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Começa agora o Jornal das 8, com a edição do Miguel Gato. O presidente da República e o primeiro-ministro juntam-se hoje no Luxemburgo a propósito do início das comemorações do Dia de Portugal.

Luís Montenegro junta-se a António José Seguro depois de terminar a participação na Cimeira da União Europeia nos países Balcãs. O primeiro-ministro vai estar num jantar privado com o presidente da República e também o chefe do governo do Luxemburgo esta noite. Mas antes disso, Seguro tem um dia preenchido. É recebido, juntamente com a mulher, de manhã, pelo Grão-Duque do Luxemburgo. As tradicionais honras militares são seguidas de um almoço. À tarde, António José Seguro vai reunir-se com deputados e membros do governo luxemburguês e depois acontece esse jantar, já com a presença de Luís Montenegro. É assim que o presidente da República vai passar o segundo dia da visita oficial ao Luxemburgo, a propósito das comemorações do Dia de Portugal. É esta visita que termina amanhã, com um dia dedicado à comunidade portuguesa. Já ontem, António José Seguro esteve reunido com empresários portugueses que vivem no Luxemburgo.

E Miguel, a autarquia de Leiria deixa um aviso ao governo: vai ser difícil cumprir os prazos estabelecidos pelo Executivo para a limpeza de todos os terrenos, isto face ao agravamento do risco de incêndios rurais.

O governo criou em abril o Comando Integrado de Prevenção e Operações, uma estrutura que reforça a capacidade de resposta do Estado para a limpeza dos terrenos, à medida que se aproxima o verão e essa altura onde aumenta o risco de incêndios rurais. Este órgão foi apresentado precisamente em Leiria, a região com o maior número de sinalizações de terrenos a serem limpos, muito por causa da passagem da Depressão Christine. O governo quer os terrenos limpos integralmente até o final do mês, mas em declarações à Rádio Observador, Luís Lopes, vereador com o pelouro da Proteção Civil em Leiria, explica que é impossível cumprir esse prazo e explica o porquê. Há falta de recursos para o fazer.

Esta operação, que por si já seria complexa só pela dimensão da área, também a forma como a nossa floresta está neste momento condiciona muito a capacidade de intervenção dos proprietários. Portanto, não temos os recursos suficientes. Seria praticamente impossível um país com a nossa dimensão ter esta quantidade de recursos necessária para toda a área que estamos a falar, não só o Conselho Leiria, mas ainda assim estamos a tentar mobilizar o máximo de recursos, definir prioridades, começar por proteger as pessoas e o edificado, e depois iremos, sim, continuar a trabalhar na floresta para proteger aquela que ainda nos sobra, que ainda é alguma, felizmente, e temos que olhar precisamente para o potencial que ela tem de se renovar e regenerar nos próximos anos, mas para isso precisamos de conseguir retirar a madeira que está caída.

O vereador de Leiria, Luís Lopes, confirma à Rádio Observador que já foram limpos muitos hectares de propriedades, de terras que foram afetadas pela passagem da Depressão Christine, por parte das juntas de freguesia e autarquias, mas também confirma que há muito trabalho a fazer, ainda cerca de 10 mil hectares de madeira caída na região. Estas palavras de Luís Lopes surgem depois de ontem o ministro da Administração Interna ter assumido que teme a época de incêndios este verão, sobretudo na zona de Leiria. A autarquia partilha dessa preocupação.

E que requer a colaboração de toda a gente, não só na retirada da madeira, mas também, principalmente durante este ano. Quando digo este ano, esta campanha de incêndios, que todos estejam muito atentos, que evitem comportamentos de risco, que nos ajudem a ser também vigilantes e protetores do território, porque efetivamente todo o Conselho tem imensos danos na floresta. A floresta que temos neste momento é algo completamente atípico e que ou há o entendimento que efetivamente há a necessidade de mobilização da comunidade como um todo para proteger o seu próprio território e que, por mais recursos que tenhamos, seja nas câmaras municipais ou outras, será extremamente difícil, havendo incêndios, principalmente incêndios de grande dimensão, sermos tão eficientes como temos sido no passado.

