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Casanova. Começamos o Jornal das 8 com o PS. Quer ouvir com urgência mais de uma dezena de entidades de setores que estão a ser afetados pelo aumento do custo da energia.

Os deputados do PS querem fazer um diagnóstico das diferentes realidades e impactos e identificar eventuais medidas. Os socialistas referem que o aumento dos preços da energia continua a ter impactos significativos sobre as empresas, os trabalhadores e as entidades dos setores social e associativo. É o que pode ler-se no requerimento enviado à Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia. Os socialistas explicam que querem ouvir no Parlamento, por exemplo, a CIP, a Confederação Empresarial de Portugal, a ANTRAM, a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias, ou a AHRESP, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal. De acordo com o PS, é preciso fazer uma avaliação diferenciada dos impactos da crise energética e da adequação das medidas de mitigação.

Barack Obama afirma que o mundo precisa de mais líderes que valorizem uma humanidade comum. Deixou críticas a Donald Trump e lamenta a nostalgia pela América real.

O antigo presidente dos Estados Unidos esteve em Portugal para participar num fórum dedicado à liderança. Obama alerta que a lentidão dos processos democráticos pode favorecer líderes autoritários. Explica que é o que está a acontecer na União Europeia. Pelo meio, deixa críticas a Donald Trump, como explica agora o jornalista Martim Madeira.

O discurso focou-se muito no perigo dos discursos polarizadores, na emergência de movimentos autoritários na democracia. Barack Obama deu alguns exemplos. Por exemplo, o exemplo da Europa. Diz que a União Europeia, apesar de ter proporcionado à Europa os tempos mais prósperos que algum grupo de pessoas alguma vez viveu, criticou a burocracia praticada por Bruxelas. Diz que a demora para fazer o mais simples leva os cidadãos que se queixam da habitação, por exemplo, estar mais cara, da dificuldade de encontrar emprego, a perderem depois a confiança no governo e o facto dos governos democráticos não funcionarem de uma forma eficiente torna depois mais atrativa a ideia propagada por líderes autoritários de que vão resolver os problemas quebrando as leis do sistema, que são antissistema, que são candidatos antissistema e, portanto, deixa esse aviso. Já relativamente a Donald Trump, Barack Obama deixou uma frase relativamente à guerra no Irão, uma crítica mais velada, não tão direta, não diz diretamente o nome do presidente Trump, mas deixa a mensagem de que quando estava a decidir sobre o que faria na Síria, quando o Assad estava a massacrar o próprio povo, tinha uma decisão difícil em mãos, se de facto os Estados Unidos entravam dentro da Síria e se resolviam o problema ou se respeitava o direito internacional. E Barack Obama, nesta ponderação e neste discurso, diz mesmo que um presidente norte-americano nunca deve entrar numa guerra sem primeiro avisar o Congresso, que é exatamente o contrário do que Donald Trump fez.

O jornalista Martim Madeira, com o resumo da intervenção de Barack Obama no Game Changers Forum. Foi aplaudido por 10 mil pessoas na Altice Arena, em Lisboa. O evento foi aberto ao público, mas sem possibilidade de captar imagem, vídeo ou som. Barack Obama foi também recebido pelo presidente da República em Belém. António José Guterres divulgou no final deste encontro, no site da presidência, uma fotografia dos dois sentados à mesa. Explica que tiveram uma conversa informal e uma troca de impressões sobre temas da atualidade.

Pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas no ataque ao Aeroporto Internacional de Riade, na Arábia Saudita, que já mereceu a condenação de Portugal.

Sim, a Arábia Saudita atribui o ataque aos rebeldes houthis do Iêmen. O grupo apoiado pelo Irão ainda não se pronunciou, apesar de já ter reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita. Em resposta, a coligação liderada pelos sauditas anunciou uma operação militar em grande escala contra os houthis. Donald Trump admite, entretanto, juntar-se às ações militares, tendo em conta que a Arábia Saudita é um país aliado dos Estados Unidos. Foi o terceiro ataque contra o Aeroporto Internacional de Riade esta semana. Quase 600 voos foram, entretanto, cancelados. Países como Estados Unidos, Reino Unido, Espanha ou Canadá já desaconselharam os cidadãos a evitar este aeroporto. Por cá, o Ministério dos Negócios Estrangeiros condena o ataque através de uma publicação na rede social X. A tutela de Paulo Rangel expressa solidariedade para com as famílias das vítimas, com o povo e autoridades da Arábia Saudita. Noutras reações, o secretário-geral da ONU, António Guterres, também afirma estar profundamente chocado com este ataque atribuído aos houthis contra o aeroporto da Arábia Saudita e o primeiro-ministro do Paquistão fala no ataque hediondo.

Vamos ao desporto. O Benfica recebe hoje o Vitória Sport Clube depois da pausa para as seleções.

Jogo a contar para a oitava jornada do campeonato nacional. O Benfica procura voltar às vitórias depois da derrota na última jornada frente ao Porto, no Dragão. O técnico do Benfica, Marco Silva, admite que a pausa para os compromissos internacionais pode fragilizar a equipa, mas promete foco na vitória esta tarde na Luz.

Chegamos a ter só seis jogadores para trabalhar, juntamente com os jogadores da equipa B. Acabamos por ter perto de 16, 17, 18 dias alguns dos jogadores fora daquilo que é o contexto do Benfica e naturalmente não é agradável, mas é o calendário e compete-nos a nós trabalhar dentro do tempo que temos, alertar os jogadores para aquilo que é o mais importante neste momento, que é o foco, que é novamente atingir os patamares de exibição e de intensidade que nós queremos no nosso jogo e isso é o nosso trabalho.

Marco Silva a lançar este jogo com o Vitória. Do lado da equipa visitante, Tiago Margarido, técnico do Vitória Sport Clube, diz que a paragem até foi boa para os jogadores recarregarem energias e vê neste jogo na Luz uma oportunidade para a equipa fazer história.

O Vitória já não vence na Luz há 13 anos, salvo erro. Portanto, olhamos para isto como um desafio, como uma oportunidade de podermos fazer história nesse sentido. Olhamos sempre pelo lado positivo. A estatística vale o que vale, a história vale o que vale. Sabemos que temos um jogo pela frente que terá um nível de dificuldade enorme, mas vamos muito crentes de que vamos conseguir trazer pontos, fundamentalmente fazendo o nosso jogo, criando as oportunidades que já viemos a criar anteriormente ou a intenção de criarmos oportunidades e com a crença muito grande que vamos faturar.

A antevisão de Tiago Margarido, treinador do Vitória de Guimarães, a lançar este jogo com o Benfica no Estádio da Luz esta tarde.

Fica por aqui o Jornal das 8, edição do Rui Casanova. Há mais notícias às 20h30.