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As notícias com o jornalista Luís Soares. André Ventura anuncia hoje a decisão final sobre a moção de censura ao governo. O presidente do Chega revela que está agora mais perto de avançar, depois das mais recentes declarações do ministro da Administração Interna.
Declarações que André Ventura descreve como atrozes. O presidente do Chega tinha dito que ia apresentar até ontem a decisão sobre uma moção de censura, mas ao final da tarde revelou que o partido ainda não tinha chegado a uma conclusão. Já à noite, em entrevista à CNN Portugal, e depois de novas declarações de Luís Neves durante a tarde na Madeira, André Ventura confirmou que está inclinado para avançar.
Eu, pessoalmente, estou mais tendente a avançar do que a não avançar, face a este conjunto de suspeitas que lhe referi.
O que está a dizer é: quer muito avançar, mas há algo que o deixa.
Não, estou a dar uma opinião pessoal, estou a dá-la aqui enquanto cidadão, enquanto líder de um partido. Tenho uma responsabilidade, eu não faço a gestão de mim próprio só. Eu lidero um partido, o segundo maior do país, com muitos milhares de militantes, com muitos deputados, com muitos dirigentes. A minha tendência é esta, face ao que está a acontecer e face às explicações absolutamente atrozes de Luís Neves durante a tarde de hoje. Porém, farei aquilo que, em nome da integridade e da decência, acho que deve ser feito.
O líder do Chega diz que ficou desapontado e estupefacto com as declarações de ontem do ministro da Administração Interna. Considera que existe um consenso quase absoluto de que o governante já não tem condições para continuar. Luís Neves afastou ontem qualquer hipótese de demissão, admitiu ter cometido um ou outro erro e garantiu que vai continuar de pedra e cal no governo.
Este é um assunto também em destaque nesta hora no site do Observador. O Hospital Amadora-Sintra ultrapassou esta manhã as 11h de tempo de espera para a primeira observação. Na margem sul, o Hospital do Barreiro chega quase às 12h.
A ministra da Saúde tinha avisado já que nas próximas semanas iria haver uma grande pressão sobre os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo. Os tempos de espera têm vindo a subir e Ana Paula Martins admite que a situação ainda pode piorar. Olhando para os dados do portal do SNS, o Hospital Amadora-Sintra volta a ser dos que regista mais constrangimentos. Esta manhã chegou às 11h30 de espera. Entretanto, a situação melhorou ligeiramente. No Santa Maria, o maior hospital do país, aumentou o tempo de espera para quase 9h. Situação semelhante no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures. Na margem sul do Tejo, a situação é muito complicada no Hospital do Barreiro, 12h de tempo de espera esta manhã. O Garcia de Orta, em Almada, está com 6h. Isto tudo de acordo com dados oficiais do portal do Serviço Nacional de Saúde.
Os Estados Unidos lançaram novos ataques aéreos contra o Irão, numa nova escalada do conflito no Médio Oriente. Teerão respondeu com ataques contra alvos norte-americanos no Bahrein, Koweit, Jordânia e Iraque.
Os Estados Unidos confirmam que concluíram esta madrugada uma nova onda de ataques contra a Guarda Revolucionária Islâmica. Foi uma resposta a tentativas de ataques contra navios mercantes no Estreito de Ormuz, por parte do Irão. As autoridades iranianas denunciam que pelo menos 11 pessoas morreram e 58 ficaram feridas nestes ataques. Teerão confirma também que retaliou com o lançamento de mísseis contra infraestruturas norte-americanas em vários países do Golfo Pérsico. Esta troca de ofensivas no Médio Oriente está a levar já a uma nova subida do preço do petróleo.
Vladimir Putin alerta que as sanções aplicadas pela Alemanha à Rússia são um grande erro. Isto na sequência dos drones com explosivos encontrados no aeroporto de Leipzig. O especialista Bruno Cardoso Reis acredita que um escalar da guerra na Europa será prejudicial para o Kremlin.
Sobretudo porque Moscovo está já envolvida num conflito de elevada intensidade. A Alemanha acusou ontem formalmente a Rússia de ter realizado um ataque híbrido em Leipzig, depois de serem detectados drones com explosivos neste aeroporto alemão. Berlim fala num elevado nível de ameaça. Sobre um possível escalar do conflito na Europa, o historiador Bruno Cardoso Reis não vê benefícios para a estratégia de Putin.
A Rússia tem uma vantagem, que é: toda a gente sabe que o regime russo não tem grandes problemas em usar a sua população como carne para canhão, sobretudo quando estamos a falar da população de zonas mais periféricas. Por outro lado, a verdade também é que a Rússia já está envolvida num conflito de elevada intensidade contra a Ucrânia, que foi o conflito em que sofreu mais baixas desde a Segunda Guerra Mundial, mais de 1 milhão de baixas, certamente entre mortos e feridos graves, no fundo, obrigada a uma enorme concentração de esforços, de homens, de material, etc. E qualquer dispersão, à partida, seria negativa para a estratégia russa.
Análise de Bruno Cardoso Reis no Gabinete de Guerra desta manhã, quando considera que a Europa devia ter tido uma posição mais robusta para responder a estes episódios russos. Entretanto, esta manhã, os chefes de diplomacia da União Europeia reúnem-se na Irlanda para discutir novas sanções à Rússia e também a situação no Médio Oriente.
São 08h06, Luís. Daqui a pouco, há "Momentos de Glória". Primeiro que outras notícias estão em destaque a esta hora.
Pelo menos 16 pessoas morreram, quase 30 ficaram feridas na sequência de um acidente com um autocarro no Egito. Aconteceu esta manhã num dos destinos mais turísticos do país, no sul da península de Sinai. As 16 mortes e os 28 feridos são confirmados pelo Ministério Egípcio da Saúde, de acordo com dados citados pela agência Reuters. Praticamente um ano depois do acidente com o elevador da Glória, a oposição na Câmara de Lisboa acusa Carlos Moedas de se colocar à margem dos esclarecimentos e da responsabilidade. Os vereadores do PS, Livre, Bloco de Esquerda, PCP e Chega são unânimes à Agência Lusa nas críticas que fazem ao presidente da autarquia. O descarrilamento faz amanhã um ano, 16 pessoas morreram, 24 ficaram feridas. A investigação ao acidente ainda decorre. Os juros da dívida portuguesa a 20 anos atingiram ontem máximos de quase uma década. Subiram cerca de três pontos base para o valor mais alto desde 2017. Uma pressão que atinge os mercados de obrigações um pouco por todo o mundo. Tudo por causa dos receios dos investidores em relação a uma subida das taxas dos bancos centrais para controlar a inflação. E com a subida das temperaturas, há 11 distritos do continente em aviso amarelo amanhã, sexta-feira. Um aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Amanhã também o perigo de incêndio rural vai agravar-se, sobretudo no interior Norte e Centro, Alentejo e Algarve.