Os apelos também à população, vindos do vereador em Leiria, com a tutela da Proteção Civil, Luís Lopes, com o aproximar da época de risco de incêndios.

Atualidade internacional, Miguel. Apesar do cessar-fogo em vigor no Médio Oriente, desta madrugada há registo de uma troca de ataques entre Irão e Estados Unidos.

Começamos pelo mais recente. A Guarda Revolucionária do Irão afirma ter atacado bases inimigas no Médio Oriente, no Koweit e também em Bahrein, países que albergam importantes bases militares dos Estados Unidos no Golfo. Koweit e Bahrein, que emitiram esta madrugada alertas de ataque aéreo, sendo que no caso do Koweit, o exército anunciou que abateu uma vaga de ataques com mísseis e drones vindos do Irão. O exército dos Estados Unidos avança na rede social X que o Irão disparou sete mísseis contra estes dois países, mas garante que seis foram interceptados e o último falhou o alvo. As Forças Armadas norte-americanas acrescentam ainda que não foram registados feridos entre os soldados norte-americanos destacados na região. Também esta madrugada, o exército norte-americano anunciou ter atingido várias estações de vigilância costeira do Irão. A informação foi avançada pelo Comando Central Norte-Americano, através de uma publicação também na rede social X.

E perante este cenário de incerteza e face às negociações de paz no Médio Oriente, Donald Trump garante que os Estados Unidos vão sair por cima.

O presidente norte-americano volta a dizer que está para muito breve a saída dos Estados Unidos do Médio Oriente.

As pessoas estão realmente de bom humor, porque estamos num ponto em que vamos sair do Irão muito rapidamente e vai ser de uma forma ou de outra, seja com um pedaço de papel ou da forma mais bruta. E a forma mais bruta pode ser a forma mais fácil, mas vamos sair e o preço dos fertilizantes vai descer muito e voltar ao que foram há quatro meses. O preço dos fertilizantes está a descer, a energia está a descer, o óleo e o gás estão a descer muito.

Donald Trump em declarações ontem na Casa Branca sobre a situação que se vive no Médio Oriente.

E vamos ao futebol. Em preparação para o Mundial 2026, a seleção nacional de futebol precisamente joga hoje, Miguel. É o primeiro de dois jogos de preparação.

Defronte esta tarde o Chile, no Estádio do Jamor. Já esse segundo jogo é no dia 10, Dia de Portugal, frente à seleção nigeriana. Na antevisão feita ontem, Roberto Martínez, o selecionador nacional, realçou que a prioridade da partida de hoje não é a vitória.

O foco amanhã para nós não é ganhar contra o Chile. O foco é melhorar como equipa e depois a consequência é tentar ganhar, porque vestir a camisola de Portugal é para tentar ganhar o jogo, mas não é a prioridade. Não é fazer tudo para ganhar o jogo. O contrário, é fazer tudo para melhorar a equipa ao nível individual. Vamos utilizar as 11 substituições para gerir os minutos que os nossos jogadores precisam.

Roberto Martínez, que ainda não tem todos os jogadores do plantel disponíveis, não conta com Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos, por causa da partida da final da Liga dos Campeões, e também não conta com Matheus Nunes por lesão.

Portugal-Chile, que arranca às 18h45 desta tarde, é um jogo que conta com relato e análise aqui na Rádio Observador. Vamos fechar, Miguel, com a seleção nacional feminina, que venceu a Letónia por 5x0.

Jogo que aconteceu ontem no Estádio do Estoril Praia, uma partida a contar para a qualificação do Mundial de Futebol Feminino de 2027, para o ano, realiza-se no Brasil. Golos só na segunda parte e foram muitos. Kika Nazaré bisou. Também marcaram Carolina Santiago, Ana Capeta e Dolor Silva. A seleção nacional de futebol feminino está no primeiro lugar do grupo três de qualificação para o Mundial do próximo ano e basta apenas mais um empate para as Navegadoras para que Portugal se classifique diretamente para o Campeonato do Mundo de Futebol Feminino.

Fechamos por aqui esta edição das 8 com Miguel Gato.