasada.

Vim de comboio aqui para Entrecampos e apanhei o comboio habitual. Eu estava a contar que tivesse que esperar um pouco pelo autocarro, mas não pensei que fosse tanto tempo.

O testemunho de uma passageira, Diana Pinheiro, que já está há mais de meia hora na fila e ainda não conseguiu entrar num autocarro para conseguir ir trabalhar. Os constrangimentos são esperados ao longo de todo o dia. Isto porque, como disseste, Carla, a greve vai durar 24 horas, o dia todo, e não foram decretados serviços mínimos pelo tribunal arbitral. Recordo que estão em greve nesta quinta-feira os trabalhadores das chefias do posto de comando central do Metropolitano de Lisboa e em entrevista à Rádio Observador, a dirigente sindical da FECTRANS, a Federação do Sindicato de Transportes e Comunicações, Anabela Carvalheira, explica que esta greve justifica-se com a falta de contratações, que leva funcionários a serem obrigados a assumir vários postos de trabalho, algo que no fundo, mete-se também em causa a segurança dos passageiros que usam os serviços do Metropolitano de Lisboa. Mas há também ainda outro problema, casos de assédio moral e laboral por parte da direção. E a FECTRANS espera que o Metropolitano de Lisboa encontre uma solução para estes problemas. A dirigente sindical diz que tem havido interesse por parte da administração para tentar encontrar uma solução, mas que até agora não houve um compromisso suficiente para os resolver e, assim sendo, até não terem essa garantia por parte da administração do Metropolitano de Lisboa, continuam em greve hoje e está marcada também uma segunda greve na próxima terça-feira, dia 14.

Para já, as primeiras horas desta greve com o impacto registrado aqui em direto pela reportagem da Matilde Malva Sabino.

São agora 08h09, Carla. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Pelo menos 254 pessoas morreram em ataques de Israel no Líbano nas últimas horas. Há mais de 1100 feridos, é o que dão conta as autoridades libanesas. Entretanto, o Estreito de Ormuz continua fechado. Donald Trump ameaça usar uma força sem precedentes contra o Irã, é a expressão utilizada, e isto caso o país não cumpra com o que foi acordado no cessar-fogo. A TAP fechou o último ano com lucros na casa dos quatro milhões de euros, menos 50 milhões em comparação com o ano anterior. Os dados foram divulgados esta manhã em comunicado pela transportadora aérea portuguesa, a caminho de uma privatização minoritária. A empresa justifica esta quebra nos resultados com um efeito não recorrente relativo ao ajuste no IRC.