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Observador. Jornal das 8, edição do jornalista Luís Soares. A TAP teve um prejuízo de perto de € 100 milhões na primeira metade deste ano.
E tudo por causa do aumento dos custos com os combustíveis. Os resultados financeiros da TAP referentes ao primeiro semestre do ano foram conhecidos esta manhã. A transportadora aérea portuguesa teve um prejuízo de € 99.200.000, mais 40% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em comunicado, a empresa diz que foi fortemente penalizada pela subida dos combustíveis, mas destaca pela positiva o aumento do número de passageiros transportados e também o crescimento da receita. A TAP transportou entre janeiro e junho deste ano mais de oito milhões de passageiros em 57 mil voos, com as receitas a crescer mais de 4% face aos primeiros seis meses do ano passado. Apesar deste aumento, as receitas não foram suficientes para cobrir os custos com a TAP a adiantar que o preço dos combustíveis cresceu perto de 19% durante o primeiro semestre do ano.
No Nepal, as autoridades começaram a enterrar as vítimas das inundações sem esperar pela identificação dos corpos.
A decisão foi tomada por razões de saúde pública, porque muitos cadáveres começaram a decompor-se e as morgues já não têm capacidade para receber mais vítimas. Antes de cada enterro, é recolhida uma amostra de ADN para que os corpos possam ser identificados mais tarde pelas famílias. A medida surge cinco dias depois das inundações repentinas que destruíram aldeias inteiras na região dos Himalaias, enquanto as operações de socorro também continuam. Quase 5 mil pessoas continuam desaparecidas no Nepal e na China, incluindo três portugueses. Cerca de 900 pessoas morreram na sequência desta catástrofe.
E no conflito do Médio Oriente, o Irão retaliou depois dos ataques norte-americanos no Estreito de Ormuz.
As forças militares norte-americanas atacaram lançadores de foguetes do Irão no Estreito de Ormuz. As forças norte-americanas visaram instalações militares iranianas na ilha de Larak para impedir o lançamento de minas navais no estreito, que tem sido o maior ponto de tensão nos últimos meses. Em resposta, as forças iranianas dizem ter atacado bases utilizadas pelos norte-americanos na Jordânia. Uma fonte do exército dos Estados Unidos, citada pela agência Reuters, assegura que os mísseis do Irão foram todos interceptados, não tendo provocado danos de maior. No gabinete de guerra desta manhã, o especialista em relações internacionais, Miguel Baumgartner, diz que o atual cenário no Estreito de Ormuz beneficia a estratégia iraniana.
O Irão precisa que o Estreito de Ormuz continue neste ponto, digamos assim, com uma certa inflexibilidade, porque é a sua grande arma no teatro. E é a sua forma de, de alguma forma, ir mantendo esta presença contra os Estados Unidos, dizendo aos Estados Unidos que o Irão está ali, que o Irão não negociou, que os Estados Unidos não negociaram, que os Estados Unidos não levantaram as sanções ao Irão, que os Estados Unidos não devolveram os ativos congelados e que, portanto, este é o ponto de inflação que os dois vão ter que discutir.
Análise de Miguel Baumgartner esta manhã aos ataques desta madrugada entre Estados Unidos e Irão, os primeiros desde o final de julho.
E na política nacional, Luís Montenegro admitiu falhas com o processo de correção dos exames nacionais, mas a oposição acusa o primeiro-ministro de branquear os erros.
O primeiro-ministro lamentou as falhas que existiram durante o processo de digitalização dos exames, mas garante que o sistema é para continuar. No encerramento da Universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, Luís Montenegro diz que mantém a confiança neste modelo.
Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo nós mantivemos a nossa determinação e mantivemos a nossa convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.
Luís Montenegro perante uma plateia de jovens sociais-democratas, em que anunciou ainda a criação da Universidade de Bragança e do Norte Interior, num assumir de culpas tímido sobre os exames nacionais, que mereceu críticas da oposição à esquerda. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusa o primeiro-ministro de irresponsabilidade.
Percebe-se bem porque é que ele procurou fazer hoje o grande branqueamento político do ministro da Educação. É porque foi mesmo dos maiores falhanços que teve no governo, criando graves desigualdades, quer no acesso à informação, quer no acesso às candidaturas do ensino superior. Hoje, há famílias e há jovens que ainda têm a sua vida por resolver em relação ao seu futuro. Foi um grande exercício de branqueamento político, de uma grave irresponsabilidade, que foi avançar com a digitalização dos exames de uma só vez.
José Luís Carneiro durante uma visita à Feira de Agosto, em Grândola, o mesmo local em que horas depois também o secretário-geral do PCP acusou o líder do governo de querer mudar a carreira docente. Ainda à esquerda, o coordenador do Bloco diz que a gestão dos exames foi mais do que um caso de incompetência e que os cortes no Ministério da Educação provocaram estes problemas com os exames nacionais.
O processo que envolve o empresário José Veiga e Paulo Santana Lopes refere a utilização de avestruzes e póneis como contrapartidas de corrupção no caso Rota do Atlântico.
É o que se lê no despacho de acusação deste processo, que tem 1600 páginas e que foi deduzida em dezembro do ano passado. Em causa estão contratos no valor de 2,5 mil milhões de euros no processo que envolve o empresário José Veiga e também Paulo Santana Lopes. Ao todo, nove arguidos foram acusados de crimes de corrupção ativa com prejuízo do comércio internacional, branqueamento e fraude fiscal qualificada. Neste momento, decorre a fase de instrução, que parece ainda estar longe do fim e por isso mesmo, as procuradoras pediram a separação do processo em relação aos dirigentes públicos congoleses. O prazo para a apresentação das contestações só termina a 3 de outubro. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica o que está em causa neste processo.
O que está aqui em causa são montantes realmente astronômicos numa história que tem José Veiga como personagem principal. Estamos a falar de obras públicas, carteira de obras públicas, que uma empresa chamada Asperbras, uma empresa brasileira representada por Veiga, conseguiu no Congo, Brazzaville, obras públicas no valor de 2,5 mil milhões de euros. Estamos a falar do pagamento alegado, segundo o Ministério Público, pagamento de contrapartidas em relação ao filho do presidente do Congo e também ao então ministro das Finanças do Congo, Brazzaville, de 76,7 milhões de euros e só Veiga ter-se-á apropriado para si de mais de 180 milhões de euros. É muito dinheiro e são valores realmente muito astronômicos.
Luís Rosa, na história do dia de hoje, contactado pelo Observador, José Veiga não respondeu aos pedidos de comentário enviados. Apenas Paulo Santana Lopes reagiu, nega qualquer envolvimento em esquemas de corrupção.
São 20h07, Luís, é a hora que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira.
Termina hoje o prazo para Portugal executar o plano de recuperação e resiliência. Na sexta-feira passada, num balanço aos jornalistas sobre a aplicação do PRR, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, garantiu que estão totalmente concluídas as 44 reformas com que Portugal se comprometeu com Bruxelas e com a conclusão destas metas, Portugal assegura os mais de 16 mil milhões de euros de subvenções atribuídas a Portugal. A Carris apresenta hoje a solução para o futuro elevador da Glória. A poucos dias de se cumprir um ano do acidente que provocou 16 vítimas mortais e 24 feridos, a empresa vai apresentar a estratégia para o futuro do elevador, que promete preservar a identidade e a relação do ascensor com a cidade, garantindo segurança e integração no espaço público.